Nos dias seguintes, Bilbo e Arien passavam todo o tempo juntos. As vezes ele ficava a escutá-la tocar sua harpa, as vezes conversavam,outras andavam juntos. Bilbo nunca se sentiu tão feliz. Ao cair da noite, ele foi para o jardim, sentou-se no banco, fechou os olhos e começou a relembrar os fatos desde o momento em que saíra do condado até chegar em Valfenda.

A parte mais sublime de toda aquela aventura maluca era ter conhecido Arien. Mas então seu semblante de felicidade se desfez, ao lembrar de que eles não ficariam ali por muito tempo e que a hora do adeus se aproximava. Bilbo nunca sentira algo tão belo, forte e intenso para com uma mulher. Arien o completava, era a razão do seu viver. Como então poderia dizer adeus? Como poderia deixá-la?

Continuava perdido e seus pensamentos quando delicadas mãos tocaram seus ombros. Ele se virou e ela lhe sorriu. Bilbo então sentiu seu coração se acalmar, dando lugar a felicidade que era tê-la perto de si. Ela sentou-se ao seu lado e olhando para o céu, falou:

–Et vanya nöre! Que bela noite!

Bilbo que também observava, baixou a cabeça. Arien voltou-se para ele, pegou uma de suas mãos e perguntou:

–O que lhe aflige, meu doce Bilbo?

Ele olhou em seus olhos e, pesadamente, respondeu:

–Logo terei que partir com Gandalf e os outros...

Fez-se um breve silêncio, e ele completou:

–Logo agora que encontrei-a minha senhora.. Não queria partir! Não queria deixá-la..... eu sinto que minha vida não terá mais sentido se não puder tê-la ao meu lado...E tudo isso porque....... eu a amo....... Eu te amo, Arien Alassë.

Arien sentiu suas bochechas corarem levemente e com um sorriso meigo olhou em seus olhos e respondeu:

– Inye méla etye,Bilbo Bolseiro.

Bilbo tão feliz que jurou que poderia ter desmaiado naquele momento. Se aproximou mais de seu Arien, acariciando seu delicado rosto, segurou delicadamente em seu queixo e a beijou.

Um beijo doce, calmo, tenro: delicado e inocente.....cheio de amor...

Se separaram devido a falta de ar, e Bilbo olhou-a nos olhos....aqueles lindos olhos azuis que pareciam enxergar o mais profundo de seu coração. Não queriam se separar, pelo menos não agora. Então ficaram a observar a noite mais um pouco,de mãos dadas, naquele jardim onde tudo começou.