Existe um menino andando pelas ruas de Brasília, seu nome é Cal, tem 17 anos, faz aniversário dia 13 de dezembro, gosta de ver hentais e filmes pornos, tem alergia a bichinhos de estimação, a mãe é histérica, sua cor favorita é preto, estuda no Colégio Marista, tem a família inteira, contando com ele, como homofóbica e ele é considerado um garoto pegador. Mas como eu sei disso? Fácil, eu sou stalker dele, mas não por causa que eu sou apaixonado por ele, isso seria impossível, Eu odeio ele, quero que ele e toda a família dele morra, que ele se ferre mais do que eu.

Minha história é o seguinte: “Eu e a Camila estávamos namorando a cerca de 5 anos e a um estávamos noivos. Muitos amigos meus tiravam com a minha cara por nós nunca termos transado e coisas do género, mas eu tinha meus motivos. Ela era virgem e queria casar assim, eu por amor a ela controlei o meu libido, cuidava nos nossos beijo para não acontecer nada que poderia acabar com os sonhos dela.

No dia dos namorados, a véspera do nosso casamento, eu fui até a sua casa e entrei com a chave reserva. Acho que nunca me arrumei tanto, estava de terno, com um buque de rosas vermelhas em mãos e uma caixa de bombons em forma de coração. Ao entrar não conseguia acreditar no que via, era horrível. Ela estava beijando um moleque com uns 10 anos a menos que eu, um beijo cheio de desejos, de malícia, sem pudor. As mãos do menino profanavam o corpo da minha noiva, mas eles não me viram e foram pro quarto. Eu na porta apenas espiava a dança sensual que eles faziam para se despir e finalmente veio a penetração, o rosto dela se quer se contraiu. Mais uma verdade me apunhalou o peito, ela já não era mais virgem. E eu continuava a ver aquela dança de corpos nus, suados, uma dança que eu havia me negado por amor a ela.

Por fim ambos chegaram ao ápice juntos e ela sussurrou de forma que eu pude ouvir:

Eu te amo.... Cala a boca sua vadia, eu só vim atras de sexo, afinal todos sabem que você é fácil — e colocando as roupas foi sair do quarto, mas eu, com um soco que quebrou o seu nariz, o impedi.

Não bastava ele fazer sexo com a minha garota, não bastava ele acabar com o que eu tinha de mais puro, ainda cuspia em cima. Não, ele não ia sair impune. Eu o chutei até sentir o braço que ele usava pra se proteger dos meus golpes bestiais se romper.

Eu o levantei e o joguei pra fora daquela casa, então voltei para dentro e a beijei de forma a não lhe dar nenhum prazer. A beijei até sentir o gosto de sangue em minha boca e dando meia volta lhe disse:

Espero que tenha valido a pena me trocar por ele — e com um beijo delicado em sua testa lhe entreguei o buque e os bombons.

Ela abriu o cartão enquanto eu saia daquele lugar, ao terminar de ler ela caiu prostrada no chão, mas eu já havia fechado a porta e ido embora para qualquer outro lugar.

O cartão dizia: “Cami, meu amor, amanhã é o dia em que finalmente nós seremos um. Em que poderemos dizer que vamos envelhecer juntos. Amanhã o seu sonho de se casar virgem se concretizará. Como eu te amo e sempre irei te amar, nós iremos rir das verrugas um do outro você vai ver. Com todo meu amor, Hilbor”

Eu era feliz, eu era e por causa de um mísero menino eu já não sou mais. Mas tudo bem, ele acabou com a minha vida e eu irei acabar com a dele, só preciso do seu nome, porém depois eu penso nisso.

Me enfiei no rumo das bebidas, da casa para o bar foi a minha rotina daquela semana. Até que um intimato por agressão me chegou. Eu deveria comparecer à delegacia em 15 dias para ser reconhecido pelo agredido Carlos Manuel de Andrade. Me diga, o mundo poderia ser mais perfeito? Sem mexer um dedo sequer eu descobri o nome do infeliz, muito obrigado Deus.

Então chegar a sua casa foi mais fácil ainda, apenas olhei na lista telefónica e lá estava o telefone, do telefone ao endereço foi o tempo de uma ligação e em menos de 1 hora eu estava em frente a sua casa. Os olhos dele quando me viram, seus joelhos tremendo, não poderia ser mais excitante. Foi fácil ameaça-lo para que ele tira-se a queixa, pois eu sou rico e com o poder do dinheiro até Hitler poderia ser julgado inocente. E ele cedeu, mas eu ainda não estava contente. Uma semana depois invadi sua casa e instalei um vírus no seu computador, assim eu teria acesso remoto a tudo que ele via e assim saberia como ataca-lo. Mas não me contentei com o computador, pus câmeras pela casa e gravadores, tudo diretamente ligado ao meu computador.

Assim descobri o quanto homofóbica era a sua família e assim acabaria com a sua vida. Faria ele se apaixonar por um homem então a sua família inteira o exilaria, o playboy teria que trabalhar e eu faria a pessoa mais querida para ele o trair descaradamente. E quem sabe depois disso eu mande dar um fim em sua vida.”

Basicamente esses são os meus pensamentos. Por enquanto eu apenas estou fazendo ele cruzar com alguns vídeos homossexuais de teor pornográfico. E aos poucos ele está ficando curioso.

Sabe o que é mais interessante? Ele passou no vestibular na federal e vai ficar na minha sala, não que isso não tenha sido premeditado, mas não achei que ele conseguiria passar em Sistemas de Informação, basicamente informática.

Já no primeiro dia de aula percebi que ele não me reconheceu, afinal a minha vida acabou a um ano e meio, desde lá deixei meu cabelo crescer cortei a barba, realmente mudei. Isso era perfeito.

Toda sexta feira ele saia para pegar uma prostituta, mas naquela eu iria um pouco além. Contratei uma muito bonita e a paguei para durante a transa fazer um fio terra nele. Ele se sentiu incomodado, mas gostou da sensação. Dois meses depois dele criar o habito de pedir por um fio terra contratei outra garota para enfiar 3 dedos quando ele pedisse isso.

E ela fez, incomodado, mas não tanto quanto da primeira vez ele gostou. Seis meses depois contratei uma traveco. No começo ele comeu ela e nem percebeu a diferença, afinal ele queria comer alguém por trás e “ela” deixou, mas no meio foram invertidas as posições. Devo dizer que jamais o vi gozar tanto. Sim eu espiava ou gravava todas as saídas dele.

Demorou um tempo para ele tentar isso de novo, mas três meses depois ali estava ele com um outro traveco. Um ano depois ele já estava ignorando as mulheres. Saia só com homens. Estava tudo certo até ai, mas um dia eu cheguei na sala e não havia ninguém. Peguei o meu IPhone e olhei o e-mail da turma, as aulas haviam sido canceladas e eu não tinha percebido. Quando me virei para sair ele entrou em sala, tive de me controlar para não matá-lo, tinha que vê-lo sofrer antes. Até que ele me falou:

Você me odeia?

Tinha coisa mais obvia no mundo?

Não, porque está perguntando isso? Porque sempre que eu tento falar com você sou ignorado, porque sempre parece que você quer me fuzilar... O que você faria se isso for verdade

Realmente eu deveria calar a minha boca. Ele abaixou os olhos ponderando a minha resposta e de repente ele me encara. Olhos lacrimejantes e disse:

Eu me mataria nesse exato instante, porque.... porque eu te amo — nem deu tempo de raciocinar e ele me beijou a força. Como ele poderia me amar? Ele que me matou e me amava? Não era possível. O empurrei e corri o mais rápido possível para casa. Como eu deixei a situação sair tanto do controle. Quando que ele começou a sentir essa atração por mim sem eu perceber? A cada pergunta que vinha a minha mente uma batida eu dava com a cabeça na parede.

Uma semana sem ir para a faculdade me foi o suficiente para armar o próximo plano. Eu me entregaria a ele, faria ele não querer nunca mais se separar de mim e então o trairia. Era perfeito, apesar de saber que a minha consciência quase não existia mais, a loucura se apoderava do meu corpo.

Segunda feira de manhã fui para a faculdade, chegando lá o puxei, sob protestos, da sala e no terraço o beijei. Segurei o meu asco o máximo possível, afinal eu também sou homofóbico. A alegria dele era tão grande, mas tudo bem, quanto maior a altura, maior a queda.

Atualmente estamos a 3 anos juntos, morando juntos, vivendo juntos. A família dele o deserdou assim como eu planejei, mas eu estava lá para o confortar. Eu era o único amigo dele, a única família, o único amor.

Resolvemos nos casar e um dia antes, para comemorar transamos como jamais havíamos feito antes. Eu o joguei na cama, meus beijos descia pela sua barriga e iam até o seu membro erecto, movimentos da vai e vem rápidos até que senti o seu gosto em minha boca pela primeira vez. Desde que estamos juntos eu o trato como uma mulher, nunca invertemos, nunca havia feito um oral nele, mas hoje eu deixaria ser diferente. Com o liquido esbranquiçado saindo pelos meus lábios o beijei, era obvio em sua face que ele estava feliz, pois eu havia retribuído o amor dele, pelo menos um pouco. Mas eu deixaria ele ainda mais feliz. Peguei o vidro de vaselina e passei pelo seu membro que voltava a pulsar e um pouco na minha entrada, ele não acreditava no que via. Eu me entreguei, dizer que depois da dor só vem o prazer, pra mim não foi assim, o único sentimento que veio foi o asco, mas eu sou um bom ator e consegui, com muito esforço um orgasmo. Estou com caibras nas mãos até hoje.

Eu cai na cama e ele deitou sobre o meu peito, entrelaçou as nossas mãos e disse:

Eu te amo Cala a boca seu gay, eu só vim atras de sexo, afinal todos sabem que você é fácil! — seus olhos se arregalaram e eu continuei — Eu nunca te amei, só queria que você sentisse o mesmo que eu. Sabe essas foram basicamente as palavras que você usou depois de transar com a minha noiva na véspera do nosso casamento. Desde então eu te persigo para te fazer sofrer como eu sofri.

Não preciso dizer que as lagrimas dele era como uma enxurrada. Não aguentei e ri, ri o riso mais macabro que conseguia, minha sanidade finalmente me dizia adeus. Abri a primeira gaveta e peguei a arma que havia deixado ali. E apontando para o pênis do meu “amante” atirei, ele berrou de dor, mais risadas saiam da minha boca, outro tiro, dessa vez em sua barriga. Ele caiu na cama soluçando e sua ultima frase foi:

Me perdoa, eu te amo.

E ele morreu, minha risada mais uma vez, mas dessa vez era frouxa e lagrimas começaram a cair. A verdade me alcançou e sussurrou em meu ouvido: Você se apaixonou por ele. Você perdeu a sua vida novamente.

a arma gélida tocou minha têmpora, mas policiais a arrancaram da minha mão, o mundo estava sem cor, sem som. Mas não por muito tempo, na delegacia eu consegui finalmente parar de sofrer e dizer:

Cal, desculpa. Eu te amo, espero te encontrar em outra vida.

E assim a minha vida, sem vida, finalmente chegou ao fim.

Você chegou ao fim do livro. Parabéns!