Notas iniciais
Olá pessoas lindas ^-^
Agradeço a todos os reviews, isso me deixou muito feliz :3
E aqui está o ultimo capitulo da história.
Triste, eu sei ._. Mas leiam e sejam felizes o/

Kouyou’s POV

Demônio sem coração.


Como se atreve atirar em um cachorro? No meu pequeno herói.


– Cão irritante.


– Monstro desalmado!!!


– Tudo isso por causa de um vira-lata? É apenas um animal sem sentimentos.


– Único animal sem sentimentos que eu vejo é você!


– Que grosseria, Kou-chan – sínico – Não quero ninguém atrapalhe nossa brincadeira.


– Não me lembro de pedir para participar dos seus “joguinhos”. – voltando a pegar a faca ao lado de meu mini herói caído no chão – Que tal aumentarmos ainda mais os cortes, hm? – sorrindo sadicamente.


Vou morrer... alguém ainda tem duvidas disso?


Cerrei meus olhos, não queria nem imaginar o que estava por vir agora (como se não soubesse)


Meu pequeno herói estava caído perto de mim.


Vivo ou morto. Não sei dizer...


– Abra seus olhinhos pra mim, Kou-chan – puxando meu rosto e o lambendo. E isso foi nojento. Extremamente nojento. – Vamos seu puto desgraçado, abra a porra dos seus olhos agora!!! – fincando a faca em uma de minhas coxas, me fazendo gritar. Mas ainda me negava a abrir os olhos.


– Me deixe em paz... – minha voz era um sussurro. Não! Era quase como uma oração. Um pedido. Como se alguma espécie de milagre fosse acontecer.


Escutei o som daquela faca cair no chão e senti algo pesado cair sobre minhas pernas feridas.


Um silencio tomou conta do lugar.


Ainda receoso, arrisquei abrir meus olhos, ciente que veria a cara de meu agressor encher de prazer ao fazer o que desejava.


Mas algo estava muito errado.


Meu agressor estava... morto...


COMO?


POR QUE?


POR QUEM?


Aquele filho da puta estava caído sobre minhas pernas. Com a cabeça toda ensangüentada. O que deduzi que alguém arrebentou algo em sua cabeça. MAS QUEM?


– Finish! – uma voz animada dissera isso. Uma voz de uma mulher SEMI-NUA e com ORELHINHAS!!!


– Quem é você? – perguntei receoso.


– Oi? – dirigindo de modo totalmente animado e infantil para mim – Não se preocupe, sou apenas uma amiga, Kou-chan.


– Como... sabe meu nome?


– Pobre Yuu – dirigindo ao cachorro, me ignorando e ainda o chamando por outro nome. – Parece que finalmente aprendeu sua lição e ainda me surpreendeu. Parabéns. – sobre que ela estava falando?!


– Hey! – chamei por ela novamente. E dessa recebi a devida atenção.


– Então, pequeno Kou – com uma voz sedutora e acariciando meu rosto. Eu já tava ficando com medo disso – Será melhor que não se lembre de nada disso, okay? – e como quer que eu não me lembre disso? Não há nada que você faça para que eu possa esquecer tudo. Algo tipo “puf” e não lembrará mais nada. – Descanse um pouco, Kou-chan. Você já sofreu muito, meu pequeno. – ela me beijou. Um beijo suave, doce. E, por alguma razão, eu perdia minha consciência lentamente.


.................


..............


.........


...


– Kouyou! – uma voz familiar me chamava. – abria lentamente meus olhos, visando um lugar diferente do que me encontrava antes – Graças aos céus que acordou.


– Mãe? – recobrando a consciência – Onde eu estou...?


– Está em casa, querido. – me respondeu – O que aconteceu com você, meu anjo?


– Eu não sei. – levantei-me lentamente, sentindo minha cabeça pesar – Sai pra passear com o A... – pausei – Onde está o Aoi?!


– Quem? – claro que minha mãe não o conhecia.


– Aoi, meu cachorro. Ele estava junto comigo. – tentei explicar


– Takashima-san. – Nana me chamou.


– Nana. Você se lembra do Aoi, não é? Eu não estou louco.


– Sinto muito, Takashima-san. Mas não encontraram seu cachorro – o que? – Recebi uma ligação anônima, dizendo que o senhor estava precisando de ajuda. No começo achei que fosse uma brincadeira, mas você não voltava e comecei a ficar preocupada. Que bom que nada de muito grave lhe aconteceu. – nada grave? Como assim?


– Está tudo bem, querido? Você ficou desacordado durante um dia inteiro.


– Não mãe, não está nada bem. Eu tenho certeza, eu levei Aoi para brincar no parque, quando fui abordado por um cara. Arrastado por um lugar estranho onde fui agredido. Aoi tentou me salvar, mas acabou sendo atingido e depois disso... – senti minha cabeça latejar ainda mais – Eu... eu não consigo me lembrar...


– Querido, por favor descanse. – insistia minha mãe – Você deve uma experiência ruim meu amor. Apenas isso. Mas ficará tudo bem agora.


Não mãe, não ficará tudo bem.


Eu só queria meu Aoi aqui comigo. Sempre...


Apenas um dia... foi tudo que bastou para que aquele cachorro se tornasse o ser mais importante pra mim.


Eu... eu...


Ele era um cachorro, mas ainda assim eu o amava como se fosse uma pessoa...


Eu realmente não estava nenhum pouco bem...



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Aoi’s POV

Três meses já haviam se passado desde aquele fim de semana anormal pelo que passei


E pensar que tudo começou só porque atropelei um cão.


Depois de ser convertido em um cachorro. Um Akita (pois é, depois daquilo acabei aprendendo um pouco sobre cães. Ou melhor, me interessar por isso).


Não me lembro exatamente do que aconteceu naquele dia, após levar um tiro (que por sorte pegou de raspão, claro que como cão isso foi um tanto grave de qualquer jeito).


Apenas lembro que Ryoko apareceu por lá e só fui acordar no hospital depois.

Já estava de volta a forma humana. Finalmente havia sido perdoado por aquela inugami (estou começando a acreditar nisso. Bom... estava de volta ao normal)


Passei quase um mês no hospital, nem tanto por causa do ferimento, mas por uma segurança a mais (sei lá, pra que)


Claro que depois que voltei pra faculdade estava mais perdido que cachorro sem faro em meio um rodízio (okay, essa foi péssima)


Enfim...


Recuperar tudo que eu havia perdido foi mais difícil do que pensei, mas já estava de volta a ativa.


– Então Yuu...como é viver a vida num disparo? – provocava-me Akira.


– Cala boca, calopsita enfaixada. – ralhei


– Ainda não consigo entender como levou aquele tiro. – pois é... contei mais ou menos o que havia acontecido naquele dia.


– Atormenta, Akira.


– Okay... okay – ainda rindo da situação – Me ajude então com a prova de amanhã pelo menos.


Estávamos próximos as provas finais do semestre e como sempre Akira queria que eu lhe desse todas as respostas do teste. Nem pra estudar o filho da puta servia.


– Vê se te enxerga sua calopsita adestrada. Eu passei quase um mês longe da facul e já me recuperei. Agora você que, acredito que venha todo dia, se assiste aula ou não já não é problema meu, mas está sempre aqui. Devia ter vergonha nessa cara.


– O nerd aqui é você, Yuu. Eu não consigo entender todas aquelas contas e formulas monstruosas.


– Estudasse mais que você entenderia bem mais fácil.


– Desculpe se não sou tão anti-social quanto você e tenho um namorado.


– Um namorado chibi e que ainda está no colegial.


– Eu gosto de garotos mais novos e ai.


– Nada contra – deu de ombros – Desde que isso não atrapalhe seus estudos – Akira simplesmente bufou.


Na verdade Akira tinha a mesma idade que eu (alguns meses mais velho apenas) e seu namorado tinha dezessete anos e ainda estava terminando o colégio. Porém, graças a falta de altura do chibi perto do tamanho quase monstruoso da calopsita, dava pra enxergar quase um shouta quem os via juntos.


– Vamos sair esse fim de semana, por que não vai junto. Deixe essa vida de anti-social e se divirta um pouco.


– Eu dispenso. Não quero segurar vela pra ninguém.


– Leve alguém também.


– Quem? – perguntei – Sou anti-social e amado por ninguém, lembra?


– Yuu venha comigo agora – me puxando pelo braço.


– Hey! Akira. Eu preciso estudar, temos prova amanhã.


– Esquece os estudos. Você irá bem de qualquer jeito mesmo.


– Pra onde está me levando, Akira?


– Vamos encontrar meu chibi. Deve estar saindo da escola agora. Quem sabe ele não te apresenta algum amigo interessante.


– Akiraaaaa..... – resmunguei enquanto ele continuava me puxando para fora dos limites da nossa escola e só parando quando chegamos em frente aos portões do colégio do chibi dele.


– Takanori!!! – gritou a calopsita assim que avistou seu chibi em meio a tanta gente.


– Aki-chan! – como um foguete, só vi um projeto de gente se jogar, agarrando-se no pescoço da calopsita.


– Oi Taka.


– Ah! Oi Yuu. – finalmente notando minha presença e se soltando de Akira – Não tinha te visto – jura? Tu só tem olhos pra sua calopsita mesmo.


– Estava pensando em levar Yuu com a gente na nossa viagem, vê se aproveita um pouco a vida, mas ele se recusa a ir pra não ficar segurando vela. Sabe alguém que poderia ir junto com ele? Algo como um duplo encontro, ou algo assim.


– Poderia ver com o Kou-chan – disse pensativo – Ele anda meio deprimido ultimamente uma boa companhia poderia lhe fazer bem.


– Deprimido por...?


– Parece que algum idiota atropelou o cachorro dele. E também ele passou por uns apuros, digamos, uns meses atrás.


– Entendo.


Em meio a essa conversa entre os dois foi que finalmente minha ficha caiu.


O idiota era eu. E o Kou-chan era o mesmo que me tratou igual cãozinho de madame e que eu falhei ao tentar salvá-lo.


– E o que você acha Yuu?


– Hã?!


– Terra para Yuu – chamava Akira – Está me ouvindo. O que você acha da idéia?


– Melhor não Akira. – discordei


– Deixa disso Yuu. – disse-me um chibi sorridente – Kou-chan é legal. E alias ele está bem ali – apontando para pessoa que evitei esses últimos meses – Kouyou!!!


O loiro se aproximou ao ser chamado pelo chibi (que nesse exato momento eu queria matá-lo) – Oi Taka. Akira. – cumprimentou – E que é ele?


– Esse é Yuu – Akira respondeu antes de mim – Taka disse que você anda meio desanimado ultimamente, então pensei em convidá-lo pra viajar com nós três no final desse semestre.


– Eu não concordei com nada – discordei


– Você disse que não iria sozinho – corrigindo-me


– Yuu... você não me parece estranho – Kouyou me encarava de modo estranho. Eu me sentia extremamente sem-graça.


– Vocês já se conhecem por um acaso – perguntou Akira, sendo seguidos pelos olhares curiosos do chibi.


– Espere um pouco. EU ME LEMBRO DE VOCÊ – manifestou-se Kou – Aquela noite... você era o idiota que atropelou meu Hachiko. – e pronto. Porra...


– Yuu, seu desalmado. Você não disse que nada de ser o responsável por isso. – senti os olhares caírem todos sobre mim.


– Eu sinto muito por isso, Kouyou. Pelo seu cachorro e por tudo que acabei te falando aquela noite. Eu sei que isso não vai mudar nada, mas...


– Como sabe o nome dele? – fui interrompido por um chibi por meu deslize. – Eu só o chamei por “Kou-chan”


– Também não lembro de ter lhe dito meu nome momento nenhum.


– Bem... é que... – e agora?


– Isso não importa – suspirou – Hachiko foi um bom amigo, mas sinto falta mesmo é do Aoi... foi a amizade mais curta que já tive...


Fiquei em silencio, não tinha o que dizer. Alias, até tinha, mas não sabia como dizer.


– Eu já vou indo. Não quero deprimir vocês – sorrindo falsamente e se afastando de nós três.


– Pois é Yuu – Akira colocava o braço em volta do meu pescoço – Você acaba de perder um grande peixe por ser tão tapado. – valeu pelo apoio.


– Eu sei... – eu estava cabisbaixo. Admito que gostava dele,mas não poderia simplesmente chegar e dizer: Oi, eu sou Aoi. Seu cãozinho amado.


– Com licença – uma garota, de certa forma extremamente familiar nos chamava a atenção. Mas utilizava o mesmo uniforme da escola do chibi.


– Ryoko?!


– Então é você mesmo, Yuu-san. – abraçando-me como se fossemos amigos – Vai deixar mesmo Kou ir embora assim? – sussurrava em meu ouvido – Te fiz voltar ao normal, mas você ainda é responsável por aquela criança. Então faça por dom de merecer ser humano. – soltando o abraço – Eu estava com saudade suas, Yuu.


– Ryoko.


– Estou com um pouco de pressa hoje. Espero poder te ver logo novamente e que eu tenha mais tempo livre – aproximando-se para beijar meu rosto – Melhor fazer algo, akita – gelei


Ryoko se despediu de todos indo logo embora.

Akira ficou me encarando a espera de respostas.


– Quem é ela, heim Yuu? – provocava-me


– É só uma conhecida – respondi, batendo a mão no bolso da calça para confirmar se algo em especial ainda estava lá – Eu preciso fazer algo antes. Encontro vocês depois – me afastei deles, torcendo para ainda encontrar-me com Kouyou.


Fiquei feliz por consegui avistá-lo


– Kouyou!!! Por favor, espere – gritei para que parasse.


– O que foi Yuu? Não vou guardar ressentimento pelo ocorrido. Você se arrependeu não foi?


– Não é isso, Kou. É que... – não sabia como falar – Aoi ainda está vivo!


– Como? Onde? Como você o conhece?



– Calma Kou. Eu... ele sobreviveu àquele ocorrido. Porém não sei se você ainda vai querê-lo...


– Onde ele está? Diga-me, por favor.


– Está bem a sua frente – respondi tirando o objeto, que por alguma razão sempre carregava comigo. A coleira que Kou usara em mim. – Me chame de louco se quiser, mas eu sinto muito. Sou péssimo tanto como cão quanto como pessoa... – ri sem graça.


– Aoi...? Mas como? – claro que Kou ficaria confuso, mas pelo menos a coleira ele confirmou ser a verdadeira.


– O dia no parque, eu não quis brincar e você se meteu em um grande problema. Tentei te ajudar da melhor maneira que eu pude, mas acabei perdendo a consciência após levar aquele tiro. – parei para analisar por uns instantes a expressão dele – Agora com certeza você deve me achar louco, não é?


Uma atitude totalmente inesperada me aconteceu


Ele... ele me beijou...


– Aoi... o cão mais preguiçoso e valente que eu tive.


– Você acredita em mim? – eu estava incrédulo


– Mais ou menos – respondeu entre um sorriso – Mas te darei tempo para me convencer.


– O lugar onde levei o tiro ainda não cicatrizou e dói às vezes.


– Parece que terei que cuidar de você então – riu – Mas será que posso te levar pra casa?


– Acho que sua babá estranhará no começo – ri junto com ele – Sou uma mascote um pouco diferente, não acha?


– Sim. Mas é minha mascote.


Mais um beijo foi iniciado.


Calmo, sereno.


Meu curto tempo como mascote desse garoto mimado me rendeu uma vida bem melhor do que eu esperava.


– Só um momento – cessando o beijo e passando os braços em volta do meu pescoço – Agora sim, está perfeito – disse ao colocar aquela coleira em meu pescoço – Aoi, meu super mascote.


Minha vida como mascote parece estar só começando....


Notas finais
Então... o que acharam?
Consegui terminar a fic sem ter que aumentar pra +18 (nem eu acredito ^^")
Mas algumas pessoas estão me pedindo um lemon Uru x Aoi e eu estou pensando nessa hipótese de trazer como um cap. extra. O que vocês acham? (claro que ai será +18 ^^")
Deixem reviews se querem o lemon ou não? :3
Obrigada a todos que leram até aqui ^-^
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!