Minha Realidade
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Minha Realidade
Descrever fatos, momentos e conversas não é fácil, mesmo que seja apenas para atualizar uma amiga sobre os últimos acontecimentos importantes. As memórias sempre se embolam barra se perdem e fica muito complicado organizar tudo de um jeito que dê para entender. Mas vou começar do começo.
Minha solidão caseira estava cada vez maior. Se não fosse pela televisão, estaria um silêncio insuportável. Normalmente, ao meio dia e à meia noite o moço que suspeito ter problemas psicológicos passava em frente a minha casa gritando "HEEEY HOOOOOO UUUUU" E esse simples ato me fazia sentir que existia uma certa amizade entre nós. E hoje parece que ele esqueceu de que tinha um compromisso comigo. Mas mesmo assim, ainda tenho vontade de conseguir olhá-lo nos olhos e calmamente agradecer pela sua companhia. Ah, não me importo se acharem quem tenho esquizofrenia por ter um amigo que nunca vi, conversei e nem sei onde mora. Com um enorme cansaço disso, Levantei-me da cama bruscamente, peguei as chaves e saí.
Caminhei uma boa parte da minha cidade, apenas pensando e observando as coisas e pessoas que antes me pareciam invisíveis. Não necessariamente procurando pelo homem que grita. Até que encontrei um parque com um banco branco que me parecia muito simpático e sentável. Então fiquei ali sentido o vento beijar a minha nuca, e quando ficava um pouco mais forte, fechava os olhos e abra os braços para ter um sensação melhor. Sem me preocupar com quem sentava ou deixava de sentar ao meu lado. Até que chegou uma pessoa muito cheirosa. Resolvi dar uma olhada e logo percebi que não só o cheiro era agradável como a aparência também: olhos despreocupados, sorriso fraco, rosto marcante, cabelo encaracolado e algumas veias aparentes.Mas como eu fumo flor e fumaço bolinhas de sabão me senti na obrigação de devolver toda aquela expressão. De repente, por puro impulso, encostei minha cabeça em seu colo e o resto do meu corpo ficou deitado sob o banco. Assim, de uma hora para a outra, como nos filmes em que as pessoas se conhecem e já são melhores amigos desde a infância.
- Olá. - Ouvi sua voz. Também agradável, devo admitir.
Não sei como ou porque, mas daí começou uma conversa muito profunda. Contamos tudo um ao outro: de amanhã, de ontem, de anteontem e de anteontem de ontem. A intimidade nasceu e cresceu rapidamente ali naquele parque com um banco branco sentável. Simples assim. Mas algumas coisas são tão filosóficas e metafóricas que é como tomar pensativos banhos longos.
- A gente nasce em uma montanha russa que sobe e desce tanto que nos faz enjoar e sair e logo deixamos de existir.
- Ei! Isso foi legal. Realmente legal. Posso escrever sobre essa frase! Melhor, sobre toda essa cena aqui!
- De nada.
E foi assim o dia em que descobri que a simplicidade é grande.
Minha solidão caseira estava cada vez maior. Se não fosse pela televisão, estaria um silêncio insuportável. Normalmente, ao meio dia e à meia noite o moço que suspeito ter problemas psicológicos passava em frente a minha casa gritando "HEEEY HOOOOOO UUUUU" E esse simples ato me fazia sentir que existia uma certa amizade entre nós. E hoje parece que ele esqueceu de que tinha um compromisso comigo. Mas mesmo assim, ainda tenho vontade de conseguir olhá-lo nos olhos e calmamente agradecer pela sua companhia. Ah, não me importo se acharem quem tenho esquizofrenia por ter um amigo que nunca vi, conversei e nem sei onde mora. Com um enorme cansaço disso, Levantei-me da cama bruscamente, peguei as chaves e saí.
Caminhei uma boa parte da minha cidade, apenas pensando e observando as coisas e pessoas que antes me pareciam invisíveis. Não necessariamente procurando pelo homem que grita. Até que encontrei um parque com um banco branco que me parecia muito simpático e sentável. Então fiquei ali sentido o vento beijar a minha nuca, e quando ficava um pouco mais forte, fechava os olhos e abra os braços para ter um sensação melhor. Sem me preocupar com quem sentava ou deixava de sentar ao meu lado. Até que chegou uma pessoa muito cheirosa. Resolvi dar uma olhada e logo percebi que não só o cheiro era agradável como a aparência também: olhos despreocupados, sorriso fraco, rosto marcante, cabelo encaracolado e algumas veias aparentes.Mas como eu fumo flor e fumaço bolinhas de sabão me senti na obrigação de devolver toda aquela expressão. De repente, por puro impulso, encostei minha cabeça em seu colo e o resto do meu corpo ficou deitado sob o banco. Assim, de uma hora para a outra, como nos filmes em que as pessoas se conhecem e já são melhores amigos desde a infância.
- Olá. - Ouvi sua voz. Também agradável, devo admitir.
Não sei como ou porque, mas daí começou uma conversa muito profunda. Contamos tudo um ao outro: de amanhã, de ontem, de anteontem e de anteontem de ontem. A intimidade nasceu e cresceu rapidamente ali naquele parque com um banco branco sentável. Simples assim. Mas algumas coisas são tão filosóficas e metafóricas que é como tomar pensativos banhos longos.
- A gente nasce em uma montanha russa que sobe e desce tanto que nos faz enjoar e sair e logo deixamos de existir.
- Ei! Isso foi legal. Realmente legal. Posso escrever sobre essa frase! Melhor, sobre toda essa cena aqui!
- De nada.
E foi assim o dia em que descobri que a simplicidade é grande.
Classificação Livre
Universo Alternativo
Luan Ferreira
Sinopse
Descrever fatos, momentos e conversas não é fácil, mesmo que seja apenas para atualizar uma amiga sobre os últimos acontecimentos importantes. As memórias sempre se embolam barra se perdem e fica muito complicado organizar tudo de um jeito que dê para entender. Mas vou começar do começo.
Minha solidão caseira estava cada vez maior. Se não fosse pela televisão, estaria um silêncio insuportável. Normalmente, ao meio dia e à meia noite o moço que suspeito ter problemas psicológicos passava em frente a minha casa gritando "HEEEY HOOOOOO UUUUU" E esse simples ato me fazia sentir que existia uma certa amizade entre nós. E hoje parece que ele esqueceu de que tinha um compromisso comigo. Mas mesmo assim, ainda tenho vontade de conseguir olhá-lo nos olhos e calmamente agradecer pela sua companhia. Ah, não me importo se acharem quem tenho esquizofrenia por ter um amigo que nunca vi, conversei e nem sei onde mora. Com um enorme cansaço disso, Levantei-me da cama bruscamente, peguei as chaves e saí.
Caminhei uma boa parte da minha cidade, apenas pensando e observando as coisas e pessoas que antes me pareciam invisíveis. Não necessariamente procurando pelo homem que grita. Até que encontrei um parque com um banco branco que me parecia muito simpático e sentável. Então fiquei ali sentido o vento beijar a minha nuca, e quando ficava um pouco mais forte, fechava os olhos e abra os braços para ter um sensação melhor. Sem me preocupar com quem sentava ou deixava de sentar ao meu lado. Até que chegou uma pessoa muito cheirosa. Resolvi dar uma olhada e logo percebi que não só o cheiro era agradável como a aparência também: olhos despreocupados, sorriso fraco, rosto marcante, cabelo encaracolado e algumas veias aparentes.Mas como eu fumo flor e fumaço bolinhas de sabão me senti na obrigação de devolver toda aquela expressão. De repente, por puro impulso, encostei minha cabeça em seu colo e o resto do meu corpo ficou deitado sob o banco. Assim, de uma hora para a outra, como nos filmes em que as pessoas se conhecem e já são melhores amigos desde a infância.
- Olá. - Ouvi sua voz. Também agradável, devo admitir.
Não sei como ou porque, mas daí começou uma conversa muito profunda. Contamos tudo um ao outro: de amanhã, de ontem, de anteontem e de anteontem de ontem. A intimidade nasceu e cresceu rapidamente ali naquele parque com um banco branco sentável. Simples assim. Mas algumas coisas são tão filosóficas e metafóricas que é como tomar pensativos banhos longos.
- A gente nasce em uma montanha russa que sobe e desce tanto que nos faz enjoar e sair e logo deixamos de existir.
- Ei! Isso foi legal. Realmente legal. Posso escrever sobre essa frase! Melhor, sobre toda essa cena aqui!
- De nada.
E foi assim o dia em que descobri que a simplicidade é grande.
Minha solidão caseira estava cada vez maior. Se não fosse pela televisão, estaria um silêncio insuportável. Normalmente, ao meio dia e à meia noite o moço que suspeito ter problemas psicológicos passava em frente a minha casa gritando "HEEEY HOOOOOO UUUUU" E esse simples ato me fazia sentir que existia uma certa amizade entre nós. E hoje parece que ele esqueceu de que tinha um compromisso comigo. Mas mesmo assim, ainda tenho vontade de conseguir olhá-lo nos olhos e calmamente agradecer pela sua companhia. Ah, não me importo se acharem quem tenho esquizofrenia por ter um amigo que nunca vi, conversei e nem sei onde mora. Com um enorme cansaço disso, Levantei-me da cama bruscamente, peguei as chaves e saí.
Caminhei uma boa parte da minha cidade, apenas pensando e observando as coisas e pessoas que antes me pareciam invisíveis. Não necessariamente procurando pelo homem que grita. Até que encontrei um parque com um banco branco que me parecia muito simpático e sentável. Então fiquei ali sentido o vento beijar a minha nuca, e quando ficava um pouco mais forte, fechava os olhos e abra os braços para ter um sensação melhor. Sem me preocupar com quem sentava ou deixava de sentar ao meu lado. Até que chegou uma pessoa muito cheirosa. Resolvi dar uma olhada e logo percebi que não só o cheiro era agradável como a aparência também: olhos despreocupados, sorriso fraco, rosto marcante, cabelo encaracolado e algumas veias aparentes.Mas como eu fumo flor e fumaço bolinhas de sabão me senti na obrigação de devolver toda aquela expressão. De repente, por puro impulso, encostei minha cabeça em seu colo e o resto do meu corpo ficou deitado sob o banco. Assim, de uma hora para a outra, como nos filmes em que as pessoas se conhecem e já são melhores amigos desde a infância.
- Olá. - Ouvi sua voz. Também agradável, devo admitir.
Não sei como ou porque, mas daí começou uma conversa muito profunda. Contamos tudo um ao outro: de amanhã, de ontem, de anteontem e de anteontem de ontem. A intimidade nasceu e cresceu rapidamente ali naquele parque com um banco branco sentável. Simples assim. Mas algumas coisas são tão filosóficas e metafóricas que é como tomar pensativos banhos longos.
- A gente nasce em uma montanha russa que sobe e desce tanto que nos faz enjoar e sair e logo deixamos de existir.
- Ei! Isso foi legal. Realmente legal. Posso escrever sobre essa frase! Melhor, sobre toda essa cena aqui!
- De nada.
E foi assim o dia em que descobri que a simplicidade é grande.
Notas adicionais
Escrito por
Luan Ferreira
Classificação Livre
Tags:
Universo Alternativo
Livro em andamento
Publicado em 4 de ago. de 2014, 21:48
Atualizado em 12 de ago. de 2014, 23:02
1750 palavras
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Notas adicionais
Autor
Luan Ferreira
Classificação Livre
Tags:
Universo Alternativo
Livro em andamento
Publicado em 4 de ago. de 2014, 21:48
Atualizado em 12 de ago. de 2014, 23:02
1750 palavras