Minha Rachel...

7 Capítulo 7 - Palavras, toques e lábios...


Quando o carro de Quinn parou em frente ao prédio de Rachel, tudo o que a morena queria era que a loira subisse. O mesmo desejo era compartilhado por ela. Mas isso não aconteceu. Rachel simplesmente ficou assustada com a forma como Quinn a estava fazendo se sentir e não sabia o que diria para que ela subisse novamente, muito menos sobre o que falariam quando estivessem em seu apartamento. Preferiu se despedir amigavelmente. Não houve beijo no rosto ou abraço. Ela praticamente saiu correndo do carro, deixando Quinn com um sorriso no rosto. A loira sabia que estava mesmo mexendo com ela.


Rachel andava de um lado para o outro, do quarto para a sala, na tentativa de que esse movimento a ajudasse a entender o que estava acontecendo. Precisava desabafar. Foi o que fez:



R: Eu não sei o que está acontecendo. [dizia agoniada] Depois de mais de um ano ela volta pra minha vida e está me deixando confusa. Confusa como? Eu não sei explicar. [gesticulava rapidamente] Desde que ela voltou tudo o que quero é ficar perto dela. Não que eu não quisesse isso antes, mas o fato de estarmos distantes ajudava bastante a me focar em outras coisas. Eu senti falta dela. Muita falta mesmo! [enfatizava] Mas não sabia que me sentiria assim quando a visse de novo. Eu quero entender que curiosidade absurda é essa de saber quem ela namorou, o tipo de garota por quem ela se interessa, se ela me acha bonita... Isso faz sentido? [parava um pouco de andar] Eu fico pensando se faz... Acho que é só curiosidade. Mas então por que eu fico tão nervosa quando ela me olha? [voltava a andar de um lado para o outro] Por que eu quero tanto que ela me olhe? Por que ela é tão charmosa e faz meus joelhos idiotas enfraquecerem quando ela fala as coisas daquele jeito que só ela fala? É claro que ela fala daquele jeito com qualquer pessoa. [tentava se convencer] Eu não sou especial. Ela é Quinn Fabray, afinal! Ela deve ter um monte de garotas aos pés dela. É lógico que ela nunca iria se interessar por mim. O que eu teria a oferecer? Mas é que ela nunca falou comigo da forma como fala agora. Será que ela mudou tanto depois que se assumiu gay? Mas o que isso tem a ver comigo? Por que eu estou pensando nisso? Por que eu quero que ela se interesse por mim? [disparava as perguntas sem parar] Eu não sou gay! Só pode ser carência! É isso, né?! Depois de dois relacionamentos fracassados, eu estou carente e o fato de ela ser gay e linda faz com que eu pense que talvez ela pudesse me querer. Mas o que eu estou dizendo? [batia na própria testa] Eu queria tanto que você me desse uma resposta para todas essas dúvidas. Você deveria me ajudar de verdade! [reclamava irritada]



Diva olhava para ela inerte, tranquila... Afinal, o que ela esperava que sua gata fizesse? Se a felina compreendesse o problema e realmente se importasse, era possível interpretar sua expressão entediada como algo do tipo: “Você está louca por ela. Acorde pra vida, queridinha!” Mas, na verdade, a gata estava parada à sua frente só porque estava com preguiça de ir para outro lugar. Tinha batalhado por aquele lugar no sofá, mudando de posição várias vezes, até encontrar a mais confortável. Não iria sair dali porque sua dona inventou de fazer um monólogo eterno como se ela pudesse fazer alguma coisa para resolver o “problema”.



R: Você não serve para nada! [bufou para a gata e foi para o quarto]



Diva fechou os olhos e pôde dormir em paz...



O cheiro de Quinn continuava em suas narinas, a voz da loira em seus ouvidos... Havia um fato a se considerar: a chegada de Quinn Fabray tinha abalado suas estruturas e sua sanidade. Ela estava nervosa e ansiosa para vê-la novamente e tinha acabado de desabafar com sua gata de estimação na esperança de ouvir um conselho sábio que esclarecesse as coisas para ela. Poderia ligar para Kurt e conversar, mas ele estava viajando com Blaine e não queria atrapalhá-los. Conversar com Santana estava fora de cogitação. Além das piadinhas que seria forçada a ouvir, ainda tinha certeza de que a latina diria tudo à Quinn. Era fato: ela teria que enlouquecer sozinha...



Em seu apartamento, Quinn acabava de tomar um relaxante banho em sua banheira e buscava um livro para ler, enquanto segurava uma taça de vinho tinto. Pensou por alguns minutos se deveria fazer o que queria, até que se deixou levar pelo instinto:



“Posso te levar para tomar o café da manhã? Quero te levar a um lugar antes do trabalho. Q”



Só podia ser brincadeira... Rachel ficou nervosa ao ler a mensagem e aquilo estava ficando cada vez mais esquisito. Que espécie de poder Quinn Fabray tinha sobre ela que a transformava em pura gelatina emocional? Tremendo, ela respondeu:



“Eu adoraria! Estarei esperando. Boa noite! R”



E mesmo nervosa, Rachel dormiu. A morena poderia estar fora dos palcos, mas o drama não a abandonava nunca. Sua reação poderia ser considerada um pouco exagerada, mas não era. Perto de Quinn, ela passava o dia inteiro tentando se manter calma, mas seus nervos a provocavam o tempo todo. Era quando a loira estava longe que ela poderia extravasar. Nessa luta interna entre tentar entender e negar o que poderia ser fácil de aceitar, ela virava uma pilha de nervos, cuja única testemunha era uma preguiçosa e entediada gata chamada Diva...



Rachel acordou mais cedo do que de costume e gastou um bom tempo tentando escolher a roupa do dia. Quando Quinn avisou que estava esperando embaixo, ela poderia ter pulado a janela para chegar mais rápido, mas preferiu respirar fundo algumas vezes e agir como uma mulher adulta normal. É claro que Quinn a olhou por inteiro e, dessa vez, Rachel não corou. Sentiu-se muito bem!



R: Bom dia! [sorriu ao entrar no carro]


Q: Bom dia! [sorriu de volta, com seu charme inabalável]

R: Aonde vamos? [colocava o cinto]

Q: Você vai ver...


Não demorou muito e chegaram a um abrigo de animais. Rachel olhou confusa para Quinn que sorriu divertida:



Q: Vou adotar um cachorro e quero que você me ajude a escolher. [sorriu dando de ombros, como se fosse a coisa mais natural do mundo]


R: Jura?! [surpreendeu-se animada, com os olhos brilhando]

Q: Sim! [ela acabava de fazer um belo gol]


Rachel ficou eufórica, parecendo uma criança em parque de diversões. Olhava para todos os cachorros animada, como se pudesse levar todos para casa. Quinn a observava com ternura. Queria mesmo um bichinho de estimação, mas o que queria mais era fazer Rachel se sentir feliz com pequenas coisas. Queria que a morena percebesse que a opinião dela era importante, até para as coisas mais simples. Queria que Rachel visse que, apesar de toda aquela postura segura de advogada e executiva de sucesso, Quinn também era sensível e ligada a coisas mais descontraídas.



R: Esse é lindo, Quinn! [apontava animada para um lindo filhote cor de caramelo]


Q: É um labrador, Rachel! [repreendeu sorrindo]

R: Mas é lindo! [defendeu-se]

Q: Mas ele vai crescer e vai destruir o meu apartamento! [argumentou]

R: É só você adestrar. [contra-argumentou]

Q: Ainda assim ele será grande. [finalizou a discussão]

R: Ok, ok... [deu-se por vencida] Vamos ver outro... [voltou a caminhar animada]


Rachel olhava para cada um dos cães, como se esperasse encontrar alguma característica especial em algum deles. Quinn a deixou livre. Passaria o dia inteiro com ela ali se fosse necessário. Nem os latidos incessantes a incomodavam. Era lindo ver Rachel encantada com os animais. Era lindo ver Rachel de qualquer forma...



R: Acho que encontramos o vencedor! [exclamou alto, animada, de forma divertida]



Numa das gaiolas havia um pequeno beagle com os olhos tristes, como se não tivesse esperanças de ser levado. Quinn se aproximou dele e acariciou sua cabeça.



Q: Tem certeza de que é ele? [ergueu os olhos para olhar Rachel]


R: Absoluta! Ele é perfeito! [sorriu enquanto a loira ainda o acariciava]

Q: Então vamos levar! [decidiu]


“Vamos...” Era um plural que poderia significar tanta coisa! Mas para Rachel, soou como Quinn a incluindo, oficialmente, em sua vida. E aquilo... Aquilo era bom demais!



É claro que Quinn não levaria o pequeno cachorrinho para casa sem uma montanha de acessórios indicados por Rachel Berry. Da caminha ao ossinho de mastigar, Quinn comprou tudo.



R: Já pensou num nome? [perguntava sem tirar os olhos do filhote agitado em seu colo]


Q: Pensei que você poderia me ajudar. [respondeu calma, com um sorriso terno]

R: Pode ser Snoopy. [disse rapidamente] Afinal, o Snoopy é um beagle.

Q: Não seria óbvio demais?

R: Você acha?

Q: Que tal... [pensou um pouco] Woodstock?!

R: Credo, Quinn! [fez uma careta] Por que você colocaria o nome de um Festival de Rock cheio de bagunça, drogas, bebidas e barulho num cachorrinho tão lindo?

Q: Hahahahahaahaha Não é por isso! [começava a explicar] Woodstock é o cachorro melhor amigo do Snoopy. Seria menos óbvio, não acha?!

R: Então será Woody! [concordou rápido, com um sorriso gigante]

Q: Woodstock! [corrigiu]

R: Oi, Woody! [chamava a atenção do cachorro, que parecia ter apreciado o novo nome]


Definitivamente, seria Woody...



Naquele dia, tomaram café enquanto passeavam com Woody. Rachel assustou-se ao perceber que estavam atrasadas para o trabalho, até que Quinn a lembrou que era a chefe de tudo e que elas faltariam durante a manhã. Tudo por Woody! Na verdade, tudo por Rachel... A loira havia percebido que a morena estava nervosa na noite anterior. Sabia que a estava confundindo em um certo nível e precisava acalmá-la. Dividir com ela um momento leve, tranquilo, sem qualquer possibilidade de deixá-la sem jeito. Ela queria que Rachel se sentisse à vontade com ela. Que tudo fluísse naturalmente. E era o que estava acontecendo... O estado de nervos da morena era outro, estava completamente calma. Enfim ela sentia como era fácil ficar perto de Quinn.



Uma semana depois, Woody havia se mostrado um cachorro levado, que corria por todo o apartamento de Quinn e que adorava dormir na varanda, sentindo a brisa da noite nova-iorquina. Uma semana depois, Rachel estava se familiarizando com o trabalho e gostando do que fazia. Ela era bem paga para analisar projetos artísticos. Isso era a melhor coisa que ela podia fazer fora de um palco naquele momento! Quinn e Santana estavam satisfeitas com o desempenho dela. Rachel era realmente muito boa no que fazia!



Todos os dias, Rachel e Quinn tentavam se segurar para que seus olhares não entregassem a ansiedade que sentiam de verem a figura da outra. Se soubessem mesmo como a outra se sentia, poupavam-se desse comportamento... Deram sorte de Santana passar a semana em reuniões externas, senão ela teria comido o fígado de cada uma. A latina pretendia continuar sendo o cupido das duas e achava que uma semana não seria um tempo muito longo para relaxar um pouco. Mal sabia ela que Quinn já cuidava de tudo. A loira preferiu não atualizar a latina de suas estratégias. Primeiro queria ver se estavam dando certo. E parecia que sim! Em três dias seguidos, Rachel levou para Quinn, bolinhos e café, ao perceber que ela não parava para comer. Era um cuidado natural, sem qualquer malícia, mas que despertou em Quinn muito mais do que agradecimento.



Mas foi numa sexta-feira, quando o dia poderia terminar bem, que o humor de Rachel mudou da água para o vinho. Tudo por culpa de uma atualização de status no Facebook. Brody havia acrescentado a informação de que estava em um relacionamento sério com uma garota qualquer que, não adiantava negar, era linda! Rachel se sentiu péssima...



Q: Tem planos para hoje? [chamou sua atenção ao entrar discretamente na sala da morena]


R: Hã? [despertou de seu transe]

Q: Planos. Tem planos para hoje?

R: Filme com a Diva e dormir. [respondeu divertida]

Q: Posso te convencer a mudar? [arqueou a sobrancelha com um sorriso perfeito]

R: Pode tentar! [provocou sorridente]

Q: Filme com o Woody e... não dormir?! [piscou-lhe]

R: Aceito! [sorriu decidida]

Q: Foi fácil! [brincou]

R: Eu jamais diria não ao Woody! [continuou na brincadeira]

Q: Então vamos! [sorriu lindamente, fazendo Rachel se arrepiar]


Sabendo que a morena gosta de sushi, Quinn pediu novamente, separando o seu melhor vinho para servir a ela.



R: Seu apartamento é lindo! [olhava ao redor encantada]


Q: Fico feliz por ter gostado! [admirava a morena]

R: Lindo! [confirmava] Você tem bom gosto!

Q: Eu sei! [sorriu]

R: Sabe? [olhou-a desafiante]

Q: Eu sei que tenho bom gosto! [insistiu segura, com um olhar fixo nela, bem misterioso]


Woody pulava, tentando subir no colo de Rachel, mas Quinn o pegou, antes que ele subisse e derrubasse a taça de vinho das mãos da morena. Como se soubesse que deveria ficar quieto, Woody resolveu se entreter com seus brinquedos, deixando-as em paz]



Quinn percebeu uma certa distração de Rachel:



Q: Está tudo bem? [perguntou atenciosa]


R: Não. [respondeu sincera] Mas eu não quero te aborrecer.

Q: E por que eu me aborreceria?

R: Porque tem a ver com o Brody.

Q: E você acha que falando que tem a ver com ele, mas não me dizendo o que é, vai me deixar tranquila?

R: Pensando bem, não né?!

Q: Não!

R: É que... Ele está namorando.


Antes de se deixar dominar pelo ciúme, Quinn deu continuidade ao assunto, tentando saber até que ponto isso poderia ser relevante.



Q: E isso está te incomodando por quê? Você está com ciúmes? [rezava para que a resposta fosse não]


R: Não! [e o coração da loira estava a salvo] É que eu fiquei num relacionamento mal resolvido com ele, que nunca foi chamado de namoro. Ele sempre me dizia que não tinha nascido para relacionamentos muito sérios e que gostava muito de mim, mas que namorar era caretice. [havia irritação em sua voz] Que não era a praia dele. Então, pouco tempo depois de terminar com ele... [parou um pouco] Terminar é modo de dizer, porque ele nunca me considerou namorada dele, na verdade... [corrigia] Agora ele me aparece namorando. E eu só consigo me sentir uma idiota por ter perdido meu tempo com ele.

Q: Ele já não deveria ter o poder de afetar você. [disse segura]

R: Mas afeta! É difícil não afetar quando eu me convenci de tanta coisa por causa dele. [dizia agoniada]

Q: Como o quê?

R: Que eu precisava ser mais livre para conseguir ser uma artista de verdade. [contava] Só agora eu entendi que ele só queria transar comigo sem compromisso. E ele conseguiu, porque eu sou uma otária! [irritava-se mais] Então ele me fez crer que há muita gente mais talentosa do que eu por aí e que eu teria que me esforçar mais para chegar onde eu queria. E talvez ele tivesse razão... [Quinn ia protestar, mas esperou que ela continuasse] Mas a namorada dele é linda e só posso concluir que tudo não passa de problemas estéticos. Ele nunca poderia se apaixonar por mim, porque eu não sou o que ele gostaria de ter. Eu não sou bonita o suficiente...

Q: Eu nunca ouvi tantos absurdos de uma só vez! [disse irritada]

R: O quê? [surpreendeu-se]

Q: Eu já ouvi absurdos demais nessa vida. Mas nunca ouvi tantos de uma só vez! Você tem noção das bobagens que acabou de dizer? [dirigia-se a ela visivelmente irritada]

R: Como assim?

Q: Um babaca de olhos azuis e corpo sarado, com um cérebro de uma minhoca, que caiu nas suas graças não sei nem porquê, diz os maiores absurdos que poderiam ser ditos a você e sobre você, e eu sou obrigada a ouvir que ele pode ter razão?

R: Eu não falo mais. Desculpe! [tentava amenizar]

Q: O problema não é esse! [insistia no assunto] O problema é que eu quero ter de volta a verdadeira Rachel Berry!

R: Mas eu estou aqui!

Q: Não. Não está! [rebatia] Você deixou que sugassem sua energia. Deixou que transformassem você em alguém insegura e sem autoestima. Eu não posso permitir que você continue dessa maneira.

R: Mas pense bem, Quinn! Eu não estou na Broadway, eu não estou em lugar nenhum! Quer dizer, estou trabalhando na sua empresa porque você resolveu ter pena de mim. [começava a chorar]

Q: Eu não tenho pena de você! [esclarecia] Você não pode pensar dessa forma! Isso é um absurdo! [irritava-se mais]

R: Eu sei que você mandou decorar minha sala. Quem pagaria cinco mil dólares para uma nova funcionária que não sabe de nada? [o choro se intensificava]

Q: Vem aqui! [Quinn pegou Rachel pela mão e saiu puxando-a corredor adentro]

R: Para onde você está me levando?

Q: Venha!


Entraram no quarto da loira, passando rapidamente pela cama, entrando no imenso closet. Quinn acendeu a luz e posicionou Rachel em frente a um enorme espelho:



Q: Eu quero que você se olhe. Eu quero que você se olhe bem e me diga o que vê! [apontava para o espelho]


R: Mas...

Q: Me diga o que você vê.

R: Eu... Só... [a morena estava confusa, sem saber onde Quinn queria chegar] Eu só me vejo!

Q: Não vê nada de especial?

R: Eu não sei... [não via nada além de seus olhos chorosos]

Q: Eu posso dizer o que vejo? [Rachel assentiu]


Quinn se posicionou atrás da morena e via seu reflexo sobre o ombro dela. Rachel ficou nervosa. Mais do que já estava... A loira respirou fundo e entendeu que aquele era o momento. Era seu momento! O momento de jogar suas cartas...



Q: Eu olho para você e vejo os olhos mais lindos que eu já vi na vida! De uma escuridão misteriosa e perfeita que fala mais do que as palavras que saem de sua boca. [Rachel estremeceu. Ela estava mesmo ouvindo aquilo?] É muito fácil e quase obrigatório se perder em seus olhos... [dizia cada palavra encarando os olhos castanhos surpresos]


Q: Seu nariz... Você se convenceu de que ele é grande, mas ele é lindo, porque ele é seu. É característico, é marcante... Ele se encaixa no seu rosto à perfeição! [seu olhar descia, acompanhando cada parte do corpo de Rachel que ela citava, enquanto a morena, surpresa, acompanhava seu olhar]

Q: Sua boca... É tentadora! Lábios suculentos que dão água na boca... Sua boca provoca um desejo desenfreado de mergulhar em sua língua... [a voz de Quinn ia ficando mais rouca e a respiração de Rachel ia ficando pesada] É o santuário por onde sai sua voz, que é o som mais perfeito que um ser humano é capaz de produzir... Sua voz é linda! Você será a maior estrela da Broadway!


A loira se aproximou mais dela e encostou seus corpos levemente, sentindo o efeito que isso causou em Rachel:



Q: Sua pele... [deslizava os dedos pelos braços da morena, que fechou os olhos ao sentir o toque] Tem uma maciez e um cheiro delicioso! Como seda pura... Como todas as melhores flores juntas... [continuava a acariciar sua pele] Seu corpo... [aproximava os lábios do ouvido dela] Seu corpo é divino! O desenho impecável de sua cintura... A infinidade inacreditável de suas belas pernas... Você é toda linda, Rachel Berry!



A morena estava completamente entregue nos braços de Quinn...



Q: E você está trabalhando comigo porque eu admiro sua mente, sua inteligência! Nunca volte a dizer que eu tenho pena de você, porque você é grande demais para que alguém ouse sentir pena... Eu odeio quem te machucou! Odeio quem fez você duvidar de si mesma!



Rachel não conseguia falar. Ouvir a voz rouca de Quinn em seu ouvido, sentindo sua respiração bater em sua pele e o calor da loira em suas costas, deixava seu corpo dormente e sua mente entorpecida.



Q: Eu posso te mostrar que eles estão errados. Eu posso te mostrar que você está completamente errada! Você vai deixar eu te mostrar?



Não houve uma resposta verbal. Rachel assentiu com a cabeça. Quinn respirou fundo. Ela tinha esperado anos por esse momento, mas nunca tinha imaginado que seria dessa forma. Mas ela tinha Rachel em suas mãos, aberta a recebê-la. Era sua chance! E ela aproveitaria...



Delicadamente, Quinn a virou:



Q: Olha pra mim! [pediu delicadamente, fazendo Rachel abrir os olhos marejados]


R: Ninguém nunca disse nada parecido com isso para mim... [dizia com a voz quebrada, ainda sem acreditar nas coisas que havia acabado de ouvir]

Q: Porque a pessoa certa a dizer isso sou eu... Tinha que ser eu! [disse carinhosa]

R: Isso não parece real!

Q: Vou mostrar que é!


Quinn levou a mão direita ao maxilar de Rachel e o acariciou, seguindo em direção à nuca. A mão esquerda prendeu-se à cintura da morena. Seus olhares fixos, sem qualquer hesitação... Os lábios da loira tocaram primeiro o lábio inferior da morena. Aquele era um momento histórico. O primeiro toque de suas bocas... Quinn puxou aquele lábio delicadamente, mantendo-o entre os seus, sugando-o devagar, como se tivessem todo o tempo do mundo...



O coração de Rachel batia diferente. Era a sensação mais gostosa de sua vida. Sentir os lábios macios de Quinn Fabray tocarem o seu. A respiração da loira em sua pele e o toque suave, porém firme de suas mãos... Quinn sabia beijar como ninguém!



Logo o lábio superior recebeu sua atenção. E o melhor de tudo era que Rachel correspondia. No momento em que Quinn deslizou a língua entre os lábios, a morena lhe deu espaço para invadir sua boca. O beijo continuou paciente, explorador... A língua da loira passeava pelo vão dos lábios de Rachel, fazendo todos os pelos do corpo da morena se eriçarem. Quando suas línguas se tocaram, as mãos de Rachel se agarraram à cintura de Quinn, puxando-a para mais perto.



A loira estava no céu...



[CONTINUA...]


Notas finais
Espero que tenha atendido às expectativas!

Mas ainda tem continuação... ;)

Comentem!

Beijos!