Minha Querida Francesa Anastasia
15 Cao 15 - (Des)controle
Notas iniciais

POV Christian
— Anastasia é tua irmã, Christian. Tua e de Elliot... Tive um caso de muitos anos com Karla e Anastasia nasceu. Sempre lhe dei tudo do bom e do melhor, mas Karla se negava em receber qualquer coisa de mim depois que Anastasia ficou mais velha. Não sei se por culpa ou algo assim já que ela e Grace eram muito próximas. Por isso tenho em meu cofre uma quantia destinada a ela junto com uma parte da herança que é dela por direito. Vendi nossa casa de campo já que não usávamos e esse dinheiro é para Anastasia.
— Sobre a consulta com Flynn... Ele encontrou lacerações violentas dentro de Anastasia além de que seu hímen foi brutalmente arrancado, o que indica estupro... Foi Hyde. Tenho quase certeza. Fui atrás do maldito... Eu conversei com Anastasia, ela me fez prometer que não te contaria e me contou os detalhes do que aconteceu! Foi na noite do teu brandy de aniversário, ela facilitou a entrada e a saída de Hyde no porão além de pagar-lhe por isso... Verifiquei seu demandar e ele saiu ontem e não voltou. Fui até a casa dos Kavanagh e só estava Katherine lá, mas eu tenho certeza de que tinha mais alguém lá, Christian! Katherine não fuma e tinha muitos cigarros no cinzeiro, haviam dois pratos usados, duas taças de vinho, dois lugares na cama utilizados... Receio que sejam amantes, Christian!
— Estávamos vivendo dias tão bons que eu não queria estragar... Eu te amo, Christian... – e Anastasia se cai em prantos.
Palavras e palavras que não saem de minha cabeça durante toda a minha viagem para Lübbenau. Elliot vai com seu carro logo atrás de mim, guiando o comboio de buscas acionado por mim e Müeller.
Elliot lideraria as buscas aos arredores enquanto Müeller faria a busca inteligente por evidências e pistas.
E eu? Eu iria direto para a casa dos Kavanagh.
Chegando aos arredores de Lübbenau me separo de Elliot, tomando o rumo da casa de campo do meu sogro enquanto o comboio segue em direção à cidade e arredores.
Já são por volta das onze horas da noite e vejo luzes acesas na sala e ouço a radiola ligada.
Estaciono bruscamente e vou cegamente até a porta, batendo.
Katherine abre a porta e está com roupas de dormir coberta por seu roupão de pele já que está frio.
— Oh, meu amor! Você veio! – diz Katherine com seu sorriso envolto de seus lábios cheios de batom vermelho.
Katherine ameaça de beijar-me, mas empurro-a e vou entrando na casa transtornado.
— O que se passa, meu amor? – diz Katherine enquanto fecha a porta atrás dela.
— Pegue uma garrafa do melhor vinho, duas taças e me espere no quarto principal – digo enquanto vou me desfazendo de meu casaco e de meu quepe.
— Claro! Eu também estava com saudades! – diz Katherine reluzente, tomando seu rumo para fazer o que eu havia mandado.
Mal sabe ela o que a espera...
~*~
Subo as escadas lentamente enquanto abria os botões da manga de minha camisa, dobrando-as até deixar meu antebraço livre.
Ao chegar ao andar de cima, vejo Katherine me esperando com sua camisola vermelha esperando-me para toma-la para mim.
Não consigo segurar um riso irônico ao vê-la daquela forma tão oferecida.
Vou soltando meus suspensórios para ter mais movimentos enquanto olho para Katherine muito sério.
— Eu quero que você fique de quatro pra mim, Katherine – e vou dizendo isso enquanto começo a desafivelar meu cinto, puxando-o para desvincular-se das alças de minha calça.
Katherine sorri animada, ajeitando-se de quatro para mim, oferecendo-se a mim.
— Não quero ouvir um pio, não quero lágrimas e muito menos gritos. Mantenha-se firme em suas pernas, eu não quero perder meu tempo tendo que pensar na mira. Se você virar vai ser pior pra você. Entendeu? – digo com imponência.
— Entendi, meu amor – diz Katherine.
— Pra você é Senhor Grey. E quero ouvir você contar. – digo sério.
— Entendi, Senhor Grey, mas contar o que? – diz Katherine confusa, porém com uma voz animada. Julgo que está pensando que irei fodê-la.
— Você vai saber — dobro meu cinto de couro em minhas mãos, deixando a fivela do mesmo bem aparente.
Analiso suas costas, bunda, coxas, pernas e pé.
Ótimo, muito lugares para marcar.
Desfiro a primeira fivelada do meu cinto nas partes internas das coxas de Katherine. Com força e certeza.
— Ai, Christian! – grita Katherine com dor.
— Eu mandei você contar! – digo com firmeza.
— Um! – diz Katherine com a voz tremula e assustada.
Sorrio ao perceber que Katherine sentia dor, afivelando novamente no mesmo lugar, marcando sua pele.
— Dois! – diz Katherine com ainda mais dor.
Uma sensação de prazer e satisfação me enche. Ver Katherine sentir dor me satisfaz.
Acerto dessa vez a lateral da bunda de Katherine com uma força bruta.
— ... três! – diz Katherine mais demoradamente, processando a dor que eu lhe causava.
A partir daí eu não consigo me controlar. Meus olhos eram tomados pelo ódio e meu coração estava completamente congelado e apático. Só conseguia sentir um enorme prazer a cada cintada e afivelada que causava em Katherine.
Era uma cintada atrás da outra e eu já podia ver que em algumas áreas Katherine já sangrava.
Porra! Que sensação!
— Continua contando, porra! – digo com firmeza ouvindo Katherine tentando contar enquanto processava a dor tentando acompanhar a sequencia veloz de cada cintada que recebia.
Percebia que as pernas de Katherine tremiam e que ela não se aguentava mais naquela posição.
— Se você não firmar essas pernas vai ser pior pra você! – ameaço entre uma fivelada e outra.
Katherine tentava manter-se firme, mas de repente a vejo virar de frente pra mim aos prantos, ajoelhando-se em minha frente com os olhos desesperados.
— Por que está fazendo isso comigo, meu marido?! O que eu lhe fiz?!
— O que você me fez, o que fez com Anastasia! Você é uma vagabunda! – digo com raiva, tomando posse dos cabelos de Katherine, arrastando-a pelo quarto, fazendo-a ficar de pé.
Trago seu rosto bem perto do meu e digo pausadamente enquanto vejo desespero em seus olhos enquanto tentava manter-se firme em suas pernas ensanguentadas.
— Cadê o porra do Jack? O seu amantezinho de merda! – digo com muita certeza para arrancar tudo o que preciso de Katherine de uma vez só.
— Foi só uma vez Christian, eu juro! – diz Katherine em desespero, já mostrando-me seu verdadeiro eu: uma vadia.
— Eu não perguntei quantas vezes esse porra te fodeu, eu perguntei onde ele está! – digo com raiva, olhando dentro dos olhos desesperados de Katherine.
— Ele se foi! Eu não sei! – grita Katherine em prantos.
— Não quer falar? Não tem problema, eu vou te fazer falar! – no mesmo momento eu encurralo Katherine em um dos cantos do quarto, rasgando sua camisola e sua calcinha, desferindo ainda mais cintadas em seu corpo. Suas pernas e braços eram meus principais alvos.
Atingia Katherine sem dó enquanto ela tentava se proteger, ficando de costas para mim.
Passava então a atingir suas costas com muita agressividade.
Respingos de sangue que vinham da pele de Katherine para o couro do meu cinto já marcavam as paredes daquele canto do quarto, manchando o papel de parede azul de vermelho.
Katherine tentava segurar o choro e os gritos, mas ela não o conseguia mais, assim como não conseguia manter-se em pé.
Não posso negar que eu sentia um tesão incontrolável ao ver aquilo. Trazia-me uma paz intensa e serenidade.
Ao perceber que Katherine iria cair ao chão, seguro-a em meus braços e jogo-a na cama, manchando assim os lençóis brancos.
Katherine se encolhe nua e ensanguentada na cama e eu posso ver o terror em seus olhos.
Jogo o meu cinto ao seu lado na cama enquanto pego a garrafa de vinho, servindo uma das taças.
— Você vai limpar essa bagunça, arrume suas coisas e me espere. Às quatro horas da manhã eu venho busca-la e vamos para casa. E eu não quero ouvir uma reclamação sequer.
Dou uma boa golada no vinho e em seguida tiro minha camisa que estava com alguns respingos de sangue, jogando-a em cima de Katherine, que chorava baixo enquanto se encolhia ainda mais.
Não conseguia sentir nada a respeito disso.
Apenas satisfação.
Ando até o armário, pego outra camisa e outro cinto, vestindo-me adequadamente para voltar às buscas.
— Não esqueça, às quatro – digo sério enquanto já me encaminhava para o andar de baixo.
Coloco meu quepe e meu sobretudo oficial, saindo pela porta da frente em direção ao meu carro com um sorriso sádico estampado em meu rosto.
Agora só falta bastardo do Jack Hyde.
~*~
As buscas seguiram pela noite adentro, mas Jack não foi encontrado.
E o que eu sinto é raiva e frustração.
Fugiu como um rato na escuridão da noite.
As buscas foram encerradas e o comboio se prepara para retornar à Berlim sob meu comando para dar início à investigação aprofundada.
Ainda tenho esperanças de encontrar esse maldito.
— Nós vamos encontra-lo, Christian – diz Elliot confiante.
— Acho pouco provável devido às circunstâncias, mas se o encontrarmos, eu vou mata-lo e ressuscitá-lo pra matar novamente. Vamos voltar pra casa – digo um tanto frustrado andando em direção ao meu carro.
— Vai levar mesmo Katherine de volta? – pergunta Elliot apreensivo.
— Eu a coloquei no lugar dela. Dessa vez foi pra valer. E foi tão prazeroso pra mim que eu o faria novamente – digo com certeza, pois o faria.
— O que fizestes, Christian? – pergunta Elliot.
Ignoro a pergunta de Elliot, já entrando em meu carro, dirigindo em direção à casa dos Kavanagh.
~*~
Ao chegar na enorme casa de campo pontualmente as 4 horas da manhã vejo que a névoa se espalha pelo vale e o ar tornando-se extremamente seco.
Caminho em direção à entrada e a abro, deparando-me com Katherine sentada no sofá da enorme sala de estar encolhida no sofá com um sobretudo preto por cima de suas roupas e calças ao invés de saias.
Seu olhar triste e doloroso não incomoda-me nem um pouco.
— Vou conferir se você limpou toda a bagunça que tinha aqui – digo autoritário, revistando toda a casa e percebo que Katherine fez exatamente o que eu mandei fazer.
Volto para a sala, pego as malas de Katherine, afinal até me compadeço com sua dor e sou um cavalheiro.
Acompanho-a até meu carro, acomodo as malas no banco de trás e espero Katherine ajeitar-se no banco passageiro.
Tranco com cuidado a casa de campo dos Kavanagh e rapidamente estou novamente no carro, dirigindo de volta para Berlim.
Percorremos o trajeto em silêncio por longos minutos, e eu prefiro que seja assim.
Mas não demora muito até Katherine tirar-me de meu sossego.
— Christian... – diz Katherine com um tom de voz insuportavelmente manso.
— Sr. Grey... – digo com imponência.
— Sr. Grey... Eu estive sentindo alguns sintomas e eu suspeito que seja gravidez... – diz Katherine, dando-me assim outro baque para lidar.
Um filho.
Uma porra de um filho.
Um estorvo nesse momento fodido da minha vida.
— E? O que que eu tenho a ver com isso? – digo com desdém.
— É seu filho... Seu herdeiro... Futuro da nossa nação... – diz Katherine tentando comover-me.
— Lamento muito, ele não merece a mãe promíscua e sem escrúpulos que tem – digo com firmeza, concentrado na condução do veículo.
— E eu lamento muito dele ser filho de um falso moralista sádico – diz Katherine querendo provocar-me e o meu sangue ferve.
— Se quiseres outra surra, é só continuar me provocando. Faço você abordar essa criança sem nem sequer perceber. Fui claro? – digo com muita raiva.
Como posso ter tido uma noite completa de desastres.
Para terminar, Katherine está grávida.
Como eu pude deixar essa merda acontecer?!
~*~
Já eram cinco horas da manhã e já chegávamos em Berlim. Aproximando-nos de casa, já estacionava o carro e retirava as malas de Katherine, deixando que ela saia do carro sozinha.
Ao entrar pela porta da frente já sentia o cheiro do maravilhoso café de Anastasia e logo sentia meu coração aquecido.
Largo as malas de qualquer jeito na sala de estar e caminho apressadamente para a cozinha, deparando-me com minha pequena lidando com o café.
— Bom dia, minha menina – digo com carinho.
Anastasia vira seu rosto delicado para me olhar, mas seus olhos estão inchados e repletos de lágrimas.
Então caio em mim e lembro do que havia lhe dito antes de ir à Lübbenau.
— Não chores, minha pequena, perdoa-me? Estava nervoso e fora de mim... – digo aproximando-me de Anastasia, limpando seus olhos com meus dedos.
Então, da sala nós ouvimos algo cair ao chão.
Anastasia com medo, sai correndo para ver o que está acontecendo e depara-se com Katherine ao chão com o corpo trêmulo já sem seu sobretudo. Estava com um vestido de meias mangas, mas em seus antebraços minha pequena já podia ver as lacerações e os restos de sangue seco nos braços de minha esposa.
No mesmo instante Anastasia olha-me com uma profunda tristeza, então sinto meu mundo ruir. Sinto-me um homem mau. Um homem cruel. Um homem sádico.
Minha pequena ajoelha-se até Katherine e com seu corpo frágil, levanta minha mulher e a carrega pelos ombros em direção à escada.
Faça alguma coisa, homem!
Sem demora, pego Katherine em meus braços e carrego-a para o andar superior, deitando-a em nossa cama.
Anastasia vem atrás de mim e sem demora dirige-se ao banheiro enchendo a banheira.
Quando ela volta do banheiro ela me olha com seus olhos azuis inchados e tristes.
— Deixe-nos a sós... Vou cuidar da sua mulher... – diz com tranquilidade enquanto ajuda Katherine a despir-se.
— Não queres que eu fique aqui? Ela pode fazer algo contigo... – digo com preocupação.
— Não estás vendo a condição dela? Não consegue nem andar! – diz Anastasia com pesar na voz.
Opto então por deixar o quarto com um sentimento de repúdio.
Repúdio por ter deixado a ira tomar conta do meu corpo de tal maneira que fiquei cego.
Ver a reprovação nos olhos da pessoa que amo me faz entender que muitas vezes queremos a verdade, mas nem sempre ela é bem vinda.
Anastasia, a mulher por quem sou apaixonado é francesa, foi escondida do mundo, foi maltratada pela pessoa que está prestando assistência e foi magoada pelo homem o qual ela se entregou.
Mal sabe que é minha irmã e que tem passagem para fugir desse continente fadado ao caos.
Mal sabe que quero tomar decisões por ela, que quero queimar aquela carta e deixa-la aqui comigo.
Mas não seria justo com minha pequena. Ela tem o poder de tomar as próprias escolhas.
Depois do monstro que ela descobrir que sou, irá partir rapidamente.
Não estou preparado para deixa-la ir.
Mas se eu realmente a amo, tenho que entender o que for melhor para ela.
— Estávamos vivendo dias tão bons que eu não queria estragar... Eu te amo, Christian... – e Anastasia se cai em prantos.
Eu também te amo, minha querida francesa Anastasia.
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