Minha Pessoa

16 I Missed You


Notas iniciais
Você quer atualização, @? Eu te dou Eu volteeeeiiii Que saudade, manaaas Mil desculpas pela demora, tive um probleminha de bloqueio criativo que juntou com fim de semestre, formatura e enlouqueci. Mas agora tô com mais tempinho e juro que vou atualizar com mais frequência. Seguinte, o capítulo está curtinho, mas é porque eu sei que a fic está chegando ao fim e quero me acostumar com a ideia de que vou ter me me despedir dos meus bolinhos. (O que é o oposto do que digo na minha one, hipócrita eu, não?) Aliás, já leram minha one? Postei no baú domingo, vou deixar o link nas notas finais pra vocês Povo, outra coisa, o capítulo de hoje não teve correção da Mariah então deem uma ignorada nos meus probleminhas com vírgulas, porquês e etc, please Vou parar de enrolar e deixar vocês irem pra história Com vocês, My Person

— Regina, você vai contar ou quer que eu conte?

— Olha Emma, naquele dia você bebeu demais e por sabe-se lá que motivo começou a achar que eu estava apaixonada pelo Graham. Então resolveu que seria uma ótima ideia me beijar pra fazer ciúmes nele, mesmo eu dizendo que não

— Eu que te beijei?

— Sim, eu não te beijaria sem consentimento, Emma

— Uau! Que estranho. Mas e a declaração?

— Depois você finalmente entendeu que eu não queria nada com o Graham, cogitou que eu estivesse na verdade apaixonada por você e então eu disse que sim e… — mamãe a interrompeu

— Você já sabia naquela época?

— Sim

— Meu Deus! E por que não me contou?

— Emma, quando te contei há alguns meses nós brigamos. Imagina naquela época

— Bem pensado. Mas foi só isso?

— Sim, Cora exagerou um pouco na descrição

— Finalmente me inseriram na conversa de novo, eu já me sentia isolada — disse Cora — Sinto muito em ter que informar, mas já estamos no aeroporto de Lisboa

Depois disso Regina ajudou mamãe a comprar uma passagem no mesmo voo que ela, se despediram de Cora e então seguiram a viagem de volta para o Brasil normalmente. Claro que assim que chegaram aqui elas seguiram pra casa o mais rápido que podiam, a minha procura. Emma já entrou gritando por meu nome, subiu as escadas e, como um furacão, entrou no meu quarto com a certeza de que eu estaria lá, mas vocês já sabem que não estava. Regina, com sua calma ao observar a casa, percebeu que parecia inabitada por algum tempo. Mamãe preocupada, começou a mandar mensagens como louca e entrou em desespero vendo que elas nem ao menos eram recebidas.

— REGINA! Ela não está aqui! Ela não recebe mensagens. Onde está a minha filha? — gritou em prantos. A morena percebeu o celular na bancada e andou até lá para conferir. Ao clicar no botão principal pôde perceber que o mesmo não continha bateria, então pegou-o e subiu as escadas

— Emma, o celular dela estava na cozinha e não tem bateria

— Mas ela nunca anda sem ele e muito menos o deixa descarregado. Eu não acredito nisso, entraram aqui e levaram ela

— Mas a porta estava trancada e sem sinal de arrombamento. Espera! Você disse que a deixou na universidade, certo?

— Sim, ficou na aula

— Por acaso ela tinha alguma chave da casa?

— EU SOU UMA PÉSSIMA MÃE! Eu tranquei minha filha pra fora de casa — tornou a chorar ainda mais

— Calma, ela deve estar bem. Provavelmente passou uns dias na casa de alguém, sabe quem pode ser? Peter talvez?

— Não, eles terminaram — disse limpando as lágrimas — Mas talvez esteja na Violet

— Voltaram a se falar?

— Eu acho, que sim. Bom, Rory ia, se declarar, pra ela — disse em meio à soluços

— Sério?

— Sim

— Como foi isso?

— Depois de tudo que aconteceu entre mim e você eu comecei a reparar que a relação entre ela e Violet era muito forte, como nós. Então elas me fizeram perceber e ir atrás de você e eu disse a Rory sobre elas também. Só não sei como isso acabou, se Violet correspondeu

— Tenho certeza que sim e aposto que Rory deve estar na casa dela agora. Você tem o endereço?

— Sim, sei onde é. Eu já fui lá algumas vezes

— Então vamos pra lá, agora. Mas eu dirijo

— Tá bom — respondeu simplesmente

Chegando lá minha mãe tocou a campainha como louca até que uma das mães de Violet atendeu à porta.

— Olá! Posso ajudar? — disse enquanto abria sua residência

— Oi, eu sou Emma Swan, mãe da Rory. Ela está aqui?

— Não, ela não está aqui

— Ah meu Deus, Gina! Onde ela está? — voltou a chorar direcionando a palavra a morena atrás de si

— Ela e Violet foram ao shopping, Emma. Mas se sua pergunta era onde ela passou os dias que você esteve fora, foi aqui sim

— Ah meu Deus! Muito obrigada! — abraçou a mulher que acabara de conhecer

— Senhora Swan, acho que deveria pensar mais na sua filha na próxima vez que decidir sair do país ao invés de sair impulsivamente e sem avisar, deixando-a trancada para fora de casa

— Escuta aqui, muito obrigada por ter cuidado dela, mas você não sabe da minha vida e não vai me dizer como cuidar da minha filha

— Você foi atrás da sua amiga por quem descobriu estar apaixonada tarde demais sendo que teve várias chances antes. Então foi pra Portugal atrás dela. Eu não diria que é um bom motivo para esquecer sua filha

— Mas olha sua… — Regina a interrompeu sussurrando em seu ouvido

— Acho que seus argumentos não serão convincentes para ganhar essa discussão, vamos para o shopping — mamãe se acalmou

— Obrigada! Eu vou procurá-la — disse sorrindo cinicamente

Após a visitinha que fizeram na casa de Violet, mamãe e Regina foram direto para o shopping. Eu e Violet andávamos de mãos dadas, dividindo o resto de refrigerante do cinema e me deparei com a cena de minha mãe abraçando por trás uma completa estranha que até pode-se dizer que parecia comigo daquele ângulo. Aproximadamente minha altura, loira, cabelo longo e tinha mais ou menos meu estilo de vestimenta. Violet me encarou demonstrando dúvida e o que pude fazer foi balançar a cabeça e rir da situação. Regina tinha percebido o mal entendido e tentava alertar Emma da situação, mas ela não dava ouvidos. A garota pedia que a soltasse e minha mãe achando que era eu pedia desculpas atrás de desculpas. Então me aproximei e perguntei

— Regina, por que minha mãe está abraçando uma completa estranha sem que ela queira no meio do shopping? — mamãe a soltou

— Imagino que ela não se tocou que não é você — Emma se virou com uma cara envergonhada e assustada

— Oopa! — disse à garota — Desculpa, eu achei que você era ela — apontou pra mim

— É, somos mesmo parecidas — falou ironicamente enquanto me encarava — Com licença, vou continuar andando pelo shopping e fingir que nenhuma estranha me abraçou do nada — quando Emma se virou em minha direção pude ter certeza lendo seus lábios de que sem emitir som a garota disse “boa sorte”. Regina e Violet também perceberam e nós três começamos a rir de toda a situação. Não seria Emma Swan se não passasse alguma vergonha, certo? Conheço a mãe que tenho é ela é só um pouquinho louca. Adivinhem só, não foi como eu achei que seria, ela não estava contente com apenas um acontecimento constrangedor no meio do shopping. Lembram do copo de refrigerante que citei antes? Pois é, ele estava na minha mão e não citei por citar, foi proposital, porque ele fez parte da história quando mamãe me abraçou depois de me encarar com cara de culpa, derrubou no chão. Por reflexo nos afastamos inclinando o corpo para trás ao mesmo tempo que dávamos um salto no mesmo sentido.

— MÃE!

— Desculpa, desculpa, desculpa e desculpa.

— Não seria Emma Swan se não passasse por algum constrangimento, não é?

— Não por isso, eu te deixei e fui pra outro país atrás da minha amante lésbica

— Ah isso? Eu ganhei uns dias na casa da minha namorada — dei de ombros — Mas confesso que senti falta das coisas dando errado ao meu redor. Agora podemos ver que tudo já voltou ao normal — terminei olhando para a poça de refrigerante no chão



— Então vocês estão namorando?

— Partindo do pressuposto que acabei de chamá-la de namorada, acho que sim né. E posso presumir que pelo menos ter abandonado sua filha valeu a pena

— Sim! — falou animada e em seguida puxou todas nós para um abraço — Eu amo vocês, minhas meninas

Na segunda-feira todas nós voltamos normalmente para a universidade e minha mãe não tinha como escapar de uma conversa com reitor sobre responsabilidade, contrato e compromisso com a universidade e os alunos. A sorte dela era ter um talento excepcional como professora, um carisma e o amor dos alunos, ou o contrato vitalício seria ignorado por justa causa.

Após a conversa com Emma, o reitor convidou Regina a se juntar a eles para esclarecer alguns boatos que rondavam os corredores da universidade. Sinto em dizer que foram espalhados principalmente pelos meus amigos desde o acontecimento no karaokê e agora cada vez mais se ouvia falar do caso entre as duas melhores professoras do lugar.

— Emma, então você foi atrás de Regina em Portugal, certo? — perguntou enquanto girava uma caneta em sua mão direita

— Sim

— Você tem noção dos boatos que começaram a girar em torno disso?

— Posso imaginar

— E eles são verídicos?

— Não sei o que dizem — deu de ombros

— Que formam um casal

— Bom, é verdade — disse Regina

— Eu sinto em ter que dizer, mas não posso deixar a universidade correr o risco de vocês terminarem e acabar ficando sem uma das duas melhores professoras de medicina dessa instituição

— O que é isso aqui? Stars Hollow pra não podermos namorar por risco de terminarmos? Eu já perdi mais de vinte anos da minha vida não namorando essa mulher maravilhosa ao meu lado. Não perco mais nenhum nem segundo longe dela. E anota aí, nós não vamos terminar e se você tentar nos fazer não iniciar esse relacionamento por esse medo, ele vai se tornar realidade porque eu me demito no instante em que você insistir nisso — disse mamãe

— E eu também — adicionou Regina

— Mas e os alunos falando sobre isso? Vão deixar assim?

— Não devemos satisfações da nossa vida pessoal a eles, mas também não vamos esconder. E não se preocupe, também não vamos ser antiéticas. Outra coisa, não insista nisso. Imagina o que os alunos iriam achar se alguém começasse um boato de que a mulher do reitor o deixou e que agora ele tem um caso com uma professora de medicina — provocou

— Como você sabe?

— Eu tenho minha fontes — afirmou enquanto tirava a caneta da mão dele e a colocava na mesa — Você ficar mexendo nessa caneta me irrita — terminou. O reitor engoliu seco e Emma deixou a sala de forma autoritária sendo seguida por Regina que manteve-se muda até estarem a sós

— Uau! O que foi isso? — perguntou

— Eu arrasei com ele — mamãe respondeu puxando Regina para um beijo. Uma aluna viu e ficou encarando pasma

— O que foi, garota? Já pode sair por aí espalhando que os boatos são verdade. Agora corre daqui — foi a vez de Regina impor. A garota começou a mexer em sua bolsa e pegou o celular — Nem pense em tirar foto — disse fechando seu semblante e a garota saiu em disparada fazendo o casal rir. Em seguida o reitor saiu de sua sala com uma pilha enorme de papéis e a entregou nas mãos de Emma.

— Srta Swan, você deve corrigir essa provas. Não tínhamos professores para substituí-la em sua saída repentina e o que me restou foi aplicar provas em todas as turmas — disse em tom vingativo e mamãe só concordou e olhou para Regina como se pedisse socorro. A morena sorriu e levantou os ombros como se dissesse “Não posso fazer nada”

— Acho que acabei de decidir o que vou fazer no fim de semana — disse apenas

Bastou aquela semana para que todos os alunos soubessem da veracidade dos boatos sobre o romance entre as duas. Na sexta-feira, enquanto vários dos alunos se reuniam e comentavam o assunto, Regina ajudava Emma a corrigir as inúmeras provas que recebera na segunda. Elas estavam no segundo andar, e eu no primeiro quando a campainha tocou.

— RORY, ATENDE A PORTA POR FAVOR — mamãe gritou lá de cima. Eu fiz o que pediu e abri uma cara de surpresa ao ver quem era

— Vovó, vovô, o que fazem aqui?

— Queríamos fazer uma surpresa, meu amor — disse minha avó oferecendo um abraço

— SURPRESA! — completou meu avô enquanto vovó me agarrava. Em seguida o abracei também e pedi para que entrassem enquanto eu chamava sua filha querida

— Toc toc — falei enquanto abria a porta do escritório do andar superior

— O que foi? — perguntou Emma antes de dar um generoso gole em seu café

— Lorelai, Emily e Richard estão lá embaixo, queriam fazer uma surpresa — ela cuspiu o café na hora, como em cena de filme

— Emma! — exclamou Regina

— Oops! Foi sem querer, mas espera, a casa é minha e eu que vou ter que limpar. Mas Rory, quando chegaram, o que vieram fazer aqui?

— Agora mesmo, e queriam fazer uma surpresa, já falei. Estão de mala e cuia

— Ah meu Deus! Acho que vamos antecipar o que eu planejava falar com eles dentro de umas semanas pelo menos

— Desculpa, de quem vocês estão falando? — perguntou a morena

— Emily e Richard — respondeu mamãe

— O que?

— Achei que tivesse assistido Gilmore Girls, são meus pais

— Você não está comparando seus pais com os Gilmore, né?

— Não, é que eu e Rory nos comparamos às Lorelais

— Ah tá — riu — acho que não devemos deixá-los esperando — disse por fim

— Rory, por favor limpe isso aqui, vamos ter uma conversinha com seus avós

— Sobrou pra mim — resmunguei

— O que?

— Nada!

Enquanto limpava a sujeira feita por minha mãe eu escutava atentamente ao que acontecia no andar de baixo. Emma saiu na frente de Regina e foi falando

— Mãe, pai, mas que surpresa! O que fazem aqui?

— Exatamente isso! Uma surpresa — disse vó Mary

— Mas acho que nós seremos os surpreendidos — foi a vez de meu avô proferir quando percebeu a presença de Regina também descendo as escadas

— Mary, David — cumprimentou abrindo um sorriso

— Meu Deus! Regina Mills, é você? — perguntou vovó

— Sim — disse abrindo ainda mais a curva em seus lábios

— Mas que mulherão você está ein! — a morena de olhos escuros sorriu com o elogio enquanto se aproximava dos braços abertos de Mary

— Obrigada, Mary — disse entrando no abraço

— O que faz aqui? Achávamos que você estava em Portugal — continuou minha avó

— Voltamos no domingo — respondeu

— Você e quem? Casou?

— Não, Eu e Emma — franziu o cenho em dúvida

— Mas Emma, você foi pra Portugal?


— Deixem suas coisas coisas por aí e sentem no sofá, é uma loooonga história — falou minha mãe

Notas finais
Por hoje é isso. Me digam o que acharam, please O link da one, como prometido: https://www.spiritfanfiction.com/historia/o-bau-de-once-upon-a-time-11558030/capitulo9 Qualquer dúvida tô aqui e no Twitter @lauracat_melo Até o próximo, beijinhoss
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.