Minha Perdição
20 E Quando Não Tiver Mais Jeito Conte Mentiras
Notas iniciais
Pov. Pansy
Acordei bem cedo naquele sábado afinal o jantar aconteceria à noite e eu ainda tinha que convencer Asty a ir jantar comigo sem levantar maiores suspeitas, não me preocupei em dizer nada sobre o jantar que iria acontecer na Mansão Malfoy para Blás, com toda a certeza Draco ficaria encarregado de convidar quem quer que seja pessoalmente. Eu tinha é que colocar minha parte do plano em prática para que tudo desse certo e começaria agora mesmo indo até seu apartamento.
Aparatei algumas ruas antes para não chamar a atenção dos trouxas e logo me dirigi até seu apartamento apertando sua campainha, ouvi passos vindos em direção à porta e fiz minha cara mais dramática.
– Pansy o que faz aqui há essa hora? – perguntou Asty confusa e sonolenta.
– Tori me desculpa por vir aqui sem avisar mais eu precisava conversar com você – disse chorosa me jogando em seus braços.
– Claro que não precisa avisar é minha amiga pode vir sempre que quiser o que aconteceu porque está chorando? Vem entra – a voz e a expressão preocupada de Astória me fez sentir uma pontada de arrependimento que logo tratei de afastar, depois ela me agradeceria por tudo.
– Adivinha, briguei de novo com aquele idiota do Blásio – disse soltando algumas lágrimas- Parece que ele nunca vai me levar a sério, que eu não passo de uma diversão.
– Da onde você tirou essa barbaridade Pan? Ele ama você, acredito que nunca houve mulher alguma que o fizesse sentir o que sente por você – disse pegando em minhas mãos me confortando – Merlin sabe o que eu daria para ter alguém que olhasse para mim como ele olha para você.
– E você tem, Draco olha para você como se não pudesse caber de tanta felicidade em ter você perto dele – disse rindo entre lágrimas – Diria até que ele pensa que é como uma boneca de porcelana que fosse quebrar a qualquer momento.
– Não quero falar sobre ele, por favor, o assunto aqui é você – disse ríspida dando um basta no assunto.
– Então como eu estava dizendo acho que ele está me traindo – retomei o assunto e a sua atenção – Eu o amo tanto, ele diz que estamos namorando mais eu sei que tudo não passa de uma invenção dele para que eu continue em sua cama.
– Você viu alguma coisa? Está bem que ele é um safado nato, mas não com você – disse estranhando a situação.
– Ver eu não vi, mas essas coisas se sabem, nós dois não somos mais adolescentes, somos adultos e por conta disso quero um relacionamento sério que envolva namoro e até mesmo casamento – disse me levantando do sofá e olhando a vista da cidade, é claro que Blás não estava me traindo mais tudo o que eu disse sobre casamento é mais pura verdade.
Pensei bastante em como iria convencer Asty de vir jantar comigo e acabei percebendo que isso não seria o suficiente para arrastá-la para fora desse apartamento, dado às circunstâncias em que ela mudou totalmente de humor em apenas ouvir falar de Draco então resolvi fazer bem melhor do que uma mentira de um jantar.
– Asty você é minha amiga faça algo por mim – me virei pegando em suas mãos com olhar de súplica – Me ajude a desmascarar o Blásio e de quebra acabar de vez com essa vadia com quem ele está me traindo.
– Eu sou sua amiga Pan e no que eu puder ajudar conte comigo – disse sorrindo sincera.
– Vá comigo hoje a um lugar que eu tenho certeza que ele e a vadia estarão – disse parecendo nervosa com um possível flagra.
– E a onde seria isso? Você mesma acabou de dizer que não viu nada suspeito – perguntou desconfiada.
– Astória eu sou amiga do Blásio muito antes de ser mulher dele, eu sei dos esconderijos em que ele se metia – disse parecendo agoniada com tantas perguntas – Você irá comigo?
– É claro que eu vou acha que vou deixar você sozinha nessa – disse revirando os olhos
– Ótimo passarei aqui por volta das sete e meia e se vista bem bonita, sexy e elegante – falei pegando minha bolsa indo em direção à porta.
– Para que tudo isso só vamos a esse lugar averiguar realmente se ele está te traindo o que eu realmente ainda não acredito e não a um desfile de moda – disse me olhando incrédula.
– Você acha que eu vou chegar desarrumada dando um flagrante naquele safado? – perguntei ofendida – Nada disso eu vou mostrar a ele o que está perdendo e vou mostrar a essa bruxa vadia quem é Pansy Parkinson e claro ainda vou azara-la.
– Pan tenho medo de você acabar machucada, porque não conversa com ele? – pediu tentando me persuadir.
– Você com toda a certeza deveria escutar mais seus próprios conselhos Tori – disse brincalhona recebendo um olhar congelante – Faça por mim afinal eu quero que você como minha amiga também esteja deslumbrante – terminei de dizer fazendo um bico.
– Está bem farei o que me pediu, vamos mostrar para essa vadia quem são as melhores no mundo bruxo e com quem ela se meteu – falou com ar de desdém.
Pulei nos braços de Astória contente, claro que ela pensou que fosse por ela estar fazendo o favor de ir comigo atrás de Blásio, o que ela não sabia era que eu estava extasiada e alegre por ter dado certo o meu plano de leva-la até o jantar dos Malfoy, depois disso tudo eu não tive mais dúvidas de que nossa amizade era verdade eu só esperava que ela levasse isso em consideração na hora de me perdoar pela mentira, a única coisa que eu queria para ela e principalmente para Draco era muitas felicidades, pois eles mereciam.
Sai de seu apartamento mais tranquila por minha missão ter dado certo, eu só esperava que nada pudesse atrapalhar esse jantar e que todas as verdades fossem reveladas para que Draco e Asty enfim se acertassem, decidi procurar meu namorado e saber se ele já estava inteirado do jantar do plano de Daf para o jantar e claro sem perder a oportunidade de dar uns amassos nele para matar a saudade.
Pov. Draco
Desci as escadas da minha casa e me deparei com um possível manicômio instalado na sala de jantar, elfos correndo com a prataria, minha mãe gritando aos quatro ventos que tudo deveria sair fabuloso e mais algumas coisas que fiz questão de não ouvir. Chamei Blásio para vir até aqui e explicar para ele toda essa história louca da briga com Astória e sobre o plano de Dafne para o jantar de hoje, precisava do meu amigo para me apoiar e me aconselhar.
Enquanto o esperava resolvi perguntar a minha mãe como estava os preparativos e se os convites já tinham sido entregues, a encontrei na cozinha com olhar que beirava a loucura dando ordem aos elfos.
– Mãe, está tudo bem? – perguntei receoso com medo de sua resposta.
– Querido está tudo ótimo porque não estaria? – disse me dirigindo um olhar de confusão.
– Se você está dizendo, eu só queria saber se todos os convites já foram entregues, claro sem esquecer de que Astória não pode saber de nada – disse com medo de que algo pudesse dar errado.
– Não há como que se preocupar tudo sairá perfeito – falou afagando meu rosto – Acho que é você que está bastante nervoso aqui, vá descansar até a hora do jantar.
– Definitivamente não vou conseguir, além do que eu estou esperando Blás pedi que ele viesse para conversarmos – falei soltando o ar que eu nem tinha percebido estar prendendo.
– Pelo menos servirá de distração – falou impaciente – Agora saia daqui se não esse jantar não sai hoje – completou me empurrando porta fora.
Sai bufando da cozinha e acabei esbarrando em Tynky que vinha apressado em minha direção para avisar que Blásio havia chegado, até que enfim como demorou aposto que estava com Pansy.
– Até que enfim você chegou cara, não aguento mais a loucura que está essa casa – falei o cumprimentando.
– Eu nem demorei tanto assim Draquinho é você que estava com saudades do seu amorzinho – disse com uma voz de mulher.
– Só você mesmo para me fazer rir quando a situação está negra – disse cabisbaixo.
– Quer ir até o caldeirão furado? – perguntou com a mão em meu ombro — Ou algum bar trouxa? Podemos encher a cara e falar um monte de besteiras no jantar e colocar a culpa na bebida.
– Seria tudo o que estou precisando agora – respondi indo em direção ao bar e servindo duas doses de hidromel – Mas temos que nos manter sóbrios para hoje à noite.
– Vamos para o escritório e então você me conta tudo – disse Blás terminando de sorver o líquido.
– Tudo bem vai ser melhor que ninguém nos ouça – andei até lá e me sentei na poltrona de couro preta lançando um Abaffiato em direção à porta.
Comecei a contar para Blásio de minha briga com Astória, do que ela havia me acusado e do quanto eu queria ir o mais fundo possível nessa história para descobrir toda a verdade. Não foi surpresa quando ele disse que já sabia de tudo o que Asty tinha ouvido e de suas dúvidas sobre mim e sobre o casamento afinal eles são amigos e tem uma ligação como se fossem irmãos.
Disse a ele que Dafne tinha me procurado e de como chegamos à ideia do jantar para executar o plano de fazer nossos pais falarem a verdade e assim me inocentar frente à Astória para que ela não tenha mais nenhuma dúvida do quanto eu a amo.
– Então o que você acha? – perguntei apreensivo, a opinião de Blásio contava bastante para mim.
– A ideia é perfeita o problema está na execução, não é com bruxos menores de idade que vamos lidar Draco e sim bruxos que já viveram e mentiram muito nessa vida – disse sério – Mas se soubermos fazer direito pode sim dar certo.
– O que sugere? – perguntei sabendo que ele tinha uma estratégia.
– Quando Astória chegar aqui na Mansão precisamos conversar com ela e contar do plano – disse colocando a mão no queixo.
– Está louco? Para ela vir até aqui Pansy vai ter que inventar uma história, imagina se ela souber que estamos fazendo isso sem dizer nada a ela – disse incrédulo.
– Você não está entendendo, ela tem que saber por que vocês dois vão simular que não querem mais se casar – disse com o olhar divertido.
– Como é que é? Da onde você tira esses absurdos? É claro que quero me casar com ela mesmo que passe a vida inteira me odiando – disse exasperado sentindo uma dor profunda em imaginar não ter Astória na minha vida.
– Calma cara eu só estou dizendo que será uma mentirinha – disse Blás me dando um abraço, o considerava como a um irmão e talvez por isso o escutasse tanto.
– Não consigo imaginar minha vida sem ela – admiti com os olhos marejados.
– Sei bem como é isso – disse sorrindo de canto, sabia que ele se referia a Pansy – Talvez haja mais um casamento para ser comemorado – terminou alargando o sorriso.
– Meus parabéns Pan e você são feitos um para o outro, ela já sabe? – perguntei estreitando os olhos.
– Ainda não, por isso boca fechada – disse com um olhar assassino – Então como eu estava dizendo vocês vão esperar todos se sentarem e começarem a comer, todos vão pensar que esse jantar vai ser para estreitar as relações das famílias quando na verdade vocês vão dizer que decidiram não se casar mais.
– E porque disso tudo? O que vai acontecer é eles começarem a esbravejar e nos dar lições de moral – disse entediado.
– Está enganado quando disserem isso eles vão congelar e começar a falar sobre o contrato e quais serão suas consequências para o descumprimento do tal e assim tudo ficará as claras e Tori perceberá que você não tem nada a ver com isso – disse como se tivesse acabado de ganhar um jogo de quadribol.
– Blásio eu te daria um beijo nesse momento, que ideia brilhante – disse animado e logo me lembrando de algo – Mais como vamos provar que eu não tive nada haver com isso? Asty vai querer provas e pelo que ela disse sobre a conversa que ouviu eu dei a minha palavra para a mãe dela.
– Nem pense nisso eu sei que você tem uma queda por mim, mas não é para tanto – disse dando passos para trás assustado – Merlin uma coisa de cada vez, na hora vemos o que faremos não tenho mais cabeça para planejar nada, e então amigo está disposto a fazer tudo o que for preciso para conseguir Ma Pettit de volta?
– Qualquer coisa – disse com sinceridade e confiança de que desse tudo certo.
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