Minha Pequena Corujinha
1 Unico
Notas iniciais
Já se passaram nove meses desde que descobri que Annabeth estava grávida, minha mãe quase teve um ataque, depois passou um longo sermão sobre proteção e que nós deveríamos cuida bem de seu neto, etc. A segunda pessoa, a saber, foi Grover, meu melhor amigo, ao saber dessa noticia, ele desmaiou, e desmaiou de novo quando nós contamos que ele seria o padrinho, ele e Júniper.
A terceira pessoa foi Tyson: o grandão ficou tão feliz, que quase derrubou a espada que estava forjando, seu chefe deu uma bronca tão grande nele que meu irmão se encolheu, mas prometeu visitar minha filha.
As quartas pessoas foram nossos pais, Annabeth falou com sua mãe enquanto eu falava com meu pai.
-Então, pai, er, eu... Eu vou ser pai – meus deuses, quando meu pai ouviu isso ele empalideceu e começou a tremer descontroladamente, eu acho que ele não esperava ser avô tão cedo, para mim, não para ele, meu pai já deveria ter milhões de anos de idade.
Atena foi pior, só faltou ela aparecer aqui em casa me explodir em um milhão de pedacinhos, agora eu e Annabeth estávamos morando juntos, Paul e minha mãe se mudaram para outro apartamento, deixando o nosso para mim e Annabeth.
Hoje, nove meses depois, eu estava sentado no sofá, vestindo camisa xadrez, shorts jeans e tênis sem cadarço, nós iríamos ao Central Park, hoje teria um show, acho que iríamos, porque Annabeth estava se arrumando à uma hora.
-Annabeth, vamos chegar tarde – gritei para o quarto.
-Calma meu peixinho, já estou pronta – ela retrucou aparecendo na porta da sala e deu uma voltinha, assoviei, ela vestia uma calça jeans, tênis brancos e um top também branco, deixando a mostra sua barriga enorme, balancei a cabeça e coloquei uma jaqueta em seus braços – Ei, não estou com frio.
-Annie, estamos em Nova York, é frio todo dia – retruquei e a puxei para porta, ela revirou os olhos e me deu um selinho, abri a porta e fiz uma mesura – Por aqui senhora.
Ela deu um sorriso e saiu, tranquei a porta e saímos do prédio, ela me deu a mão e eu apertei-a, eu tinha razão, estava frio, fomos ao Central Park a pé, já que meu apartamento era praticamente a dois quarteirões de distância do parque, ao chegarmos lá, vi que estava lotado, olhei em um cartaz e vi de quem era o show: Maroon Five, a banda preferida minha e de Annabeth.
-É Maroon Five? – Annabeth perguntou boquiaberta – Eu os adoro.
Corremos (leia corretamente: Ela me arrastou) até o palco improvisado, Annabeth empurrou todas as pessoas na nossa frente com a força de mulher, grávidas parecem adquirir super poderes, principalmente quando estão com desejo de alguma coisa, nem queira saber como eu consegui achar brigadeiro, um doce brasileiro que não vendia em lugar algum.
-É One More Night – Annabeth gritou e começou a cantar junto com o resto dos fãs, olhei ao redor e vi que só havia pessoas ao redor do palco, o resto estava livre, sussurrei no ouvido de Annabeth:
-Ei, sabidinha, vamos nos sentar um pouco – ela assentiu e saímos de perto do palco, me sentei na grama, Annabeth se sentou entre minhas pernas e encostou a cabeça em meu peito, beijei o topo de sua cabeça – Sabe, eu queria que esse momento congelasse.
-Ai – ela colocou a mão na barriga.
-Que foi? Fiz alguma coisa?
-Percy – ela segurou minha mão com forca, tirando toda a circulação.
-Que foi? – olhei preocupado para ela.
-Minha bolsa estourou.
Ai. Meu. Zeus. A. Bolsa. De. Annabeth. Estourou.
Levantei-me de um salto gritando:
-Socorro, um médico, ela está tendo um bebê — o show parou, todas as pessoas nos olhavam confusas, até que um homem de trinta anos mais ou menos, careca com olhos castanhos falou:
-Eu sou médico, com licença – ele empurrou algumas pessoas e chegou até nós, ele pediu algumas coisas como uma jaqueta, uma tesoura, uma bacia com água, não tínhamos isso, então ele falou – Nós precisamos levar ela até um hospital.
-Eu tenho carro – o vocalista da banda desceu do palco e pegou chaves do bolso, ajudei Annabeth a se levantar, a apoiei até um carro esporte vermelho parado na rua, ele abriu a porta de trás e coloquei Annabeth lá, me sentei ao seu lado enquanto o vocalista se sentava no banco do motorista e o medico ao seu lado, em alguns segundo ele arrancou com o carro.
-Respira. Inspira. Respira. Inspira – ele falava, minha namorada apertava tanto minha mão que ela estava branca. Em alguns minutos estávamos no hospital, rapidamente uma maca chegou e Annabeth foi colocada nela, a acompanhei até uma porta de plástico, onde dois enfermeiros me empurraram para trás.
-Não pode entrar.
Fiquei andando de um lado para outro na recepção, o vocalista me ofereceu um copo d’água que eu aceitei com a mão tremendo, depois de vinte minutos, o que me pareceu uma eternidade, o médico que veio conosco, que descobri se chamar Bill me chamou até uma sala, fui até lá e vi que Annabeth estava com um sorriso enorme no rosto e segurava um pequeno embrulho.
Aproximei-me tremulo e toquei minha filha, seus cabelos eram loiros como de Annabeth, mas os olhos eram verdes como os meus.
-Como ela se chama? – perguntei, nós tínhamos decidido que íamos escolher o nome na hora.
Annabeth ergueu os olhos e me deu minha filha, a peguei desajeitado, ela abriu um dos olhos e pareceu sorrir.
-Marie. – Annabeth falou com um sorriso.
Marie Chase Jackson, minha pequena corujinha.
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