Notas iniciais
Ae meu povo, voltei o mais rápido que pude! o/ E com vocês o capítulo mais aguardado da história ou será o capítulo em que Emma chuta a bunda de Daniel? Mandem suas opiniões huhuhuhu Então chega de bla bla bla e vamos para a histórias!! Meninas, muito obrigada pelos comentários!! o/

Emma puxava as rédeas do seu cavalo, ela havia decidido caminhar um pouco, seu corpo todo estava dolorido, especialmente seu ombro, devido a longa cavalgada. Fazia pelo menos uns quatro dias que estavam cavalgando praticamente sem parar, enquanto puxava seu cavalo escutou um choro de animal. Parou para conseguir ouvir novamente, mas havia só o silêncio, e quando foi iniciar sua caminhada escutou novamente o choro. Soltou as rédeas de seu cavalo e seguiu na direção do choro. Mérida e Anna a seguiram assim que viram Emma parar, então se distanciar para dentro da floresta.

A loira andava por entre as árvores, o choro do animal estava cada vez mais alto, e quando abriu a folhagem se deparou com uma cena que cortou seu coração. Um filhote de lobo branco com seu focinho tentando “acordar” sua mãe, mas ela estava morta presa na armadilha. Emma devagar se abaixou e foi engatinhando até o filhote, para não assustá-lo. Quando se aproximou, tirou um pequeno pedaço de carne que ela tinha guardado em uma pequena bolsa na cintura, o filhote a olhou e a viu deitada no chão, com a mão estendida oferecendo uma oferta de paz – Venha... Não lhe farei mal... – disse mexendo levemente sua mão, para chamar a atenção do pequeno animal, ele virou seu rosto e esticou seu pescoço na tentativa de cheirar o que a loira tinha na mão, quando ele reconheceu o cheiro, deu uns pequenos passos a frente se aproximando da mão e sem cerimônia acabou comendo aquele pequeno pedaço de carne que lhe fora oferecido. Ainda no chão, tirou mais um pequeno pedaço de carne da bolsa e ofereceu ao lobinho, e aos poucos ela foi se aproximando mais ainda do animal, e ele percebendo que ela lhe oferecia mais um pedaço de carne, deu mais uns passos a frente receoso, mas depois de alguns segundos ele sentiu que a loira não apresentava nenhuma ameaça caminhou em sua direção, se aproximando mais ainda.

Mérida e Anna pararam ao ver a cena a frente, e elas não estavam acreditando, pois sabiam que não era fácil se aproximar de lobos em geral, e muito menos se aproximar dos raros lobos brancos.

— Hei... – disse Emma calmamente quando o filhote a estava cheirando – Você agora está sozinho, não é? – começou a fazer carinho na cabeça do lobo enquanto esse a cheirava fervorosamente, olhou ao redor para ver se encontrava sua matilha, não havia nenhum sinal deles – Então eu vou te levar comigo... Eu sei como é ficar sozinha nesse mundo. – pegou o filhote no colo e se levantou para voltar para seu cavalo. O animal meio que entendendo o que a loira pretendia, começou a abanar o rabo feliz. Emma sorriu e tirou mais um pedacinho de carne da pequena bolsa e dando ao lobinho, que no segundo seguinte já havia devorado e lambia a mão da loira a procura de mais – Vejo que você está com fome... – deu mais um pedaço de carne, mas esse bem maior.

— O que você irá fazer com esse filhote? – perguntou Anna encantada com o filhote assim que Emma se aproximou.

— Vou levá-lo comigo. – respondeu Emma acariciando a cabeça do lobo – Não vou deixá-lo aqui sozinho. – o animal fechou os olhos quando Emma começou a roçar seus dedos atrás das orelhas.

— Ele não irá te atrapalhar quando chegar ao castelo? – agora foi Mérida quem perguntou e também caindo de amores pelo pequeno lobo.

— Claro que não! – levantou o lobo na altura de seus olhos e percebeu que era um lobo macho – Você não irá me atrapalhar, não é, Nanuki? – falou Emma nomeando o lobo.

— Bom, então vamos continuar... – Mérida disse já se virando para voltarem para os cavalos – Não falta muito para chegarmos.

— Se continuarmos nesse ritmo, talvez mais um dia de viagem até nos separarmos e cada um seguir com o planejado. – disse Anna se preparando para montar seu cavalo.

— O que você tem aí, Emma? – perguntou Merlin ao ver a loira segurando algo.

— Um filhote de lobo. – respondeu ela e colocou o pequeno animal dentro de uma bolsa que ela tinha ao lado de sua sela, e montou em seu cavalo. Fez mais uns carinhos na cabeça do animal, e um sorriso adornava seu rosto.

Merlin riu da cara feliz da loira, e silenciosamente eles voltaram a cavalgar em ritmo acelerado para chegarem o mais rápido possível.

—SQ-

Quase um dia depois eles chegaram ao ponto em que se separariam. O plano era que Merlin e Anna seguiriam para o castelo através da estrada principal, e chegando lá, tentariam conversar com David. Mérida já havia se separado deles quando retomaram a cavalgada, depois que Emma encontrou seu pequeno animal, e como estaria sozinha, cavalgou em um ritmo alucinante, partindo em direção do reino de Floresta Adormecida, com uma mensagem de Emma para Mulan. A mensagem era que Mulan e mais um grupo de guardas se encaminhasse mais rápido possível, mas discretamente para o castelo de Maçã Escarlate e se infiltrasse, descobrindo quem não pertencia ao castelo e eliminando-os aos poucos, para que não desconfiassem, e Emma tinha a pretensão de se manter escondida assim que chegasse, com a ajuda de David armaria seus guardas e atacaria os homens de Daniel de surpresa, e também mandaria uma ordem expressa para qualquer pessoa que viesse do lado do reino de Cavalos Galopantes estaria terminantemente, até segunda ordem, proibida a entrada no reino seja por qualquer motivo. O plano era atacar de surpresa o inimigo e quando ele percebesse seria tarde demais.

Quando chegaram ao ponto combinado Merlin e Anna seguiram pela estrada principal, enquanto Emma se embrenhou pelo meio da floresta com seu cavalo e agora na companhia do lobinho, seu fiel escudeiro. Pela estrada principal levaria um pouco mais de tempo, já que o caminho era um pouco maior que os atalhos que Emma pegaria até o castelo. Emma conhecia aquele território, não encontrou muitos problemas para se esconder ou mesmo acelerar seu passo quando fosse necessário. Quando ela finalmente conseguia ver os muros do castelo, Emma desmontou do cavalo, pegou suas coisas e seu pequeno companheiro, sabia que a partir daquele momento teria que ir caminhando, pois montada no cavalo seria facilmente percebida e isso faria seu plano ir por água. Ela deu um tapa no cavalo o fazendo trotar em uma direção da estrada principal, pois sabia que ele mais cedo ou mais tarde seria encontrado por seus guardas e levado ao castelo. Embrenhou-se pelas folhagens e árvores, seguindo em direção ao castelo, sabia que teria umas duas ou três horas de caminhada.

—SQ-

Finalmente Killian havia chegado e a primeira coisa que ele fez foi correr para dentro do castelo e se encontrar com o pessoal dentro da sala do trono.

— Cheguei! – disse assim que entrou e viu todos ali reunidos e o esperando – E trago notícias interessantes.

— E nós não temos notícias muito boas. – comentou David.

— O que aconteceu? – perguntou ao finalmente perceber que Emma não estava presente – Onde está o Loirão?

— Essa é a nossa notícia não muito boa... – comentou Henry – Ela saiu em ajuda a Daniel e ele voltou alegando que Emma está morta.

Os olhos de Killian se arregalaram com a notícia – Maldição! – exclamou ele bravo – Se as tempestades não tivessem me atrasado tanto na ida, mas principalmente na volta, eu provavelmente teria conseguido chegar antes dela partir, teríamos escorraçado o traste do Daniel para fora do castelo e nada disso teria acontecido.

— Isso é uma suposição... – falou David tentando acalmar seu amigo – Mesmo que as tempestades não o atrasassem, talvez Emma tivesse partido antes de você chegar... Mas o que você descobriu lá em Arendelle? – mudou o foco da conversa.

— Daniel tomou o trono do antigo rei através de um golpe... E pelas notícias que escutei em Arendelle enquanto estava lá, ele está fazendo atrocidades com seu povo, altíssimos impostos, castigos desnecessários e outras coisas que não me atrevo dizer, sei que muitas pessoas deixaram o reino em busca de uma oportunidade melhor de vida no reinos em volta... – começou o moreno de olhos azuis – Isso tudo não faz muito tempo... E desde então com sua sede por poder, ele vem invadindo reinos para aumentar seu território, tentou várias vezes invadir o reino de Arendelle, só não conseguiu devido as defesas naturais da região. Parece que conseguiu tomar a força uns pequenos vilarejos ao redor agregando as terras ao seu reino e impondo seu modo tirânico de reinar.

— Provavelmente sua sede por poder deva ter afetado sua cabeça e ele resolveu invadir nosso reino... – comentou Ruby levantando uma hipótese.

— Ele também deva ter ouvido as histórias sobre Robin e achou que ele poderia fazer melhor. – Henry levantou outra hipótese.

— Arendelle é um reino que vive do comércio do mar... – continuou Killian – Fui recebido por Elsa, filha dos reis, pois os mesmos haviam viajado a negócios. Ela ficou muito surpresa ao saber que estava em guerra contra Cavalos Galopantes.

— Talvez ele se ache merecedor de Maçã Escarlate... – disse David, com a mão no queixo, analisando todas as hipóteses possíveis.

— Ou então podemos juntar as hipóteses de Ruby, Henry e David... – disse Mulan ao adentrar na sala – E teremos um louco sedento por poder, achando que pode invadir os reinos ao seu bel prazer. Acrescento mais um detalhe, ele acabando com um membro importante para poder se fixar permanentemente no reino invadido, ou seja, aqui no caso já que Emma não está mais na cena, ele quer a qualquer custo se casar com Regina, e se tornar uma pessoa extremamente poderosa, por se achar que é o merecedor da posição de monarca do reino... – fez uma pausa – Porque minha amiga, querendo ou não, a sua reputação, a de Emma e a reputação de seu reino corre ao vento pelos quatro cantos desse mundo, e todos querem prosperar como o Reino de Maçã Escarlate está prosperando... E muitos sonham com tempos de paz e tranquilidade, e também muita fartura.

— Mulan! – exclamaram eles ao mesmo tempo.

Regina se manifestando pela primeira vez – Que bom que está aqui... – abraçou brevemente a mulher – Você tem razão, Daniel quer se casar comigo, e tomar todo o reino...

— Sentimos sua falta. – disse Ruby assim que soltou sua amiga do abraço.

— Sem mim vocês ficam muito perdidos... – brincou brevemente então voltou a ficar séria – Vejo que a situação não é das melhores...

— Não! – comentou Henry – Resumo da situação: caímos como uns bobos em uma emboscada e de quebra perdemos Emma.

— Eu mesma liderei o grupo de busca lá no local da batalha... – começou Mulan – Procurei por todos os lados o rastro dela, mas não achei nenhum... – fez uma pausa — Também não achei o corpo dela... E isso me deixou na esperança de que ela não estivesse morta. – terminou entristecida.

— Você fez o que pôde lá, Mulan. – consolou David, pois também sentia que tinha uma parte de culpa nisso tudo, aliás todos ali presentes sentiam que tinha uma parcela de culpa pela atual situação.

— E ainda posso acrescentar que talvez ele já tenha alguns homens infiltrados... – falou Mulan quebrando o breve silêncio que se formou – Pois vindo para cá, vi rostos que não me são conhecidos.

— Aquele asqueroso! – bradou Ruby surpresa – Como não percebemos isso? O que faremos?

— Não se culpem... – disse a mulher asiática – Ele se aproveitou de um momento que todos vocês estavam perdidos, se ele tivesse feito isso em Floresta Adormecida, provavelmente estaríamos na mesma situação.

— Vou mandar alguns guardas começarem a procurar por essas pessoas estranhas... – disse David – Saber quantos homens estão aqui escondidos. Então armar um estratagema para colocá-los para fora do reino.

— Eu já antecipei esse movimento. – explicou a mulher asiática — Antes de adentrar no reino, já mandei meus guardas se misturarem, vocês saberão quem são meus homens devido a um desenho pequeno de uma flor, cada um colocou onde bem achou melhor, tentando esconder, mas deixando a vista para quem olhasse com mais atenção... Eles observarão tudo e depois me passarão um relatório sobre a situação... Então tomaremos as devidas precauções, então não se precipitem, vamos deixar Daniel pensar que está com o controle da situação. Quanto mais ele achar que já ganhou, mais alto será sua queda.

— Mas ele saberá que você está aqui. – comentou Henry.

— Eu já cheguei anunciando que vim fazer uma visita social... – respondeu Mulan – O que também não deixa de ser verdade... – fez uma pausa pensando – Depois que não tive nenhum sinal de Emma naquele campo, eu precisava vira para cá e ver como estava a situação, pois algo me dizia que tinha coisa errada com esse pulha, e inda bem que eu vim, assim posso ajudar vocês... Então ele irá achar que vim aqui apenas para dar meus pêsames a rainha. – e olhou tristemente para a morena – E é isso que ele ficará sabendo.

Ficaram ali mais algum tempo conversando e se armando para poderem revidar. Mulan omitiu o fato que sabia que Emma estava viva, e que logo estaria de volta ao castelo, afinal aquilo fora um pedido da loira, e fazia parte do plano. Achava errado aquela decisão da loira, mas ela não se oporia. A única coisa que eles todos ali sabiam era que Daniel não iria saber de onde viria a cacetada que o acertaria em cheio.

—SQ-

— Meu rei... – sussurrou um de seus guardas assim que se aproximou do homem – Trago notícias. – Daniel continuou olhando as pessoas ao seu redor – Killian acabou de chegar e foi se reunir com seu pessoal na sala do trono.

— Isso eu já sei... – comentou Daniel enfadonho, fingindo ler seu livro, sentado no banco de pedra que outro dia havia servido de alvo para sua fúria depois que Regina, praticamente, o rejeitou de todas as formas.

— Não consegui me aproximar da sala, pois eles colocaram guardas na porta e nas entradas do corredor, para que ninguém chegasse perto e muito menos escutasse o que conversam lá dentro. – acrescentou o homem – E quando eu estava voltando, vi aquela mulher asiática chegando e rapidamente entrando no castelo.

— Ela estava sozinha ou acompanhada? – aquela informação prendeu a atenção de Daniel, que olhou a sua frente para as pessoas ao longe.

— Sozinha.

— Você sabe o motivo de sua visita? – virou a página do livro como se estivesse lendo, voltando sua atenção ao livro.

— Um dos guardas anunciou que era apenas uma visita social... Que ela veio prestar seus pêsames a rainha pela morte de Swan.

— Algo a mais?

— Não meu senhor... – disse o homem tomando seu caminho pelo jardim. Enquanto eles conversavam, não perceberam um guarda de Mulan ao longe os observando. Ele disfarçou e seguiu para relatar a sua comandante assim que puder sobre o acontecido.

Daniel esperou mais alguns minutos ali. Em seu rosto estava estampado um imenso sorriso – Então a notícia de que aquela loira maldita está morta corre pelos reinos... Isso é maravilhoso!! – comentou feliz – Hora de começar a fazer a idiota viúva Regina ver que eu sou a sua melhor e única opção para se casar, pois logo virá imbecis de todos os lados achando que tem o direito de exigir a posição de monarca ao lado dela... Posição que me pertence por direito... — fechou seu livro com força, respirou fundo, se levantou e saiu em direção ao castelo.

—SQ-

Depois de duas horas e meia, Emma finalmente estava caminhando com muito cuidado dentro do castelo. Um momento ou outro ela precisou se esconder, mas depois voltou seu trajeto rapidamente. Ela havia conseguido adentrar nos jardins usando algumas passagens e rotas pouquíssimas conhecidas e usadas. Também usou algumas entradas e passagens secretas, por assim dizer, só quem cresceu dentro do castelo saberia onde estão. Dentro da bolsa que vinha pendura pelo seu corpo estava seu fiel escudeiro Nanuki, ele meio que entendendo a importância do momento contribuiu ficando quieto enquanto era carregado pela loira, até mesmo na hora em que Emma precisou se esconder ele não se manifestou.

Ela finalmente virou no corredor que levava para seu quarto, assim que colocou a mão na maçaneta, rezou para não haver ninguém dentro do quarto. Abriu lentamente e sem fazer barulho, correu os olhos pelo quarto e constatou que o mesmo estava vazio, entrou e fechou a porta atrás de si, exatamente no momento que dois guardas viraram no mesmo corredor e passaram a frente do quarto em sua ronda.

—SQ-

Depois que acertaram tudo, Regina pediu licença e saiu da sala. Assim que fechou a porta atrás de si, limpou rapidamente as lágrimas que desciam por seu rosto e caminhou pelo corredor. Ela estava brava consigo mesma, pois se ela não tivesse insistido para Emma ajudar Daniel, nada daquilo estaria acontecendo. Ela era responsável direta pela ausência de sua loira, e as informações que Killian trouxe somadas com as constatações de todos a fazia ficar mais irada ainda consigo mesma, mas principalmente com a petulância de Daniel de achar que já estava tudo ganho para ele.

Ela estava perdida em seus pensamentos caminhando pelo corredor quando escutou uma voz atrás de si – Algo errado? – Regina parou subitamente e soltou uma longa respiração, reconheceu o dono daquela voz. Virou-se para encarar Daniel que vinha andando pelo corredor, todo sorridente – Você parece estar brava. Quer conversar?

— Não! – disse seca, tentando ficar calma – Apenas fique longe de mim! – falou entre os dentes e começou a se distanciar do homem.

— Ah já sei, você está brava comigo, não é? Vamos, fale comigo. Eu não mordo! – disse Daniel agora a seguindo pelo corredor.

— Você, fique longe de mim antes que eu chame os guardas.

— Nossa que medo... – desdenhou o homem – Estou com muito medo! – apertou o passo e segurou a morena pelo braço – Quer parar de andar, estou falando com você!

— Mas eu não estou! – respondeu Regina de volta enraivecida – Me solte agora!

— Ou o que? – perguntou presunçoso. A morena não respondeu, apenas tirou uma pequena lâmina escondida na cintura do vestido e passou pelo braço de Daniel que a segurava. Desde o primeiro rompante de fúria que o homem havia apresentando dias antes, Henry ficou sabendo e achou por bem e para a segurança da mulher, andar com uma pequena lâmina escondida em sua cintura para caso Daniel voltasse a agir daquele jeito e não tivesse ninguém por perto para ajudá-la. Regina argumentou contra, achando ela estapafúrdia, mas acabou concordando ao final para encerrar o argumento. E pelo visto Regina agradeceu mentalmente por ceder a essa ideia, que agora não parecia tão estapafúrdia assim, de Henry.

— Argh sua... – gritou ele soltando a mulher assim que a dor se espalhou pelo seu braço, dando alguns passos para trás. Sua outra mão tirou um lenço do bolso da calça e o pousou em cima do pequeno corte, na tentativa de diminuir a dor, e também não deixar o pouco sangue que saia se espalhar.

— Ora, cadê toda sua valentia agora? – zombou ela, com a lâmina em sua mão, na realidade agora ela desejava era ter uma espada para poder fazer o homem a sua frente em pedacinhos, mas ela tinha somente uma pequena lâmina.

— Eu usei toda minha valentia para acabar com Emma. – respondeu ele simplesmente e Regina arregalou os olhos surpresa – Ah sim... Eu cansei de ser bonzinho... Eu acabei com aquela miserável, tenho que concordar que ela muito me surpreendeu ao resistir bastante, mas diante da minha armada ela caiu fácil como um animal recém-nascido e indefeso. – riu maliciosamente, jogando seu lenço fora quando percebeu que o corte não sangrava mais.

Regina congelou – O que?

— Você me ouviu. – ele sussurrou e sorriu com desdém. Ele caminhou e parou a frente dela, vendo sua face mudar de expressão, em um movimento inesperado ele tirou a lâmina de Regina, que estava imóvel diante da informação que acabara de ouvir e ainda estava processando o olhando incrédula – Oh você não acredita, não é? Eu também não acreditaria se me dissessem... – riu brevemente — Mas como eu estava lá, e fui eu quem atirou a flecha que a acertou nas costas a matando, então eu acredito. Nossa querida comandante Swan está morta, pois fui eu quem a matei. Então se vossa majestade não quiser que seu reino sofra, pois sim, tenho uma grande armada infiltrada no seu castelo, acho melhor você não dizer uma palavra sobre isso a ninguém. – jogou para bem longe a lâmina que tirou da morena.

— Como isso é possível? – perguntou ela incrédula.

— Você não precisa saber, mas é simples... – fez uma pausa e endireitou sua roupa e depois passou sua mão pelo cabelo curto, ajeitando o penteado – Enquanto vocês estavam pedidos como baratas tontas, meus homens foram se infiltrando em seu castelo. Basta apenas uma ordem minha e toda sua armada será dizimada... Inclusive sua armada especial... – fez uma pausa — Seu reino e seu povo podem ser poupados...

— Como?

— Como disse, é simples... – ele sorriu vitorioso – Case-se comigo!

Regina respirava pesadamente, absorvendo as informações que acabara de escutar, seus pensamentos estavam a mil: Emma realmente está morta! Esse cretino a matou! Meu reino corre perigo.

Daniel viu que a mulher a sua frente estava sem reação nenhuma – Vejo que você não está bem... Sei que são muitas informações para você compreender nesse momento... Vá para seu quarto, pois você está um pouco pálida. – ele sussurrou dando um leve tapinha na bochecha da morena, se afastando logo em seguida, fez um meneio e saiu andando com um sorriso mais do que vitorioso no rosto, era um sorriso perverso.

A morena ficou ali parada sem saber o que fazer. Ele matou minha loira. Daniel estava planejando isso a quanto tempo? Regina tremeu e olhou ao redor pelo corredor e viu que estava sozinha, por enquanto ela não poderia falar nada a ninguém, nesse momento ela realmente temeu pelo pior, talvez nem com a ajuda de Mulan conseguiriam vencer – Bastardo! – ela praguejou e andou rapidamente para seu quarto. Assim que entrou fechou rapidamente a porta atrás de si, respirou profundamente fechando os olhos, precisava pensar em tudo que havia acabado de escutar, assim que se acalmou abriu novamente os olhos e sua visão caiu sobre um pequeno animal que dormia tranquilamente no meio da sua enorme cama. Emma escutou o barulho da porta e se escondeu achando que fosse algum guarda ou mesmo algum homem de Daniel, e ficou observando a pessoa que entrara no quarto.

— Hei pequeno... – disse a morena se aproximando da cama – Como você entrou aqui? – perguntou ela mais para si do que para o animal que continuava dormindo tranquilamente. Será um cachorro? Mas nunca vi um cachorro com pelagem toda branca... o analisou melhor É um filhote de lobo! Constatou ao terminar de se aproximar da cama Ele me lembra de Emma quando estava amaldiçoada... sorriu tristemente Emma... Soltou um longo e pesado suspiro, sentou-se na cama e pegou o travesseiro que era da loira abraçando-o tentando sentir ainda o cheiro de Emma, mas era em vão, pois ele já não tinha mais o cheiro da loira. Deitou em posição fetal abraçada ao travesseiro.

Olhos verdes estavam fixos na mulher na cama, essa era a primeira vez que Emma via sua esposa depois de tudo que havia acontecido. Regina estava mais linda do que ela se lembrava. Naquele momento ela queria se deitar junto a sua esposa na cama e abraçá-la fortemente e ter a certeza de que ela nunca mais perderia sua morena. A loira tremeu e bravamente segurou seu desejo, continuou escondida, não podia sair de seu plano.. Emma conhecia o castelo como a palma de sua mão e conseguiu ir para o quarto sem ninguém notá-la e estava esperando por sua esposa ali, pois apenas queria vê-la. Ela não queria que ninguém soubesse que ela estava de volta, ainda não. Quanto menos pessoas soubessem que ela estava viva, maior era a chance de sucesso de seu plano. Mas agora tudo que ela queria era sentir o toque da sua morena, necessitava dele, estava febril por ele. Emma tombou sua cabeça a frente ao ver a cena sua frente, seu coração estava doendo, sua esposa estava chorando abraçada fortemente ao travesseiro que fora seu, como se sua vida dependesse daquele objeto.

— Emma! – a morena gritou com a voz carregada de dor. Pela primeira vez Regina aceitara que Emma estava morta e que ela nunca mais voltará. Aquilo doía profundamente. Seu coração estava quebrado. Sua alma havia perdido todo o brilho. Sua existência já havia perdido o sentido. Ela não teria mais razão para viver. Por mais que sua mente gritasse que estava tudo acabado, bem lá no fundo o seu coração despedaçado murmurava para ter esperança, ele sentia que sua loira estava viva... Mas aquela sensação era apenas uma fagulha de luz em meio a toda aquela escuridão que o seu ser havia se afundado naquele momento.

Como ela iria seguir em frente sem sua loira idiota? Quem faria as mais idoitas piadas para ela? Soltou um longo suspiro pesado Depois de tudo que passaram nas mãos de Robin, como sucumbiram assim facilmente diante daquele biltre do Daniel? O que seria da vida daqui para frente? Ela também se entregaria a morte? Seria fácil demais... Lutaria contra aquele verme, nem que fosse a última coisa que fizesse, mas não deixaria seu reino e seu povo a mercê daquele cretino.

A loira segurou um soluço e seus olhos se encheram de lágrimas fechando-os em seguida para impedir das lágrimas escorrerem, quando Emma olhou novamente para a cama viu que sua esposa já não estava mais ali, seu travesseiro estava esquecido em cima da cama ao lado de Nanuki que continuava dormindo alheio ao que acontecia no ambiente. Percorreu seus olhos pelo quarto e viu sua esposa na janela, ela olhava a paisagem, o sol reluzia na pele de sua morena, deixando-a, se possível, mais linda ainda. Emma ao contrário não estava na sua melhor forma, o ferimento em seu ombro havia voltado a sangrar durante sua caminhada, quando esbarrou em um galho seco, suas roupas estavam rotas e sujas, estava descabelada, resumindo ela não estava nem um pouco apresentável, mas ela duvidava que Regina se importasse com isso.

Regina tremeu tentando conter um soluço e suas lágrimas, mas foi impossível. Um gutural grito de dor escapou de seus lábios. Ela estava sentindo e muito a falta da sua loira. A morena queria que tudo isso não passasse de um terrível pesadelo, que ela estivesse dormindo e assim que acordasse visse sua loira esparramada na cama como era seu costume. Regina desejou com todas as suas forças que Emma estivesse em casa, em seus braços, queria dormir abraçada a sua esposa e sentir seu calor. Queria ter novamente vontade de viver, ter uma razão pela qual levantar toda manhã. Queria tê-la ao seu lado. Isso era pedir muito?— Você me prometeu que voltaria para mim! – saiu a fraca e rouca voz, carregada de sofrimento, tristeza e dor.

Emma fechou seus olhos ao escutar as palavras de sua morena. Aquilo foi a gota d’água. Basta! Que se dane o plano. Eu não posso mais fazer isso. Minha morena não merece. Ela fez Regina passar por muita coisa em pouco tempo, e a loira estava cansada daquilo tudo, sua morena não merecia, e prometeu a si mesma que ela não iria mais fazer sua esposa se sentir daquele jeito: infeliz, quebrada, triste e muito menos sozinha, nunca mais. – Eu voltei! Estou em casa! – disse fracamente Emma quando finalmente saiu de seu esconderijo, se fazendo presente no quarto, ficando atrás de sua morena, esperando que ela se virasse para lhe olhar – Eu estou em casa, Regina... Eu voltei para você, minha vida!

Notas finais
VRÁ... finalmente elas se reencontraram... Nossa quanto drama! E o Daniel achando que está por cima da carne seca, mal sabe ele o que está por vir para cima dele... Até a próxima! Sim, o nome do lobinho veio do cachorro (husky siberiano) de Sam (do filme os garotos perdidos/the lost boys), adoro esse filme... vixi delatei minha idade agora kkkkk Até a próxima! o/