Notas iniciais
Oi gente o essa é a minha one-shot, espero que gostem

– Jéssica acorda, Jéssica.


–Oi mãe, o que houve?


– Vai se arrumar.


–OK, me ajude a levantar.


~ Duas semanas antes ~


Acordei com a janela batendo em cima de mim, o vento balançava os meus cabelos, as gotas da chuva caiam sobre o meu rosto. Quando fui fechar a janela um forte vento me empurrou para trás me perguntei o por que eu tinha caído com um vento tão bobo. Levantei-me para fechar a janela e eu por algum motivo caio no chão, minhas pernas endureceram, eu não conseguia move-las, tentei chamar minha mãe mais minha vós não saia, ouvi passos vindos do corredor a porta se abriu o mais forte o possível, era minha mãe ela parecia muito assustada, ela estava suando muito, ela se abaixou até mim e me perguntou.


–Jéssica o que houve com você? Ouvi um barulho e vim correndo aqui…


–Eu também não sei mãe um forte vento me derrubou, eu não consigo mover minhas pernas. -minha mãe me colocou de volta na cama e fechou a janela.


– Amanhã de manhã vou te levar ao médico.


–Ok, mãe o que houve comigo? Por que cai no chão? E por que minhas pernas não se movem?


–Eu não Jéssica, nos vamos descobrir isso amanhã no médico não seja impaciente, fique calma isso vai passar, eu tenho certeza… — Foi muito difícil dormir minha perna doía muito, eu sabia que algo estava acontecendo só não sabia o que, acordei com a minha mãe me balançando para acordar.


– Venha levante-se eu vou te ajudar a se arrumar, a sua tia veio te

visitar, não consegue mover suas pernas ainda?


– Não elas estão mais duras do que antes.


– Bom nós vamos descobrir já, o que é isso certo?


– Certo, mas eu estou com medo


– Não fique com medo, eu estou do seu lado!!


– Eu sei mas… Esquece vamos. — Demorou um pouco tinha muitas pessoas, eu estava me sentindo uma pessoa sem problema algum no meio de tanta gente, muitas não tinham pernas outras braços e eu aqui só não podendo mover minhas pernas, a vida é mais injusta do que parece ser.


– Dona Esther e Jéssica — A enfermeira nos chamou


– Muito bem o que as trouxeram aqui?


– Minha filha, ela esta reclamando que suas pernas não se movem


– Quando isso aconteceu?


– Ontem a noite eu ia fechar a janela do meu quarto e cai no chão, e minhas pernas não se moviam…


– Muito bem vamos fazer um exame e apenas a senhora volte aqui as 12:00, pode ser?


– Pode sim Doutor, muito obrigado. — Quando chegamos em casa eu

estava bem cansada não sabia o que fazer, estava com muita fome.


– Sua tia preparou comida para você, não quer comer?


– Sim, o que ela fez?


–Bobó


–Ok eu quero, pode pegar para mim?


– Posso, aqui esta, eu vou lá no Médico.


– Mas você tem que ir 12:00H…


– Eu sei, mas eu vou ir logo lá


–Ta bom, eu te espero aqui em casa…


~ Horas depois ~


– Dona Esther o Médico esta te esperando


– Olá de novo Doutor, descobriu o que minha filha tem?


– Sim ela tem uma doença chamada degeneração espinocebelar


– Oque é isso?


– Degeneração espinocebelar é uma doença que deteriora o cerebelo gradualmente até o ponto que o doente não possa andar, falar, escrever, ou comer. A doença não afeta a mente nem a memória.- Minha mãe caiu na cadeira estava sem palavras, como ela tem essa doença? Como ela a pegou?


– Como ela pegou essa doença?


– Essa doença ela vem de alguém da família.


– Mas ninguém na minha família tem isso…


– Pode ser da família do pai dela.


– Pode ser, mas essa doença tem cura?


– Não, o único jeito é esperar ela morrer


– Como Deus pode permitir isso?


– Eu não sei, mas é isso, tome muito cuidado pois qualquer descuido ela pode se machucar gravemente. — Quando finalmente minha mãe chegou em casa estava chorando, perguntei o que o Médico tinha falado para ela mas ela me ignorou e foi para o seu quarto, fiquei com muito medo, minha mãe sempre me fala tudo que acontece em volta dela ou das outras pessoas.


–Mãe você está bem?


– Estou, vai dormir…


– Mas eu não consigo me levantar…


– Você não pode dormir ai?


– tá.


~ Duas semanas depois ~


–Jéssica acorda, Jéssica.


–oi mãe o que houve?


– Vai se arrumar.



–OK, me ajude a levantar


–Mã…mãe…eu…não..estou…conse…conseguindo…falar…me…aju…ajude – Cai na minha cama sem dar sequer um ultimo adeus a minha mãe


– Jéssica, Jéssica me responde…JÉSSICA – Minha mãe gritou o mais alto que pode, ela começou a chorar muito. E foi assim que eu morri, sem ter noção do que fazer.



Notas finais
Oi gente, essa é a minha one-shot, espero que gostem
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!