Dul: Isso foi..foi a Mary quem fez?(indagou enquanto trazia para mais perto de seus olhos uma folha desenhada)

Pedro: É.(se limitou a dizer com um bobo sorriso em seus lábios) Como eu disse o celebro dela processa os fatos lentamente, e como eu também citei, no mundo em que “cria” vc é especial, seje de qualquer forma(concluiu satisfeito, enquanto colocava um mecha de cabelo ruivo da mesma atrás da orelha)

Dul: Isso é fantástico.(uma estrondosa surpresa fora percebida pela doce voz da mesma) perdão(mordeu seus lábios inferiores cogitando indagar algo) Mas o que esse desenho quer dizer?

Pedro atenciosamente pegou a folha da mão de Dulce e apontou um rabisco amarelo no canto superior da folha.

Pedro: Isso é um sol...(estendeu seu dedo a um esqueleto composto por riscos e um circulo com olhos e boca e alguns traços marrons em sua volta) Isso é a Marina(segui seu dedo até o símbolo da paz que abrangia toda a folha) E esse é o símbolo que ela usa em todos em seus desenhos.(concluiu satisfeito)

Dul: Por que em todos?(questionou curiosa)

Pedro: Não sabemos(alisou seu cabelo) Ela só pediu pra que eu entregasse isso a moça de cabelo vermelho.(um sorriso orgulhosos surgiu em seus lábios) Ela pediu pra ve-la novamente..

Dul: Me ver?!(indagou inesperadamente)

Pedro: É , mas eu não quero lhe causar problemas, então eu invento qu..(foi interrompido)

Dul: Tudo bem, acho que posso visita-la nesse final de semana.(um sorriso desconcertante abrangeu a face da ruiva)

Pedro: Não quero complicar sua vida Dulce.(se auto defendeu)

Dul: Não se preocupe com isso...Achei a Mary um amor de pessoa.

Dul: Mas eu não gostei.(se pronunciou irrelutante adentrando a casa Uckermann e jogando como já de clichê sua bolsa sobre o sofá)

Ucker: E por acaso eu gostei daquela sua conversinha com o Pedro, hein?!(uma arrogância parou na voz rouca de Christopher)

Dul: Eu só estava conversando com ele(alegou)

Ucker: E eu com a Belinda.(levantou as duas mãos)

Dul: Mas acontece q..(foi interrompida)

Ucker: Dulce, nem tenta se explicar, ok?! (jogou sua bolsa sobre o sofá) Eu vi ele de gracinha pra cima de vc..Eu vi ele te entregando uma “cartinha de amor” (afinou horrendamente sua voz) E ainda por cima encostando aquela mão dele no seu cabelo...

Dul: (não evitou gargalhar sonoramente) E vc acha que eu não vi suas gracinhas pra cima da Belinda, foi?!(cruzou os braços debochante)

Ucker: Mas é diferente.

Dul: Não, não é diferente(negou com a cabeça) Não quero que converse com Belinda.(se impôs certeiramente)

Ucker: E eu não quero que vc converse com Pedro.(devolveu na mesma instancia , enquanto se aproximava da mesma)

Dul: Mas ele é meu amigo.(alegou)

Ucker: A Belinda também é minha amiga.

Dul: Mas ela não te ve com esses olhos.(cruzou os braços impaciente)

Ucker: Nem o Pedro te ve como amigo.(resistiu a perturba-la)

Dul: Eu não vou parar de conversar com o Pedro por ciúmes bobo seu.(declarou)

Ucker: Então eu não vou parar de conversar com a Belinda.(um sorriso vitorioso pairou nos lábios do mesmo)

Dul: Christopher(o repreendeu batendo fortemente seus pés sobre o chão)

Ucker: Dulce, desculpa, mas eu não sou seu fantoche, ok?!(se pronunciou enquanto se afastava da mesmo rumo ao primeiro degrau da escada) Se minha mãe tiver em casa diga a ela que não to afim de almoçar, certo?!(sumiu gradualmente subindo de dois em dois degraus , provavelmente rumo ao seu quarto)

Por que Christopher gostava tanto de complicar tudo?! Era somente parar de conversar com Belinda, que o via com olhos de quem está preste a abocanhar sua presa, mas não tinha que impor seu lado ciumento.Claro que não poderia aceitar de forma alguma aquele acordo, ainda mais agora que surgira Marina , que sem duvida alguma uniria a amizade convicta entre Dulce e Pedro.

Não. Definitivamente a ruiva não tinha o direito de encurralar seu “irmão” daquela forma, não era justo, afinal Christopher estava com ela e não com Belinda, isso de certa forma , isso de certa forma é uma imensa vantagem..ou não?!

Dul: Christopher..(deu duas batidas consecutivas na porta que continha a plaquinha “Não entre!”)

Ucker: Que foi?!(indagou ainda com atenção ao programa do qual estava por assistir na tv de seu quarto)

Dul: Preciso conversar com vc.( se pronunciou fragilmente)

Ucker: Tem certeza?!(franziu o cenho) Meus pais estão ai e (verificou as horas em seu relógio digital que ficara sobre a escrivaninha) Já é tarde da noite.

Dul: Eu não me importo( adentrou o quarto fechando a porta atrás de si)

Ucker: O que aconteceu?(indagou preocupado)

Dul: (fez bico) To com saudades(confessou envergonhada)

Ucker: Saudades?!(um sorriso convencido se proliferou nos lábios do mesmo)Vem aqui..(apontou o lado direito da cama para que a mesma se deitasse)

Atendendo ao pedido a ruiva se encaixou nos braços de Christopher lhe beijando ternamente.

Dul: Não quero discutir com vc.

Ucker: Mas dessa vez não fui eu quem comecei.(se auto defendeu, acariciando as madeixas ruivas da mesma)

Dul: Eu sei,(inspirou todo o ar que fora capaz e o deliberou gradualmente) Mas é que a Belinda...é que eu não acho certo o que estamos fazendo com ela. Eu sei que ela gosta de vc, entende?!(indagou em meio a um choramingo)

Ucker: E eu sei que o Pedro n..(foi interrompido)

Dul: Não..não vamos começar tudo de novo , por favor..(sentiu o toque das mãos de Christopher deslizando por todo seu rosto)

Ucker: Tudo bem(Assentiu , enquanto encaixava seus lábios sobre os de Dulce, a beijando calmamente)

Um beijo deliciosamente excitante, que provocava o estimulo a uma tentação. As línguas bailavam em perfeita harmonia, e seus corpos já buscavam suas aproximações, nos embalos de algumas buzinas, e o cantar tardio de alguns pássaros, e algumas batidas na porta, batidas incessantes. Aquilo já estava instigando a paciência de Christopher que se levantou praguejando algumas palavras indecifráveis.

Ucker: Só pode ser a Vera.(revirou os olhos enquanto se encaminhava até a porta)

A porta fora aberta e a “figura” adentrou ao quarto com passos firmes, uma de suas sobrancelhas arqueadas, enquanto Dulce arregalou os olhos incoerente, fazendo sua respiração se tornar ofegante, deixando que um olhar sombrio a identificasse. Christopher fechou os olhos massageando suas têmporas por alguns ágeis segundos e fechando a porta logo em seguida.

---:Estou a todo ouvido.(decretou se sentando sobre a cama)