Alguns rápidos segundos fora o necessário para que Cândida adentrasse a sala acompanhada de uma garotinha, para ser especifica uma criança, de cabelos ondulados e longos que caiam em uma verdadeira cascata até o arredor de sua cintura, os olhos castanhos mantinham um evidencia de longitude daquele acontecimento para a pequena “apresentada”, a mesma se aproximava da ruiva tendo em suas mãos um ursinho de pelúcia e na outra segurando fortemente a mão de sua mãe.

Pedro: Bom Dulce..(inspirou o máximo de ar que fora capaz e o deliberou gradualmente apontando seu braço a menina) Essa é Marina, ou melhor dizendo Mary.(um sorriso cativante pousou seus lábios mirando carinhosamente Mary) Minha irmã.(declarou)

Dul: Sua ir..irmã?!(franziu o cenho devidamente confusa com tal revelação)

Pedro: Não lhe disse que não havia apresentado todos a vc?(arqueou uma das sobrancelhas) Venha Mary, venha cumprimentar a Dulce.(confortou a criança em seus braços, sem êxito algum, a pequena garotinha intervia a mão sobre a cintura de Cândida se negando a se aproximar de Dulce ou Pedro)

Cândida: Não se acanhe querida(se esquivou procurando melhor posição para sussurrar algumas palavras a Mary) Dulce veio ve-la(um sorriso confiante esbravejou sobre os lábios da mulher que buscava a atenção da filha, que agora segurara seu braço, olhando fixamente para o lustre da sala) Perdão Dulce(se levantou olhando a ruiva) Mas acho que a marina tá um pouco assustada, espero que não esteje apressada(deu de ombros se sentando sobre o sofá e apontando para que Dulce fizesse o mesmo)

Dulce arregalou imperceptivelmente os olhos, atendendo ao “pedido” de Cândida. Era impressão sua ou aquela mulher que a alguns meses lhe tratou terrivelmente mal, estava lhe pedido perdão. Tudo bem, que não era por um feito seu, mas era “perdão” de qualquer forma,e o que mais surpreendia Dulce era poder observar na voz da mesma uma sutil simpatia.

Dul: Pedro, vc poderia me dizer exatamente o que está acontecendo?(sussurrou para que apenas o citado fosse capaz de ouvir)

Pedro: Aquela ali é a Mary(apontou a menina que ainda mantinha seu olhar ao lustre enquanto Cândida almejava a atenção da filha com os entediantes desenhos animados da tv)Minha irmã(concluiu satisfeito)

Dul: E por que nunca me contou da existência dela?(indagou confusamente)

Pedro: Porque ela é diferente Dulce(um sorriso orgulhoso nasceu nos lábios do rapaz) Ela é especial. E não exponho ela para que qualquer um a veja, compreende?

Dul: Se eu disser não, vc tentara me explicar com frases coerentes?(uma ironia saudável surgiu na voz da ruiva, fitando minuciosamente a criança do seu lado oposto)A proposito, (massageou agilmente sua têmporas) Ela estava presente quando eu tive aqui da última vez?(indagou , recolhendo lembranças em sua mente daquela data)

Pedro: Estava, quer dizer, estava no quarto dela.(explicou cautelosamente)

Dul: E...ér..(mordeu seus lábios inferiores cogitando indagar algo) E por que ela não veio me recepcionar aquele dia?

Pedro: Ela é especial(persistiu na resposta)

Dul: Especial em que sentindo?(demonstrando um excessiva curiosidade)

Pedro: Ela é autista.(confessou por fim)

Dul: Autista?(indagou estrondosamente surpresa)

A menina de olhinhos indefesos fitava o lustre com grande exatidão , agarrada ao seu ursinho de pelúcia, passava despercebidas suas necessidades aos olhos da ruiva.

Pedro: Se decepcionou?(indagou enquanto fitava a irmão)

Dul: Jamais(negou com a cabeça com seus olhos marejados)Ela parece ser normal.(admitiu em um sussurro)

Pedro: E é.(confirmou) ou quase(Admitiu) Daqui a pouco ela provavelmente virá ao seu encontro e talvez cumprimenta-la , seu celebro retarda as perguntas ou qualquer intenção que Mary tenha a fazer, por mais que ela queira lhe conhecer teme algo que somente seu celebro cria...(mirou a ruiva que franziu o cenho desordenada) Ela vive no próprio mundo , que ela mesma criou em sua mente, da qual ela passa horas vagando por lá.(um sorriso concluiu a frase de Pedro)

Dul: E não a nada que possa fazer?(indagou idgnada)

Pedro: Há tratamentos(negou com a cabeça) Mas entenda, isso é um transtorno invasivo do desenvolvimento e seria considerado impossível que ela tenha uma vida normal.

Antes que Dulce voltasse a se pronunciar novamente a pequena morena vinha ao encontro da mesma, se sentando ao lado do irmão e lhe conteve em seus braços.

Pedro: Diga oi a ela Mary.(a incentivou) Dulce veio lhe ver..

A criança parecia submersa ainda com o olhar sobre o lustre.

Dul: Deixe-me que eu mesma me apresento Pedro( se fingiu irritada) Eu me chamo Dulce Maria e vc é a?(indagou disposta a retirar alguma palavra da mesma)

A ação foi concluída sem sucesso, Marina mantinha estranhamente seus olhos presos a aquele objeto, parecia que não seria tão fácil aquela “apresentação formidável”.