Notas iniciais
Revelações vindo aí!

Nós nos entreolhamos, e ele me disse:

-E é nessa ora que nós corremos.

-Boa ideia- eu disse, e em perfeita sincronia, disparamos pela sala.

Sorte que eles eram um pouquinho lentos, e nos perderam de vista, quando viramos no corredor. O salão de festa, tinha uma chave reserva para o lado de dentro, então nós dois entramos, e tranquei. Ontem teve uma festa de aniversário, e não haviam tirado a decoração, então fomos até uma mesa escondida no canto do salão, e entramos em baixo da toalha.

Ainda estávamos de mãos dadas, eu corei, e soltei a mão dele, os nós de meus dedos estavam brancos. Henrique me olhou de olhos arregalados, e falou:

- O que são aquelas coisas?!

- Eu li naquele livro de Percy Jackson, que eu queria te forçar ler, que eles são lestrigões...

Por algum motivo, ele me olhou bravo.

- Isso é a vida real! Não existem semideuses, montros e o que mais estiver naquele livro!

Ele falou como se aquilo tudo fosse culpa minha, ele poderia estar com medo daqueles monstros, mas isso à descontar sua raiva em mim são coisas totalmente diferentes. Agora ele me irritou. Então eu respondi gritando:

- NÃO SEI SE VOCÊ PERCEBEU, MAS ESTAMOS NA VIDA REAL, E MESMO ASSIM TEM MONSTROS LÁ FORA, QUERENDO NÓS COMO JANTA!!!!

Ele percebeu que estava errado, mas é orgulhoso demais para admitir, estava abrindo a boca para me pedir desculpas ou para arrumar uma discussão das feias. Mas eu não cheguei a descobrir quaal dos dois ele ia fazer, já que naquele momento, os Lestrigões arrombaram a porta.

Genial Marina, eu pensei, montros gigantes não iam conseguir arrombar uma simples portinha de madeira. Eu não tinha pensado por esse lado antes, mas, se eles entraram pela única porta, só nos restava virar comida de monstro ou pular a janela. A janela estava sempre trancada, e eu não me sentia nem um pouco atraída pela ideia de virar o jantar de monstros.

- Não adianta fugir, vocês realmente fedem muito, enontraríamos vocês mesmo que estivessem na China, heróizinhos.

- Nossa, valeu mesmo por falar que eu sou fedido... — disse Henrique. Como ele consegue fazer piada quando estamos prestes a ser mortos?

- Querem dar suas últimas palavras? Rezar à seus pais que te abandonaram?

O lestrigão maior riu, uma risada estrondosa, como ninguém poderia ouvi-lo, ve-lo, ou até sentir aquele cheiro horrível de esgoto ambulante. Depois eu que cheiro mal... pera aí, só tem uma explicação,uma coisa no universo que poderia esconder os gigantes, e fazer com que todos achassem que fosse pessoas normais, a Névoa.

Mas Henrique tinha razão, claro que eu sempre sonhei em ser uma semideusa, mas isso não é real, não pode ser.

Mas eu e o Henrique conseguíamos ver os lestrigões, e eles nos chamaram de heróis e semideuses, rezar para nossos pais que nos abamdonaram... as peças de quebra-cabeça iam se encaixando em minha cabeça, éramos semideuses, fedíamos muito, e estávamos prestes à morrer.

Notas finais
Agora o próximo terá ação.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.