Papai chegou, após suas duzentas ligações sobre o trânsito, lá pelas 4 horas da tarde.

Segundo ele, era melhor irmos logo, porque no rádio disseram que o transito amanhã será ainda pior.

Com a ajuda do motorista de caminhão e amigo do papai, Sr. Kellbs, colocamos todas as caixas no caminhão de mudanças.

O Sr. Kellbs entrou no caminhão e foi na frente, enquanto mamãe se despedia de nossa vizinha.

Eu fui no carro do papai enquanto mamãe preferiu ir sozinha no carro dela.

Entrei e já liguei o rádio.

Ouvindo minha música favorita e tendo algumas conversas aleatórias, começamos nossa viagem para São Paulo, minha cidade natal.

-Então, preparada para a nova escola? – papai disse puxando assunto.

-Ah, iupi. Mais um lugar para eu me entediar. – eu realmente nunca gostei de estudar.

-Pense pelo lado bom... Tem aula de artes... – papai me olhou com o canto do olho.

Mamãe sempre diz que foi com esse olhar que ela se apaixonou por ele.

-Sério?! Mamãe não disse isso! – eu fiquei surpresa.

Finalmente uma escola com aula de artes! Sempre fui apaixonada por pintar, desenhar, rabiscar...

-É porque ela não sabe. Eu é que te matriculei. Colégio Leonfert, é particular. Acho que lá não terá problemas com mal-feitores.

-Que ótimo pai! Eu amo você! – eu disse abraçando um de seus braços. Afinal, mesmo com o transito, ele estava dirigindo.

Por mais que eu tentasse, por ter tido de acordar muito cedo, meus olhos não conseguiam ficar abertos.

Olhei para o banco de trás e a única coisa lá era minha bolsa. Como eu sabia, ela era macia o suficiente para servir de travesseiro.

– Vou tentar dormir... – eu disse pulando para o banco de trás.

-Ok, Alex. Te acordo daqui duas horas, quando chegarmos a São Paulo.– papai disse sorrindo.

-Eba, eba, vou dormir e você não! – cantarolei rindo.

Me encostei na minha bolsa macia e logo estava apagada.

Notas finais
outro capítulo pequeno S:
bem, enquanto eles forem pequenos, lançarei 2 capítulos de cada vez... Mas logo eles ficam maiores

espero que tenham gostado, beijos, Kay.