Minha Garota De Nova York
17 Capítulo 17
Notas iniciais
Boa leitura
( Jess )
Saí do banheiro e deitei na cama apenas com a toalha no corpo, pensei a noite toda naqueles dois e acabei dormindo. A campainha tocou, olhei no relógio e marcavam exatamente 4 horas da manhã, quem em sã consciência bate na porta de alguém as 4 da manhã? Coloquei um vestido leve, saí do quarto e fui até a sala, inclinei apenas a cabeça para fora da casa, claro que ninguém mais bateria na minha porta de madrugada, ninguém a não ser ele.
- Mas o que é que você tá fazendo aqui, sabe que horas são? — coloquei o corpo todo pra fora, Tom estava parado com os braços cruzados na minha frente
- Sei, e você sabe a hora certa de destruir minha vida e a do Bill sempre não é? — puxou meu braço me levando pra dentro da casa
- Do que é que você está falando? — perguntei sem entender nada
- Não se faça de sonsa, nem a cara você tem grandona
- GRANDONA? ESCUTA AQUI TOM KAULI... — fui impedida por ele, colocou a mão na minha boca e fez sinal de reprovação
- Por que você disse que o Bill estava namorando? Eu achei que você não tinha mais nada com ele, e mesmo assim você foi lá dar pra mim no hospital, por que é que você faz isso, não percebe que está acabando com a cumplicidade e com a amizade que eu tenho com o meu irmão?
- TOM VOCÊ ESTÁ ME OFENDENDO — gritei assim que vi que ele ia começar a falar mas eu não podia ouvir aquelas ofensar sem me defender — VOCÊ NÃO TEM O DIREITO DE VIR NA MINHA CASA DE MADRUGADA E ME OFENDER DESSE JEITO. PRA SUA INFORMAÇÃO, EU VI BILL SE BEIJANDO COM A GAROTA, ELE DISSE NA MINHA CARA QUE ELES ERAM NAMORADOS E ELA CONFIRMOU TUDO, AGORA NÃO VENHAR DAR UMA DE IMÃO MAGOADO E DESCONTAR SUA RAIVA PRA CIMA DE MIM
- Ele te disse que eram namorados? — perguntou sem graça
- Claro que disse idiota.. mas eles não são namorado? — perguntei fazendo cara de nojo
- Agora eles são quase isso, eu acho.. — respondeu
- São é? — levei a mão nos cabelos e comecei a pentear com os dedos
- É
- Legal...
- Legal...
O silêncio tomou conta da sala, Tom colocou a mão nos bolso de trás e ficou batendo um dos pés no chão.
- Eu acho melhor você.. sabe, já ta tarde e escuro... — tentava arranjar palavras, mas elas pareciam fugir de mim
- É, eu acho também, já é muito tarde e eu tenho que fazer... eu já to indo, tchau — ele se inclinou para me dar um beijo na bochecha, e por muito pouco não nos beijamos
- Tchau Tom...
Ele saiu e eu tranquei a porta. Então Bill não era e agora é namorado daquela oxigenada baixinha? Não acredito que ele me trocou por aqui, ela até que é bonita mas ela não serve pra ele, quer dizer, ele não pode querer alguma coisa com ela, ela é tão pequena, mas pensando bem eu que sou grande demais, mas eles nem combinam e eu... ah, Jess você está perdendo o controle da situação. Depois daquela visita eu não consegui mais pregar o olho, pensei o restante da madrugada inteira, as sete da manhã eu ainda não tinha dormido, mas valeu a pena, já sei exatamente o que quero, quem quero e o que vou fazer da minha vida daqui pra frente, peguei o celular e disquei o número que desde que entrou nunca saiu da lista de contatos importantes, liguei para Tom...
- Oi Tom, é a Jess
- Quem? — perguntou, como sempre lerdo ao acordar
- Jess, a Jess Tom.. — falei paciente
- Ah, oi Jess, o que aconteceu?
- Eu preciso que você venha aqui, tem que ser agora e não aceito não de resposta
Não esperei pela resposta, desliguei o telefone na cara dele e logo disquei o segundo número. O telefone tocou algumas vezes e a ligação caía, na certa estava dormindo, mas não dava pra esperar, tinha que resolver isso o quanto antes
- Alô?
- Oi Bill, é a Jess...
- Ah, oi Jess, o que aconteceu? - falou igualzinho ao Tom, achei engraçado como eram parecidos
- Bill, vamos esquecer o passado, eu preciso muito falar com você, será que você pode vir até a a minha casa?
- Agora? — perguntou espantado
- Sim, tem que ser agora.
- Olha Jess, não me leve a mal mas...
- Mas nada Bill, eu preciso que você venha até minha casa agora, por favor, não negue isso, é urgente
- Mas Jess, eu tenho que.. alô?
Assim como fiz com Tom, desliguei o telefone na cara dele, estava decidida e feliz por finalmente ter a resposta que precisava pra seguir minha vida. Tomei um banho demorado, uma xícara de café e sentei- me no sofá a espera deles, eu não tirava os olhos do relógio e aquele tic tac não me deixava nada tranquila, pelo contrário, só me deixava cada vez mais nervosa e impaciente. Bill certamente demoraria mais, ele é muito vaidoso.
Vinte minutos depois alguém bateu na porta de leve, eu estava muito ansiosa e nem esperei pela segunda batida, assim que escutei o primeiro barulho corri para a porta e a abri rapidamente.
- Nossa, que rapidez — falou Tom, sem humor na voz
- Tom, entra e senta
- Então, o que de tão importante temos pra conversar? — perguntou
- Espere, é uma conversa a três, falta uma pessoa chegar — sorri pra ele
- E quem é essa pessoa?
- Espere e verá! — ele revirou os olhos
Eu me sentei ao seu lado e nós ficamos em silêncio, fitava o relógio sem parar, como se minha vida dependesse daquela porta até que finalmente alguém bateu na porta.
- Ele chegou...
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