Minha Garota De Nova York
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Eu acho que não demorei muito não é? eu espero!
É incrível como eu sou impulsiva, já perdi a conta de quantas vezes fiz as coisas e me arrependi depois. Tom havia me traído e eu estava lá nos braços dele, como se nada tivesse acontecido, na esperança de que ele me diria que ia ficar tudo bem outra vez, que nunca mais trairia de novo. Eu olhava pra ele, dormindo enroscado no meu corpo, tão lindo e ao mesmo tempo tão traiçoeiro, ele era a minha cruz. Nós dormimos e não fazia idéia da hora, na certa já era de noite, a porta do quarto foi se abrindo e na medida que ela se abria a minha vergonha aumentava.
– Tom, acorda Tom — sussurrei no ouvido dele
– Hm... Jess.. o que, o que foi? — falou confuso,ele sempre acordava meio lerdo
– Tom sua mãe tá ali na porta. Pelo amor de Deus levanta daí e faz alguma coisa, eu estou morrendo de vergonha — a mãe de Tom nos encarava com cara de poucos amigos
– Mãe! — ele deu um pulo da cama indo na direção dela, ele era doido ?
– Tom o que é isso? Você sofre um acidente de carro e já está se se pegando com alguém, você não reparou que isso é um hospital menino? — Tom tentou abraça-la mas ela negou, eu não aguentei, era engraçado a situação em que estávamos, dei uma risada tímida — Sai garoto, não vou te abraçar pelado, vá vestir uma roupa e depois conversamos.
Eu sabia que eles não se encontravam há bastante tempo e na certa um deve estar morrendo de saudade do outro. Tom vestiu sua roupa ali na frente dela mesmo e eles começaram a conversar em alemão, como eu estava sobrando ali, entrei no banheiro, vesti minhas roupas e saí sem que nenhum deles me notasse, dei a ultima olhada antes de sair do quarto e fui embora, não queria atrapalhar o momento família dele. Eu não sei mais se nós realmente pra ter acontecido um dia, mas eu sinto que preciso dele me tocando e me fazendo pirar, é tudo muito confuso, eu também sinto muita saudade do Bill, de como ele era carinhoso e tímido, como cuidava de mim e do jeito que ele me olhava. Estou oficialmente confusa.
Peguei o carro e acelerei ao máximo, precisava ir pra casa logo. Pareceu uma eternidade o caminho de volta, quanto mais eu acelerava mais longe parecia ficar, quando cheguei finalmente já tinha uma recepção indesejada.
– Mess, você precisa tirar esse lixo daqui, está poluindo o ambiente — ordenou dona May, a velhinha que morava ao lado da minha casa e que por sinal era insuportável
– Não se preocupe dona May, amanhã de manhã não estará mais aqui — disse tentando despacha-la, não estava afim de conversa com ninguém, muito menos com ela
– Ela só tem tempo pra correr atrás de homem — comentou com sua filha que ria de mim
– Escuta aqui sua velha caquética, tome conta da sua vida. Ah é mesmo, esqueci que você não tem nada pra fazer nessa sua vidinha além de falar mal das pessoas. E o meu nome não é Mess, é Jess! — as duas ficaram sérias mas eu não esperei ela dizer nada, entrei sem olhar pra trás
Quando fechei a porta, me encostei na mesma e fui escorregando até o chão, fiquei séria e dei uma gargalhada em seguida, eu estava afim de mandar aquela velha se escafeder há muito tempo, ela estava merecendo umas verdades. Ainda rindo me levantei do chão e fui tirando minha roupa e deixando peças até o caminho do banheiro, entrei no chuveiro e memórias passavam como um filme pela minha cabeça, sempre a confusão de saber se eu amava alguém, se eu gostava do Bill como eu pensava, se realmente o Tom valia a pena, se eu de uma forma estranha precisava dos dois ao mesmo ou se eu não amasse nenhum deles de verdade
( Bill )
– Nossa não acredito nisso, eu também! — ela corou
– Na verdade, aquele foi o pior emprego que eu já tive — disse Vanessa
Me perdi no tempo conversando com ela, posso ganhar o prêmio de melhor conhecedor de estranhas do ano, aposto que não terei nenhum concorrente a altura. Conversamos sobre tudo, vida, países, estilos e por ultimo e mais surpreendente, Vanessa trabalhava na cafeteria Lee. Eu sabia que uma moça trabalhava lá antes de mim, mas não fazia idéia de quem era.
– Bill, nós dois somos pessoas muito legais
– Por que diz isso? — perguntei
– Nós aguentamos aquele velho por tanto tempo que merecemos um prêmio! — rimos juntos
– É verdade, mas eu tive minha vingança depois!
Ela sorriu pra mim e depois olhou para o celular, o sorriso sumiu dos seus lábios.
– Eu.. eu..
– Tudo bem eu entendo Vanessa — sorri pra ela e ela correspondeu, se virou para ir embora e eu segurei seu braço — Espera, deixa seu número comigo, sei lá.. pra gente se ver outra vez, não.. quer dizer, se você quiser é claro
– Ah sim, claro — falou tirando da bolsa um bloco e uma caneta — Toma, escreva seu número aqui que eu te ligarei
– Tudo bem...
Eu escrevi o número e ela guardou na bolsa e saiu em disparada, ela com certeza não ia me ligar. Eu não tinha mais nada pra fazer ali, minha mãe saiu e nem pra me avisar do que se tratava, eu nem sabia se ela ainda estava na cidade ou não, ela era igualzinha ao Tom, um tanto quanto inconsequente. Levantei e fui pra casa andando, precisava pensar, ver a Jess saindo dali chorando foi horrível, ela merecia, mas me senti péssimo, eu gostava dela.
Cheguei em casa rápido, havia um carro na minha porta e eu não fazia idéia de quem era. Tentei abrir a porta mas ela estava trancada, isso era um bom sinal, minha ainda estava aqui, bati na porta algumas vezes e chamei por ela, até que finalmente começou a destrancar a porta.
– Você? O que pensa que está fazendo na minha casa?
– Oi Bill...
Notas finais
Eu queria dizer que já estou escrevendo uma nova fic e ela é bem diferente dessa, eu postarei ela em breve e eu espero que vocês leiam :3
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