Minha Garota De Nova York
12 Capítulo 12
Notas iniciais
Desculpem qualquer erro, essa é parte meio "pão com ovo" da história, mas enfim... Logo mais melhora aueeuheuh
Boa leitura, e não me abandonem ;__;
Era um domingo e eu tinha acordado incrivelmente cedo, estava tão frio aquele dia que não pensava em fazer mais nada a não ser ficar em casa e apesar do frio, eu estava usando apenas uma calça de moleton. Peguei uma camisa no armário, vesti e voltei a deitar na cama. Eu não sabia mais o que fazer, já fazia pouco mais de um mês do ocorrido e eu estava completamente morto de saudade dela, do cheiro dela e do jeito dela, eu já tinha deixado de imaginar o que deveria ter digo a ela naquele dia, não tinha mais toda aquela raiva, mas não conseguia esquecer o que tinha acontecido
Eu estava tão aéreo lembrando dela que me esqueci completamente de tudo, voltei ao mundo quando ouvi a campainha tocar, achei estranho, eu não recebia ninguém em casa há muito tempo. Fui até a sala sem muita animação e abri a porta
- MÃE?! — falei com espanto de vê-la bem na minha frente
- Bill, que saudade meu filho — ela pôs a mão no meu rosto e me puxou para um abraço , estava surpreso porém muito feliz em poder abraça-la outra vez
- Mãe que saudade!! — eu a abracei mais forte ainda, eu nem lembrava a ultima vez que tinha feito isso — mas o que você faz aqui? Porque não me avisou que estava chegando, eu poderia ter buscado você no aeroporto!
- Calma Bill, uma coisa de cada vez! — então ela parou e olhou em volta da sala e voltou-se pra mim – onde está seu irmão?
- A mãe, é que.. bom, eu não sei onde ele está — estava ficando nervoso e ela havia percebido
- Ele volta quando? — mas como assim ele volta quando, ela estava de sacanagem comigo ou realmente Tom não tinha voltado pra Alemanha?
- Eu não sei mãe, não vejo Tom faz mais de um mês...
- Mas como assim mais de um mês? — ela passava a mão na testa se mostrando completamente surpresa, é, ela não sabia... — O que houve, vocês dois brigaram?
- Não, eu só não sei onde ele está, só isso — falei tentando ser convincente
Ela puxou meu braço com força e me sentou no sofá e se sentou no sofá da frente, me olhava com aquela cara que sempre fazia quando eu e Tom fazíamos algo de errado.
- Anda, me conte o que aconteceu de uma vez — cruzou as pernas e começou a sacudir um dos pés
- Eu já disse que não aconteceu nada!
Ela não disse mais nada, ficou apenas me olhando, é incrivel como eu não conseguia ficar na pressão daquele olhar, era agoniante demais e fazia eu me sentir culpado, malditas e tão amadas mães!
- Tá tudo bem, se você quer realmente tanto saber o que aconteceu eu vou dizer de uma vez — fechei os olhos e respirei fundo antes de começar a soltar aquilo tudo de novo — Peguei seu filho querido e amado nos amassos com a minha namor.. transou com a garota que eu gosto na minha cama e eu peguei eles no flagra, satisfeita?
- Oh meu amor, Bill não sei o que dizer, eu..eu — ela estava constrangida , ficava exatamente como eu nessas horas
- Não tem problema mãe, venha, vamos tomar café, eu estou morrendo de fome, você não?!
- Pra falar a verdade sim, estou azul de fome!
- Odeio comida de avião! — falamos juntos e ela riu
Fomos para a mesa, enquanto tomávamos o café ela ia me contando tudo o que vinha acontecendo por lá, eu contei a ela de como estava indo minha vida aqui e do meu novo emprego. Ela ficaria apenas por hoje comigo, precisava voltar logo pra casa então eu tinha que aproveitá-la ao máximo. Passamos o dia inteiro juntos, fomos diversos lugares da cidade e claro, ela me arrastou pra dentro de lojas e mais lojas.
- Bill, tenho que te contar uma coisa.. — ela fez uma cara de desesperada e eu me assutei
- Meu Deus, o que aconteceu? — disse quase em um sussurro pra que as pessoas em volta não prestassem atenção
Ela tirou a jaqueta e começava a dobrar a manga da camisa comprida, era impressão minha ou ela ia tirar as roupas?
-Mãe, o que está fazendo?! – eu tentei por a jaqueta de volta nela, sem sucesso
- Bill, olhe aqui – disse apontando para a parte de dentro do braço onde havia uma tatuagem bem grande por sinal — o que achou?
- Você fez uma tatuagem, não acredito nisso!! — levei a mão a boca completamente impressionado com a novidade — Quando você a fez?
- Não faz muito tempo, venha leia o que diz — esticou os braços pra mim e eu cheguei mais perto para ler — É uma homenagem pra você e seu irmão
A tuatuagem era linda, era um mini texto escrito com letrar muito bonitas e em alemão, confesso que fiquei emocionado com o que li no braço dela.
“No fim da tarde eu estarei alegre, feliz e realizada. O sol veio e trouxe junto a felicidade e a certeza de que Deus me deu em vez de uma, duas âncoras na minha vida”
- Que lindo mãe! — dei um abraço apertado nela
- Que bom que gostou! — falou saindo do meu abraço — Pra onde vamos agora?
- Hmmm... ali perto tem uma pracinha, podemos sentar no banco e tomar um sorvete, o que acha?
- Bill, está tão frio e ...você pode me levar pra onde quiser amor, hoje vamos fazer tudo que você quiser
Eu adorava aquela praça, não importava o frio, eu sempre tomava o sorvete. Segurei na mão dela e fomos andando até a praça, eu não pude deixar de lembrar que aquela tatuagem não era apenas para mim, Tom também estava lá e eu não sabia o que tinha acontecido com ele, não sabia onde estava ou se estava bem, comecei a me preocupar com isso. Chegamos a praça e como minha mãe estava lotada de sacolas, a deixei sentada no banco da praça e fui comprar o sorvete, paguei e estava voltando pro banquinho, percebi que meu sapato estava desamarrado, fui olhando pra baixo para tentar não pisar no cadarço e cair, do jeito que sou desastrado e esbarro em todos, isso certamente aconteceria, e aconteceu. Alguem esbarrou em mim fazendo com que eu me sujasse inteiro com sorvete.
- Não olha por onde and... Jess — levantei a cabeça e tive a supresa
- Bill...
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