Minha Garota De Nova York
8 Capítulo 8
Notas iniciais
Uma semana se passou, eu não sabia se o Tom ainda estava na cidade, eu estava morrendo de saudade dele e essa briga, bom, não tinha motivos pra eu ficar com raiva dele ou da Jess, isso não ia levar a nada. Eu resolvi ligar pra ele, ele atendeu logo na primeira chamada.
-Ei cara, tudo bem? — eu estava extremamente envergonhado
-Oi... — ele disse
-Tom, será que você não queria vir aqui, pra gente...ah, conversar um pouco?
-Ela vai estar ai? — falava de Jess
-Não, ela não vai estar aqui, não se preocupe
-Estou indo agora, tem problema? — perguntou
-Problema nenhum — respondi
Ele desligou o telefone, eu não sou muito bom com desculpas, mas nós eramos amigos demais pra ficar naquela situação, essa foi a nossa briga mais longa. Esperei cerca de 40 minutos, até que ele finalmente chegou...
-Oi... — ele falava sem graça
-Oi Tom, entra ai
-Olha cara, me desculpe, eu devia ter contado que eu e ela,nós....me desculpe Bill — ele se enrolava todo quando estava nervoso, assim como eu
-Tudo bem Tom, eu fui um idiota. Só quero que me conte tudo
-Tudo o que? — não Tom, não banque o idiota
-Você sabe, você e a Jess....
-Mas você já sabe de tudo! — ele não sabia mentir, não pra mim
-Vamos Tom, conta de uma vez, você quer brigar outra vez? — chantagem sempre funcionava com ele
-Tá, tudo bem. Jess e eu nos conhecemos e eu me encantei por ela, era uma garota meiga, romântica e eu estava realmente gostando dela, ai nós brigamos, eu bebi demais naquele dia, então peguei o carro e fui pra uma boate em Manhattan, conheci uma garota lá, então levei ela pra casa, quer dizer, pra casa da Jess, e nós...bom, nós transamos, eu não tive culpa, quer dizer, eu tive, mas foi sem querer! Jess chegou e nos pegou na cama, ela é.... ela quase espancou a garota, me deu um soco, eu desmaiei, ela estava com muita raiva, ela tinha razão mas até certo ponto, ela exagerou..ela não devia ter feito aquilo! — eu não disse nada, fiquei apenas ouvindo esse tempo todo, agora eu tinha que perguntar
-O que ela fez?
-Nada, vamos esquecer isso — ordenou, inutilmente
-Vamos Tom, me diga o que ela fez
-Ela...cortou meu cabelo, cortou tudo — eu estava me segurando pra não rir
-Espera, eu não acredito, você está me dizendo que você passou metade do ano inteiro com aquela touca na cabeça porque a Jess raspou a sua cabeça?! E a história de você ter batido o rosto da porta era mentira, foi ela quem te bateu?! – eu não consegui me controlar, eu comecei a rir descontroladamente, eu já estava lagrimando de tanto rir, eu me joguei no sofá e fiquei uns 5 minutos rindo, rindo muito, Tom me olhava com uma cara de idiota, mas ele mereceu, eu tinha que rir, era a minha vingança
-Já chega né Bill? — ele estava impaciente
-É, agora já chega — eu falava em meio as gargalhadas
-Finalmente, achei que você não ia parar nunca — ele falou se jogando no sofá na frente do que eu estava
-Aham...Ei Tom, deixa eu te dizer uma coisa?
-Claro, diz ai
-Você deve ter ficado muito lindo sem cabelo! — ele pegou a almofada do sofá e jogou em mim, agora ele não estava mais irritado, começou a rir junto comigo
-Cala boca Bill, vê se cresce. Agora me diz, não tem nada pra comer nessa casa, estou morto de fome!
-Não, eu não fiz as compras ainda.... — eu estava sem dinheiro, mas não queria falar pra ele
-Bom, então vista uma roupa, vamos almoçar em algum lugar — disse
-Eu já estou vestido caso não tenha percebido
-Tá bom, se você quer sair assim de casa, quem sou eu pra dizer alguma coisa...
-O que que é, uma pessoal não pode ser simples de vez em quando? Agora vamos logo, antes que eu desista
Ele pegou as chaves em cima do sofá e nós saímos, ele dirigia rápido, com o cotovelo encostado na porta, assim como ela. Nós chegamos em um restaurante muito bem frequentado no centro de Manhattan. Ele entrou, eu fui atrás, nós sentamos em uma mesa na lateral, fizemos o pedido, não demorou muito a chegar.
-Tom, esse lugar custa uma fortuna! — disse
-Relaxa cara, eu convidei, eu pago — eu não estava podendo recusar, eu estava morrendo de fome
-Tom, me responde com sinceridade, você ainda sente alguma coisa por ela ? — eu precisava saber, precisava saber se tinha alguma chance com ela
-Pela Jess?! Não cara, relaxa, ela é passado pra mim, além disso ela tentou me matar, não quero saber dela, nunca mais!
-Não seja exagerado. Tem certeza que não sente nada por ela? — tinha que ter certeza
-Eu já disse que tenho! Ela é uma loucura na cama, não é?! — como assim, ele estava mesmo falando disso comigo
-O que? – se fazer de desentendido é bom as vezes
-Ah, qual é, eu sei que vocês já transaram. Ela é incontrolável não é?!
-É, cara, é fantástico! — não era tão ruim falar disso com ele, nós sempre dividiamos tudo
-Isso, esse é o Bill, quando chegar em casa você vai ligar pra ela, honre o seu sobrenome Bill Kaulitz!
-Você fala como se ela fosse um pedaço de carne — eu falei dando um soco no ombro dele
-E que carne hein?! — ele não perdia a oportunidade de fazer suas piadinhas
-Você é idiota, muito idiota! Vai voltar pra casa comigo, não é? — perguntei
-Hoje não, vou dar uma saida com uns amigos essa noite, e você vai ligar e dar uns pegas nela, não vai? — ele estava me ameaçando, é isso mesmo?
-Vou, mas não porque você está mandando, mas por que eu quero e porque gosto dela!
-Sei, vou fingir que acredito Bill. Quando acabarmos, será que você pode me deixar no hotel? Amanhã eu volto pra casa com você, está bem assim?
-Está bem...
Nos comemos e conversamos, fazia tempo que nós não jantávamos juntos, eu estava com tanta saudade dele, ele estava tão diretente da ultuma vez que nos vimos, o cabelo cresceu e ele usava tranças no lugar dos dreads. Pensei no que ele me disse, eu ia ligar pra Jess e pedir desculpas, eu ainda estava tentando me acostumar com a idéia de que ela já foi uma garota meiga e romântica um dia, mas sinceramente, eu prefiro a Jess decidida e firme que ela se tornou, prefiro a Jess que me conquistou tendo esse jeito maluco de viver a vida
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