Minha Flor-de-lis
7 Yukio e Mia
Notas iniciais
(POV Tsuki Mia) Tudo está em um Breu , gritos rodeiam em minha mente logo a escuridão está sendo tingida de vermelho sangue e seu cheiro forte invade minhas narinas me dando náuseas.
–ELA É UM MONTRO! — as vozes gritam em pânico.
–ME DEIXEM EM PAZ! Me ajoelho no sangue e me sinto corroída como se estivesse ajoelhada no acido puro e me lembro das vozes dos inocentes que eu..eu.. ataquei.
–MIA ACORDA! — essa voz que me tranqüiliza em momentos difíceis era a voz do Yukio e abro os olhos. O mundo a minha volta clareia ,o que era cheiro de sangue agora é de Sakura e o que antes era negro agora é azul brilhante dos olhos do Yukio que me fitam com preocupação.
–Mia? Você está bem? -Estou! Foi só um pesadelo ruim. — sorrio e sinto o gosto salgado das lágrimas. Eu não queria chorar na frente dele pois isso o faz sofrer como ele um dia me disse.
–Assim é bem melhor! — ele sorri. — Eu adoro seu sorriso. Como ele pode ser tão fofo e tão...sexy. Espera um pouco ele está em cima de mim?E eu estou corada, mas que merda!
–Ehh … bem Okumura-Kun eu tenho que me arrumar. — digo virando meu rosto ruborizado. Ele sai de cima de mim enquanto eu me levanto para pegar minhas roupas e vou ao banheiro.
–Mia-chan! — um borrão ruivo pula em meus ombros.
–Ayame-senpai! Eu vou me atrasar para a missão! — os olhos azuis celestes de Ayame brilham como estrelas e seu rosto está tão avermelhado quanto seu cabelo – Posso saber QUEM é que está te fazendo sorrir? -MIA! -Ahhh começa com Okumura e termina com Rin. -Eu não posso ficar feliz por finalmente namorar alguém!? — ela sai saltitando e cantarolando. Finalmente eles assumiram esse namoro e...DROGA SÃO 8:30 E A MISSÃO É AS 9:00. Corro até o banheiro e me tranco no box depois de 3 minutos saio e me visto ao mesmo tempo que escovo os dentes e calço as botas (são da Ayame a rainha das botas de couro pretas) logo já estou na sala do Diretor.
–Bom dia queridos alunos e professores prodígios! — ele sorri de maneira assustadora. — A missão de vocês é capturar Amaimon por crimes contra o meu parque temático. — Mephisto tem um parque temático? E o que o meu irmão inconveniente está fazendo de novo? Puxando saias,comendo pipoca doce sem pagar ou fazendo a roda gigante rodar na velocidade da luz? -Táxi está esperando vocês lá em baixo e boa sorte! Saímos dos grandes portões prateados como sangue de unicórnio (Harry Potter!!) e o táxi era rosa como a Dolores Umbrige....que merda. E então entramos no parque em um táxi rosa como uma vádia rosa dos livros mais legais do universo.
–Ei...ei maninha! — dedos longos com unhas enormes tateiam a janela escura do carro o que me faz tirar uma faca do bolso. — que grosseria apontar uma faca para o seu meio irmão.
–Que nostálgico...- digo abaixando a cabeça de maneira negativa – estou aqui para te deter em ordens do Mephisto!
–Por que? -Por ser desagradável e uma pessoa muito....simplória. — um tiro surge no meio da conversa e lembro de Yukio. E uma briga entre os dois começa com cipos e tiros azuis voando pelo parque cheio de Mephistos pequenos e grandes então resolvo me meter na brincadeira arremessando facas e controlando plantas carnívoras que britam da terra úmida.
–Boa! Quase me acertou. — eu odeio esse tom de voz sarcástico de ser. Sou cercada por espinhos e me jogo em cima do Yukio que me encara com o rosto ruborizado e seus lábios se aproximam mais e mais posso sentir o seu hálito de menta e com seus lábios roçando aos meus até que a distancia se acaba e ele me beija carinhosamente como se eu fosse feita de vidro mas foi tão bom e caloroso enquanto nossas línguas dançavam.
As mãos de Yukio deslizam ate minha cintura e as minhas ate seu pescoço, reduzindo ainda mais a pouco distancia entre nossos corpos. "Mas o que diabos estou fazendo? estamos no meio de uma missão! Deixe seus hormônios de lado e vá prender Amaimon!" Eu gritava em minha mente, mas o doce toque dos lábios de Yukio me fazia esquecer de tudo. — Então eu posso fugir enquanto vocês tão ai se pegando ou ainda vai rolar mais um tiroteio?-Amaiomon grita de algum lugar acima de nós. Eu e Yukio nos separamos e voltamos a lutar com Amaiomon, o que continuou por umas três horas ate que uma das minhas facas acertou o ombro de Amaimon e ele apenas se sentou no chão e deixou que nos colocasse-mos algemas em suas mãos e pés.
– Porque você simplesmente parou?- Perguntei a meu irmão enquanto entrava no carro, logo após dele e seguida por Yukio. -Estava cansado. Você sabe que eu vou fugir de qualquer prisão em que me coloque, minha irmazinha não é burra.
– É , eu sei que vai. Yukio se sentou ao meu lado e entrelaçou os dedos nos meus. Apoiei minha cabeça em seu ombro e Amaimon fez uma cara de nojo.
– Já é quase uma da tarde, perdemos todas as aulas da manhã,- Yukio disse olhando o relógio de pulso- tem um restaurante bom aqui perto, quer ir lá depois de deixar o Amaimon com o Mephisto? — Claro, o que tem lá?- Perguntei vermelha. -Pizza.
– Os pombinhos podem levar um pedaço pra mim na prisão?- Amaiomon perguntou enquanto brincava de abrir e fechar a janela do carro. -Não.- Eu e Yuki respondemos ao mesmo tempo. Chegamos na escola e logo fomos para a sala do diretor, meu estômago gritava por pizza e eu estava muito disposta a dar para ele. Mephisto nos agradeceu e nós deu o dia de folga como agradecimento por salvarmos seu querido parque. Antes de ir comer resolvemos passar no dormitório para tomar um banho e trocar de roupa. Vesti uma saia preta , uma blusa azul e outro par de botas de Ayame, que tinha concordado em empestar as botas para mim a qualquer hora do dia se eu a ajudasse em seu dever de casa. terminava de pentear meus cabelos verdes na frente do espelho quando Yukio entrou no quarto e me abraçou por traz.
–Pronta para comer a melhor pizza de Vera Cruz? — Acho que sim, estou bonita?-perguntei olhando para minhas roupas e para as de Yukio. Ele estava mais arrumado do que eu, usava uma calça preta, blusa social e uma gravata azul como seus olhos. -Sempre está.- Respondeu colando os lábios nos meus começando outro beijo longo e carinhoso. Queria ficar ali com ele para sempre, em um beijo infinito mas a fome e a falta de ar nos obrigou a nos separarmos. A pizzaria não ficava longe da escola e estava quase vazia. Pedimos uma pizza grande metade calabresa metade portuguesa. Me preocupava um pouco o homem que estava sentado em uma mesa perto da nossa, ele lançava olhares estranhos para mim o tempo todo, como se quisesse garantir que eu ainda estava ali, mas não disse nada e continuei a comer.
– Então você quer ser medico? — perguntei a Yukio enquanto comíamos.
– É, mas ainda quero passar alguns anos como exorcista. — Acho que vou passar um bom tempo como exorcista antes de mudar de carreira. — Desculpe interromper,- O homem da mesa perto da nossa disse vindo ate perto de mim — mas a senhorita gostaria de dançar comigo um pouco? O homem usava calça jeans e uma blusa branca suja de terra e um liquido vermelho que eu acho que não é ketchup. Obviamente ele falava comigo, Yukio arrumou os óculos e falou com um pouco de raiva:
– Desculpe mas ela já está acompanhada. — Então acho que ela não se importa.- O homem colocou a mão em meu ombro e senti suas unhas perfurarem minha pele. — Na verdade me importo sim.
– Eu disse, mas antes que eu pudesse tirar a mão dele do meu ombro a pele dele começou a borbulhar e não havia mais um homem ali, havia um demônio maior que um gorila me suspendendo no ar pela cintura. Não era um humano possuído por um demônio, era um demônio disfarçado de humano. O demônio apertava minha cintura, que queimava como se estivesse ao fogo e sangrava muito. Comecei a ouvir gritos e tudo começou a ficar escuro, a última coisa que vi foi uma bala atingir a cabeça do demônio.
( POV Yukio Okumura) Por sorte , eu sempre levo comigo uma das minhas armas de exorcista para situações inesperadas como essa. Bastaram alguns tiros na cabeça do demônio para ele cair morto no chão e soltar Mia. Sai do restaurante com Mia ainda inconsciente antes que algum responsável pelo estabelecimento viesse atras de nós. Corri pela escola levando Mia em meus braços até que cheguei no dormitório e coloquei Mia em minha cama. No banheiro masculino tem um armário com "meu estoque reserva de remédios e ervas", as vezes Rin se confunde e usa creme anti inflamatório como shampoo, mas ele diz que deixa o cabelo brilhante e sedoso, não que eu acredite nisso. Levei alguns dos medicamentos para meu quarto mas quando entrei encontrei Ayame sentada ao lado de Mia. Chamas brancas queimavam na cintura de Mia, mas elas pareciam curar ao invés de ferir. Quando Ayame percebeu minha presença ela apenas disse: -Mia está bem , deve acordar daqui a alguns minutos. — Obrigado, mas , o que você fez? — Vou te explicar quando Mia acordar, ai só terei de explicar uma vez.- Ayame fez um gesto rápido e curto com as mãos e o fogo branca sumiu. — Aya-chan! O jantar esta pronto.- Rin disse entrando no quarto. Ayame se levantou e foi ate o namorado e se segurou seu braço, como se precisasse de apoio para ficar de pé. Rin deu um beijo na testa de Ayame e me chamou para ir comer também. Em alguns minutos Mia estará acordada e Ayame ira explicar suas chamas brancas, assim eu espero.
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