Notas iniciais
Awn, esse tá um amor e foda se.

No outro dia acordei com algumas batidas na porta, levantei todo dolorido, como eu nunca percebi no quanto aquele sofá era duro? Passei a mão em meu cabelo na tentativa de tentar arrumá-lo e fui abrir a porta.

[..]

Quando abri a porta levei um susto, era Anabell pensei "-O que ela tá fazendo na minha porta as sei lá 8 e meia da manhã? Droga estou parecendo um mendigo ela me acordou."

-Oi — disse ela com sua voz doce e suave

-Oi – respondi — o que faz aqui tão cedo?

- Então resolvi passar aqui pra te chamar pra uma caminhada no parque já que te dei aquele bolo. Que tal?

- Agora?

- Não amanhã estranho — ela sorriu da forma mais doce possível

- Ata,espera só um pouco vou trocar de roupa – sorri

- Tá. — disse ela com um sorriso de canto de boca

Fui correndo para o meu quarto, peguei uma roupa qualquer, escovei os dente e ajeitei melhor a minha juba de leão.

Voltei para sala correndo.

- Pronto? — Ela perguntou rindo.

- Er.. pronto — Eu disse todo atrapalhado.

Saímos do apartamento, e esse tempo todo ficamos em silencio. Chegamos ao parque e sentamos em um banco.

- Vem sempre por aqui? — Eu perguntei pois aquele silencio me incomodava.

- As vezes, venho mais quando estou chateada. Você já veio aqui?

- Não muitas vezes, mais com o que você fica chateada? — Droga porque eu perguntei.

- Não com o que, mas sim com quem. Minha mãe — disse ela calma — ontem depois que sai do seu apartamento nós discutimos, sempre tem essas discussões patéticas e elas acabam me deixando mal.

Eu não conseguir dizer nada, pois eu nunca tive essas discussões com a minha mãe.

- Me desculpe por perguntar isso — Eu disse baixando minha cabeça.

- Não se preocupe, está tudo bem. — ela disse colocando uma de suas mãos em meu queixo, fazendo com que eu a olhasse.

Nesse momento eu me perdi nos seus olhos verdes, ela tirou a mão do meu queixo e olhou para baixo soltando um suspiro. Eu não vou resisti por muito tempo, o amor da minha vida está tão perto, a vontade de beijá-la é grande.

Ela ficou mais alguns minutos sem levantar o rosto apenas olhando pros próprios pés , e involuntariamente eu me aproximei dela e a abracei, ela levantou a cabeça e se ajeitou no meu abraço, passamos algum tempo assim sem falar nada, só ela e eu ali juntos abraçados.

- Ei estranha que tal irmos tomar um café afinal eu sai sem comer nada estou com fome e você?

-Hã? – perguntou – Desculpe, eu estava pensando longe.

- Vamos ir tomar um café e comer algo?

- É pode ser.

- Garanto que lá terá gelo na tua caneca com café

Ela riu e nesse instante tive certeza que ela tinha que ser minha só minha e de mais ninguém.

Levantamos e para minha surpresa e alegria quando começamos a andar ela me abraçou a cintura, eu passei meu braço por cima dos ombros dela e fomos andando daquele jeito até a cafeteria que ficava a uns 10 minutos dali.

Chegando lá sentamos em uma mesa mais no fundo onde nós tínhamos a visão de todo lugar e ninguém ficava olhando pra gente, a garçonete se aproximou e olhou de mim para minha estranha e de novo pra mim.

- O de sempre e um café com gelo por favor. — eu disse

- Como? — perguntou a garçonete fazendo uma cara de que não tinha entendido

- O de sempre e um café com gelo

- Café com gelo? — perguntou a garçonete.

- Sim um café com gelo

Enquanto a garçonete se afastava eu olhei pra Anabell e ela estava distante tão distante que tive que a chamar 3 vezes antes dela me responder assim que a chamei de estranha.

- Hã? Oi estou com o pensamento longe mais uma vez, desculpa. — disse ela calmamente, ah se ela soubesse o quanto aquela voz calma e doce me apaixonava ela nunca ficaria tanto tempo calada como estava.

- É percebi que está pensando em outra coisa

- Como você percebeu?

- Seus olhos estão parados olhando pra fora da janela desde que chegamos.

Queria perguntar o que estava fazendo com que ela voasse pra tão longe com os pensamentos achei melhor ficar calado apenas ali olhando pra ela e ela olhando pra fora.

A garçonete voltou trazendo o que eu tinha pedido colocou os dois copos encima da mesa e saiu eu peguei o meu e empurrei o copo de Anabell pra bem perto dela, comecei a tomar pequenos goles do meu cappuccino enquanto observava a minha pequena estranha ela esperou uns 5 minutos antes de tomar um gole do café, e depois disso continuou calada olhando pra longe.

- Estranha — eu disse, ela virou o rosto em minha direção e me olhou no fundo dos olhos percebi que ela estava quase chorando.

- Oi — disse ela olhando novamente pra fora e limpando disfarçadamente a lágrimas que eu caiam.

- Anabell houve? Você esta chorando? — não Andrew ela não estava chorando imagina me senti a pessoa mais idiota do mundo quando perguntei isso — me fala o que aconteceu.

Ela voltou a me olhar mas dessa vez abaixou a cabeça assim que começou falar

- Eu te contei que discuti com minha mãe mas não te contei o porque. — disse ela com uma voz suave eu não disse nada só a olhei esperando que continuasse — Eu e ela sempre brigamos muito mas por motivos banais mas ontem, — ela fez uma breve pausa como se para segurar o choro — ontem nós brigamos porque ela não aceita bem meus relacionamentos, nunca aceitou, mas ontem ela passou dos limites ela sebe que eu estou apaixonada por alguém mas na visão dela ele não presta, é apenas mais um vagabundo no mundo e eu não aceitei ela falar isso dele então nós começamos a discutir depois eu sai e até agora não voltei pra casa.

- Então você está apaixonada? — nossa não acredito que perguntei isso agora eu sou um idiota mesmo — Quer dizer.. você tem que conversar com tua mãe falar que não quer que ela interfira nos seus relacionamentos, mas onde você dormiu até a hora que bateu na minha casa?

- Na escada praticamente na porta da sua casa, não quis te incomodar mas também não podia voltar pra casa sabe queria mostrar que sou rebelde — ela deu uma risadinha triste, mas que me provou que era ela e mais ninguém — e respondendo tua primeira pergunta sim eu estou apaixonada.

- Legal,também estou — eu disse, eu queria sair correndo dali estava a poucos centímetros da guria que eu estava apaixonado sabia que ela também estava e podia não ser por mim.

- Também estou o que? — ela disse me olhando no fundo dos olhos

- Apaixonados, brigado com minha mãe que não é, não tem como isso acontecer mas bem que eu queria poder brigar com ela toda vez que ela dissesse que a guria que .... eu estou apaixonado não e boa o bastante pra mim.-falei essas ultimas frases com uma vontade imensa de chorar por lembrar do que aconteceu

- Porque não pode?

- Não tenho minha mãe nem meu pai eles morreram, já vai fazer dez anos.

- Nossa, pensei que morresse sozinho não que tinha perdido seus pais. — disse ela com uma voz de quem estava tentando consolar outra pessoa.

- Não eles morreram. Havíamos combinado que eles me buscariam de carro. Nós iríamos ao shopping fazer as compras de natal. Mas quatro homens apareceram e assassinaram meus pais, para roubar o carro, e os deixaram caídos no beco.

- Nossa, acho que não seria nada sem meus pais. — ela disse, e um pouco depois estava me abraçando — Queria que você ainda os tivesse pra brigar com sua mãe e com seu pai também, não só brigar mas pra tê-los sair, passear tudo que você pudesse sério queria mesmo.

Ela estava do meu lado me abraçando me consolando e eu ali apenas de cabeça baixa desejando tudo que ela me disse queria falar para ela.. No quanto estava apaixonado mas não pude a única coisa que saiu foi um simples e seco...

- Obrigado.

Depois de ficarmos uns 5 minutos calados olhando cada um pra borda do próprio copo, ela então resolveu falar...

- Você me disse que estava apaixonado mas não disse por quem — quando ela disse essas palavras sorrio do jeito mais lindo do mundo — Posso saber por quem é?

- É uma menina — disse eu rindo, e tentando esconder minha aparente felicidade de ela ter me perguntado isso — já te adianto isso... Algum dia tomo coragem e falo isso pra ela, mas você também me disse que está apaixonada porque é? — essa era minha chance de descobrir quem era o cara.

- É um menino. — ela sorriu novamente e para mim pareceu que o sorriso iluminou todo meu dia ou talvez tenha sido o sol mesmo e eu estou muito apaixonado — Mas ele também não sabe que gosto dele.

- Huum, porque não se declara vai ver ele é tímido — sorrimos juntos.

- Tímido? — ela riu — Eu sou mais tímida que ele, e também acho que ele está apaixonado por outra. O conheço a pouco tempo.

- Por isso mesmo se declare se ele estiver apaixonado por outra é melhor saber logo do que ficar sofrendo não acha? — nossa Andrew jura que você disse isso pra ela? Logo você que está morrendo de medo dela está apaixonado por outro.- Como ele é? — eu disse numa tentativa desesperada de tentar descobrir quem era.

- Fisicamente ou intelectualmente falando? — ela perguntou sorrindo

- Das duas maneiras — falei com um sorriso de orelha a orelha

- Bem ele é muito parecido com você, ele tem olhos azuis, é alto bem alto, tem o sorriso mais lindo do mundo, uma personalidade que poucos conseguem lidar. Além de gostar de screamo, rock, biscoitos, batman, Angelina Jolie, números pares e ruivas.

Nesse momento eu não consegui conter o sorriso que se abriu em meu rosto senti que se abrisse a boca naquele momento iriam sair borboletas voando de tanta felicidade, eu tinha esquecido como era estar feliz até aquele momento, mas não podia ser, ela estava mesmo apaixonada por mim? Resolvi me fazer de desentendido e fingir que não tinha percebido nada.

- Legal ele parece ser bem legal, já que você me falou sobre quem você está apaixonada vou falar sobre a minha paixão também, seria injusto da minha parte se não falasse. — nós sorrimos e eu continuei — Ela é ruiva, gosta de desenhos animados principalmente do batman gosta de rock e também de screamo, e adora sandálias havaianas. — enquanto falava a observava via que olhava para os próprios pés dei uma pausa.. na minha fala e ela olhou para mim como uma criança olha pra mãe quando quer saber a resposta de algo e eu disse — E aaah já ia me esquecendo ela A-M-A guitar hero, e acha que eu estou apaixonado por outra porque afinal ela me conhece a pouco tempo. Ela me olhou inocentemente .

- Você devia se declarar

- Acho que acabei de fazer isso — eu disse ficando um pouco vermelho o que era uma coisa ruim á tempos que eu não ficava assim e não sentia tanta vergonha. Ela olhou bem no fundo dos meus olhos e disse com um tom de ironia.

- Sério? — eu queria usar o mesmo tom irônico só que não saiu bem como eu pensei saiu apenas um

- Sério. — quando olhei pras bochechas delas estavam vermelhas como se ela tivesse corrido uma maratona embaixo de um sol de 40º — Mas acho que ela está com vergonha.

- O que te faz pensar isso? — disse ela com um sorriso tímido.

- Ela está vermelha que nem quando a gente come pimenta malagueta sabe? — eu me aproximei dela e fiquei com o rosto a poucos centímetros do dela, nós rimos.

- Então você está certo, ela está com muita vergonha — Quando ela sorriu tive certeza que era agora se eu perdesse essa chance não me perdoaria. Eu a beijei um beijo leve e calmo mais parecia aqueles beijos de adolescentes que nunca beijaram, mas quer saber? Foi o melhor beijo da minha vida.

Notas finais
Déborah mais uma vez mandando bem, bléeeeeh.