Minha Doce Menina.

42 Tudo por sua felicidade.


Notas iniciais
Este capítulo esta grande e focado em Akiyo e Raiden porque se eu fosse separar como estava fazendo iria demorar muito para completar o que falta. Espero que gostem.
Boa leitura.

A chuva não cessou, apenas diminuiu naquela tarde e na primeira oportunidade que teve Akiyo se levantou para ir embora. Já havia passado muito tempo desde que saíra de casa.

– Acho que devo ir agora, mesmo que não tenha cessado somente esta chuva não me fará mal. – Ela olhou para o youkai sentado em uma pedra ao seu lado e sorriu.

– Ainda acho que deve esperar.

– Acho que não. Devo ir logo Raiden estará em casa. – Ela disse se levantando.

– Ah, os deveres de uma boa fêmea. – Ele disse sarcástico.

– Eu sou uma boa esposa para meu youkai.

– Certamente. – Ele disse a olhando intensamente naquele momento e ela ficou um pouco sem graça. Era o mesmo olhar de quando se viram pela primeira vez.

– Yosuke, eu tenho mesmo que ir. – Ela disse ainda olhando para baixo.

– Você gostaria da minha companhia?

– Não é necessário, obrigada. – Ela o olhou sorrindo.

– Então nos vemos em breve.

– Sim, nos vemos em breve. – Ela confirmou animadamente.

– Até logo, Akiyo. — Ele se aproximou dela e depositou um beijo no canto de sua boca que a deixou meio imobilizada.

– Até logo. – Ela tentou responder de imediato para que ele não percebesse o que causou. Ele sorriu e aproximou seus lábios do ouvido da menina.

– Anseio por estarmos a sós mais uma vez. – Ele sorriu e se afastou dela, dando-lhe as costas e caminhando em direção a saída.

Quando ele já não estava mais sobre suas vistas, ela levou as mãos até onde foi depositado o beijo e sorriu. Sorriu de um jeito bobo, um jeito infantil.


Rin esperou pacientemente por Sesshoumaru durante toda à tarde, ele demorou muito, então ela acabou pegando no sono e acordou quando sentiu beijos sobre sua bochecha.

– Meu bem... – Ela tentou reconhecê-lo sem ter que abrir os olhos.

– Sim, minha Rin. – Ela abriu um enorme sorriso. – O que foi?

– Eu amo quando me chama de minha Rin. – Ele deu-lhe outro beijo, mas desta vez foi nos lábios. Quando separaram seus lábios ela decidiu falar. – Sesshoumaru, eu sei que nós já esquecemos isso, mas eu gostaria de lhe pedir desculpas por ter ficado com medo e ter lhe dito todas aquelas coisas. Eu te amo e confio em você. Sei que somente ao seu lado eu viverei bem, feliz e segura.

Sesshoumaru continuou imóvel, o que quis dizer que ele concordou com tudo aquilo. Selou as palavras da menina com mais um beijo e mais um e mais um, até que estava complemente sem roupa. Amaram-se intensamente durante aquele final de tarde.

Após se banharem, marido e mulher desceram para jantar enquanto Jaken já estava à mesa. Quando os viu se aproximar, ele se levantou para reverenciar a Sesshoumaru. Depois se dirigiu até Rin, para conversar com o herdeiro das Terras do Oeste. Rin adorava aquilo. Jaken a enchia de mimos e paparicos e fazia todas as suas vontades em função da gravidez. Sesshoumaru estava sempre atenta a tudo aquilo.

Quando o jantar foi servido, a menina comia com pouco apetite. Aquele era um dos dias em que ela estava enjoada e não queria comer. Tinha outras coisas que gostaria ainda de saber.

– Meu bem, eu gostaria de sanar mais algumas dúvidas sobre o assunto de hoje à tarde. – Ele simplesmente levantou a cabeça, era um sinal de que ela deveria prosseguir. – Você me disse que o youkai decidi o que fazer se a fêmea o trair e que ele pode deixá-la aos cuidados de seu amante, mas e se esse amante já for casado?

– Ele também escolhe o que será feito dela. – Rin arregalou os olhos.

– Então quer dizer que...

– Se ele quiser, pode tomá-la como esposa.

– Mas se ela não quiser e decidir perdoar seu marido?

– Isso quem decidi é o youkai, não cabe a ela. E nunca deu certo um relacionamento entre seres diferentes onde há mais de uma fêmea. – Ela pensou um pouco.

– Então quer dizer que se você quiser, pode ter mais de uma esposa sendo ela youkai ou humana?

– Sim.

– E você teria outra esposa?

– Não preciso disto Rin. – Ela sorriu do jeito que ele gostava de ver.

– Ah, eu te amo meu youkai preferido. – Ela se levantou e depositou um beijo no rosto de Sesshoumaru. Ele não gostava deste tipo de manifestação na frente dos empregados, mas não iria repreendê-la por isso.

– Agora volte a comer.

– Hai. – Ela disse alegre e quando olhou um pranto fez uma cara de que estava fazendo contra sua vontade, olhou para Sesshoumaru e ele a olhava com a sobrancelha erguida. – Eu vou comer.

E ela se sentiu vencida. Comeu, mas no momento em que mastigava sentiu uma enorme vontade de por tudo para fora.

– Com licença. – Ela se levantou rapidamente e se dirigiu até onde pode, mas não houve tempo. Colocou tudo para fora ali mesmo, na sala de estar.

Rin foi levada para seu quarto por seu amado marido. Ela foi colocada na cama por Sesshoumaru que se deitou ao seu lado. A humana estava com uma cara de desagrado.

– O que foi Rin?

– Meu filho não gosta que eu coma. – Ela disse olhando para a barriga onde repousou as mãos.

– É apenas um estagio normal da gravidez, logo passará.

– Mas eu estou com fome Sesshoumaru. – Ela disse reclamando.

– Experimente comer um pouco do que me alimentei. – Ela o olhou confusa.

– Comida youkai?

– Sim. Veja se terá enjôos com isso.

– Hai. – A menina pediu a comida e quando esta chegou ela fez uma cara não muito boa para o prato, olhou para seu youkai e comeu.

Por mais estranho que fosse a comida não lhe pareceu ruim. Em outros momentos ela realmente não comeria aquilo, mas o que faria? Precisava se alimentar. Depois de fazer sua refeição ela voltou a conversar com Sesshoumaru que ainda estava em seu quarto.

– Meu bem, porque será que não tive enjôo?

– Por seu estado, seu corpo rejeita o que está acostumada e atrai o que não está.

– Ah, gravidez é algo muito difícil. – Ele olhou para ela, que agora se deitava na cama ao seu lado e de frente para ele.

– Com certeza minha Rin, mas pense que este período a levara para uma felicidade incomum.

– Se é que eu posso ser mais feliz, você quer dizer. – Ambos sorriram e ficaram ali trocando mimos e carinhos naquela noite chuvosa.


Em outra casa, não muito longe dali no quarto de outro casal, Akiyo estava sentada sobre a cama, com os olhos cheios de lágrimas. Já estava acostumada. Sempre haveria um momento em que ela choraria durante o dia, aquele aperto no coração nunca a deixaria em paz.

Raiden não estava em casa, o que era estranho, pois ele nunca ficava tanto tempo fora sem avisar. Ela apenas se banhou e continuou o esperando chegar. Depois de muito tempo esperando ela caiu no sono e foi acordada por uma carícia que conhecia muito bem. Era seu Raiden. Imediatamente abriu os olhos.

– Raiden...

– Minha Akiyo, gostaria que descesse. Soube que você não se alimentou e temos visitas.

– Visita? Há essa hora? – Ela disse contrariada, mas levantou.

Depois de se ajeitar, desceu as escadas e foi para a sala de jantar. Não estava com um bom humor para receber alguém, mas por Raiden ela fazia tudo. Dava passos lentos até a sala e quando chegou teve uma enorme surpresa.

Ela não acreditou no que estava acontecendo e olhou para Raiden, que sabia de tudo, pedindo uma explicação.

– Eu sempre soube de suas fugas e de seu sofrimento por estar afastada dele, então decidi intervir nesta situação.

Os olhos da menina encheram-se de lágrimas mais uma vez, só que não como antes, agora as lágrimas eram de felicidade.

– Pai. – Ela correu em sua direção chorando. – Eu senti tanto a sua falta pai.

– Eu sei minha filha. Eu também sentia a sua. – Eles se abraçaram e Aryan também tinha lágrimas nos olhos. – Me perdoe pela forma como te tratei.

A verdade era que todos os dias Akiyo ia até onde morava e conversava com sua mãe e seu avô as escondidas, pois quando foi visitar-lhe pela primeira vez ele a proibiu de estar lá novamente. Akiyo sofreu muito com aquilo, chorava todas as tardes pela falta que ele fazia. Mesmo que Raiden a fizesse feliz sua família era tudo para ela e não dava para simplesmente apagar-lhes da memória.

Eles ficaram assim por um bom tempo e Raiden decidiu deixar-lhes a sós. Eles precisavam conversar e se entender. Era um típico momento entre pai e filha. O youkai saiu da sala de jantar sorrindo.

– Raiden! Raiden espera! – Ela correu em sua direção. — Muito obrigada meu amor. Eu nunca saberei como te agradecer. – Ela ainda chorava.

– Apenas sorria e eu me sentirei recompensando. Agora volte para seu pai, vocês tem muito que conversar.

– Hai. – Ela depositou um beijo no rosto do youkai e voltou para onde o pai estava.

Raiden sorriu. Ele amava sua Akiyo, faria de tudo por um sorriso seu, faria de tudo por sua felicidade.

Depois de longas horas conversando, já era madrugada quando Aryan decidiu de separar da companhia de sua filha. Ela ofereceu a casa para que ele ficasse, mas ele não aceitou. Quando estava a porta se despedindo da menina ele lembrou-se de algo que havia trazido para ela.

– Minha filha eu estive errado quanto a este youkai. Ele provou que a ama e que fará de tudo por sua felicidade. Faça-o feliz. Faça-o muito feliz. Ah, e eu tenho uma coisa para você.

Ele entregou uma sacola com algo dentro para ela. A menina quis abrir para saber o que era, mas seu pai a impediu.

– Você saberá o que fazer com isso. Agora eu tenho que ir. Tenha uma boa noite.

– O senhor também pai. Espero te ver em breve.

O homem beijou a testa de sua filha e saiu dali sendo acompanhado por um youkai. A menina sentou-se no sofá com um enorme sorriso, ela estava muito feliz. Respirou fundo por várias vezes e abriu o presente que seu pai havia lhe dado. Espantou-se de imediato. Era a roupa de dança que sua avó havia usava quando conheceu seu avô. Ela não pode deixar de se emocionar e de imediato lembrou-se das palavras de seu pai.

“- Você saberá o que fazer com isso.” – Ela sorriu e rapidamente tratou de trocar-se. Ele tinha razão, ela sabia o que fazer com aquilo.

Subiu as escadas e foi para seu quarto onde Raiden a esperava deitado em sua cama, com as mãos atrás de sua cabeça. Ela havia colocado seu quimono por cima e o olhou com tanto amor que ele não pode deixar de sorrir.

– Por que você fez isso? – Ela perguntou docemente.

– Porque quero que seja completamente feliz.

– Eu não posso ser mais feliz do que estou sendo agora. Perdoe-me por ter escondido isto de você é que...

– Akiyo, não são necessárias explicações. – Ela sorriu para ele com um brilho diferente. Ele ergueu uma sobrancelha.

– Então, por favor, me deixe recompensá-lo.

Ela retirou o quimono que havia colocado por cima de sua roupa de dança, que era marrom e tinha pedras douradas sobre os seios e cós da saia. A saia em um pano fino, mostrava um pouco de suas pernas torneadas e a blusa que cobria apenas seus seios mostrava a barriga perfeita. Era linda, pegou o véu que havia trazido nas mãos, soltou os cabelos e olhou profundamente nos olhos do youkai.

– Vou dançar para você.

Ela sorriu e se virou de costas, erguendo as duas mãos e juntando-as no alto. Delicadamente seu corpo se moveu como se fizesse a forma de um “S”. Raiden se colocou sentado na beirada da cama, o que o deixou mais próximo a ela.

A menina virou-se e o viu olhar fixamente em seus olhos, mas não era isso que ela queria. Queria que ele olhasse para seu corpo e decidiu chamar-lhe atenção. De vagar ela começou a balançar o busto, e deu um passo a frente fazendo com que seus seios ficassem bem próximos ao rosto de Raiden, ele adorou aquilo. Ela sorriu e voltou-se para trás girando.

Decidiu mexer os quadris e fazia os movimentos intensos, alternando a velocidade para que ele tivesse melhor apreciação. Depois disto, pegou o véu que havia ficado de lado e colocou-o por trás de suas costas sem deixar de segurá-los. Posicionou sua perna direita a frente e voltou a mover os quadris também balançando o véu, ora a sua frente, ora as suas costas.

Ela começou a caminhar na direção do youkai ainda dançando e colocou o véu atrás de si, fazendo menção em puxá-lo, mas o retirou das costas do youkai e estendeu as mãos ainda segurando o véu e girou por várias vezes, quando parou jogou os cabelos.

Jogou o véu no chão e estendeu os braços ainda mexendo os quadris e deixou se levar pela música que tocava em sua mente. Akiyo se aproximou de Raiden e colocou a perna esquerda sobre a cama, para logo depois jogar seu tronco para trás e balançar seus braços aleatoriamente. O sexo da menina ficou bem próximo a seu rosto e ele já não agüentava mais. Ela decidiu se levantar e quando fez isso Raiden a tomou nos braços, a deitou na cama e a fez sua mulher.

Depois de muito se amarem, Raiden descansou seu corpo sobre o corpo de Akiyo. A respiração da menina era audível à distância. Depois que ela se recuperou eles se olharam profundamente nos olhos e ele acariciou seus cabelos.

– Akiyo, você me ama? – Ela ficou muito confusa.

– Por que a per...

– Apenas responda. – Ele a interrompeu sério.

– Sim. – Ela disse ainda confusa.

– Você confia em mim? – Ele falava muito sério naquele momento, o que a deixou preocupada.

– Confio.

Ele sorriu. Acariciou mais uma vez os cabelos da menina e a beijou. Aquele beijo foi doce e apaixonado, onde ele mostrava o quanto a amava. Suas mãos percorreram pelas costas da menina e quando ela pensou que ele recomeçaria suas carícias sentiu uma forte dor sobre seu ombro esquerdo. Ela abriu os olhos instantaneamente e gritaria se não estivesse em estado de choque. Sentiu os dedos do youkai fazerem movimentos em zigue e zague.

– Raiden! Raiden está... Está doendo... – Ele a olhou com compaixão.

– Perdoe-me, mas isto é necessário meu amor. – Os olhos dela encheram-se de lágrimas que caíram sobre seu rosto.

– Mas Raiden está me machucando... – Ela não entendia o que estava acontecendo não entendia porque ele estava fazendo aquilo.

– Você tem que sentir e reagir...

– Por que... Porque eu tenho que... Raiden...

Ela já não conseguia dizer o que queria e nem pensar claramente. A dor trouxe consigo uma enorme escuridão que tomou todo o seu ser incluindo sua consciência.

Ele respirou fundo e olhava fixamente para o rosto da mulher que ainda estava molhado pelas lágrimas de dor que ela derramara.

– O resto compete a você Akiyo. – Ele beijou a testa da mulher e acariciou mais uma vez seus cabelos.

Ficou escuro durante muito tempo, até que ela pode abrir os olhos e notar que havia dormido em uma casa diferente. Assim que levantou a cabeça pode ver que alguém a observava. Assustou-se ao reconhecer aqueles olhos.

– Ka... Katsuo?

– Bom dia morena.


Notas finais
Muitos avanços, não?! Mas será que a marca a aceitará? E parece que Rin tem de enfrentar muitos desafios durante a gravidez. Será que ela será forte o bastante para aguentar?
Beijo e até a próxima.