Minha Doce Menina.

2 Suma da minha vida.


Alguns dias após a conversa, Rin e Hajime ainda não haviam voltado ao seu relacionamento anterior. Ela esperou, tentou, conversou. Mas todas suas palavras foram em vão. Todas as suas lágrimas foram em vão. E agora ela tinha a conclusão de que todos os “eu te amo” que saíram do fundo de sua alma também foram em vão. Anos de devoção, anos de entrega, anos de um amor incondicional caindo de suas mãos como areia e sendo levadas ao vento.

Ela insistiria mais uma vez, tentaria alcançá-lo e assim o fez. Esperou que ele voltasse de seus afazeres e o procurou. Quando se aproximava de sua casa, ela ouviu um sorriso e pensou ser da irmã do menino, mas quando se aproximou da janela, viu o que nunca imaginaria. Sentado no chão beijando os lábios de outra mulher estava aquele a quem dedicou anos de sua vida. Ela sorria com seus carinhos e provocações enquanto ele a beijava e abraçava. Rin foi tomada por uma fúria instantaneamente. Sem pensar adentrou a casa e o casal a olhava espantado.

- Hajime seu...

-Rin o que está fazendo aqui?

- Por isso terminou, para ter outra mulher!

- Fique calma...

- Como você pôde mentir para mim dessa maneira. Eu estive sofrendo todo esse tempo e você se divertindo! – Ela gritava e a jovem a trás de Hajime sorria com tudo aquilo.

- Não Rin, eu estive só durante esses dias. Mas agora eu quis estar com ela, mas foi só por hoje.

- Para! Não tente se explicar porque eu vi!

- E eu não estou desmentindo! – Ela não se conteve e se atracou com ele ali.

Inuyasha estava com Miroku sentado em baixo de uma árvore quando ouviu gritos e estes eram de Rin. Rapidamente se levantou e correu em direção ao local, Miroku o acompanhou. Ele chegou lá e se espantou com a cena: Rin estava deitada por cima de Hajime deferindo-lhe tapas com toda força que podia. Ele demorou um tempo para digerir o que estava acontecendo.

- Inuyasha, me ajuda aqui! – Disse Miroku que tentava separar o casal. Ele rapidamente segurou Rin e a tirou dali, levando-a para a cabana de Kaede. Ela tentava beber um chá que lhe era servido, mas sua mão tremia.

- Rin, o que houve contigo? – Perguntou Sango espantada. Nunca imaginou que veria tal coisa.

- Eu não sei, mas senti um ódio tão grande que minha vontade era de matá-lo. – Ela dizia chorosa.

- Deveria ter feito enquanto podia. Esse Hajime é um safado. – Disse o hanyo sentado, com as mãos atrás da cabeça.

- Inuyasha...

- O que foi Kagome?

- Não piore as coisas.

- Ele está certo Kagome. – Disse Sango.

- Mas está tudo bem com você Rin? — Disse Miroku — Não se feriu?

- Não, ele não levantou a mão para mim. Mas esse sentimento é horrível. – Ela se abraçou, tentando se proteger do que sentia.

- Rin-chan, você tem que conversar com o Hajime-kun e pedir-lhe desculpas. O que você fez não foi certo.

- Keh! Não seja tola Kagome. Ela não pode pedir desculpas para um pilantra.

- Pode sim Inuyasha, afinal ele não estava mais com ela.

- É verdade. Eu vou pedir desculpas a ele, me arrependi muito de ter feito aquilo.

Ela tentou, mas Hajime não queria conversa. Apenas desejava distância da menina. Algum tempo depois ele aceitou conversar, mas teria que ser em público.

- Hajime, eu quero que me perdoe pelo que fiz. – Ela disse com a cabeça baixa.

- Ah, por favor. Não me venha com esse seu sentimentalismo.

- Eu estou falando a verdade.

- Agora não adianta e eu não vou te perdoar nunca.

- Eu te imploro. – Ela se aproximou.

- Para! Para de tentar ser doce e meiga. Isso me irrita demais. Não quero saber, eu quero é que você suma da minha vida e da vida da Kaori!

- Como assim da sua vida e da vida da Kaori?

- Nós estamos juntos agora e querendo ou não você vai ter de aceitar. – Rin se chocou com aquelas palavras. Realmente Hajime não a amava mais.

- Você... Você me disse que... Hajime...

- Nem tente começar a chorar. Esses seus kimonos finos, esses seus presentes finos que seu querido youkai te dá nunca lhe farão uma dama de verdade. Ao contrário de Kaori, que tem família, que é linda.

- Não fale assim comigo. Você sabe que perdi meus pais e que quem cuida de mim...

- Quem cuida de você? – Ele a interrompeu. – Um youkai que sequer aparece? Você nasceu pra ser só Rin.

A menina não sabia o que dizer. Ele tinha usado palavras muito fortes contra ela, fazendo desabar sobre si todo o seu mundo. Hajime era tudo para ela. Hajime era como o sol que ilumina a terra. Hajime era como ar necessário a vida e Hajime a tinha trocado por outra qualquer.

Dia após dia, semana após semana ela tinha de ver seu amor desfilando por toda a aldeia com a linda Kaori. Beijos, carinhos, piqueniques e ela sofrendo, chorando. Não suportava mais, queria desaparecer, sumir, fugir. Depois de muito pensar, tomou a decisão de ir embora daquela Aldeia, passar uns tempos morando com Sesshoumaru.

- Sim, talvez seja o melhor a se fazer agora. – Disse Miroku analisando a situação.

- Eu sabia que essa hora chegaria, mas pensei que fosse demorar. – Disse Kagome com a mão em seu coração.

- Não fique assim Kagome não é nada definitivo. Ela apenas disse que queria passar uns tempos por lá. – Disse Inyuasha.

- De qualquer maneira toda a aldeia está sabendo. – Disse Sango, entrando e deixando um de seus filhos no colo de Miroku. – O Hajime veio me perguntar se era verdade.

- Fale baixo minha exterminadora, a Rin pode ouvir. – Ela não ouviria, estava dormindo. Dormiu para que o tempo passasse rápido e Sesshoumaru logo chegasse e a levasse dali.

Nas Terras do Oeste, certo Inu Dai Youkai olhava pela janela de sua sala de negócios a lua cheia. Seu fiel servo, Jaken estava atrás esperando uma resposta.

- Está decidido. Amanhã iremos visitar Rin.

Notas finais
Nosso lindo youkai entrará em cena. Mas será que ele levará Rin para as Terras do Oeste? Só lendo para saber.
Beijo e até a próxima.