– Akiyo. – Raiden decidiu despertar a menina de seu transe e a sobressaltou. No mesmo instante o corpo da jovem enrijeceu e ela arregalou os olhos. Não esperava sua presença ali.

– Ra... Raiden?! – Ela disse secando as lágrimas.

– O que aconteceu? Porque está chorando? – A voz dele era sussurrada em seu ouvido agora e ela pode sentir os braços do youkai a envolvendo.

– Chorando? Ah, não se preocupe com isso. Nós mulheres somos assim mesmo, choramos a toa.

Ela se virou para ele e o abraçou. Raiden também a envolveu e mexia em seus cabelos, os olhos em fendas. Ele sabia que ela estava mentindo e sabia onde ela tinha ido, somente pelo cheiro da roupa que usara que ainda estava em seus quarto de banho. Porque ela mentia? Porque não expressava o que estava em seu coração? Porque fingia que nada estava acontecendo quando na verdade estava? Ele realmente não entendia a Akiyo, mas não começaria uma briga mesmo que estivesse coberto de razão. Ele a amava e gostava do fato de estar bem com ela, de poder tocá-la, de poder beijá-la novamente e não abriria mão daquilo. Mas a duvida o corroia por dentro.

Eles se separaram do abraço e ele a olhou profundamente nos olhos, a expressão séria.

– Vi que você não se alimentou. – Ela revirou os olhos.

– Seiko o contou?

– Não, eu vi sua bandeja intocada. – Ela sorriu para ele.

– Não se preocupe meu amor, eu ainda tenho muito energia sobrando. – ela o envolveu em outro abraço, só que este era mais sensual. Beijou todo o peito e pescoço do youkai enquanto o envolvia firmemente. Ele sorriu.

– Achei que não quisesse mais este tipo de carícia da minha parte.

– Somente se eu fosse louca... – Ela abriu seu haori.

– Akiyo...

– Porque não me ama Raiden, assim como ontem? – Os olhos da menina estavam flamejantes de desejo.

Raiden a olhava curioso, tentando enxergar sua alma. Ele não a entendia, ela realmente era uma mulher imprevisível. A pouco estava chorando e agora queria que ele fizesse amor com ela.

– Você está em condições para isso? – Ele secou os olhos dela, que ainda estavam molhados e inchados.

– Se você não quer tudo bem. – Ela saiu da frente do youkai que suspirou e a segurou pelo braço fazendo com que ela rodasse e parasse seu corpo bem próximo ao dele.

– Porque será que eu não consigo resistir com relação a você? – Ele perguntou de olhos fechados e ela sorriu o abraçando.

– Eu não sei, mas garanto que não vai se arrepender... – Ela passou a mão pelo peito nu do youkai e beijou seu pescoço, fazendo com que ele fechasse os olhos.

Raiden procurou pelos lábios de Akiyo e quando os alcançou tomou-os com enorme desejo. Segurava firmemente a menina pela cintura e esta gostava da sensação de ter seu youkai ali, com suas fortes mãos sobre si. Ela entregou-se ainda mais ao beijo do youkai e começou uma dança sensual entre seus corpos.

Bateu contra a parede, quando ele voltou a beijá-la. Levantou a perna esquerda da moça e ela pode sentir a ereção sobre seu sexo. A esta altura, Raiden já não sabia onde estava sua roupa, muito menos a de Akiyo. Ele desceu a mão até o sexo da menina, onde começou a massagear de forma rápida. Ela ofegava, aquilo realmente era muito bom. Ele não perdia o contato visual, tudo o que fazia procurava ver em seus olhos ou expressões se ela gostava e se o sinal fosse positivo...

– Por favor, Raiden... Eu quero... Ah... – Ela não conseguia terminar nenhuma de suas frases, pois os gemidos a impediam.

Sem perder mais tempo, ali mesmo do jeito que estavam ele a penetrou. A perna esquerda enroscada em sua cintura. Ele agora olhava para baixo e fazia seus movimentos rapidamente, assim como fortemente. Ele fechou os olhos e jogou a cabeça para trás. Aquilo era realmente maravilhoso.

Saiu de seu frenesi quando ela colocou sua perna esquerda no chão impedindo que houvesse espaço para a entrada, as mãos de Raiden ainda estavam em sua cintura e ele não pode entender o que se passava até que ela se virou de costas para ele e inclinou seu corpo para trás. O resultado disto? Ele enlouqueceu.

Vê-la ali sedenta já era algo que o deixava doido. Agora vê-la querendo se entregar de todas as formas e jeitos o deixava fora de si. Sem pensar duas vezes ele a penetrou, as mãos de Akiyo espalmaram sobre a parede e ela gemia de uma forma diferente agora. Aquela posição fazia com o membro de Raiden a atingisse mais profundamente e arrepios percorriam todo seu corpo de forma que ela não podia se controlar.

Sentia suas mãos descerem ainda mais e ele percebendo isto a levou até a cama, onde a deitou de bruços ajeitando-a para que ela ficasse com as nádegas levemente arrebitadas. Posicionou-se atrás da menina e voltou à penetração. Ela estava totalmente de costas, com seu tórax encostando a cama. As mãos seguravam firmemente os travesseiros e ela colocou seu rosto ali também para conter seus gemidos, mas era inevitável.

Raiden começou a sentir que perderia o controle e o corpo da menina começou a mover-se involuntariamente enquanto ela chegava ao ápice. Desta maneira, mesmo que sem a intenção ela estrangulava o membro do youkai dentro de si pelos movimentos de contração que seu corpo fazia. Ele continuou investindo vorazmente até que chegou ao seu limite também e liberou um gemido profundo de sua garganta que anunciara que ele estava satisfeito. Ele deitou seu corpo sobre o dela, mesmo estando ainda à menina de costas e beijou seu pescoço e bochecha suados. Ele se deitou ao lado da jovem na cama e acariciava seus cabelos de forma lenta e carinhosa. No belo par de ollhos cor de mel, Raiden podia ver o brilho do amor cintilar e no mar vermelho Akiyo via a total devoção que ele tinha a ela. A menina sorriu de um jeito doce.

– Eu te amo Raiden. – Depois de falar ela deu um singelo beijo em seu youkai.

– Minha Akiyo, nada neste mundo é capaz de definir o que sinto por você.

Ela se aproximou dele e deitou sua cabeça em seu peito e ele voltou a acariciar as longas ondas marrons que ela possuía.

– Raiden... – Ela pensou um pouco e decidiu falar.

– O que é? – Ela pensou de novo e ficou quieta.

– Não é nada, deixe para lá. – Ele mirava o teto e continuou assim. Sabia que era alguma coisa, mas respeitaria a vontade de sua menina. Afinal Raiden a amava e mesmo que não parecesse ela o tinha em suas mãos.


Ainda era o momento do almoço. Sesshoumaru, Jaken e Rin estavam sentados à mesa.

– Meu bem, eu gostaria de caminhar um pouco. Gostaria de me banhar no riacho que Akiyo me apresentou.

– Se assim quiser faça, mas leve Nobuko com você. – Ela sorriu. Sabia que conseguiria tudo de Sesshoumaru.

– Claro meu bem. – Ela disse levantando-se da mesa e depositando um beijo na bochecha de seu youkai. – Então já estou de saída.

– Não é bom banhar-se depois de comer menina. – O que Jaken falava era para alertar a Rin, ela havia acabado de terminar sua refeição e sairia deixando Sesshoumaru e ele a mesa.

– Prometo que não vou me esforçar Jaken-sama lindo. – A menina saltitou de seu lugar até Jaken e deu-lhe um beijo na bochecha que o deixou completamente sem graça. Sesshoumaru apenas soltou um leve sorriso. – Até logo.

Rin estava muito contente. Todo o caminho sorria e conversava com Nobuko sobre suas expectativas e planos de vida. Ela realmente estava muito feliz com Sesshoumaru e podia sentir que ele a amava, assim como faria de tudo por sua felicidade.

A menina conversou tanto durante o caminho que nem percebeu a passagem de tempo até o riacho, quando chegou imediatamente entrou na água. Mergulhou por várias vezes até que um forte vento se fez naquele lugar e Nobuko simplesmente petrificou. Ela olhou para onde vinha aquela ventania e pode ver um par de olhos vermelhos sobre si.

– Kagura? – Ela disse incrédula.

– Humana. Achei que já havia desaparecido daqui. – Disse a youkai parecendo um pouco surpresa, mas ainda assim com um sorriso no rosto.

– O que você faz aqui?

– Acho que da ultima vez em que nos encontramos eu não fui muito clara. – Ela abriu seu leque. – O youkai com quem você mora é meu.

– Isto não cabe a você decidir... – Tentou falar Rin quando foi interrompida.

– Rin-sama, por favor, nós temos que sair daqui. – Disse Nobuko, amedrontada. Kagura olhou para ela e o sorriso aumentou.

– Por quê? Acaso Sesshoumaru vai matá-la se algo acontecer a Rin?

– Kagura-sama eu não sou a única que pode morrer se acontecer algo a Rin-sama. Então peço que, por favor, nos deixe ir.

– Oh... Infelizmente eu não posso deixar. Esta humana já durou tempo demais. – Ela se virou para Rin.

O sorriso da youkai era perverso, seu olhar amedrontador. Ela sentiu um medo que não cabia em si, não por sua vida, mas pelo que Kagura poderia fazer se soubesse que em seu ventre estava um herdeiro de Sesshoumaru.

– Salve-me Sesshoumaru... – Foi à única coisa em que Rin pode pensar, mas será que ele realmente poderia ir até lá para lhe salvar?


Notas finais
Ui, ui, ui. O que será que acontecerá?
Beijo e até a próxima.