Minha Doce Menina.
8 Quero que se sinta bem.
A linda morena olhava pela janela o astro rei que esbanjava seu esplendor. Depois de uma longa semana de tempo nublado o sol resolveu mostrar-se e dedicou-se ao aumento da temperatura. Ela esperava por um vento, mas era impossível. Já havia almoçado e resolveu então chamar sua empregada.
- Akiyo, prepare-se. Vamos ao riacho.
- Hai.
Enquanto caminhava com Akiyo podia-se perceber o quanto eram charmosas, pois ambas eram muito lindas. Os cabelos de Rin que antes eram desgrenhados mantinham-se lisos até a altura de sua cintura, a franja era um pouco maior. Não tinha muito seio, mas possuía belas pernas e nádegas fartas que eram realçadas por sua cintura fina. Akiyo tinha uma pele bronzeada. Seus olhos tinham a cor mel. Seus cabelos eram marrons e ondulados que mantinha sempre prezo, pois não gostava de se arrumar afinal trabalhava durante dia e noite. Ela tinha um busto maior do que o de Rin e belas pernas assim como nádegas, mas estas eram escondidas.
Quando chegaram ao riacho Rin imediatamente tirou sua roupa e entrou na água com um levíssimo kimono que colocou antes de sair de casa, para não se banhar nua. Akiyo continuou do lado de fora apenas observando sua senhora nadar e nadar. Rin percebendo que sua empregada não tinha intenção de entrar na água logo tratou de reverter isso.
- Akiyo, entre aqui agora! A água está maravilhosa.
- Não sei Rin-sama. Devo ficar vigiando o local, caso alguém se aproxime.
- Ah, ninguém vai vir aqui. Entre logo.
A menina vacilou um pouco e logo começou também a retirar seu kimono ficando apenas com um kimono leve como o de Rin. Soltou os cabelos deixando que eles caíssem e aproveitou o vento leve que soprou naquele momento. Rin que olhava a menina espantou-se com tamanha beleza.
- Akiyo como você é linda. – A menina enrubesceu.
- Obrigada Rin-sama.
- Agora entre e veja como a água está maravilhosa. – A menina fez menção em entrar as sentindo a água gelada sobre seus pés recuou. Rin saiu de onde estava e se colocou ao seu lado dando-lhe um abraço fazendo com que esta se molhasse toda. Ela sentiu frio e se abraçou para logo depois ser puxada. Ficou pouco tempo na água e saiu dando de cara com quem ela menos esperava ver naquele momento.
- Ra... Raiden-sama. – Ela disse completamente envergonhada pelos trajes em que se encontrava.
Raiden era um dos generais de Sesshoumaru. Ele tinha uma pele branca e cabelos negros prezos em um rabo de cabelo que batiam até sua cintura. Seus olhos eram de um tom vermelho provocantem seus lábios extremamente convidativos. Ele era alto e seu corpo era muito bem definido.
- O que uma menininha como você faz aqui? Ou melhor, duas menininhas. – Ele disse sorrindo desviando o olhar de Akiyo para Rin.
- Akiyo, você o conhece? – Disse Rin sem desviar o olhar do youkai.
- Hai Rin-sama.
- Ah, parece que enfim conhecerei a protegida de meu senhor. Permita me apresentar. Eu sou Raiden, um dos generais de Sesshoumaru. – Ele disse fazendo uma reverência a Rin.
- Prazer Raiden-sama, eu sou Rin. – Ela sorriu para ele e este desviou o olhar para a empregada a sua frente que baixou os olhos no mesmo instante.
- Peço que sejam cuidadosas senhoritas. Assim como Akiyo não me viu chegar poderia ser outro youkai com intenções maldosas.
- Hai. – Rin respondeu e Akiyo apenas se retirou do caminho do youkai.
- Certo Akiyo? – Ele disse olhando fixamente nos olhos da humana.
- Certo Raiden-sama.
- Tenho que ir agora, até logo senhoritas.
- Até logo. – Rin respondeu e ele fez uma reverência se retirando dali em grande velocidade.
Rin que ainda estava na água olhou diretamente para Akiyo que tinha as mãos em seu coração.
- O que foi?
- Nada só me assustei.
- Hum... – Ela continuou nadando e nem percebeu o que se passava com sua empregada.
O sol já estava dando espaço para os luminares da noite fazerem seu trabalho quando Rin chegou da cachoeira. Sesshoumaru que estava em sua sala conversando com Raiden, assim que percebeu o cheiro das humanas se aproximando estreitou os olhos.
- Então não há negociações a serem feitas. – Disse Sesshoumaru com os olhos fixos em Rin que por sua vez, olhava para o youkai que conversava com ele.
- Certo Sesshoumaru-sama. – Disse Raiden com um sorriso de canto dos lábios.
- Konnichiwa Sesshoumaru-sama, Konnichiwa Raiden-sama.
- Konnichiwa Rin-sama. – Respondeu Raiden e Akiyo abaixou a cabeça e escondeu-se atrás de Rin.
- Vejo que se divertiu durante a tarde. – Disse Sesshoumaru com certa ironia em sua voz.
- Sim e muito. Akiyo e eu aproveitamos maravilhosamente esta tarde de calor, não é mesmo General?!
- Sim. – Disse o youkai sorrindo para Rin.
- Rin-sama gostaria que eu lhe preparasse seu banho agora?
- Sim Akiyo e que seja bem gelado. – Ela disse, estava muito animada àquela tarde.
- Com licença. – Ela fez uma reverência e se retirou. Raiden e Sesshoumaru olhavam a empregada. O primeiro com atenção e o segundo com certo divertimento.
No horário de jantar Sesshoumaru não disse nenhuma palavra e Rin pensou que seria assim até que este resolveu se pronunciar.
- Rin, eu não quero que saia deste castelo sem que me avise.
- Mas Sesshoumaru-sama, durante o dia o senhor quase nunca está em casa e...
- Ah, ah, ah! Menina abusada não ouse questionar Sesshoumaru-sama. – Repreendeu Jaken.
- Mas é verdade, ele nunca está aqui. Então eu nunca poderei andar um pouco.
- Não seja desrespeitosa menina! – Disse Jaken ainda mais irritado.
- Cale-se Jaken e Rin você já foi avisada. – Sem mais uma palavra ele se levantou e saiu da mesa.
Agora era assim, desde o dia em que ele disse que ela deveria superar Hajime ele a tratava com muita frieza e ela não sabia o porquê daquilo. Só tinha certeza de que algo ela deveria ter feito de muito ruim para Sesshoumaru estar daquela forma e decidiu perguntar-lhe. Assim que chegou o horário de se recolher, ela se dirigiu ao quarto do youkai.
- Sesshoumaru-sama, eu posso entrar?
- Entre. – Ele estava sentado em uma das cadeiras de sua sacada. Olhava fixamente para o céu.
- Gostaria de sabe o que eu fiz de errado?
- O que quer dizer? – Ele dizia ainda sem olhar para a humana.
- Gostaria de saber o que eu fiz de errado para o senhor estar bravo comigo. – Sesshoumaru a fitou naquele instante e ela se sentiu estranhamente desconfortável com aquilo.
- Você é imprudente Rin,pode se machucar.
- Ufa, pensei que tivesse feito algo de errado. – Ela disse aliviada.
- E fez, saiu sem me avisar. Você é livre Rin, ainda é uma criança que não sabe se cuidar sozinha.
- Eu não sou mais criança e eu sei me cuidar. – Ele não a respondeu, voltou a olhar para o céu. – Sabe Sesshoumaru-sama eu sei que o senhor está assim por causa do Hajime.
Sesshoumaru olhou para Rin e dessa vez ela o olhava também, sem qualquer hesitação.
- Não diga besteiras Rin.
- Não são besteiras, eu sempre soube que o senhor nunca gostou dele.
- O problema nunca foi aquele humano e sim o que ele poderia fazer a você.
- O que ele poderia fazer a mim? – Ela disse arqueando uma sombrancelha.
- Ele já fez. – Ela se deu conta do que Sesshoumaru falava e fitou o chão.
- Eu sei que o senhor acha que eu me entreguei demais ao sofrimento, mas...
- Rin – Ele a interrompeu. – Apenas quero que se sinta bem. Logo se comprometerá e esse tipo de sentimento não é agradável aos olhos de outro macho.
"Quero que se sinta bem." Sesshoumaru nunca fora tão sincero com relação ao seu querer quanto a Rin.
- O senhor acha mesmo que eu quero me casar?
- Você queria até pouco tempo.
Ela não pôde mais responder. Sesshoumaru a havia calado com aquela resposta e ela não tinha mais argumentos. Pensou por um tempo e quando ia falar alguma coisa, um forte vento se aproximou. Era Kagura. Ela parou na sacada de Sesshoumaru e olhava diretamente para Rin.
- Ora, ora se não é a humana no quarto do meu macho. – Rin arregalou os olhos.
- Kagura, não fale como se eu a pertencesse.
- Konnbanwa meu amor. – Ela disse deslizando a mão pelo rosto de Sesshoumaru e logo fitou Rin que ficou bastante incomodada com aquilo. – Já está na hora dela saber.
- Saber o quê? – Perguntou Rin olhando fixamente para Sesshoumaru.
- Saber o que eu sou deste youkai.
Notas finais
Beijo e até a próxima.
Obs.: Kagura estraga prazeres.
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