Notas iniciais
Preparem seus corações meninas. A partir deste capítulo a coisa vai ficar feia.
Boa leitura.

O dia nasceu nublado, estava frio. O vento soprava forte. Sesshoumaru olhava pela janela, já se chegara o prazo da volta de Raiden e ele não deu notícias.

Desde que voltara de sua saída, Sesshoumaru tentou resolver o máximo possível de problemas em casa, tinha certeza de que as notícias que Raiden traria, iriam nortear sua decisão ou mesmo o fariam partir.

Pelo que soube das mensagens que lhe foram enviadas, podia se perceber que logo partiria para uma longa jornada e ainda correria o risco de não ver o nascimento de seu filho. Mas ele prometera a Rin que estaria com ela no momento em que a criança fosse nascer e assim o faria, afinal dera sua palavra.

O inimigo era astuto, ardiloso, mas ele era Sesshoumaru. O Daí Youkai filho de Ino no Taisho, possuidor das espadas Tenseiga e Bakusaiga, não perderia uma batalha facilmente, alias a muito não encontrava um inimigo a sua altura.

Seus pensamentos sobre as guerras e as batalhas que teria de enfrentar logo se dissiparam quando sua esposa, aquela que carregava sua herança no ventre, colocou suas duas mãos quentes e pequenas sobre seu tórax. Ela o abraça por trás e ele se virou.

– Algo o preocupa, meu bem? – Perguntou Rin com olheiras pela noite mal dormida.

– Não. Apenas estou à espera de Raiden. – Ele disse em seu tom habitual.

– Verdade, o prazo de trinta dias já se passou.

– Ele não é um youkai de atraso. – Observou Sesshoumaru.

– Não se preocupe. Logo ele estará aí. Não perderá a oportunidade de ver logo sua esposa – Ela disse sorrindo e depois depositou um beijo nos lábios do youkai que correspondeu.



Ela já não podia mais se segurar, o orgasmo logo chegaria. Por toda a caverna eram ecoados os gemidos e palavras de incentivo que Akiyo reproduzia. Yosuke já tinha os olhos vermelhos, o prazer já chegara para ele e com o aumento das estocadas, o ápice chegou para ela também.

Descansaram seus corpos um sobre o outro, Akiyo estava por baixo e sentia o youkai alisar seus cabelos.

– Amo seus cabelos. – Ele disse a ela, com um pequeno sorriso. Mas ela não sorriu aquelas palavras a lembravam Raiden e ele estava há muito tempo fora, tinha a impressão de que logo chegaria. Ele percebeu isto. – O que houve?

– Nada. Por quê?

– Não costuma ser tão séria depois que fazemos amor.

Isso mesmo. Akiyo e Yosuke eram amantes. Todos os dias, sem exceção durante o tempo em que Raiden estivera fora, eles se encontraram na caverna para satisfazerem seus desejos.

Ela em nenhum momento sentiu-se culpada, muito menos ele. Estavam apaixonados e não se preocupavam com o que podia acontecer se fossem descobertos. Akiyo principalmente, ela pensava somente que Yosuke era um youkai e que nunca ninguém se atreveria a tocá-la, pois ela sabia que ele a defenderia a qualquer custo. Mas a pobre infiel não sabia como eram as leis youkais e muito menos o que poderia fazer.

Se Raiden voltasse? Se Raiden descobrisse? O que seria dela? O que seria de Yosuke? O que seria se Nobuko? Ela não sabia por que, mas aqueles pensamentos a tomaram aquele dia de uma forma que ela não conseguia compreender. Estava com um mau pressentimento.

Mas foi tirada de seus pensamentos pelos lábios de Yosuke que tomaram os seus em um beijo calmo.



Rin deixou seus braços caírem ao lado do corpo. Estava exausta, precisava dormir. Sentiu muito enjôo durante a noite e tudo o que tentou comer, colocou para fora. Nem mesmo poderia sentir um cheiro que se sentia totalmente enjoada e colocava-se a vomitar. Aquele era um estágio muito chato da gravidez, mas logo passaria e ela sabia disso. Sentiu mais uma forte tontura e decidiu que ela melhor descansar.

– Meu bem, acho que vou me deitar. – Ela avisou com os olhos fechados e uma das mãos sobre estes.

– Faça isso, mas não sem se alimentar. – Ele advertiu.

– Não tenho fome e creio que se comer, vou colocar para fora. – Ela abriu os olhos e o fitou, os olhos alegres da menina agora estavam muito sofridos.

– Descanse. – Ele disse simplesmente, era a única coisa que ela poderia fazer.

– Poderia me fazer companhia? – Rin disse de um modo que ele não conseguiu negar e começou a caminhar em direção ao quarto na frente da moça.

Quando lá chegou ela imediatamente dirigiu-se ao quarto de banho, onde vomitou apenas um liquido verde, pois tudo o que comera já havia saído em outros vômitos. Ela lavou o rosto e a boca depois, recostou-se a parede do banheiro. A cabeça doía muito. Deitou-se ao lado de Sesshoumaru na cama.

Ele apenas acariciou o rosto da moça e ela se aproximou dele, colocando seu rosto em seu peito. O youkai decidiu colocá-la para dormir e começou a acariciar seus cabelos. Não muito tempo depois a humana já estava entregue ao sono.

Sesshoumaru depositou-a cuidadosamente na cama e continuou a observá-la. Os enjôos que ela sentia haviam aumentado e mesmo que fosse normal do período de gestação o estavam deixando preocupado. O youkai se aproximou da humana e colocou a mão sobre sua barriga. Nunca se imaginou pai e agora experimentava a maravilhosa sensação de amar incondicionalmente um ser tão pequeno e indefeso que ainda estava se formando no ventre daquela que ele amava.

Ele sabia que se fosse outra fêmea não o faria tão feliz e realizado. Sabia que com Rin era diferente. Sabia que Rin era única, afinal ela foi à única capaz de tomar seu coração, de fazer o youkai mais frio já existente ter alguém para proteger, cuidar e amar.

– Você é especial minha Rin. – Disse o youkai que depositou um beijo na testa de sua amada adormecida.



Mais um beijo foi dado nos lábios da menina que já estavam doloridos. Ela sorriu quando o terminou, mas este foi desfeito quando um raio cortou o céu.

– Mas o que aconteceu com o tempo? – Ela disse se levantando para olhar do lado de fora da caverna e pode ver o céu completamente carregado de nuvens negras. Iria chover e muito. Ventava bastante.

Yosuke a abraçou por trás e depositou um beijo em sua bochecha.

– Não se preocupe minha Akiyo. É só o tempo. – Ele disse reconfortando-a.

– É. Só o tempo. – Ela não estava convencida, já havia visto uma tempestade como aquela se formar rapidamente uma vez e não foi por fatores de tempo.



Ela chorava há muito tempo, não sabia quantas lágrimas tinha para chorar, mas queria chorar. Ela foi muito burra e inocente, acreditou em algo que não existia, se entregou a algo que não existia e saiu machucada por querer fazer o amor de sua vida feliz. Aquilo só podia ser mentira, aquelas palavras eram mentiras.

– Não pode ser... – Soluçava. – Isso é mentira.

Ele não a olhava, apenas concentrava-se ao que acontecia a quilômetros a sua frente. A ira tomara seu corpo de tal maneira que não foi capaz de conter seu sangue youkai. Sua vontade era matá-la. Iria matá-la. Certamente.


Notas finais
A verdade foi descoberta e agora? Rin passa mal novamente. Será mesmo que ela vai aguentar gente?
Beijo e até a próxima.