Minha Doce Menina.

12 O quanto podia esquentar.


Notas iniciais
Muito calor por aí?! Porque neste capítulo está.
Boa leitura.

Lindos raios quentes emanados do astro rei adentravam as janelas naquela manhã. Um leve vento passou pela janela trazendo o frio à pessoa que dormia como um anjo em uma cama realmente macia. Ela espreguiçou-se um pouco. Manhosa para logo depois sentir uma dor em seu rosto, colocou a mão sobre o local e sentiu a dor aumentar imediatamente lembrou-se do que havia acontecido na noite passada.

Rapidamente Akiyo abriu os olhos e estranhou o lugar que estava: era um enorme quarto iluminado e bem arejado. Estava deitada sobre uma grande cama e sua roupa não era a mesma da que saiu na noite anterior. Sentou-se na cama e tentou se lembrar do que havia acontecido, mas nada vinha a sua mente, só lembrava-se do homem sentado sobre si uma forte dor e tudo ficar escuro.

- Será que ele abusou de mim? – Ela pensava até que alguém a tirou de seus pensamentos.

Uma youkai bateu a porta e a moça mandou que entrasse. Ela olhou espantada para a youkai desconhecida e esta olhou para ela.

- Ohayo Gozaimasu Akiyo-sama. – A youkai reverenciou-a.

- O... Ohayo. – Ela disse meio confusa pelo tratamento que lhe era dado.

- Gostaria de banhar-se ou tomar seu desjejum agora?

- Gostaria que me desse uma informação.

- Sim senhora.

- Onde eu estou?

- Na casa de Raiden-sama. – No mesmo instante a menina abriu a boca espantada.

Rin dormira muito mal aquela noite. Sem ter notícias de Akiyo ou Raiden, ela ficou extremamente preocupada. Assim que saiu para seu desjejum encontrou um Sesshoumaru meio distante á mesa, enquanto Jaken tagarelava como sempre. Ela sentou-se e o olhou, mas ele sequer se deu ao luxo de responder o olhar. No instante em que foi dançar com Raiden, ela sabia das conseqüências que aquilo poderia lhe causar.

- Ohayo Gozaimasu.

- Ohayo menina Rin. – Jaken respondeu, ela olhou para Sesshoumaru e nada. Nenhuma palavra.

Depois de alguns instantes, o grande inu youkai levantou-se e se dirigiu a sala de negócios. Pela mente de Rin, nem passou a idéia de segui-lo ou mesmo tentar conversar. Ela estava cansada demais de tentar e tentar chamar sua atenção. Deixaria de lado, se ele queria sua frieza a teria.

Uma serva se dirigiu a Jaken e pelo o que ouviu o pequeno youkai irritou-se profundamente.

- O que esses servos pensam que são? Ela é uma empregada de Sesshoumaru-sama! – Resmungou o youkai que se retirou indo atrás de seu senhor. Rin não pode conter sua curiosidade e levantou-se para saber. Escondeu-se atrás da porta e atentou para ouvir a conversa.

- O que quer Jaken?

- Sesshoumaru-sama a empregada pessoal de Rin, Akiyo não compareceu ao serviço hoje.

- E nem comparecerá.

- O senhor sabe onde ela se encontra?

- Na casa de Raiden.

- Mas o que ela está fazendo lá?

- O que ela faz ou deixa de fazer não é da sua conta, eu permiti que ela não comparecesse aos seus afazeres hoje.

- Hai Sesshoumaru-sama.

- Como assim ela não virá porque está na casa de Raiden? – Rin saiu do local onde estava animada pelo que acabara de ouvir.

- Ela sofreu um atentado ontem, está machucada e ficará aos cuidados de Raiden que a salvou de um estuprador que já foi morto.

- Pobre Akiyo, foi um erro permitir que ela saísse sozinha. – Rin colocou a mão em seu coração.

- Ela já está bem. – Sesshoumaru começou a fitar um ponto fixo, ignorando a presença de todos ali.

- É claro que está, porque está aos cuidados de Raiden. – Sesshoumaru olhou-a com fúria.

- Menina insolente, Sesshoumaru-sama com certeza cuidaria dela melhor!

- Eu também concordo. Sesshoumaru-sama com certeza cuidaria dela muito melhor. Melhor inclusive que a nós dois Jaken-sama porque é isso que ele tem feito agora. – Jaken abriu a boca por tamanha afronta de Rin a Sesshoumaru.

- Aonde quer chegar Rin? – Indagou Sesshoumaru.

- Há lugar algum meu senhor, foi apenas uma observação. – Ela se virou para sair.

- Jaken saia. – A menina entendeu que deveria ficar ali, pois Sesshoumaru teria uma longa conversa com Rin.

- Senhora, desça para tomar seu desjejum. – Disse à empregada que terminava de amarrar o haori nas costas de Akiyo.

- Pode me guiar, por favor?

- Sim senhora.

A humana desceu degrau por degrau calmamente, pois não sabia onde estava e nem para onde ir. A youkai a levou até um jardim onde havia uma pequena mesa com apenas dois lugares e um já estava ocupado. Por ele, Raiden. A empregada puxou a cadeira para que Akiyo se sentasse e esta assim fez muito envergonhada.

- Ohayo Akiyo. – Disse Raiden com um enorme sorriso.

- Ohayo Gozaimasu Raiden-sama. – Ela disse com a cabeça baixa, não queria ter de enfrentar aqueles olhos vermelhos que tanto a seduziam.

- Como se sente?

- Estranha.

- E por quê?

- Acordei em um lugar estranho e nem sei como vim parar aqui. – Ele riu.

- Claro, quando a trouxe estava desacordada. – Ela sentiu medo, mas precisava perguntar. Levantou a cabeça.

- Raiden-sama, aquele homem ele abusou de mim? – A expressão de Raiden mudou completamente.

- Não e nunca mais ele tentará fazer tal coisa a você ou qualquer outra.

- O senhor, o matou?

- Sim.

- E me salvou?

- Sim. – Ela abriu um enorme sorriso.

- Muito obrigada Raiden-sama. Sei que palavras não são suficientes para agradecer.

- Se continuar sorrindo desse jeito para mim, eu é que vou ficar em falta com você. – Ele sorriu largamente e a menina corou, mas no mesmo instante ela lembrou-se de Rin e da noite passada.

- E como foi à festa?

- Não muito agradável e pelo visto para você também já que saiu chorando de lá.

A menina voltou a baixar a cabeça. Não queria falar sobre aquele assunto para não dar pistas sobre o que sentia. Ele saiu de seu lugar e se abaixou ao lado da moça, que fez um esforço enorme para não olhar-lhe.

– Posso lhe pedir uma coisa? – Ele disse com a voz sedutora.

- Hai. – Ele colocou seu dedo indicador no rosto da empregada que foi obrigada a dirigir seu olhar para aqueles olhos provocantes a sua frente.

- Não me prive do seu olhar, tendo olhos tão lindos e diferentes. – Um sorriso maroto saiu dos lábios do youkai.

- Sim senhor.

- E também gostaria que soltasse os cabelos, você fica linda quando os deixa livre. Posso? – Ela balançou a cabeça afirmando e as mãos do youkai soltaram as madeixas marrons deixando a moça ainda mais linda naquele momento.

- Muito obrigada por tudo Raiden-sama. – Ele sorriu para ela e logo seu sorriso desapareceu quanto percebeu o quanto sua bochecha estava roxa.

- Hum...

- O que foi? – Perguntou Akiyo preocupada.

- Parece que aquele homem a machucou de verdade. – Ela colocou a mão em sua bochecha e sentiu um incomodo com aquilo.

- Já vai passar. – Ele se levantou e se sentou em sua cadeira.

- Akiyo, alimente-se muito bem.

- Perdoe-me Raiden-sama, mas eu tenho que ir para o castelo. – Ele sorriu de lado.

- Não, hoje você ficará aqui.

- Mas...

- Sesshoumaru-sama já sabe e autorizou. Você só voltará para o castelo quando eu a levar.

Ela estava com as mãos na cintura, esperando que Sesshoumaru respondesse.

- Contenha-se.

- É isso tudo o que tem a me dizer? Agora eu tenho certeza que Raiden estava errado. – Sesshoumaru arqueou a sombra celha.

- E no que Raiden estava errado.

- Ele me disse que o senhor tem sentimentos, mas somente eu posso fazer com que os demonstre.

- E agora que sabe disso, o que pretende fazer?

- Nada, porque o senhor não pode sentir absolutamente nada. Raiden estava errado. Ele é o único youkai que eu conheço que pode demonstrar sentimentos. Sesshoumaru-sama eu acabei de lhe dizer que sinto falta da sua voz, da sua companhia e o senhor nada. Mas eu sou muito ingênua, ainda acreditei mesmo que pouco nas palavras dele, agora vejo o quanto estou certa e ainda acrescento que mais frio que o gelo é o seu coração.

Ela deu as costas á Sesshoumaru e deu somente dois passos, pois logo depois o youkai a segurou pelo braço a fazendo se virar. Ele olhava furiosamente para Rin, seus corpos estavam muito próximos. Ela o encarava com audácia.

- Menina insolente.

- Youkai frio.

- Não ouse me dar às costas mais uma vez Rin. – Ela se soltou de Sesshoumaru.

- Eu te dou as costas quando quiser, o senhor deveria também ser frio demais para se importar com isso. – Ela se virou mais uma vez e ele a segurou.

- Vou lhe mostrar o quanto a sua insolência pode lhe custar.

- E como vai fazer isso?

Ele não pode esperar mais, Rin o afrontando e irritando daquele jeito estava o deixando louco. Então resolver ceder à vontade que a muito guardara.

- Assim.

Sem esperar ele colou seus lábios aos de Rin. Beijando-a de tal maneira que ele a curvava para trás, saciando seu desejo pelos lábios da menina. Acabou a rodando e colocando-a sentada em cima da mesa. O beijo de Sesshoumaru era feroz e ardente, despertando em Rin um calor que nunca antes ela havia sentido. Ele estava entre suas pernas e a puxou para mais perto de si. Segurava com a mão esquerda seu cabelo e a mão direita sua coxa, apertava-a. Ele beijava tão intensamente Rin que ela acabou esquecendo-se de respirar, mas aquilo era uma sensação maravilhosa não pararia. Sesshoumaru continuou intensificando o beijo até que ela não podia mais conter a pressão que ele fazia sobre si e acabou deitando-se sobre a mesa, depois de alguns segundos ele separou seus lábios dos dela. A expressão de Rin estava maravilhada, ela estava boquiaberta.

- Agora tire suas próprias conclusões. – E ele se virou caminhando lentamente e mostrando a Rin o quanto ele podia esquentar também. Ela ainda não acreditava naquilo ao mesmo tempo em que precisava de muito mais daquilo.

Notas finais
UOU que pega do Sesshoumaru na Rin. Será que ela gama?
Beijo e até a próxima.