Minha Doce Menina.
14 Muito além do prazer.
Notas iniciais
Boa leitura.
– Eu preciso ocupar minha mente Akiyo. – A menina reclamava com a empregada que acabara de chegar da casa do General que a trouxera até ali e certificou-se de que estava tudo bem com ela física e pessoalmente.
– Rin-sama eu não sei o que fazer.
– Pense em qualquer coisa Akiyo. Qualquer coisa. – A empregada pareceu pensar e depois um brilho de luz passou por seu rosto.
– Já sei! Posso ensinar a senhora a dançar como meus antecedentes. – Rin gostou da idéia.
– Claro, até porque eu não tenho nenhum jeito para dançar... – Ela disse com pesar. – Mas pode me ensinar Akiyo.
– Agora?
– Claro. – A empregada pareceu em dúvida. – Por favor...
Mediante ao rosto suplicante de sua senhora, ela decidiu começar. Rin percebendo que Akiyo havia aceitado por sua expressão sentou-se em um sofá e começou a observar. Elas estavam na sala e Akiyo dançava de costas para o caminho que levava até aquele cômodo.
Akiyo começou a cantarolar uma musica e encostou as duas mãos na parede. Começou a fazer um movimento circulatório com o quadril. Depois se virou de costas e começou a fazer movimentos ondulatórios com a barriga. Ela soltou-se da parede e movimentava os quadris para as laterais e alternava horas para trás, para frente e para o lado. Os braços moviam-se delicadamente ao lado do corpo.
Ela parou para olhar para Rin que tinha um enorme sorriso em seu rosto.
– Pode fazer a parte da parede de novo? – Pediu Rin sorrindo enormemente.
– Sim, senhora.
E a menina voltou a encostar-se na parede. Suas nádegas estavam encostadas nesta e ela começou a desencostar desde essa até sua cabeça, rapidamente ficou de frente para a parede e colocou as duas mãos nesta. Rodando o cabelo. Virou-se de frente para Rin mais uma vez balançava os quadris.
O sorriso de Rin denunciava algo que Akiyo não entendia, mas ela sabia que vindo de sua senhora ela estava aprontando.
– Agora sua vez Rin-sama. – Disse a empregada.
– Porque não continua você, ao que sei ontem não me mostrou tudo o que sabe dançar.
Akiyo gelou e o sorriso de Rin aumentou. A menina não tinha mais ciúmes da serva, pois na conversa da manhã anterior Sesshoumaru mandou que ela parasse com aquelas “idéias desnecessárias” como ele mesmo disse.
Calmamente Akiyo se virou e viu Raiden encostado a parede sorrindo para a moça.
– Ra... Raiden-sama. – Ela gaguejava.
– Acho que minha oportunidade de vê-la dançar completamente chegou.
Rin para atear fogo resolver provocar.
– O senhor a viu dançando? – A inocência fingida em sua voz.
– Ah, vi. Mas a dança que vi não pode ser comparado a esta que ela acabou de lhe mostrar. – Akiyo corou instantaneamente.
– Hum, então você andou dançando para Raiden-sama Akiyo? – Rin falava divertida.
– Não é nada disso Rin-sama, quer dizer dancei, mas foi só uma demonstração e nem foi assim. — Ela dizia nervosa.
– Não tem problema, continue dançando. – Disse Rin.
– Des... Desculpe mas não posso.
– E porque não? – Perguntou Raiden que estava de braços cruzados olhando diretamente para a moça.
– Por que... Por que... Eu tenho que preparar a refeição de Rin-sama. Com licença. –Rapidamente a moça sumiu das vistas dos dois morenos naquela sala.
Rin gargalhava, nunca tinha visto Akiyo daquela forma tão envergonhada. Raiden olhava para Rin com um sorriso de lado.
– Foste muito má com ela. – Disse Raiden.
– Não fui e o senhor deveria me agradecer, pois teve uma visão dos deuses.
– Realmente a visão daqui foi maravilhosa. – Ele disse sorrindo maliciosamente. – Mas vou falar com ela. Até logo Rin-sama.
– Até logo Raiden-sama. – Ela ainda sorria e balançava a cabeça.
De repente levantou e tentou imitar os passos de Akiyo principalmente os da parede que ela achou muito mais sensuais. Ela até que levava jeito, mas ainda havia um longo caminho a ser levado até a perfeição. Estava tentando até que algo a interrompeu.
– O que está fazendo menina. – Ela levou um susto e quando se virou Sesshoumaru e Jaken estavam atrás de si.
– Nada Jaken-sama apenas estava tentando dançar. – Ela disse emburrada.
– Desta maneira?
– Ah, Jaken-sama o que o senhor pensa não me importa.
– Não seja desrespeitosa menina...
Sesshoumaru parou de ouvir, estava intacto com a forma com a qual Rin movia-se naquela parede. Os olhos latejaram de tanto desejo e ele não retirou-os da menina. Ela continuava a discutir com Jaken quando percebeu que o youkai não tirara os olhos de si.
– Não quero mais falar com o senhor Jaken-sama baka. – Ela disse fechando os olhos e movimentando os quadris. Sesshoumaru ainda a olhava.
– Sua insolente, será castigada por tamanha falta de respeito.
– Jaken cale-se. – Jaken saiu resmungando e Rin aproximou-se do youkai. — Rin tome cuidado ao fazer esse tipo de dança por aqui à vista de todos.
– Porque Sesshoumaru-sama?
– Pode atrair olhares maldosos de alguns empregados.
Ela chegou perto do youkai. Colocou-se de costas ao peito forte do mesmo e tentou dançar como Akiyo dançara na parede. Sesshoumaru viu-se encurralado naquele momento.
– Atraiu seu olhar maldoso meu senhor? – Ela dizia sussurrada mente se virando para o youkai ainda com os braços em volta de seu pescoço. Agora fazia movimentos circulares como os de Akiyo, mas não eram tão perfeitos quanto os dela.
– Rin, não pense que me tem em suas mãos.
– Claro que não, até porque eu quero estar em suas mãos.
– Já sabe as condições.
– Não gosto delas.
–Então fique longe de mim. – Ela soltou os braços do youkai e começou a caminhar e logo depois parou.
– Sesshoumaru-sama, porque o senhor decidiu que me quer como sua esposa?
– Porque eu a desejo muito além do prazer.
A menina sentiu todas as células de seu corpo estremecessem quando ele disse aquelas palavras. O youkai aproximou-se da moça, encostando seu peito às costas da menina e sussurrou aos ouvidos dela:
– E você sabe disso.
Outro arrepio mais desta vez mais intenso correu pela espinha de Rin.
– Oh, Sesshoumaru-sama. – Ela se virou encarando os lábios tão convidativos daquele youkai. — Porque tem de ser assim?
– É o correto a se fazer Rin.
– Eu não quero sentimentos Sesshoumaru-sama. Não sou mais a mesma menina inocente.
– Iie, você ainda é minha doce menina.
Ela não podia mais com aquilo, jogou-se aos braços de Sesshoumaru e beijou-lhe com toda a sua vontade. O youkai correspondeu colocando suas mãos na cintura da moça a trazendo para si. Ele sabia que ela nutria sentimentos por ele e sabia também que ela tinha medo de deixá-los escapar para não sofrer mais. Pois em seu coração não haveria espaço para outra grande decepção.
Akiyo correu com a mão em seu coração, esperava tudo menos que Raiden a visse daquela maneira. Estava na cozinha iria começar a preparar o almoço quando ouviu uma voz a chamar.
– Akiyo, me siga.
Todos os empregados que estavam no local olharam para a menina. Ela se retirou dali e seguiu o youkai. Ele caminhou sem nenhuma palavra até chegarem a uma parte bem discreta do jardim, onde não seriam incomodados. O youkai parou e a menina junto com ele, logo depois este se virou. Deu passos lentos até a moça que ficou nervosa sem saber o que ele faria. Ele podia ouvir o seu coração e sorriu com aquilo.
– Porque seu coração acelera quando está comigo?
– É... É por que...
– E porque as palavras lhe fogem aos lábios? – Ela não respondeu e ele colocou-se bem próximo a moça. Estendeu a mão ao rosto da menina levantando-o e depois virou-o de lado, para ver a marca que ali estava.
Ela esperou que ele terminasse a análise e a soltasse.
– Não acha que está esquecendo-se de alguma coisa?
– Não... Ah! – Ela lembrou-se. Tinha ido à cozinha e lá prendeu o cabelo para higiene no preparo do alimento, mas como havia dito na presença de Raiden ela soltá-los-ia. Rapidamente desfez o coque que o prendia e a suas longas madeixas caíram por sobre os ombros. Ele continuava com a mão no rosto da moça.
– Akiyo olhe para mim. – Ela relutou mais olhou. Seus olhos cor de mel encontraram-se com os intensos olhos vermelhos. Ele encostou sua testa a da moça e fechou os olhos. – Porque foge de mim Akiyo?
– Eu não fujo.
– Foge e se esconde...
– Eu simplesmente não consigo Raiden-sama, na sua presença meu corpo não reage. –Ela dizia isso inocentemente. Raiden abriu os olhos e sorriu.
– Eu causo isso? E como?
– Assim como está fazendo agora. Eu me esqueço até de... De respirar...
– Você sabe o que é isso Akiyo?
– Acho que sei...
– Isso é paixão.
– Raiden-sama eu já tirei essa esperança do meu coração. O senhor é um youkai e eu uma simples humana.
– Shhhhhhhhh... Não fale mais nada, já disse que me ama depois destas palavras. – Ele abaixou seu rosto e tentou beijar a moça a sua frente, mas ela esquivou-se.
– Raiden-sama... Espera...
– O que foi?
– Eu não posso fazer isso aqui, é meu trabalho. – Ele sorriu.
A verdade era que depois do dia em que passara com Akiyo, Raiden percebeu que ela gostava do mesmo só não teria coragem para lhe falar isso. A atitude então teria que vir dele e o mesmo não perdeu tempo. Tinha ido ali por outro motivo, para ver se ela estava realmente bem se seu rosto estava melhor, mas quando a olhou tão linda e sozinha naquele lugar com ele seus instintos mandaram que ele não perdesse aquela chance.
Os lábios macios e quentes de Sesshoumaru abrasavam os de Rin. Ela parou o beijo para recuperar o fôlego e olhou para o youkai. Depois o abraçou. Sesshoumaru correspondeu ao gesto, sem deixar de notar o quanto ela estava confusa por seus próprios sentimentos. Daria tempo a Rin, daria o tempo que ela desejasse. Ela a queria e antes de tudo a queria muito feliz.
Notas finais
Beijo e até a próxima.
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