– Sesshoumaru. — Rin levantou-se e se jogou aos braços do youkai depositando vários beijos em seus lábios.

Por um momento a humana achou que ficaria presa naquela ilusão durante toda sua vida, mas ela conseguiu lutar, conseguiu sair. Seu amor por Sesshoumaru não permitiria aquilo, ele o traria de volta a realidade que ela tanto amava.

– Eu pensei que não fosse mais voltar. – Disse com os olhos cheios de lágrimas. – Quando vi toda minha vida ao lado de Hajime, meu coração dizia que não era verdade e que eu tinha que lutar. Mas eu tive a sensação de que não sairia dali.

Ele a abraçou.

– Acalme-se minha Rin. Este era apenas um teste para seu coração. Você provou que me ama e é merecedora de meus sentimentos.

Ela apertava o abraço e as palavras do youkai acalmavam seu coração.

– Agora você é minha fêmea e será para sempre.

O youkai levantou o rosto da menina e a beijou. Depois a deitou na cama. Amar-se-iam outra vez.



Depois de uma longa noite de sono Akiyo acabou despertando. Mexeu-se gostosamente na sua cama macia. Estava entregue a preguiça, queria ficar ali e não levantar mais. Até que sentiu leves ventos batendo em seu rosto e abriu os olhos.

– AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHH! – A menina girou e acabou caindo da cama. Havia se deparado com os dois olhos vermelhos de Raiden abertos sobre si e o susto foi inevitável. O youkai sentou-se na cama, passando a mão pelos cabelos.

– Normalmente as fêmeas ficam felizes quando acordam e me tem ao seu lado.

– Então eu não sou uma fêmea normal! O que você está fazendo aqui?! – Ela disse se levantando do chão.

– Você me pediu para fazê-la dormir.

– Sim e depois era só ir embora. – Ela começou a ajeitar a roupa.

– Eu tentei, mas você não deixou. – Ele se levantou da cama e aproximou seus lábios do ouvido da moça. – Disse que meu abraço era bom demais para me deixar ir embora.

Ela estremeceu um pouco. Há muito tempo não tinha Raiden tão próximo de si. O youkai soltou um sorriso de canto dos lábios e saiu do quarto. A menina colocou a mão no coração. Aquele havia sido um susto e tanto, mas assumiu também que queria se assustar assim todas as manhãs.

Depois de fazer sua higiene matinal, Akiyo desceu para tomar o seu café da manhã. Este seria onde Raiden gostava, no jardim. Quando chegou ele já estava lá fazendo sua refeição. Ela se sentou.

– Bom dia Seiko.

– Bom dia Akiyo-sama. Como se sente hoje?

– Bem.

– Não vai me dar bom dia Akiyo? – Disse Raiden ainda mirando sua refeição.

– Achei que já tivéssemos nos cumprimentado hoje. – Disse o fitando.

– Se acha que aquilo foi um cumprimento... – Ela revirou os olhos.

– Bom dia Raiden.

– Bom dia. – O café da manhã foi servido e eles começaram a comer. Ela estava com muitas palavras entaladas em sua garganta e decidiu falar. – Olha, eu não te entendo! Anteontem, quando cheguei aqui, nem ao menos falava comigo. Ontem dormiu ao meu lado e hoje quer que eu o cumprimente.

O youkai olhou para a menina ainda mastigando e depois falou.

– Sabe que eu não resisto á você. – Disse com um sorriso safado no rosto. Ela corou no mesmo instante. Havia se esquecido de como Raiden era terrível.

– Não sorria assim Raiden, me deixa com mais raiva de você. – O sorriso dele aumentou.

– Mentira, te deixa com mais vontade de mim. – Se antes ela podia estar vermelha, agora mesmo havia ficado mais e o youkai gargalhou com a expressão da menina.

– Isso mesmo! Se aproveite do meu estado sensível, mas lembre-se que ele acaba. – Disse meio irritada.

– Eu sei. – Comeu mais um pouco. – E eu adoro a outra Akiyo.

Ela desistiu de conversar com ele.

– O que aconteceu para que você voltasse ao normal tão de repente, hein?!

– Jamais contarei. – Ele disse de olhos fechados e depois voltou a comer.



Sesshoumaru alisava os cabelos de sua amada enquanto ela ainda dormia. Já havia passado da hora de acordar, mas ele não a chamaria. Com certeza estava muito cansada pela noite em que passara fazendo amor intensamente com Sesshoumaru. Ela soltou um longo suspiro e depois acordou.

– Bom dia minha Rin. – Ainda meio manhosa ela o respondeu.

– Bom dia.

Ele beijou a testa da menina e continuou alisando seus cabelos. Ela se espreguiçou.

– Eu não quero levantar... – Disse voltando a fechar os olhos e abraçar Sesshoumaru.

– Não precisa, pode voltar a dormir.

– Você vai sair? – Ela perguntou abrindo apenas um olho.

– Sim. – Ela fechou e suspirou. – Não demorarei em voltar.

– Tomara. – Ele a abraçou fortemente.

– Aproveite para repor suas energias. – Disse o youkai em um tom malicioso. Ela abriu os olhos.

– Com certeza. – E o beijou. Ele ficou com ela até que voltasse a dormir e se preparou para sair.

Depois de muito tempo, Rin acordou. Isso porque Nobuko bateu a porta.

– Boa tarde Rin-sama. O almoço está pronto, deseja que o sirva agora?

– Não, eu quero dormir mais um pouco...

– Mas Sesshoumaru-sama ordenou que a senhora se alimentasse. – Ela levantou a cabeça para olhar a empregada.

– Tudo bem, eu irei me banhar e já como.

A humana se levantou e foi para o quarto de banho. Ficou lá por um bom tempo, refrescando-se na água fresca. Quando terminou desceu para fazer seu desjejum e encontrou um Jaken muito sem graça a mesa.

– Olá Jaken-sama.

– Olá menina Rin.

– O senhor não deveria ter saído com Sesshoumaru? – O pequeno youkai verde a olhou de lado com desconfiança e ela percebeu.

– Rin você foi mesmo marcada? – Perguntou.

– Sim, o senhor quer ver? – Sem esperar a resposta ela abriu o kimono.

– NÃO SEJA INCONSEQUENTE MENINA! — Gritou o pequeno youkai batendo com o bastão de duas cabeças na cabeça de Rin.

– O que o senhor achou que eu ia fazer? Ero Jaken-sama.

– Não seja desrespeitosa...

– Ah, ta. Olhe Jaken-sama. – Ela baixou um pouco o kimono em seu ombro. – Sesshoumaru fez um corte aqui.

Rin se virou para o pequeno youkai verde que pode ver a marca de uma meia lua, meia lua esta idêntica a que ficava na testa de seu senhor.

– Oh! Então ela é mesmo a fêmea dele! – Pensou Jaken espantado. — Mas agora como devo chamá-la?

– Rin-sama... Onde foi Sesshoumaru-sama? – Rin que ajeitava seu kimono espantou-se. Do que ele a chamara?

– Jaken-sama... – Ela o olhou docemente. — Não precisa me chamar assim. Afinal, eu sempre serei a pequena Rin.

A menina saiu de seu lugar e abraçou apertado o pequeno youkai verde. Que começou a sorrir, mas logo depois tomou uma postura séria.

– Me solte menina. – Ela se soltou e voltou a seu lugar.

– Agora vamos comer Jaken-sama porque eu estou com muita fome.

A menina foi servida e comeu uma grande quantidade de comida aquele dia. Estava muito feliz, como há tempos não se via. Realmente era perceptível nela o amor por Sesshoumaru e a felicidade que ele a proporcionara. Ela tinha sua marca, ele provara seu amor. E dali em diante seria feliz para sempre. Pelo menos era o que ela achava.


Notas finais
A vida de Rin anda muito boa, não?
Beijo e até a próxima.