Minha Doce Menina.

44 Dificuldades e limitações.


Notas iniciais
Foi muito difícil escrever este capítulo, mas eu espero que vocês gostem.
Beijo.

O dia amanheceu nublado, prometia ainda muita chuva. No quarto do senhor e da senhora das Terras do Oeste, Sesshoumaru velava o sono de sua fêmea que dormia lindamente. Ele sabia que logo ela despertaria então decidiu esperá-la antes de sair.

Não demorou muito e ela deu um longo suspiro. O sono já havia a abandonado. Ao abrir os olhos ela deparou-se com os orbes dourados de Sesshoumaru e sorriu.

- Bom dia meu amor. – Ela o cumprimentou.

- Bom dia minha Rin. Como se sente. – Um ronco em sua barriga deu a resposta.

- Faminta! – Ela exclamou levantando-se animadamente da cama.

- Logo o café da manhã será servido.

- Hai, então eu vou me banhar e já volto. – Ela disse sorrindo para o youkai que apenas a observou sair.

Rin fez toda sua higiene matinal e depois voltou para seu quarto, mas não encontrou Sesshoumaru ali como esperava. Sentou-se na cama mais uma vez e iria se deitar, mas sentiu um enorme dor na barriga que a fez se curvar. Ela ofegava. O que havia de ser aquilo?

Sesshoumaru entrou no quarto e viu Rin assustada. Aproximou-se dela.

- O que foi? – Ele a perguntou surpreendendo-a mais uma vez. Ela o olhou e pensou muito antes de responder.

- Nada meu bem. Vamos descer? – Ela se levantou tentando disfarçar a dificuldade que a impedia de realizar os movimentos perfeitos. Eles desceram e encontraram Jaken no caminho. Sesshoumaru o olhou fazendo sinal para que ele esperasse. Rin continuou o caminho, estava tão assustada que nem percebeu quando Sesshoumaru parou de caminhar ao seu lado.

- Suspenda a viagem. – Disse o grande youkai.

- Por que Sesshoumaru-sama? – Disse Jaken preocupado.

- Rin já começou a sentir as dores. Posso sentir uma leve energia sinistra emanando dela.

- Ah! – Jaken estava boquiaberto. Será que a menina Rin conseguiria levar aquela gravidez à frente? Ele pedia aos céus que sim.

Novamente ao sentarem-se a mesa, Rin tentou comer, mas outra vez o enjôo a impedia. Jaken olhou triste para Sesshoumaru que entendeu o recado. Ele iria intervir naquela situação.

- Rin, a partir de hoje sua refeição será dividida em duas. Uma parte youkai e outra humana.

- Sim. – Ela entendeu muito bem. Rin pensou que a gravidez de um meio demônio seria normal, mas ela sentia que não. A humana ainda não entendia o porquê daquela enorme dor que sentiu. Ela não contaria a ninguém. O que quer que estivesse acontecendo ela superaria. Era forte, era guerreira. Nada a derrubaria.

Depois de tomarem o desjejum, Rin decidiu ir para a biblioteca onde ninguém a incomodaria e ficou sozinha. Alisando sua barriga e pensando na criança que ali estava sendo gerada.

No horário do almoço, foi como Sesshoumaru havia ordenado pela manhã. Ela comeu primeiramente a comida youkai e depois se serviu da comida humana. Aquilo a fez bem, em nenhum momento fez menção em estar enjoada ou com vontade de vomitar. Ao acabar sua refeição, ela se retirou dali e voltou para a biblioteca onde iria retomar a leitura de um livro que a muito não lia.

Rin sentiu mais uma vez aquela forte dor, porém ignorou. Fingindo que estava bem.

Depois de algum tempo Sesshoumaru juntou-se a ela na biblioteca.

- Rin.

- Sim. – Ela levantou o olhar para fitá-lo deixando de ler o livro.

- Existe algo que deva saber.

Ela continuou o olhando esperando que ele falasse, por algum motivo sabia que aquilo não seria bom. Podia sentir.

- Sua gravidez não será normal como a de uma humana. – No mesmo instante ela arregalou os olhos.

- Como assim Sesshoumaru?

- Quando esta criança se desenvolver, desenvolverá também energia demoníaca. Sou um youkai que possui veneno em meu corpo e como sou o genitor ele também possuíra.

- Sesshoumaru...

- Rin, seu corpo humano poderá não suportar a energia maligna e o veneno crescendo.

A menina ficou paralisada.

- Mas Kagome... Kagome-sama teve uma gravidez saudável.

- Por Inuyasha ser um hanyo.

- Entendo. – Ela baixou a cabeça e alisou mais uma vez a barriga. – Quais são as chances de eu conseguir levar esta gravidez até o final?

- Muitas.

- E quais são as chances de poder ver o meu filho, depois que ele nascer?

Sesshoumaru esperou e Rin entendeu. Aquela caminhada não seria tão simples assim. Ela teria de passar por um longo processo que seria lento e doloroso, mas com certeza valeria à pena. Mesmo que não pudesse viver com seu filho, o simples fato de poder ouvi-lo chorar ou somente segurar-lhe nos braços uma vez a deixaria feliz e se ela morresse, morreria feliz. Morreria sorrindo.

A humana levantou o olhar para Sesshoumaru que analisava cada uma de suas expressões. Ela como sempre o surpreendeu abrindo-lhe um enorme sorriso.

- Eu tenho certeza de que não sofrerei todo o tempo e eu vou te dar um herdeiro Sesshoumaru, mesmo que isto me custe à vida.

Sesshoumaru sentiu como se aquelas palavras o tivessem derrubado.

- Você sempre foi uma humana forte, pode agüentar esta gravidez. Lembre-se que este bebê também é humano.

Ela alisou a barriga mais uma vez.

- Eu sei. E eu o amo tanto Sesshoumaru, não me importo de morrer, desde que eu o coloque no mundo.

- Rin, não fale como se só houvesse chance de morte para você.

- Não, mas eu não sou uma tola.

- Rin, eu farei o que estiver ao meu alcance para que você fique bem.

- Eu sei. – Ela alisou o rosto do marido. – Mas acho que isto não está ao seu alcance meu amor.

Sesshoumaru continuou sério.

- Eu vou te dar um herdeiro e se eu morrer...

- Não diga besteiras Rin.

- Sesshoumaru. – Ela o interrompeu. – O tempo para mim não é como para você. A vida para mim não é como para você. Mesmo assim eu aceitei viver ao seu lado. Eu sei das dificuldades e das minhas limitações, mas eu te amo e farei de tudo para que você seja feliz e realizado.

- Se esta criança a matar...

- Você cuidará dela e a amara assim como me ama. Mas isto se eu morrer. Eu vou lutar, com todas as minhas forças eu vou lutar para ver o meu filho crescer e se eu não conseguir me prometa que você cuidará dele com todo o amor que puder.

- Pare de dizer estas coisas.

Sesshoumaru não gostava quando Rin falava sobre isso. Não gostava quando ela lembrava-o que o deixaria. Mas a vida era assim e ele sabia disso. Assim como Rin sabia, mas ela estava vivendo um momento tão feliz em sua vida que tinha certeza que se a morte a levasse ela teria de ir, mas iria com um sorriso.

Notas finais
Será que Rin viverá para ver seu filho crescer?
Beijo e até a próxima.