Minha Doce Menina.
16 Coração enganoso.
Estavam apenas esperando Rin descer e em seus olhos a cumplicidade e a paixão eram evidentes. Raiden e Akiyo olhavam-se como se estivessem admirando um ao outro e realmente estavam. Como se amavam! Como se sentiam bem um em companhia do outro. Ele se aproximou da moça e acariciou-lhe os cabelos soltos, olhava profundamente aqueles olhos cor de mel.
- Quero beijá-la agora. – Disse o youkai fitando os olhos mel da menina.
- Não me tente Raiden-sama.
- Akiyo, para você é apenas Raiden. Não há necessidade dessa forma de tratamento depois de tudo o que compartilhamos um com o outro ontem.
- Hai, Raiden. Meu Raiden. – Ele sorriu para a moça.
- Minha Akiyo, eu quero que seja minha mulher o mais rápido possível.
- Sim, mas para isso terá de colocar sua vida em risco. – Ele não entendeu.
- Como?
- Terá de pedir ao meu pai. – O youkai abriu um sorriso para a moça.
- Esta é a parte mais fácil, porque a mais difícil eu já consegui.
- E qual foi a mais difícil?
- Ter o seu coração.
- Oh, Raiden... – Ela aproximou-se do youkai e deu um beijo singelo.
-Sesshoumaru-sama eu já estou de partida. – O youkai olhava para o céu, não tinha intenção de começar uma conversa ali. – Sesshoumaru-sama?
- Tenha cuidado e ouça a Raiden.
- Não há nada com que precise se preocupar. – Ele riu. – O que foi Sesshoumaru-sama?
- Sabe o que foi.
- O senhor está se referindo a Hajime de novo? O que tivemos foi acabado.
- Eu não falei de Hajime, foi você quem pensou nele. – Ele a encarou seriamente. Ela ficou quieta por um tempo procurando as palavras.
- Prometo que assim que o bebê nascer, eu virei para casa.
- Faça como quiser.
- É tudo o que tem a dizer, faça como quiser? – Ela riu. – É por isso que esse relacionamento é impossível. O senhor é frio demais. Não se importa com o tempo que eu passarei fora e nem mesmo me pede pra ficar.
— Mudará alguma coisa se eu a pedir pra ficar? Seu coração não está aqui Rin e sim lá.
- Como pode...
- Não minta para si mesma. Aproveite este tempo e reflita sobre o que está fazendo.
- Hai. Até breve Sesshoumaru-sama. – Ele se virou novamente para a janela observando o céu daquela manhã.
Durante toda a caminhada, Rin simplesmente não falava. Raiden ia um pouco mais a frente enquanto Rin e Akiyo caminhavam lado a lado.
A empregada achava estranho o fato de sua senhora não falar nada, mas não se pronunciou. Caminharam por muitas algumas horas até chegarem ao seu destino. Próximo a floresta, Inuyasha pode sentir o cheiro de um youkai se aproximando e foi na direção de onde ele vinha. Shippou também sentiu o cheiro do youkai, Kohaku sua presença assim como Miroku. Todos foram na direção em que Inuyasha ia e acabaram se encontrando.
- Rin! – Disse Kohaku e Shippou ao mesmo tempo. Enquanto Inuyasha encarava Raiden que o olhou e riu pelo canto dos lábios.
- Como vão vocês? Que saudade! – A menina abraçou os dois ao mesmo tempo. Shippou estava mais crescido e batia na cintura da menina. – Inuyasha-sama, Miroku-sama como os senhores estão?
- Bem. – Disse Miroku que olhava para Akiyo e Inuyasha ainda com os olhos fixos em Raiden.
- Ah! Claro! Como pude me esquecer de apresentar. Estes são Akiyo e Raiden-sama. – A menina disse apontando para os dois. – E estes são Inuyasha-sama, Miroku-sama, Shippou e Kohaku.
- Fico honrado em conhecê-los. – Disse Raiden.
- Muito prazer em conhecê-los. – Disse Akiyo com um enorme sorriso.
- Com certeza foi um grande prazer. Se eu já não fosse casado, pediria para que você tivesse um filho meu. — Raiden olhou furioso para Miroku.
- Obrigada, eu acho. – A menina disse meio sem graça.
-Hei, Akiyo.
- Sim. – Disse a menina a Shippou que se aproximava.
- Você é muito bonita, sabia?
- Obrigada Shippou.
- Sabe seus olhos e seus cabelos são muito bonitos. Mas porque você está cheirando a youkai? Você é humana! — Akiyo ficou completamente sem graça e Raiden soltou um sorriso malicioso de canto dos lábios.
- Shippou cale essa boca! – Disse Inuyasha.
- Shippou não se deve falar essas coisas a uma moça. – Kohaku que já era um rapaz bem crescido olhou sorrindo para Akiyo que sorriu de volta. Raiden estava ficando com vontade de levá-la de volta para casa consigo.
No mesmo instante Miroku entendeu e sussurrou no ouvido de Inuyasha.
- Hei, ela está cheirando mesmo a youkai?
- Está.
- E que youkai?
- Este aí. – Inuyasha levantou as sombras celhas na direção de Raiden e Miroku rapidamente de espantou.
- COMO VOCÊ PODE ME DEIXAR FLERTAR COM ELA! EU ESTIVE A PONTO DE MORRER! – Miroku falou alto demais e todos dirigiram seus olhares para ele.
- Rin-sama, agora que cheguei ao seu destino eu partirei. Em breve estarei de volta.
- Hai, Raiden-sama. Até logo.
- Até logo. – O youkai se dirigiu aos outros. – Até breve.
- Até breve eles responderam. – Exceto Inuyasha, e ele se dirigiu á Akiyo e segurou suas mãos. Ficou bem próximo a ela.
- Minha menina, logo eu voltarei para buscá-la. Cuide-se bem.
- Hai. Boa viagem de volta.
- Obrigado minha linda. – Ele beijou a testa da moça. – Até logo.
- Até logo. – E Raiden desapareceu.
Shippou e Kohaku ficaram boquiabertos. Estavam a ponto de morrer por terem arrastado uma asa para Akiyo. Os dois olharam para Inuyasha e entenderam porque Miroku falou daquele jeito.
- Agora sabem por que me exaltei. – Disse Miroku.
- INUYASHA COMO PODE NÃO NOS CONTAR! – Eles gritaram para o hanyo que se assustou.
- Keh! Como se eu tivesse que salvá-los de todas as besteiras que fazem.
Rin e Akiyo se entreolharam e riram. Todos decidiram voltar para a Aldeia e Rin teve a oportunidade de rever todas as pessoas das quais sentia saudades. Sango e seus filhos, Kaede-sama todos da Aldeia, até que alguém que ela sabia que apareceria veio ao seu encontro.
- Parece que não agüentou muito tempo longe de mim, não é?! – Disse Hajime debochado.
- Acha mesmo que senti saudades suas? Patético.
- Hum, já está falando igual o seu querido youkai?
- Hajime eu não tenho tempo pra você, se me der licença...
- Desculpe-me Rin. – Ele segurou no braço da moça e quando ela o olhou, ele tinha um rosto puro. – Eu não queria irritá-la. Como você está?
- Bem, obrigada. E você?
- Nunca fico bem longe de você. – No mesmo instante ela sentiu seu coração a trair.
- RIN! RIN!
- O que foi Shippou? – Disse Rin desviando-se do olhar de Hajime.
- Kagome... Kagome... Está dando a luz! – Ela começou a correr em direção à casa de Kagome.
Quando chegou a casa, Inuyasha andava de um lado a outro enquanto todos os seus amigos estavam na sala. A menina entrou no quarto da moça que estava sentindo as fortes dores. A experiente Kaede já estava no local e auxiliava a sacerdotisa.
- Kagome-sama!
- Rin-chan que bom te ver, senti sua AAAAAAAAAAAAAHHHH!
- Não se esforce Kagome-sama, depois a senhora me diz o quanto sentiu minha falta. Desde quando está sentindo essas dores.
- Desde cedo, mas não quis contar a Inuyasha, pois ele ficaria agitado demais AAAAAAAAAHHHH.
- Rin prepare-se, logo Kagome dará a luz.
Inuyasha estava muito aflito, queria ir lá dentro para saber o porquê de Kagome não o ter contado que o bebê já nasceria.
- Maldita Kagome, porque não me disse antes!
- E de que adiantaria Inuyasha você é um inútil. – Vários socos foram ouvidos.
- Shippou sabe que não deve falar essas coisas para Inuyasha quando ele está nervoso. – Disse Sango.
- Mas que diabos elas estão fazendo para que esse bebê não nasça!
Alguns minutos de gemidos e gritos de dor foram silenciados pelo choro fraco de um bebê. A sacerdotisa não acreditava enquanto olhava o lindo hanyo remexendo-se nas mãos de Rin que o limpava.
- Meu filho, meu filho com o amor da minha vida. – Chorava Kagome.
Tomou seu filho nos braços, este era idêntico ao pai. Ela chorava muito enquanto o segurava e o apertava em seus braços.
Rin saiu do quarto e foi até a sala.
- Inuyasha-sama, venha conhecer seu filho.
O hanyo sem hesitar entrou no quarto e viu sua mulher e filho nos braços. Kagome chorava e quando olhou para o marido sorriu.
Inuyasha se colocou ao lado da mulher.
- Inuyasha olha como é lindo o seu filho.
- Sim Kagome, ele é lindo.
- Qual será o nome?
-Yuzo. Seu nome será Yuzo.
O hanyo olhava seu filho que se remexia em seus braços, enquanto Kaede saía do quarto para dar mais privacidade para o casal.
Rin decidiu ir até o riacho para se lavar, fora um trabalho e tanto aquele dia. Já era tarde quando Yuzo nasceu e como o sol já estava quase se pondo, ela quis ir até o riacho para se banhar antes que escurecesse.
Chegando até lá, a moça molhou um pouco seu rosto e pescoço, depois tirou sua roupa e entro na água. Sabia que naquele horário ninguém mais estaria por ali.
- Parece que eu ainda lhe conheço Rin. – Rin espantou-se e se virou para trás. Hajime sorria para ela.
- O que... O que faz aqui Hajime? – Ela disse tampando os seios.
- Eu só queria te ver.
- Não deveria sua mulher não gostará nada disso.
- Eu ainda não sou casado. Mas e você Rin? Está casada?
- Não.
- Bom muito bom. –O rapaz começou a tirar sua roupa e ficou nu.
- O que você vai fazer Hajime?
- Vou nadar com você, como nos velhos tempos. – Ele entrou na água e mergulhou. Depois se aproximou de Rin.
- Eu acho melhor ir... – Ele a segurou.
- Não, ainda não. Fique comigo.
- Hajime eu...
- Shhhhh... Só fique aqui Rin. – Ele calou os lábios de Rin com o dedo e depois os contornou com o mesmo.
Ele olhou diretamente nos olhos dela e a beijou intensamente. Rin não pode negar que aquilo a atraia. Sentiu seu coração acelerar, bater mais forte por Hajime. Era triste a realidade, mas era a ele quem ela amava. Ele separou os lábios da moça e depois retomou com beijos cálidos. Ela se entregou ao que estava sentindo em seu coração, mesmo que sua razão a mandasse sair correndo dali. Pobre Rin, será que tudo o que ela passou não lhe mostrou seu coração era extremamente enganoso? Ao que parece não.
Ele a pegou no colo e a levou para fora da água deitando-a no chão. Logo depois, beijou todo o corpo da moça a tocando em lugares muito sensíveis. Hajime nem ao menos se importou se ela estava pronta ou não, pensava apenas em seu prazer, e ela? Bom ela literalmente se entregou.
Notas finais
Será mesmo que ela é capaz de se entregar a Hajime, estando com Sesshoumaru?
Beijo e até a próxima.
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