Minha Doce Menina.

22 A armadilha do vento.


Notas iniciais
Pessoal, mil desculpas por não postar esses três dias. É que eu realmente não tinha estado físico e nem emocional para escrever em função do Enem. Falando nisso, como vocês foram?
Sem mais delongas e eis o capítulo.
Boa leitura.

Sem forças Rin separou seus lábios de Sesshoumaru. Agora estava deitada no tapete do chão da sala de negócios. Eles haviam feito sexo uma terceira vez e ela não podia mais agüentar, seu corpo não suportava a volúpia youkai. Sentia-se imensamente feliz pelo que acontecera ali e mesmo estando exausta e saciada ainda o desejava.

– Eu te amo Sesshoumaru-sama.

– Não há necessidade desta forma de tratamento, visto o grau de nossa intimidade.

– Hai, Sesshoumaru. – Ela o abraçou ainda e depois deixou seus braços caírem ao seu lado e seus olhos de fecharem, um longo suspiro foi solto. O youkai arqueou uma sombra celha.

– O que há Rin? – Ainda de olhos fechados ela o respondeu.

– Estou exausta. – Ele soltou um sorriso malicioso.

– Se vista, suba e descanse. Mas tarde nos vemos.

– Vai sair novamente?

–Sim, mas logo voltarei.

Ela sorriu delicadamente para o youkai e selou seus lábios ao dele, logo depois se separou dele e se vestiu. Ao sair da biblioteca, passou por Akiyo.

– Pode, por favor, me trazer algumas frutas? Eu estou morrendo de fome. – Ela disse colocando as mãos na barriga.

– Claro Rin-sama. A senhora irá para o quarto?

– Hai.

A empregada saiu sorrindo. Havia alguma coisa entre Sesshoumaru e Rin, mas esta não se pronunciou afinal eram seus patrões.

Depois de alguns minutos, a empregada bateu a porta.

– Rin-sama. Rin-sama. – E nada. Ela insistiu mais um pouco e acabou entrando.

Encontrou uma Rin dormindo profundamente em sua cama com um rosto tranqüilo. Com certeza estava muito feliz naquele momento e a empregada também estava muito feliz por isso. Akiyo deixou o quarto da menina tentando evitar o barulho, saiu com um sorriso de lá.

Durante a tarde Rin acordou. Estava com uma fome terrível, mas queria estar com Sesshoumaru. Não para tocá-lo sexualmente, mas para estar em sua companhia.

Ela foi diretamente para o quarto do youkai e bateu a porta e alguém abriu. Rin arregalou os olhos, os piscou por várias vezes. Só poderia estar tendo uma visão.


– Isto é realmente necessário?

– Claro Raiden, não é por mim é pela minha família. – Disse a menina que estava sentada no colo de Raiden.

– Humanos e seus costumes. –Disse o youkai lamentando-se.

– Rituais humanos o incomodam? – Ela perguntou olhando para o youkai, com uma sombra celha erguida.

– Apenas são desnecessários.

– Mas até onde eu sei, entre youkais também há cerimônias de casamento.

– Somente se ambos são youkais de nobre linhagem é que estas cerimônias são realizadas. Mas isso depende da vontade dos youkais. Eu mesmo já poderia tê-la tomado minha a muito, mas em respeito a sua vontade não o fiz.

– Então uma insignificante humana como eu, não é digna de ter uma celebração?

– Normalmente isto não acontece, minha Akiyo. – Ele a chamou assim para que ela se desmanchasse, pois pode perceber o tom de irritação em sua voz. – Mas se assim o quer, assim será.

Ele deu-lhe um beijo no rosto e ela continuou ainda desconfiada. Achava ridículo esse preconceito dos youkais e por isso entendia a preocupação de seu pai com relação a seu relacionamento. Ela ficou pensativa por muito tempo. Será que sempre seria assim? Quantos olhares reprovativos ela teria de agüentar? Quando desprezo sofreria? Quantas vezes ela seria ignorada simplesmente por ser humana? E seu filho? Será que ele também a desprezaria e desprezaria sua parte youkai? Ela nunca havia parado para pensar naquilo e todas aquelas perguntas não encontraram resposta em sua mente.

Raiden imediatamente percebeu o que estava se passando ali. Segurou o rosto da menina fazendo com que ela o olhasse.

– Akiyo, eu não quero que se sinta inferior por ser humana. Se em algum momento alguém tentar lhe desrespeitar prometa que me contará.

– E se eu não contar?

– Você irá me contar, porque se eu descobrir será pior. – Ela parou com aquela afirmação. Ele era capaz de tudo por ela. Será que aquilo não seria perigoso demais?

– Eu não quero que mate por minha causa.

– Se for preciso eu matarei.

– Raiden...

– Akiyo depois de marcada como minha, eu tenho o dever de lhe proteger de todas as formas e tudo aquilo que ousar ameaçar a sua felicidade deve ser extinto. – Ela acariciou o rosto do youkai.

– Eu te amo.

– Eu também a amo minha menina e nunca permitirei que sofra.

Ela o beijou carinhosamente. Queria muito que o beijo fosse mais intenso, mas sabia aonde aquilo poderia lhe levar. Seu casamento já estava tão próximo, ela tinha que se segurar. Mas a vontade de ser tocada por aquele youkai era imensa. Ele segurou firme em sua cintura, puxando-a mais para si. Estava ficando perigoso demais ir a casa dele todas as vezes que era liberada para fazer suas refeições. O desejo a sufocava. Ela adorava a idéias de ter aquelas mãos sobre si e sentiu seu corpo pedir por mais e quando percebeu até onde o querer a atraia levantou do colo de Raiden.

– Eu... Eu preciso voltar.

– Mas ainda não acabou seu tempo para refeição.

– Eu sei, mas...

– Akiyo. – O youkai se levantou e se colocou bem próximo a moça a envolvendo pela cintura. – Em breve nós nos casaremos, não há porque esperar.

Ele beijava o pescoço de Akiyo que se deixou levar pela maravilhosa sensação que sentia.

– Raiden... Eu tenho que...

– Você tem que o quê? – Ele disse com os lábios próximos aos dela, roubando-lhe todo o fôlego.

– Te... Tenho que... – Ela não continuou porque foi impedida. Ela a beijou vorazmente fazendo com que ela não quisesse mais se segurar. Mas ela se segurava. O empurrou mesmo que sem forças e só o que conseguiu foi separar os lábios dos dele. – Eu tenho que ir agora.

Ele se soltou sorrindo.

– Se quer ir... Não posso obrigá-la a ficar – Ele tirou suas mãos do corpo da menina e aproximou os lábios de seu ouvido e sussurrou. — mas lembre-se que você será minha fêmea e eu a terei quando eu quiser.

Um arrepio percorreu todo o corpo de Akiyo com aquela declaração. Os olhos da moça estavam fechados.

– Ha... Hai. Agora eu realmente vou. – Ela disse se virando rapidamente.

– Eu a levo. – Ele disse a seguindo. O clima estava ficando incrivelmente quente entre os dois.


– Mas o que...

– Mas o que o quê? Vai me perguntar o que faço aqui? – Rin não acreditou que ela estaria ali.

– Você não deveria...

– Estar no quarto de Sesshoumaru? E porque não? Eu costumo freqüentá-lo, assim como sua cama.

Rin engoliu em seco. Kagura a muito não aparecia e não deveria estar no quarto de Sesshoumaru ainda mais naquele trazes. Ela estava apenas com robe vermelho que deixava a mostra suas curvas e os cabelos soltos.

– Onde está Sesshoumaru? – Ela entrou no quarto e pode ver a cama bagunçada, assim como as roupas da youkai espalhadas e uma delas até rasgada.

– Ele precisou sair.

– O que você faz aqui Kagura? – Ela disse já com a voz embargada.

– Oh, o que foi pequena Rin? Achou mesmo que você era a única na vida de Sesshoumaru?

– Eu não era eu sou!

– Você é o quê? Ele a reconheceu como sua fêmea? Ele a apresentou como sua esposa? Ele te deu a marca Rin?

– Que marca? – Kagura arregalou os olhos e sorriu debochadamente.

– Então ele não a marcou? Quando será que ele começou a divertir-se com humanas? – A youkai perguntava com o dedo indicados no queixo, parecia não falar com Rin e sim pensar alto.

– Isso é mentira, Sesshoumaru não está brincando comigo!

– E o que a fez pensar assim humana?

– Ele...

– Ele tirou sua inocência? Não me faça rir. Pra você ele é único, mas para ele Rin você é só mais uma. O fato de eu estar aqui agora mostra o quanto ele a desrespeita como mulher. Desista desse sonho infantil, ele nunca será seu.

– Você e ele...

– Sim e hoje preciso acrescentar que ele foi incrível, alias é incrível, mas ao que parece você não foi capaz de satisfazê-lo e foi em mim que ele encontrou o pleno prazer.

Algumas lágrimas brotaram nos olhos de Rin.

– Pensa que eu vou acreditar nisto Kagura? Se eu sou mais uma para ele você também é.

– O que muda é o fato de que todos sabem sobre Sesshoumaru e eu. Porque nós temos uma história que não é de hoje. Mas e quanto a você Rin? Quais são os momentos em que Sesshoumaru a acariciou e a beijou sem arrancar-lhe a roupa logo em seguida? Quando vocês foram vistos juntos? E quando ele foi capaz de lhe dizer eu te amo? – Ela não respondeu. – Se ele não disse sobre a marca que ele pode lhe dar, acha mesmo que ele ira te desposar?

A humana permaneceu muda, não conseguia responder. Respirou fundo por várias vezes e quando atingiu o controle dirigiu a palavra a Kagura.

– Com licença, Kagura-sama.

Depois disso, ela se retirou do quarto e foi diretamente para o seu onde caiu com o rosto na cama. Chorava muito, mas queria abafar os soluços profundos formados em sua garganta.

– Porque Sesshoumaru-sama? Por quê?

Ainda no quarto de Sesshoumaru Kagura sorria. Arrumou tudo conforme estava e vestiu-se para sair dali.

– Humanos...

A youkai deu uma ultima olhada no quarto. Era só esperar pela atitude errada de Rin e em uma questão de segundos Sesshoumaru estaria em suas mãos.

– Agora se deixe levar por seus sentimentos estúpidos Rin.

A youkai retirou a pena dos cabelos e levantou vôo. Com certeza naquele mesmo dia Rin ainda agiria como ela imaginava.


Notas finais
Akiyo e Raiden começam a se desentender e Kagura consegue plantar a semente da dúvida no coração de Rin. O que será que ela fará a partir de agora?
Beijo e até a próxima.