Minha Doce Luna
1 Luna?
Notas iniciais
Espero realmente que gostem...
–Magh? Ainda está viva? — Ouvi Sara perguntar do outro lado. –Infelizmente! — Falei e escutei a risada fininha de Sara. — Vem logo... Anda antes que eu desista! –Relaxa um pouco ai branquela! — Ela disse e segundos depois já estava em cima do muro apoiada pela barriga, por causa das horas diárias fazendo flexão ela se virou apoiando nos braços até sentar-se. –Falou a preta! — Zombei enquanto eu limpava meu vestido azul, novinho. –Você reclama de mais! Nem é tão difícil assim... — Ela disse mostrando a língua. Retruquei mostrando a língua também. Pareciamos duas crianças rebeldes. Ela pulou caindo de pé. As vezes a inveja do corpo de Sara me tomava, ela linda, atleta por isso tinha um corpo lindo, com a pele bronzeada e os cabelos encaracolados. Todos os garotos davam em cima dela, enquanto ela corria atrás de mulher... Isso me irritava muito. Enquanto eu, que amava homens, não tinha nenhum aos meus pés! Também, eu não era a coisa mais bonita do mundo, tinha os cabelos pretos enquanto minha pele era branca de mais, já pensei varias vezes em pintar o cabelo de loiro, mas eu sempre desistia na hora H. Pelo menos eu tinha meus olhos que eram azuis, e meu sorriso era lindo, por causa de meus dentes perfeitos e brancos sem precisar do auxilio de qualquer tipo de aparelho... –E ai? Como estou? Pego muitas hoje? — Ela perguntou passando a mão no vertido branco que usava e colocando as sandalhas de salto beje e entregando as minhas, que eram pretas com alguns brilhos pratas. –Pega em quantas você chegar! E eu? Estou bonita? — Perguntei colocando o cabelo atrás da orelha. Sara se aproximou e tirou a mecha que eu havia colocado atrás da orelha e soltando o coque que eu tinha feito em casa. –Linda como sempre! — Ela disse piscando para mim e eu revirei os olhos rindo. Quantas cantadas eu já havia recebido de Sara? Milhões! Mas as vezes eu achava que ela só me elogiava para eu me sentir melhor, porque ela sabia que meu ego não era um dos mais altos... –Vamos! — Falei tirando a mão dela de meu cabelo e a puxando para festa que acontecia a beira da piscina. Todos da escola estavam lá, se divertindo como podiam, uns drogados, outros pegavam todo mundo — no caso de Sara — e outros que apenas dançava na esperança de alguém vir chama-lo para algo mais emocionante — meu caso. No final da noite meu pé pulsava e eu não tinha ficado com ninguém, já que um carinha que eu nunca tinha visto na escola e nem em lugar nenhum só ficou no olhar mesmo. Bebi três drinks e já estava tonta sem conseguir falar e não rir. Sara que já estava mais acostumada a beber, não ficou tão alegre quanto eu e foi ela quem pagou o taxi para voltarmos para casa dela. "Mais uma noite perdida..." — Havia comentado com Sara e ela me perguntado porque... –Mais uma noite em que eu simplesmente olhei... — Falei deprimida e cai na cama. –Só por que você quer! — Ouvi Sara comentar enquanto me dava um beijo na bochecha. Preferi não comentar nada, não tinha condições de comentar nada! Apenas fui dormir. Naquela manhã acordei um tanto quanto desanimada, minha cabeça latejava e meu pé doía. Queria ficar mais tempo na cama, mas o sol me impedia, como se jogando sua luz na minha cara dissesse o quanto eu era preguiçosa por querer mais uns minutinhos na cama. –Não vai levantar não? — Sara perguntou entrando no quarto e abrindo as portas do guarda-roupas. Eu sempre quis saber como ela sabia que eu não estava dormindo... — Sua mãe já ligou duas vezes querendo saber que horas você vai embora... –E o que você respondeu? — Perguntei com a voz abafada pelo travesseiro, mas Sara escutou perfeitamente. –Disse que iria perguntar quando você acordasse... — Me virei para ela. –Obrigada... E que horas são? — Perguntei a observando arrumar o cabelo em um coque bem formal. –Umas 11... Sei lá! — Ela deu de ombros e se virou para mim ficando de costas para o espelho que tinha dentro do guarda-roupas em uma das portas. — E ai? Como estou? — Ela perguntou sorrindo. Ela estava normal, pu seja: linda e perfeita como sempre! Com uma calça jeans, tênis e uma camiseta pólo azul. E muito bem maquiada... –Ótima, porquê? — Perguntei me sentando na cama.
–Lembra que eu dei o telefone para uma menina no Shopping semana passada? — Ela perguntou voltando a se olhar no espelho e vendo se estava realmente tudo ok. –Sim... — Falei ainda com a voz embargada de sono. –Ela me ligou hoje as nove da manhã e perguntou se eu podia almoçar com ela hoje... — Ela disse feliz. –Almoçar? — Estranhei; — Normalmente os casais saem para jantar... Ou eu estava tão atrasada nisso também!? –Pois é... Eu também estranhei! Mas... — Ela deu de ombros se voltando para mim novamente. — Vou indo ok... –Vai me deixar aqui? Sozinha?! — Perguntei como se fosse uma desonra. –Não tem ninguém em casa... Minha mãe só volta semana que vem da "segunda lua–de-mel"... Tem a casa toda só para você... Liga para sua mãe e come alguma coisa ae... Beijo! — Ela disse pegando a bolsa e indo em direção a saída do quarto. –Boa sorte... — Gritei. –Obrigada! — Ela gritou de volta e eu ouvi a porta do apartamento se fechar. Voltei a cair na cama. Sabia que não conseguiria dormir de novo, então decidi levanta logo. Me olhei no espelho enquanto ia para fora do quarto. Eu estava um lixo! Meu cabelo embaraçado e meus olhos roxos. –Nunca mais vou beber... — Prometi para eu mesma, enquanto saía da frente do espelho as pressas para não me deprimir mais com minha aparência horrenda! Sai deslisando meus pés com preguiça até de levanta–los para andar no chão de madeira do apartamento da família de Sara — Família essa, bem reduzida, com apenas ela e a mãe, já que os pais de Sara são separados e a mãe arrumou um namorado da porta de casa para fora... As vezes eu queria ter uma família reduzida igual a de Sara, pois com mais 3 irmãos e os meus pais juntos não é a coisa mais divertida do mundo... Eu os amava, mas as vezes a falta de paciencia para lidar com eles superava o amor... Falando em família, peguei o telefone e disquei o número da minha casa. Em menos de três toques minha mãe atendeu. –Aló! — Tinha a voz irritada como sempre. –Ah, oi mãe... É a Magh... — Comecei. –Finalmente acordou em! Quando volta para casa? — Ela me interrompeu, como sempre. –Não sei... Porquê? — Falei me jogando no sofá ao lado da mesinha do telefone. –Vou viajar com seu pai e seus irmãos hoje de noite para a casa de praia... THIAGO LARGA ISSO... DEIXA SEU IRMÃO EM PAZ! Você vai vir? –Não... Vou ficar! Podem ir... — Falei me desanimando só com o tom dela. –Tudo bem... Até depois filha! — Mal deu tempo de falar tchau, ela já havia desligado o telefone. O coloquei no gancho e massageei as têmporas... Aquela família me dava dores de cabeça! Fui para cozinha, direto para a geladeira. Comer era ótimo quando eu não estava bem! Peguei um pedaço de bolo e um copo de guaraná. Eu fazia dieta a uns dois anos, mas de vez em quando comer algo que gosta não era um pecado! Liguei a televisão, mas os desenhos já haviam acabado, agora eram os jornais de meio dia! Assiti mesmo assim. Quando era por volta das 14 horas pensei em ligar para Sara, mas ela provavelmente me mataria, então deixei para lá, ficar sozinha em uma casa não era meu programa de divertimento preferido, mas... Fazer o que se em dois anos de colégial só havia conseguido uma amiga! Melhor amiga por sinal... Bom, pelo menos apenas uma amiga verdadeira sem ser apenas colega de classe e trabalhos... Eu estava cochilando no sofá quando o telefone tocou me acordando de supetão. Peguei o telefone sem fio rápido de mais quase o deixando cair. –Alo? — Falei tentando abrir os olhos completamente. –Oi, Sara? Ai é da casa da Sara? — Uma voz feminina e chorosa perguntou. –Sim, mas a Sara não está em casa agora... — Falei esfregando os olhos para tentar acordar completamente. –Onde ela está? Você é a namorada dela? — A menina perguntou soluçando e eu ri de leve. –Não... Não sou não! Sou amiga dela... Porque? Quem é você? –Sou Luna! –Luna? — Estranhei o nome, só conhecia uma pessoa que se chamava assim e era personagem de Harry Potter... E acho que ainda não haviam descoberto uma forma de trasformar personagens em pessoas reais! — Quem é você? –Sou prima da Sara! Quero falar com ela urgente... Sabe onde posso encontra–la? — Ela perguntava enquanto soluçava. Mas quem era essa prima? –Não... Não sei... –Sabe quando ela chega? –O que você quer da Sara? — Fui direto ao ponto. –Estou em frente ao apartamento dela e preciso saber se ela pode me dar abrigo... Pelo menos hoje até eu encontrar onde ficar... Preciso falar com ela... — Ela parecia desesperada do outro lado da linha. –Calma... Me dê dez minutos e eu já te ligo? Esse é seu celular –Não! Eu estou em um telefone na praça em frente ao prédio... –A, sim... Um orelhão! Espere por um segundo daqui a pouco você liga... Pode ser? –Pode... Pode sim! — Ela disse e eu ainda podia ouvir a respiração dela do outro lado da linha quando eu desliguei. Disquei o número do celular de Sara um tanto desesperada, demorou um pouco, mas ela atendeu com voz de poucos amigos. –Sara uma tal de Luna está em frente a sua casa... — Fui direto ao assunto para ela tão ter tempo de brigar comigo. –O que? Minha prima Luna está ai? — Sara mudou de nervosa para surpresa e um tanto preocupada. –Sim... Está.... –Deixa eu falar com ela! — Ela pediu. –Não não... Você não entendeu! Ela está na frente do prédio pedindo abrigo ou coisa assim... –E você não deu? — Ela perguntou desesperada me interrompendo. –Eu não sabia... — Comecei a me explicar, mas ela me interrompeu de novo, dessa vez mais calma. –Corre e pede para ela subir... Me liga quando ela estiver na sua frente! — E o tum tum tum do telefone soou. Desliguei o telefone apresada e fui correndo para a porta, mas assim que ia fecha-la percebi que ainda estava de pijama. –Droga! — Falei voltando para o quarto enquanto já tirava a roupa. O telefone tocou de novo. — Merda! — Xinguei mais uma vez voltando para sala – Alo? –Oi, posso falar com a Sara? — A voz de Luna soou novamente no telefone. Parecia um pouco mais calma. –Luna? — Pergntei um pouco aliviada. –Como sabe meu nome? — Ela estranhou. –Luna, você ainda está ai? Sara pediu para eu te buscar ai... –Sim. Estou na frente do prédio... — Ela falou e eu pódia ouvir a animação em sua voz. Ela não estava chorando? –Ok. Fica examente onde você está... Não se mecha, ok?! Desliguei o telefone e corri, ainda colocando minha camiseta e calçando meus chinelos, para fora do apartamento. Apertei o botão do elevador, mas não consegui esperar, saí correndo pelas escadas do prédio, ainda bem que eu estava no terceiro andar! Imagina se fosse no último... Assim que sai pelo portão que restringia o prédio olhei em direção a cabine telefonica... Tinha uma menina parada, com o telefone na mão segurando–o junto ao rosto. De alguma maneira eu sabia que era ela. Chamando Luna, só podia ser... Não era apenas as roupas grandes de mais com os milhares de colares e pulseiras que denunciavam que ela era louquinha, mas também os olhos azuis arregalados e a forma como estava parada olhando para o nada, os cabelos longos e loiros voando no vento, como uma fadinha da paz de desenho infantil... –Luna? — Perguntei hesitante. –Desculpe–me, mas não posso falar com ninguém! Me mandaram ficar parada... — Ela disse com uma linda voz infântil. Sorri.Que prima mais estranha essa que Sara nunca comentou ter...
Notas finais
Não tem nada definido ainda, mas é apenas o começo. =D
Se gostaram, comentem... E se não gostaram, comentem..
Beijos até o próximo!
Se gostaram, comentem... E se não gostaram, comentem..
Beijos até o próximo!
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