Minha Doce Loucura
38 Resgate
Notas iniciais
Mil desculpas pelo atraso, e tudo mais >
Bem, este é o penúltimo capítulo da fanfic!!! ~~todos choram~~ kkkkkkkkkkk
Algum tem de ser o penúltimo não é?
Bem, espero que gostem, está bastante grande :3
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Sobre os reviews de vocês... Estou lendo todos e pirando com todos eles, só não respondo porque estou cheio de tarefas, etc. Sabem neh, as aulas voltaram e tudo mais :C
Os desse capítulo eu vou responder, juro :3
Ele é dedicado a minha queridíssima Roli Cruz. Nós completamos UM ANO de namoro o/
Te amo amor! ♥
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Boa leitura!
Quando me viu, Claire teve várias reações diferentes. Primeiro ela começou a cuspir fogo pela boca, gritar e me xingar um monte. Mesmo. Gritava nomes e xingamentos que eu nunca tinha ouvido, e devia até ter inventado uns ali mesmo. Foi até mim e começou a bater no meu peito, dando uns tapinhas com força, mas que não chegavam a doer de verdade. Depois disso, a menina começou a chorar e a fazer muitas perguntas. Me abraçou mais forte do que nunca, parecia que nunca ia me soltar.
Ela se acalmou muito tempo depois. Ana já tinha vindo buscá-la, e infelizmente ela não podia ficar mais. Combinamos de encontrar-nos numa lanchonete, mais a tarde. Ela foi para casa relutante, e eu voltei para o apartamento.
Agora, eu estava na lanchonete. Nós dois, sentados em uma mesa, um olhando para o outro. Claire estava... Muito linda. Lindíssima. Seu cabelo tinha crescido, e outras coisas também haviam crescido. Não sabia decifrar a expressão dela. Às vezes parecia que ela iria me matar, outra que estava morrendo de saudades e que faria sexo comigo ali mesmo.
— O que... O que... Por que... Por que você fugiu? – Ela tomou coragem e perguntou, hesitante, e seus olhos se enchendo de lágrimas.
— Eu não fugi! De jeito nenhum fugiria de você! – Coloquei minhas mãos em cima das dela. Mas a menina afastou-as.
— Não fugiu? Como assim não? E aonde você esteve esse tempo todo?!
— É... Uma longa história. – Olhei nos olhos dela.
— Eu não estou com pressa. – Ela falou, suplicando para que eu deixasse as coisas claras.
E abri o jogo. Contei tudo. Sobre a loucura que tive, a ida à delegacia e ao hospício, tudo o que passei por lá, as pessoas malucas, como consegui fugir e a gangue fã de Elis Regina.
— Você... Não, você deve estar mentindo pra mim. – Ela falou, triste. – Você até deixou aquele bilhete pra mim!
— Bilhete? – Só então lembrei do bilhete que Ana tinha me mostrado. – Ah sim! Aquilo...
— É muita, muita imaturidade você não assumir o que você fez Fred! – Ela falava, quase chorando. – Tá certo que eu não estava grávida de verdade, mas se eu estivesse, estaria sofrendo com uma barriga enorme sozinha, sem ninguém do meu lado pra me ajudar!
— Eu não te abandonei! Toda essa história que eu contei é a mais pura verdade Claire!
Ok, agora eu estava começando a ficar desesperado. E se ela não acreditasse em mim mesmo? E porque diabos Ana não contou tudo pra ela?
— Eu... Eu não consigo acreditar em você Fred, me desculpa.
— Acredite, por favor. – Peguei na mão dela.
— Mas... Como? Como eu posso acreditar em você, Fred? — Ela perguntou com lágrimas nos olhos. — Tenho provas que você fez isso por que quis. Que fugiu de verdade...
— Claire, para! — Falei, cortando-a. — Eu não fugi! Aquela carta é uma armadilha. Não fui eu que fiz!
— Tem a sua letra!
— Eu sei! Mas não foi! Eu nunca faria isso com você. Nunca.
— E eu sou Napoleão! – Ela deu um gritinho. Suspirou e secou uma lágrima em seu rosto. — Desculpa se é tão difícil de acreditar. — Ela disse, levantando da cadeira.
— Não, Claire. Não vai embora. — Pedi, atordoado.
Ela balançou a cabeça e se virou, começando a andar pelo corredor.
Tentei correr atrás dela, mas meu cadarço enroscou no pé da mesa e me fez cair. Bati o queixo no chão, mas tentei ignorar a dor. Levantei o mais rápido que consegui, cambaleei até a porta, esbarrei em um senhor roxo que entrava na lanchonete e olhei para a rua.
Ela já tinha ido embora.
***
Claro que, eu não ia desistir tão fácil assim.
Fui para o colégio no dia seguinte. Vestido de Napoleão, é claro. Cheguei bastante cedo, mas a senhora que cuidava do portão não me deixou entrar de jeito nenhum. Droga!
Mas fiz como qualquer outro aluno faz: esperei alguns minutos e pulei o muro. Foi bastante fácil para falar a verdade, tenho experiência em pular muro. Agora... Em que bloco era a sala da Claire mesmo? Será que eu tinha de procurar de sala em sala novamente?
Andei pelo colégio. De algum jeito, eu me sentia bem em voltar pra ele. Uma saudadezinha bateu de repente, de todas as pessoas lá da sala, meus amigos, professores... Cheguei na pracinha, e decidi sentar num banco (não sei porque). Tentaria lembrar onde era a bendita sala.
Olhei para as árvores, para o céu — que estava vermelho -, para os pássaros... E olhei para o banco do outro lado da pracinha, onde tinha uma garota e um garoto, ela sentada no colo dele. Direcionei o olhar e analisei mais atentamente, e... Espera, eu conheço aquela garota!
Como um bom estraga-clima, levantei do meu lugar e fui até os dois. Agora estavam num intenso amasso. O garoto era um playboy qualquer, com um moletom enorme, boné do tamanho de um penico e calças nos joelhos. Ela, tinha cabelo marrom, uma calça levemente amarronzada e uma camiseta marrom.
— Moça. — Encostei no ombro dela, e... Bem, a menina tomou o maior susto da sua vida. Gritou, deu uma cotovelada no garoto e caiu no chão, descabelada.
— EU JURO QUE EU NÃO QUERIA! — Ela falou, colocando a mão no rosto, meio que chorando. Até que ela viu quem eu era, e... Se recuperou. — F-Fred?! O que você está fazendo aqui menino?! Vestido... Assim?! – Apontou para minha fantasia de Napoleão.
— Quem é ele? — O playboyzinho perguntou, levantando e me encarando. A cabeça dele batia no meu ombro, e ele baixou a bola assim que viu que era baixinho perto de mim.
— É... Um amigo, um conhecido na verdade, nem é um amigo. — Ela falou, e colocou as mãos no ombro dele. — Volta lá pra sua sala, eu vou conversar rapidinho com ele.
— Eu não vou te deixar sozinha aqui com esse... — Ele começou a dizer, mas então olhou para mim e desistiu. Ele devia ter só uns 10 anos. — Ok, ok, eu vou...
Ele virou de costas e partiu.
— O QUE VOCÊ TÁ FAZENDO AQUI?! — Ela gritou, me batendo no peito. — A Claire ficou maluca porque você abandonou ela, seu traste! Eu vou te matar! — Ela continuava dando tapinhas no meu peito.
— Tá, ok, mas antes, me leva até a sua sala? Eu quero muito falar com a Claire. E eu não abandonei ela, de jeito nenhum. Depois te conto o que aconteceu.
— Não, não, não, você não me engana. Acha que eu sou boba? Você abandonou ela sim, e vai pagar caro por isso!
Ok, agora ela já estava ficando chata.
— E se bem que... De jeito nenhum você conseguiria entrar na nossa sala agora.
— Porque não?
— Ora, porque... Bem, porque você não pode entrar e interromper a aula! Os alunos da minha sala são muito inteligentes e esforçados, sempre querem estudar!
— Então porque você está pra fora?
— É... — Ela ficou muda, sem resposta. — Hum... Tá, mas...
— Bem, pode deixar, eu procuro de sala em sala mesmo. — Comecei a me afastar dela.
— Espera! — Ela falou, pegando na minha camiseta. Ah, que droga, me deixa. — Você... Fred, você quer mesmo ficar com a Claire?
— Oi?
— Ah vai, ela não é garota pra você. Ela é bobinha, cai em qualquer papo, é infantil... Você é inteligente, legal, popular! O Fred Mercúrio! Que apronta todas com tudo e com todos! — Ela falou, olhando pra mim e se aproximando. — E ainda, o Anthony está de olho nela, não deixa ninguém se aproximar da menina.
— Se tem uma pessoa que eu não tenho medo nesse colégio, é dele. — Falei, erguendo uma sobrancelha. — Agora, com licença, eu tenho de...
— Fred! — Ela deu um gritinho.
— VOCÊ não vai me deixar ir?! — Falei mais alto, mais grosso do que pretendia. — Eu passei meses trancado num hospício, no meio de um monte de malucos, e aqui fora tem mais loucos do que lá den...
Não consegui terminar a frase. Ela pegou na minha nuca e me beijou. Fui pego totalmente, incrivelmente, espetacularmente desprevenido.
Mas, não posso negar que foi um tanto bom. O da Claire seria mil vezes melhor, é claro, mas para quem não beijou ninguém em uns... 3 meses mais ou menos, qualquer bobagem cairia bem.
— Você está maluca?! — Eu falei, me afastando.
— Hum... É esse o gosto de mercúrio? — Ela falou, com o dedo nos próprios lábios.
Resmunguei qualquer xingamento e dei as costas pra ela. Comecei a andar, mas a garota veio atrás de mim e me impediu. Eu sei que é erradíssimo, mas senti vontade de bater nela.
— Fred, só me escuta, — Ela falou. Eu continuei andando. — a professora que está lá na sala, é... Um dragão! Nunca na história deste colégio nós vimos uma professora tão... Ditadora!
— Como assim? — Deixei escapar um pouquinho de interesse.
— Ela não deixa que falem uma palavra na aula dela, ela não pode ouvir o som de... Respiração, que já grita e xinga todo mundo. Você tinha de ver, um dia ela pegou uma cadeira e jogou na cabeça de um aluno. Outro dia, ela queimou o nariz de outro com um isqueiro. Ela é feia, maligna, gosta de ver os alunos sofrerem, e parece a encarnação do próprio Satanás.
“O diretor Júlio tentou fazer algo para demiti-la, mas não conseguiu. Encaminhou o ‘caso’ para o Ministério da Educação, mas eles não fizeram nada, pois têm medo dela. Têm medo que ela jogue uma bomba atômica na sede deles, ou algo assim. Nunca se sabe, não é?”
Bomba atômica? Lembrei da Ana.
— Bizarro. Mas tenho de ver Claire imediatamente, vou enfrentar essa professora! — Eu disse, e alarguei os passos, deixando a garota para trás.
— Boa sorte... — Escutei ela dizer, de longe.
Não precisei procurar muito a sala. Logo encontrei, mas decidi que entraria pela janela. Sim, as janelas eram grandes o suficiente para que um aluno pulasse por elas. Andei até a janela certa, e observei a sala.
A professora não era tão ruim assim. Estava explicando o conteúdo que tinha acabado de escrever no quadro. Ela falava de forma bastante plena e doce. A garota marrom tinha mentido só para que eu não viesse até aqui.
E como eu entraria sem chamar a atenção dela, nem de ninguém? Procurei por Claire, e a loira estava sentada em uma das primeiras carteiras.
— Senhorita Claire, — A professora falou, olhando para ela. – vou ter de falar tudo aquilo mais uma vez?
— Não professora, eu...
— PARE DE DESENHAR E COPIE JÁ O CONTEÚDO! – Ela realmente, gritou. Um grito tão alto que deviam ter ouvido lá da secretaria.
— Professora, não...
E, realmente, a professora mostrou que era a encarnação do Satanás. Pegou Claire pelos cabelos, levou a menina para frente, tirou uma palmatória da maleta de ferro dela e começou a bater na minha menina. Eu é claro, fiquei com muita raiva, não sabia o que fazer, mas era melhor não fazer nada precipitado.
Me levantei um pouco para ver melhor, e só ai vi que tinha um outro aluno ajoelhado num canto, em cima de um monte de grãos de milho. “O próximo que fazer algo, vai para o quarto escuro!” ela gritou, e voltou a bater mais em Claire. Ninguém esboçava nenhuma reação, provavelmente porque eram proibidos.
— Você! – Ela apontou e gritou para um aluno que tinha resmungado algo.
Pegou ele pelo braço, e o levou para o corredor. Consegui ver que ela o jogou dentro da sala à frente, onde era um breu total, fechou a porta e trancou com chave. Voltou, e ia bater em Claire de novo, mas eu tomei coragem, entrei pela janela, subi em cima de uma carteira e gritei apontando pra ela:
— Você não vai fazer isso!
Todos ficaram impressionados, claro.
— Quem é você?! – Ela falou, com uma careta.
— Eu sou Napoleão Bon... Quer dizer, Fred Mercúrio!
Desci da mesa e corri na direção dela, desviando das carteiras em filas. Quando cheguei perto dela, ela tentou me acertar com a palmatória, mas eu desviei. Ela tinha “aberto a guarda”, eu podia bater nela, mas... Bem, primeiro que ela é uma mulher, segundo que é uma professora, quão errado isso seria?
Enquanto pensava nisso, ela acertou a palmatória na minha perna. Mas eu consegui pegar o objeto e bater na cabeça dela, que soltou um enorme grito. Ela tirou o seu jaleco de professora e mostrou os grandes músculos do braço, estava pronta para lutar. Pegou uma régua de 60cm e usou de espada, contra a minha palmatória. Fomos lutando até o corredor, até que ela me acertou em cheio no peito, fazendo eu cair no chão.
Ela pegou seu jaleco, e ia me trancar naquela sala. Abriu a porta, e me jogou lá dentro. Mas antes que pudesse sair, eu corri até ela, a empurrei para dentro da sala escura, peguei a chave que havia caído no chão e a tranquei lá dentro.
Nunca tive uma luta tão rápida e tão mal-detalhada. Voltei para a sala, e todos estavam boquiabertos. O garoto já tinha se levantado do milho, Claire já tinha se recuperado. Fui na direção dela.
— Claire...
— FRED IDIOTA MERCÚRIO! – Escutei alguém gritando lá da porta.
Virei para ver quem era, e era ele.
Anthony.
Com uma cara de nervoso, cerrando os dentes e com um tijolo na mão. Ele olhava fixamente pra mim e excepcionalmente nervoso. Jogou o tijolo na minha direção, na minha cabeça e, felizmente, consegui desviar bonito. Joguei a mesa da professora para o lado e corri na direção dele. Ele também correu e conseguiu acertar um soco na minha cara. Caí para o lado, em cima de uma carteira.
Ele foi para cima de mim, e agarrou o meu pescoço, tentando me enforcar. Tentei bater nele, mas eu estava numa péssima posição, consegui apenas dar uns tapinhas. Então, coloquei a mão no peito dele e torci um mamilo do garoto. Ele gritou de dor e me soltou. Levantei e acertei um soco na cara dele. Ele bateu em minha barriga, e eu no peito dele.
Anthony estava sangrando no nariz. Eu estava um pouco dolorido, mas nada demais. Todos os alunos da sala estavam ao redor de nós, gritando e torcendo. Ele pegou uma carteira e tentou bater em mim com ela, mas eu segurei-a, e empurrei de volta para ele, que caiu de costas. Ele levantou, não estava muito machucado. Tinha ficado mais forte.
Batemos um no outro por mais algum tempo, e Anthony parecia não se cansar nunca. Eu já estava bastante dolorido. Precisava de uma estratégia. Dei um soco no ombro dele (acho que doeu mais na minha mão do que no ombro) e, não sei porque, subi em cima de uma carteira. Fui andando por cima de uma fila até a janela.
Ele veio atrás de mim, andando por cima das carteiras em direção da janela. Eu não ia fugir, é claro, só precisava de tempo. Quando eu tinha chegado perto da janela, ele me alcançou e me bateu nas costas, muito forte. Gritei de dor, mas não me deixei intimidar. Olhei com raiva nos olhos dele, e dei dois socos certeiros em seu rosto. Com o meu joelho, bati na virilha dele, que gritou e se inclinou para frente. Aproveitando que ele estava inclinado, soquei sua cabeça novamente, e antes que pudesse se recuperar, dei um grande chute no seu peito, no melhor estilo 300, fazendo-o cair pela janela, para fora da sala.
Com a força do chute, eu até ia cair para trás, de costas no chão, mas alguém me segurou. Fiquei de pé, e vi que era Claire. Ela estava com lágrimas nos olhos. Todos os alunos da sala ainda estavam boquiabertos, com certeza iam me agradecer por ter livrado eles da professora. Mas tudo o que gritaram foi:
— Não temos aula! – E todos saíram correndo da sala.
Só ficamos eu e Claire, ali, na sala. Mas eu ainda tinha de fazer uma coisa. Fui até a janela, pulei-a, e peguei Anthony pela gola da camisa.
— Foi você não foi? Quem deixou aquele bilhete para ela!
Ele só resmungou algo. Bati nele, e ele falou:
— F-fui! Fui eu sim, eu fiz de tudo pra ver vocês dois separados um do outro! – Ele falou, tossindo.
Faria de tudo?
— E... O que mais você fez?! – Gritei para ele.
— Naquela festa, — Ele começou a dizer – Claire disse que só ficaria com outra pessoa se terminasse com você, que nunca iria te trair, baboseiras assim. Então, comecei com o meu plano pra me livrar de você.
— Plano?
— Sim! Eu falsifiquei assinaturas dos seus amigos para usar contra você, e meu pai ainda é um juiz... Só precisava fazer você cometer algum crime ou algo do tipo. Então, fiz com que um garoto da 5ª série se trancasse no banheiro e ficasse lá, de plantão, falando “mate-me, mate-me” até que você aparecesse. E, por incrível que pareça, deu certo!
“Então, você foi para o hospício, mas eu ainda precisava quebrar o coraçãozinho de Claire... Por isso escrevi aquele bilhete, com a sua letra, sua assinatura, invadi seu apartamento de noite e deixei-o lá. A loira caiu como um pato, mas quando eu tentei ficar com ela...”
— Eu estava muito abalada pra ficar com alguém. – Ela completou, olhando para Anthony sem expressão.
Larguei-o, e levantei. Aquele verme... Foi tudo por culpa dele! Eu deveria bater mais nele, mas eu não seria tão abominável assim. Será que ele já tinha aprendido a lição? Olhei para Claire, que estava muda, e dei um sorrisinho:
— Seu Napoleão veio te salvar. – Ela pulou a janela e me abraçou.
— Desculpa por... – Ela afundou no meu peito, e eu a interrompi:
— Calma, está tudo bem agora.
Continuamos ali abraçados. E Anthony ali no chão, gemendo. Até que lembrei de uma coisa. Procurei algo no bolso da minha calça (só me vestia de Napoleão da cintura pra cima) e achei um cartão. Soltei Claire, e olhei para Anthony.
— Hey, Anthony. – Falei – Você é fã de Elis Regina?
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