Notas iniciais
Olá leitores!
Muito obrigado pelos reviews no capítulo anterior :D
Então... desculpem pela demora pra postar -.-'
É que várias coisas aconteçeram essa semana, e estou teoricamente entupido de trabalhos do colégio :/
Logo, vou determinar um dia certo pra eu postar essa fic, e esse dia é... Sábado.
Sim, vou postar um capítulo por semana. Não me matem ainda!!!!
Todos os sábados é GARANTIDO que vou postar, talvez eu poste um ou outro em outros dias, ou seja... O mínimo que vocês vão ter é um capítulo por semana, e pode ter mais, dependendo da ocasião (:
Então, parei de encher vocês com essas coisas e VAMOS LOGO AO CAPÍTULO :D :D :D
Esse capítulo é dedicado à Fuck The Rules ;]
Ah, e sim, o título é Frique Comigo, com o R mesmo :3

Segunda tinha sido um tanto chata. As aulas foram um tédio total, Claire não havia aparecido, e fiquei muito chateado... Queria mesmo ver ela. O que será que tinha acontecido?

Paul e eu ficamos a tarde toda em casa, fazendo diversas coisas, como jogar vídeo-game, fazer tarefa, jogar vídeo-game e jogar vídeo-game. De noite, eu nem me dei o trabalho de ligar a televisão, e logo dormi. Tive um sonho meio... “embaçado” por assim dizer, sonhei com Claire, estávamos naquele parque e... Não lembro de mais nada.

***

Terça-Feira

— A festa é hoje! Hoje é o nosso dia Fred! – disse Paul, por um bilhetinho, durante a aula de química.

“Espero que Claire tenha vindo hoje, tenho de convidar ela” escrevi e mandei para ele, na carteira de trás. Sim, eu queria mesmo levar Claire para essa festa. Infelizmente, acho que ela também não veio ao colégio hoje, fiquei esperando ela no portão e nada... Tinha ido à sala dela depois também, e ela não estava lá. Depois disso fui para a primeira aula, na minha sala.

“Eu não levaria ela, aproveita pra pegar outras, cara!” Paul havia escrito no bilhete. Pegar outras? Impossível, eu não queria e não podia mesmo pensar em outras, só Claire é quem estava na minha cabeça. E só ela. Escrevi algo parecido com isso no bilhete, e Paul respondeu “nossa, como o senhor é romântico. Casa comigo?”

A professora deu um trabalho em dupla para a gente fazer ali mesmo. Eu ia com Paul, mas ele foi direto com Peter quando soube que o trabalho era em dupla – pois Peter era um dos mais inteligentes da sala. Eu então juntei minha carteira com Julia.

Copiamos os exercícios do quadro e começamos a resolver. Ela estava tão calada... Não era típico dela isso. Mas não falei nada, devia estar... Naqueles dias.

— Eu não gosto daquela Claire – ela disse, enquanto escrevia uma resposta na folha.

— Não? Por quê? – perguntei, confuso.

— Ela é... Nojenta, sei lá. Não gosto dela, e acho melhor você não ficar andando com ela.

— É porque você não a conhece direito. Ela é incrível ta? É linda, inteligente, carismática, tem boa conversa...

— Boa conversa? Sei.

É claro que Julia estava... Com ciúmes. Qual seria o outro motivo dela estar perguntando essas coisas? Ela podia gostar de mim, mas eu... Não sentia o mesmo por ela. A vez que fiquei por ela foi só por ficar mesmo; sem nenhum sentimento.

(This is a FlashBack)

Era época de festas juninas. Aquela época em que todas as “organizações” por assim dizer, faziam festas em que todos iam vestidos de caipira. E era dia da festa junina da escola. Seria tão legal, emocionante e lucrativo eles disseram. Mas eu estava lá, sentado com Paul numa mesa, só com uma Coca-Cola, num silêncio absoluto só observando os outros.

Eu nem entrei direito no clima, só vesti uma camisa xadrez que eu usava no dia-a-dia e pronto. Paul estava completamente caipira, com chapéu de palha, calça rasgada, camisa xadrez e uma barba postiça.

As mesas ficavam do lado do ginásio do colégio, num lugar aberto. Haviam grandes caixas de som em toda a escola, tocando músicas eletrônicas e sertanejos universitários. Músicas que eu pessoalmente detestava. Mas a maioria daqueles alienados alunos piravam nas músicas, e infelizmente os diretores sabiam disso.

— Vamos perder a aposta não é? – disse Paul, desanimado, olhando para as outras mesas.

— Que aposta?

— A aposta!

— Ah sim, a aposta.

Demorei um pouco mas logo me lembrei. Apostamos com um cara do 2º ano que eu, Paul e Jorge conseguiríamos ficar com pelo menos uma garota nessa festa. Jorge já tinha conseguido pegar uma, mas eu e Paul estávamos ali, numa seca danada. O que havíamos apostado? Se não conseguíssemos ficar com alguma garota, teríamos de andar de quatro pelo colégio amanhã. Pra mim não era tão ruim assim, já que no primeiro dia de aula eu andei igual a um sapo pela escola.

— Quer saber, vou andar um pouco lá no ginásio, já venho – eu falei, me levantando. Aquilo estava um saco.

O ginásio estava lotado de gente. Tinha um palco no meio dele, com uma bateria, violões e um baixo. Uma banda logo ia tocar, infelizmente ainda não estava tocando. No ginásio tinham várias barraquinhas de doces, pastéis, sanduíches, etc, por isso aquilo estava lotadamente lotado.

Fui comprar um pastel. Entrei na fila, que estava enorme, e alguém me chamou por trás.

— Fred! Fredzinho! – olhei para trás e era ela: Julia. Estava linda, com seus cabelos de trancinha.

— Olá, tudo bem?

— Sim sim, e você? Tá gostando da festa?

— Claro, está muito legal – menti – e você? Tá gostando?

— Aham, mas infelizmente to sozinha agora, minhas amigas foram embora...

— Quer companhia? – falei. Ela deu um sorriso e disse:

— Claro!

Compramos o pastel e ficamos por ali mesmo, comendo. Assim que terminamos, compramos refrigerante e saímos andar pelo colégio. Ela enganchou em mim e andávamos por toda a escola, conversando sobre tudo. E meu Deus, como aquela garota falava. Enquanto eu falava 3 palavras, ela falava umas 5.000.

— Aquela Wanderléia é uma fofoqueira de mão cheia. Ou boca cheia, sei lá. Ela só sabe falar mal dos outros, nunca fala de si mesma, não é inteligente, sei lá, eu não gosto dela.

— Uhum...

— E você viu o que ela fez na sala de informática aquele dia?

E ela continuou falando e falando, cada vez mais. Compramos Quentão e mais Quentão, paguei para ela essa bebida, para ver se ela ficava quieta um pouco. Uma hora passamos por uma amiga de Julia, e ela ofereceu um Quentão para ela (Julia). Ela aceitou e continuamos andando. Estávamos atrás do ginásio quando Julia começou a ficar maluca, e não falar coisa com coisa.

— Sabe Fred, eu sempre odiei a Wanderléia, mas até que ela tem um bom cabelo, e eu sempre te achei um gostoso.

— Hã? Julia, você ta bem?

— Não! – ela falou, e começou a rir. Estava... Bêbada. O que tinham colocado naquele quentão?

— Olha Julia, você está alterada e...

— Brincadeira, não estou tão bêbada assim, idiota- ela falou, me dando um soquinho no peito. Ok, ela tinha me assutado.

— Isso não se faz menina!

— Poisé, mas é engraçado mesmo assim – ela falou, e então me deu um abraço – ai ai, eu to tão cansada... Andei por esse colégio o dia todo.

Ela continuou me abraçando, apoiando a cabeça no meu peito. A abracei de volta, levemente, só pra dizer que estava abraçando mesmo.

— Fred...

— Que foi?

— Eu sempre gostei de você sabia?

— Eu também gosto de você Julia – falei, com um sorrisinho.

— Mas... Gosto de gostar, tipo... Sabe? – ela riu.

— Mesmo?

— Uhum – a garota falou timidamente e me abraçou mais forte.

O resto eu não sei como aconteceu direito. Continuamos ali abraçados, ela ficou passando a mão no meu cabelo, me apertou mais e mais, e nos beijamos. Foi um beijo longo, mas mesmo assim suave. Ela sabia mesmo beijar bem, o beijo dela era tão bom...

Depois disso, nos despedimos pois logo ela tinha de ir. Fui falar com Paul, e contei da “ficada” e comemorei porque não íamos perder a aposta. Mas logo lembrei que... Paul não tinha ficado com ninguém, e que mesmo eu ficando com Julia, teríamos de andar de quatro pelo colégio amanhã.

(FlashBack off)

- Mas mesmo assim eu gosto dela, não vou deixar de falar com ela.

— Então tá – Julia deu de ombros, e foi perguntar algo para a professora.

Depois daquele dia da festa junina, eu e ela não tínhamos ficado mais, mas estávamos próximos mesmo assim. Às vezes ela me abraçava, ficava perto de mim mesmo, e tudo mais. Mas eu pessoalmente não retribuía tudo aquilo.

O clima ficou meio tenso entre nós dois até o intervalo. Quando ele chegou, agradeci aos céus pois aquelas aulas estavam chatas. Eu e Paul saímos primeiro, e o acompanhei até o refeitório. Enquanto íamos até lá, parei no meio do caminho e disse:

— Hey, eu vou lá na sala da Claire, ver se ela veio mesmo ou não.

— Tudo bem, Romeu – Paul disse, e continuou seu caminho.

Quando me virei, dei de cara com Julia.

— Desculpa – falei, e já ia sair dali, mas ela não deixou.

— Fred... Eu é quem peço desculpas.

— Hum?

— Eu fiquei falando da Claire e tudo mais... Acho que eu não devo ficar me metendo na sua vida desse jeito, sei lá. Então... Desculpa?

— Tudo bem Julia, não se preocupa com isso.

E a abracei. Ela pareceu contente com o abraço, pois eu ia soltá-la mas ela não deixou. Como naquele dia, ela ficou com a cabeça no meu peito. Mas hoje, eu não ia ficar com ela, principalmente porque todo mundo estava vendo a gente abraçado ali, no meio do saguão.

Todo mundo estava vendo, inclusive ela: Claire.

Assim que a vi, soltei Julia. Claire se aproximou da gente. Ela estava linda, com uma maquiagem meio pesada, seus cabelos lindos e brilhantes, e os olhos maravilhosos dela... Certo, parei.

— Oi, Fred – ela disse compassadamente.

— Ah, não quero atrapalhar vocês, vou indo – Julia disse, mas Claire rebateu:

— Não, acho que sou eu quem estou atrapalhando não é?

Julia ignorou e foi para o refeitório. E agora sim, o que eu ia fazer? Será que Claire encarou aquilo como um tipo de traição? Será que ela tinha ficado com ciúmes? Logo parei de pensar naquilo e disse a primeira coisa que me veio na cabeça:

— Olá Claire, eu tava com muita saudades sabia?

— Ah é? To vendo...

— Não se preocupa, aquilo foi só... Um abraço amigável, eu nunca...

— Tudo bem – Claire me cortou – não precisa se explicar.

— Não mesmo?

— Não.

— Certo...

E ficamos lá, sem assunto. Droga, porque ela tinha de aparecer justo quando eu estava abraçando a Julia?

— Porque faltou ontem? – perguntei.

— Um tio meu morreu, naquele dia em... Que saí contigo.

“Naquele dia que fiquei com você” era o que ela queria falar, é claro.

— Mas nada demais, eu não era muito chegada a ele mesmo.

— Não?

— Não, na verdade, eu não gostava dele. Ele não gostava de mim, sempre que ia lá em casa, ele dava atenção pra minha irmã, pro Victor, pros meus pais, menos pra mim... Vai entender.

Demos uma risada forçada. E eu logo perguntei:

— Quer ir numa festa hoje? Comigo?

— Festa? Hoje? Que horas?

— Hoje de noite, na casa de uma... Conhecida. Ela convidou eu e Paul, pois tem uma menina que está afim dele, e essa é uma oportunidade deles se encontrarem. Como sou amigo do Paul, ela me convidou também, e agora... Estou convidando você.

— Olha, eu não garanto que eu possa ir, porque meus pais não gostam que eu saia de noite...

E lembrei do que tinha acontecido. Que eu tinha sido expulso de casa e tudo mais... Mas não ia contar pra ela agora, talvez depois.

— Passa o seu celular? Assim eu posso dizer se vou ir ou não – ela falou.

AH, consegui o número de celular dela! Assim posso falar com ela o dia todo e não só na escola... Ponto pra mim.

Trocamos os números e continuamos conversando. Conversei bastante com ela sobre diversos assuntos e contei das coisas que tinham acontecido na “minha” casa. Ela ficou meio impressionada, e, graças a Deus, esqueceu do abraço que eu tinha dado na Julia.

Notas finais
Será que a Claire vai? Será que não vai?!?
Até sábado!