Minha Amada Vítima 2

19 Como Uma Família


Notas iniciais
Hey! Antes de mais nada, mil perdões pela demora de quase três semanas. Não foi proposital, juro! A volta as aulas foi cansativa, e a Livia está participando do Concurso 1000 Folloowers do Kat Fanfics, algo que também consumiu seu tempo. Mas felizmente, e graças ao bom Deus, conseguimos terminar o capítulo õ/ Dedicamos a linda, maravilhosa e incrível (olha o puxa-saco hahahahaha) da xxxNii, que mandou a segunda recomendação da fic! MUITO OBRIGADA *-* Quero agradecer, também, a Ayuzawa, Bi Hyuuga, Ivy chan, Miah grigori, MikuMisaki, GabbySaku, Daniela Nicacio, Fada Mironga, InoYamanaka, LiaSilva, Siquinha e xxxNii, que comentaram e nos incentivaram por meio de palavras, a continuarmos até o final! E é isso que faremos, da melhor maneira possível ;) Boa Leitura! (Manu) Fanáticos Por Fanfics.

– Mas que merda de trânsito!

Atordoada, piscou inúmeras vezes, sentindo uma dor intensa no lado de seu corpo. Focou seu olhar no teto, mas não era o típico branco que a van do Grupo Uchiha possuía. Ao contrário, era totalmente negro, com desenhos de explosivos TNT em vermelho.

Viu-se deitada em um dos bancos confortáveis, com Ino e Hinata ocupando lugares ao lado do seu. Seus rostos estavam cheios de fuligem, e havia um profundo corte na testa da loira. De resto, pareciam bem.

Tentou se levantar, mas uma onda de dor assomou seu corpo. Retornou para a posição inicial, com um baixo resmungo. Isto foi o suficiente para que Ino e Hinata se virassem para ela.

– Que bom que acordou – disse Hinata, com um breve sorriso. Seu cabelo estava preso em um coque frouxo, e seus olhos azuis continham algo de diferente; um ressentimento (quase) oculto. – Você tem mania de preocupar as pessoas às vezes. – E sorriu minimamente.

Sakura conseguiu se sentar, os olhos fixos em Ino. Nada disse apenas a fitou demoradamente, absorvendo sua imagem, e tentando não chorar. Sua mente estava confusa demais para crer em qualquer um. Àquela altura do campeonato, todos mereciam receber o privilégio da dúvida.

Olhou para frente da van, reconhecendo figuras que lhe prenderam a atenção, mais do que sua (ex) amiga.

Sasuke, Itachi e Naruto se encontravam acomodados, enquanto Madara guiava a van — por vezes emitindo palavrões impronunciáveis -, Fugaku e Mikoto conversavam com os filhos, e Minato e Kushina cuidavam de Naruto, atenciosamente.

– Nossos sogros – sussurrou Ino, com um manear de cabeça, e um sorriso discreto em seus lábios.

Sakura não pôde evitar que um sorriso surgisse. Afinal, estivera certa quanto à hipótese de sentimentalismo levantada mais cedo.

– Que horas são? – perguntou, encarando Hinata.

O sacolejo da van manteve-se duradouro, sem cessar. A morena respondeu por fim:

– Quase sete da noite.

A rosada mal percebera o quão escuro estava o céu.

– Amanhã é sábado – murmurou, quase imperceptivelmente.

– Dia de a Akatsuki concluir seus planos – concluiu Ino, pensativa.

Mikoto se dirigiu até as três, com a típica doçura percorrendo seu semblante, acompanhada de um sorriso.

– Como está se sentindo, Sakura? – Ela se inclinou para a rosada, encostando a palma de sua mão na testa da jovem, verificando sua temperatura.

– Só um pouco atordoada, mas bem. – Olhou ao redor, percebendo que Sasuke e Itachi discutiam algo sério com o pai, aos sussurros. Franziu o cenho.

– Sorte termos passado pela mansão a tempo – comentou Minato, de braços cruzados, próximo delas. — Vimos quando os mísseis a atingiram, e pensamos que estava tudo acabado... Demos um jeito no helicóptero, enquanto Madara ia lá dentro com Fugaku. – Fez uma pausa. — Itachi, Naruto e Sasuke estavam conscientes, e já estavam saindo com vocês. Pensamos que estivessem mortas, mas eles conseguiram protegê-las da explosão.

– A mansão desabou logo que saímos – acrescentou Naruto, aproximando-se também. – Tivemos muita sorte.

Sakura encarou Hinata, e depois Ino. Voltou à atenção para os Uzumaki e a Uchiha.

– O que vai acontecer agora? Vamos para o esconderijo do Grupo Uchiha?

Um novo palavrão proferido por Madara, sendo seguido por uma longa buzinada. Kushina bufou.

– Dá para ser mais educado, Madara? – exasperou-se, irritada.

Mais resmungos por parte do motorista, que pareceu não se importar com a bronca. Minato e Mikoto se entreolharam, respondendo à pergunta de Sakura em seguida.

– Nosso esconderijo foi bombardeado também, Sakura. – disse a sra.Uchiha, com delicadeza. A rosada arregalou os olhos. – Alguns dos nossos empregados foram mortos. Os que sobreviveram, mandamos que fugissem...

– Mas eles são preparados para qualquer ataque – Naruto suspirou. – A essa altura, já devem estar bem longe daqui...

Hinata foi quem se pronunciou sob a notícia nada promissora.

– E agora? – perguntou ansiosa. Os olhos vagaram de Minato e Kushina, para Mikoto, como se esperasse que uma ideia genial surgisse por parte deles. – Vamos... Abortar missão?

Novamente, uma trocada de olhares que não surtiu um efeito animador. Eles não precisaram falar nada. Apenas a ação de se entreolharem, significava que eles não tinham um plano naquele momento.

– Não sei o que deu errado – murmurou Sakura, mexendo nos cabelos com uma das mãos. – Sinceramente, não sei. Sasuke tinha certeza de que não estavam nos espionando! E... – seu olhar voltou-se para Ino. A desconfiança pairou no ar, e a loira pareceu perceber que seria alvo de acusações.

– Não! – A Yamanaka se colocou de pé, com uma aura de fúria. – Não fui eu, se é o que está pensando!

– Bom, eu não teria motivos para desconfiar de você, certo? – A Haruno foi irônica. – Traiu a gente, se juntou a Akatsuki, tentou me matar, e por algum motivo louco está conosco agora, como se nada tivesse acontecido!

– Ok, parou! – Itachi se aproximou também, enquanto Minato, Kushina e Mikoto voltavam para frente, indo falar algo com Fugaku. – Sakura, a Ino NUNCA fez parte da Akatsuki! Ela SEMPRE trabalhou para a Legião, entendeu? Acha que eu também não desconfiei? – acrescentou com rispidez, e Sakura suavizou a expressão. – Ela está do nosso lado, e eu não sou tão idiota a ponto de não ter certeza disso!

A rosada encarou Ino, que havia retornado a posição inicial, mantendo-se em total silêncio. Suspirou.

– Se você fizer mais alguma merda – começou em tom ameaçador. – Juro que corto sua garganta!

Ino sorriu, sem nada dizer. Naruto limpou a garganta, atraindo as atenções.

– E a pergunta que ninguém responde é... E agora? – falou, um pouco alto demais.

Sakura lembrou-se de Shizune morrendo em seus braços, de Tsunade dizendo que ajudaria de Tenten se arriscando pela amiga...

Todo o esforço, de todos naquela van, não poderia ser simplesmente esquecido. Sakura pensou em sua mãe, e um sentimento ruim assomou seu peito. Precisava acertar as coisas, ou pelo menos tentar.

Conseguiu se levantar com esforço, e se dirigiu até a frente da van.

Seu pai (mesmo que não conseguisse chamá-lo assim com tanta facilidade) continuava dirigindo como um louco, aparentemente sem um rumo definido.

A jovem pulou para o banco do passageiro, sentindo uma pontada em cada parte de seu corpo. Ignorou a dor.

– Mas que merda de trânsito! – gritou o Uchiha, fazendo pouco caso da presença da filha ao seu lado.

Sakura bufou.

– Dá para parar essa merda de van antes que eu me irrite? – questionou-o, entre dentes.

Madara a olhou de soslaio. Por fim, guiou até o acostamento, e parou. Encarou a rosada.

– O que é? – foi grosseiro, mas ela não se importou.

– Temos um plano, ou não temos? – perguntou, com firmeza.

O homem riu com escárnio.

– Não sei se percebeu, mas estamos fudidos! – enfatizou, batendo no volante.

A Haruno umedeceu os lábios.

– Você ficou com meu Sidekick antes da missão começar... – relembrou.

Madara franziu o cenho.

– Foi mal, mas ele já era. – interrompeu-a, cruzando os braços. – E eu não posso te dar um novo porque a minha conta no banco tá totalmente zerada agora...

Sakura respirou fundo, buscando paciência.

– Não é isso – apressou-se em dizer. – Uma amiga minha recebeu uma ligação alguns dias atrás. Era a mandante das mensagens. – percebeu que todos estavam atentos à conversa naquele momento. – Ela... Estava pedindo socorro. Descobri que meu próprio p... Que Kisashi – corrigiu-se em tempo. — Estava... Abusando dela, mantendo-a presa em algum! Não houve mais mensagens ou ligações desde então.

Fugaku se pronunciou completamente sério.

– Enquanto estavam em missão, estivemos avaliando e negociando com alguns grupos – falou, refletindo. – As mensagens de texto foram cuidadosamente analisadas, e já tínhamos uma suspeita de quem era... – Lançou um olhar furtivo a Sasuke. – Mas como não queríamos agir antes da hora, resolvemos aguardar.

– Vocês nunca entram em campo – disse Itachi, com a cabeça de Ino apoiada sobre seu peito. – Nunca se metem diretamente...

– Isso é um erro – concordou Kushina, serenamente. Minato a abraçava pela cintura. – Sempre soube disso, mas minha opinião não vale de nada...

– Não fale assim, querida. – O loiro a repreendeu, com um suspiro. – Só que nós sempre cuidamos de tudo. Vocês, mulheres, são a parte...

– Reprodutiva? – sugeriu a ruiva, com a sobrancelha arqueada.

– A questão é – Fugaku apressou-se em dizer, e Minato pareceu grato por tal atitude. – Que vocês – lançou um olhar para os jovens. – Serviram perfeitamente durante todo esse tempo. Mesmo que não tenham analisado os arquivos precisamente, se saíram muito bem... Como uma distração!

– O QUÊ? – Hinata se levantou perplexa. – Distração? Que... Mas que história é essa? – Encarou Naruto, como se o acusasse, e este tratou de erguer os braços para o alto.

– Eu não sei de nada! Nem olha para mim! – Ele exclamou.

Madara deu de ombros, sob o olhar incrédulo da filha.

– Por que acham que foram até o Olho de Vidro?

– Para encontrar o Kabuto – Itachi respondeu, olhando para o pai, em seguida para o tio. – Ele tem ligação com o Pain e precisávamos dele para prosseguir com a missão.

– Ele não sabia muita coisa – Sasuke relembrou do interrogatório que ele, seu irmão e Naruto haviam feito com o agente duplo. – Ou pelo menos não se importava de morrer. Nós metemos uma bala no cérebro dele, e o jogamos em um córrego qualquer.

Fugaku se manteve sério, encarando o filho caçula.

– Esse não foi o único motivo para terem ido até o Olho de Vidro. – disse, fitando Minato por um instante.

O loiro pigarreou. Todos os olhares estavam voltados para si, atentos e inquisitivos.

– Nós precisávamos que os chefes dos grupos que estávamos negociando, acreditassem que vocês eram bons – lançou um olhar furtivo a Kushina. – Nada melhor do que invadirem o Olho de Vidro, quebrando as regras, e matar grande parte dos líderes mais poderosos das gangues.

Não houve respostas. Apenas trocas de olhares, estando estarrecidos demais para falar qualquer coisa.

– E serviu para alguma coisa? – Foi Ino quem fez a pergunta, com certa irritação em sua voz.

– Claro que sim. – respondeu Mikoto, de certa forma apreensiva. – Nós... Conseguimos fechar acordo com...

Mas ninguém soube com quem os chefes do Grupo Uchiha tinham fechado acordo, pois o disparo atingiu o teto da van, interrompendo a matriarca dos Uchiha de chofre.

Madara fora o autor do susto, colocando-os em alerta.

Antes que Sakura pudesse gritar com o Uchiha (obviamente desrespeitando qualquer lei de respeito existente entre um pai e uma filha), este já havia se colocado de pé, e se dirigiu até onde Naruto estava.

O Uzumaki arqueou as sobrancelhas, mas não foi nele em quem Madara prendeu sua atenção; e sim na jovem Hyuuga.

– Ahn... – a morena pareceu tão confusa quanto o namorado.

Madara ignorou a expressão de ambos, e sem hesitar virou o rosto da jovem com grande agilidade, observando algo atentamente.

– Mas o quê...? – começou Sakura, sendo interrompida por um gesto de Sasuke.

Logo, o homem tirou um pequeno adesivo do rosto da morena, tão transparente que quase não se via, a não ser é claro, por um espelho retrovisor quando um raio de sol batesse diretamente no rastreador implantado na Hyuuga.

– Olhem para isso – Madara observava o selo com certo desdém, se afastando do lugar onde Naruto e uma perplexa Hinata estavam. – Um rastreador. Foi isso que estragou toda a missão.

A mente da morena vagou até os acontecimentos mais recentes daquele dia. O encontro repentino com seu pai, até a discussão no semáforo e o tapa marcante.

Tocou sua bochecha direita inconscientemente, onde o selo com o rastreador se encontrara.

Fora ele. Hiashi.

E de todas as maneiras possíveis, sentiu um ódio e rancor de seu pai, por ser tão baixo e ganancioso.

Naruto afastou uma mecha de sua franja negra com delicadeza, e ela repuxou os lábios, em um sorriso contido.

– Não importa agora – Kushina tomou o pequeno selo transparente da mão do Uchiha, observando-o. – Vou dar um jeito nisso, assim que chegarmos ao nosso destino.

– Para onde estamos indo exatamente? – questionou Naruto, cuidadosamente.

Sua mãe respirou fundo, sentando-se ao seu lado. Os olhos arroxeados vagavam de seu filho, para Itachi e Sasuke.

– Vamos encontrar os líderes dos grupos que negociamos recentemente. Eles tinham aceitado nos ajudar caso precisássemos.

– Mas... – Ino pigarreou. – E a Akatsuki, a mãe da Sakura e a mandante das mensagens? – Lançou um olhar para a amiga rosada, que assentiu em concordância. – Como vai ser? Vamos... Agir? – Voltou-se para os mais velhos.

Fugaku pareceu refletir seriamente sobre a questão.

– Como meu querido irmão já disse – enfatizou com ironia, fazendo o mais velho revirar os olhos. – Tínhamos uma suspeita inicial de quem era a vítima do chefe da Akatsuki. Agora que sabemos quem é o líder dos terroristas opostos, não tem porque ocultarmos a informação principal. – Encarou Sasuke e Naruto, como se tudo se resumisse ao seu filho caçula e ao jovem loiro. – É a Karin, nossa antiga agente.

(...)

Kisashi entrou na cela que se mantinha oculta em seu escritório no centro de Tóquio. Estava mais satisfeito do que nunca, já que nada poderia impedi-lo de ter todo o poder em suas mãos.

Caminhou pelo corredor úmido entre as celas de aparência gasta. A escuridão pairava naquele ambiente, tendo apenas um ponto de iluminação, que se encontrava no fundo da prisão.

Uma área circular totalmente deserta, com uma única lâmpada no teto, e duas figuras unidas por correntes ao lado da fonte de luz, pendendo de cabeça para baixo.

O presidente puxou uma cadeira que estava ao canto, e puxou para o centro, ficando cara a cara com os rostos feridos das mulheres.

– Boa tarde – falou, com ironia.

Elas giravam lentamente, os cabelos soltos balançando lentamente. As bocas estavam amordaçadas, e os grunhidos de revolta ou gemidos de dor, eram as únicas coisas que soaram como resposta.

– Hoje é sexta-feira, se querem saber – O sr.Haruno prosseguiu, como se estivesse em uma conversa casual. – E amanhã é o dia da minha ascensão.

A ruiva grunhiu com raiva. Seus óculos tinham sido quebrados, e estavam no chão, enquanto sua face continha inúmeros cortes e hematomas.

– Ah, você disse alguma coisa, ruivinha? – Kisashi cerrou os dentes, repentinamente furioso. – A culpa é sua por estar aí! Se fosse fiel a mim, estaria comigo, e não presa com essa outra vagabunda!

Mebuki choramingava, franzindo o rosto de dor. Estava igualmente ferida, tanto fisicamente, quanto em seu interior. Desejava que aquilo tivesse fim, e que Kisashi a matasse de uma vez, mas ele parecia disposto a deixar que seu sofrimento fosse prolongado ainda mais.

O sr.Haruno se levantou com um sorriso maldoso perpassando seus lábios. Não havia mais a sombra do antigo presidente em seus olhos escuros; apenas a loucura que comandava todos seus pensamentos.

– Não se preocupem – Ele prosseguiu, com um sádico sorriso. – Vocês não morrerão... Ainda.

Fez menção de sair da prisão, mas retornou seu olhar para as mulheres antes disto.

– Aliás – o tom frio destilou suas palavras seguintes. – Sua filha está seguindo os mesmos passos que você, Mebuki. – Um suspiro de falsa decepção deixou a garganta do presidente. – Ela e os amiguinhos terroristas receberão o que merecem. Amanhã haverá uma grande festa. E sinto dizer que esta é a última vez que vejo a cara das duas.

Um grunhido ecoou pela prisão, vindo da sra.Haruno. Kisashi apenas deu-lhe as costas, desta vez deixando definitivamente o esconderijo.

Digitou a sequência de números que compunham a senha, e as trancas se moveram, lacrando a passagem. Naquele instante, alguém bateu a sua porta, e rapidamente o Haruno recolocou a parte da parede falsa, encaixando-a perfeitamente. Puxou o forro, e o colou contra o retângulo, sem deixar a passagem aparente.

Sentou-se à sua escrivaninha, e apertou um botão que se encontrava oculto por pastas e papéis. A porta do escritório destrancou, e um conhecido entrou no escritório.

– É muito bom vê-lo – Kisashi se levantou, apertando a mão do terrorista, e sorrindo para este. – Sasori.

(...)

– M-Mas... – Naruto tossiu demonstrando nervosismo. – Nós vimos o corpo... Era a Karin.

– Da mesma forma que virão o corpo de Ino? – Madara arqueou uma das sobrancelhas para o loiro. – A Akatsuki pode matar uma pessoa sem precisar de armas.

O silêncio predominou na van. Sakura percebeu a tensão em Sasuke e Naruto, e soube que Karin deveria ter sido importante na época em que esteve com o Grupo Uchiha.

– Com quem vocês fecharam acordo? – perguntou Naruto, cruzando os braços, tentando (inutilmente) fingir que tudo estava perfeitamente normal. – Quem são os líderes dos grupos?

– Jiraya e Orochimaru – Fugaku respondeu com a calma percorrendo seu semblante.

Pelo modo como os garotos pareceram surpresos, e pela perplexidade estampada na cara de Ino e Hinata, Sakura concluiu que os homens citados eram extremamente poderosos no mundo deles.

– Ahn... – Ergueu a mão, como se pedisse permissão para falar. Estreitou os olhos, em dúvida, assim que recebeu a atenção de todos. – Quem são estes?

Sasuke exibiu um sorriso enigmático.

– Apenas os caras mais poderosos dentre todos os terroristas. Construíram impérios. Perto deles, o Grupo Uchiha, e a Akatsuki não passa de moscas. – Voltou à atenção para o pai. – Eles vão nos ajudar, ou estão se divertindo com o desespero de todos?

Madara tossiu teatralmente.

– Em primeiro lugar, não estamos desesperados, sobrinho. – Ignorou a revirada de olhos do Sasuke, e continuou. – Em segundo lugar, eles não deixam de cumprir um acordo quando fazem um.

– E que acordo foi esse? – Hinata arqueou uma das sobrancelhas.

Mikoto sorriu de um jeito amável.

– Eles nos entregarão o mapa completo do prédio onde reside o escritório do presidente. – explicou, e acrescentou com confiança quando recebeu olhares desconfiados da maioria. – Karin e Mebuki com certeza estão presas lá. Vamos organizar um plano, salvá-las, e desativar a bomba. Simples assim.

– Simples assim? – ironizou Itachi, balançando a cabeça negativamente. – Até um instante atrás vocês nem queriam ajudar...

– Tínhamos a opção de fugir ou permanecer aqui e defender o que nos pertence – Minato sorriu de lado. – Vocês venceram. O Grupo Uchiha está dentro... Mesmo que não tenhamos tantas chances...

– Vamos morrer com classe — Ino falou com uma das mãos entrelaçada a de Itachi, os olhos brilhando em ansiedade. – É um jeito bom de morrer. – Acrescentou mais para si mesma.

Madara tossiu teatralmente uma segunda vez, e Kushina bufou.

– Dá para parar de fazer isso? Não precisa tossir para falar!

O Uchiha a ignorou.

– Tem mais uma coisa antes que sigamos até o nosso destino... – Madara deu de ombros, recebendo o olhar desconfiado da filha. – Uma coisa minúscula. – Acrescentou, e os jovens se mostraram preocupados. Uma pausa dramática (como tinha de ser) e por fim Madara falou. – O cara que tentou abusar de você – Encarou Sakura. – O Sasori...

– Ele está vivo? – A rosada o interrompeu, com um tom apreensivo.

Madara assentiu.

– Então não foi um truque – murmurou, se lembrando do dia em que esteve em um dos esconderijos da Akatsuki, e o mesmo explodira. – Eu me encontrei com ele antes de fingir amnésia...

Balançou a cabeça, e se levantou, saltando para o banco de trás.

– Melhor irmos. – disse, com firmeza. – Quanto mais cedo nos encontrarmos com os líderes dos grupos, mais tempo teremos para pensar em um plano.

Madara ligou a van.

– É assim que se fala! – E ligou o rádio, em poucos instantes começando a cantar Linkin Park desafinadamente, enquanto Minato, Fugaku, Kushina e Mikoto mantinham uma conversa paralela.

Sasuke puxou Sakura para deitar a cabeça em seu ombro.

– Você não está bem. – concluiu, abraçando-a de lado.

A rosada se aninhou em seu peito.

– Não. – concordou, tentando sorrir. – Mas se tudo der certo, todos nós ficaremos bem.

Notas finais
Não tive chances de agradecer, mas muito obrigada àqueles que compreenderam meu drama exagerado (e surto) há alguns capítulos atrás. Vocês estão mandando suas opiniões, e reconhecemos isto com imenso carinho! Obrigada mesmo por continuarem conosco. O próximo capítulo não irá demorar tanto a sair (esperamos). Faltam apenas três capítulos para o final... Estão prontas? Beijos nos corações de todas, e até a próxima õ/