Minha Adolescência

3 Capítulo 3-Festa


Notas iniciais
Heey, voltei lalalalalalala
Esse cap tá grandinho ok? Então, por favor, mandem reviews?!
Kisses!

-Cheguei!- Gritei ao entrar em casa. Fui para o quarto me arrumar.

-Halley venha comer primeiro!- Minha mãe gritou da cozinha.

-Não estou com fome!- Retruquei de mau- humor. Por que justo no meu aniversário! Tinha que estar dando tudo errado. Nem nesse dia eu tenho sorte. Nem no meu aniversário eu tenho sorte! Isso me deixa de mau-humor e irritada. Eu não gosto de ficar assim, mas fico. Quando só faltava maquiagem a minha mãe gritou:

-Eles chegaram! –Eu quase borrei o batom de susto.

-Já vou descer! – Eu disse. Espera aí, ela disse eles? Eu pensei que fossem elas. O que aconteceu aqui?

Arrumei-me o mais rápido que pude e desci. Lá da escada eu só vi elas, mas quando desci era ele! O John tinha vindo com a Fê, essa era a surpresa! E agora, o que eu faço? Tentei não parecer histérica.

-Oi... Parabéns!- Era a Ju. Sempre muito animada e infantil. Ela era irmã dele. A única diferença é a cor dos cabelos. Ele é loiro e ela tem cabelo castanho. Ela me soltou e saiu correndo para baixo da escada puxando-o das sombras. Ele estava impecável como sempre. Vestindo uma calça jeans escura e uma camiseta azul da Nicoboco que estava coberta pela jaqueta jeans. — Ele decidiu vir junto com a gente mais cedo. Tudo bem para você?-Ela perguntou confusa pela minha expressão de surpresa. Ele me olhou com o rosto dizendo para eu aceitar. Então eu assenti devagar, ainda não desviando o olhar dele.

A Fê apenas me deu um beijo na bochecha fazendo cócegas. Ela não tentou desviar o nosso olhar.

-Oi. — Ela sussurrou em meu ouvido. A Juliana ainda estava pulando de alegria. Então Luce cumprimentou todos, desviando os meus olhos dos dele.

- Halley, você poderia me ajudar lá na cozinha? Não sei se consigo terminar tudo sozinha a tempo para a festa. – Minha mãe me perguntou, como sempre tentando cortar o meu barato.

-Eu vou. – Disse a Fê, se oferecendo no meu lugar bem no instante que eu ia responder. Então ela olhou para a Ju.

-Eu vou também Sra. Summer, também quero ajudar nos preparativos para a festa. — Falou Ju animadamente. Era quase impossível a ver chorando ou triste.

-Então tudo bem. — Respondeu minha mãe animada por terem se oferecido. A Fernanda chegou perto e cochichou:

-Aproveita esse momento gata, não perde a presa. — Eu ri baixinho daquela expressão.

Quando ficamos sozinhos ele se aproximou e eu acenei, um pouco constrangida por hoje de manhã terem nos chamado de namorados. Acho que ele não ligou ou até gostou. Tirei a imagem da cabeça e quando acordei dos meus pensamentos ele já estava a um passo de distância.

-Oi, de novo. – Ele disse um pouco nervoso.

-Oi. – Eu respondi. Ficamos em silêncio por um longo tempo, quando ele se aproximou mais um pouco ficando com os lábios a 10centímetros dos meus a campainha toca. Eu reviro os olhos e ele dá o sorriso para mim. — Já volto- Eu disse virando-me para ir atender a porta. Devia ser o DJ uma hora dessas. Ele me puxou de volta envolvendo-me com uma mão na cintura e a outra na nuca. Seus lábios foram se aproximando cada vez mais, sem pressa. E aí, rolou o beijo que eu tanto esperava desde o fundamental um. Seus lábios eram gentis sobre os meus, não eram apressados e faziam um movimento perfeito. Naquela hora acho que me esqueci de respirar, ele parou de repente e sussurrou:

- Respire, não quero que você desmaie no seu aniversário! -Então voltou a me beijar, o DJ tocava a campainha cada vez mais irritado. Mas eu não estava nem aí. Se quisesse poderia ir embora. Não me importava mais com a minha festa, o importante era ele. Dessa vez eu estava respirando calmamente. Então ele desceu pela minha clavícula e começou a beijar meu pescoço delicadamente.

-E você?- Perguntei para ele. Ele parou e me olhou nos olhos.

-Eu estou respirando – Ele riu baixinho. A campainha já estava para quebrar de tanta força que o DJ apertava ela.

-Halley atenda logo a porta, estou pagando por hora a ele! — Berrou minha mãe irritadamente. Eu senti-me envergonhada, ela precisava falar comigo desse jeito?

-Tá mãe!- Eu respondi sem vontade nenhuma de mover meu corpo um centímetro se quer para longe dele.

-Estou falando sério! – Ela gritou novamente.

-Já vou! – Respondi agora irritada. Fiz cara feia e fui atender a porta. Ele estava sem paciência e quase passou por cima de mim indo em direção ao canto da sala. As três voltaram da cozinha. Minha mãe foi falar com o moço e as duas vieram se juntar a nós.

Meia hora depois todos começaram a chegar. A festa foi um sucesso, porém eu passei mal faltando uma hora para ela acabar. Eu havia falado que não era uma boa ideia fazer balada. Eu não aguento muito tempo em cima do salto, ainda mais com um vestido preto que esquenta muito e que é pesado. Além do mais eu sinto tontura com aquelas luzes, aquela fumaça e também no meio da multidão.

Quando acordei a primeira coisa que vi foi o rosto de John, Luce, Fernanda e Juliana me observando, todos preocupados.

-Querida, você está bem? –Perguntou-me Sra. Summer quase desmaiando de desespero.

-Estou- Eu mal conseguia falar e quando conseguia minha voz saia um sussurro. — Onde estou?-Perguntei protegendo meus olhos da luz forte que vinha do teto.

-Você está no seu quarto. Você estava dançando conosco e começou a cambalear até desmaiar por inteira. Meu irmão te carregou para o seu quarto. Sua mãe lhe trouxe um remédio, você tomou e dormiu novamente. — Disse-me Juliana. Não acreditei que ele havia me carregado no colo até o meu quarto.

-Vocês podem apagar as luzes, por favor? — Perguntei ainda sonolenta.

-Claro. – Disseram-me. Então o ambiente estava escuro.

-Que horas são? – Perguntei tentando imaginar por quanto tempo fiquei adormecida.

- Dez horas da manhã – Ele me respondeu graciosamente. Assustei-me por ver que dormi mais de dez horas aquela noite. Nunca consegui descansar por tanto tempo.

-Desculpem pelo problema e... – Dei uma pausa olhando diretamente para ele. — Desculpe por ter que me carregar, não era necessário.

-Tudo bem. – Ele respondeu educadamente. – Afinal, você não é pesada. -Eu não sou pesada? De onde ele tirou isso. Eu devo pesar uns sessenta quilos. Bem que ela me avisou que ele era forte. Todos saíram um por um. Na vez de minha mãe ela se agachou, pôs a mão em minha testa e disse:

-Descanse mais um pouco querida. Seu pai vem te ver daqui a pouco. — Ela disse num tom de voz que tentava me acalmar.

-Mas não estou mais com sono. – Eu disse tentado mostrar a minha disposição. Ele riu baixinho apenas nos observando.

-Tudo bem, mas ao menos fique deitada. – Ela respondeu dando um beijo em minha testa. Eu assenti devagar. Ela saiu e ele ia logo atrás dela.

-Espere. — Falei estendendo minha mão para ele. Ele a pegou antes que eu pudesse deixá-la cair.

-O que foi? – Respondeu-me baixinho beijando minha mão.

-Fique aqui. – Eu disse, escorregando mais para o lado e puxando-o delicadamente. Ele sentou-se ao meu lado e eu levantei um pouco para ficar da sua altura. Ele me abraçou enquanto eu pegava o controle da televisão. Eu liguei na Globo onde estava passando Crepúsculo. Era o momento do primeiro beijo deles, quase consegui dizer que era perfeito. Não consegui, pois o nosso era mais.

-Se eu fosse o Edward, você teria medo de mim?- Ele perguntou delicadamente.

-Não. – Respondi rapidamente, sem hesitar.

-Por quê? – Perguntou-me confuso. Então eu me virei para ele, segurei seu queixo o mais firme que pude me aproximei e disse delicadamente:

-Porque eu confio em você e faria tudo que pudesse para não pensar em te perder. – Confiante de que tivesse falado num tom sério e que sugerisse que era tudo verdade. Ele abriu um sorriso que agora não era a única coisa que era só minha. –Que foi? – Perguntei abrindo um sorriso junto com ele. Ele se aproximou e disse:

-Agora eu vejo como era idiota o que eu pensava sobre você. Achava que você não gostasse de mim e que só me considerasse mais uma pessoa em qual pudesse confiar plenamente. – Dessa vez eu ri, imaginando como era hilária nossa situação, pois eu pensava a mesma coisa. – Agora me diga o que eu falei de errado? – Ele me perguntou sem entender o motivo da risada.

- É que... Você... Eu... Rá-rá-rá – Não conseguia falar rindo, mas também não conseguia parar de rir.

-Respire fundo e tente parar de rir, assim eu não entendo nada. – Ele disse, agora estava quase rindo também. Então eu respirei fundo e tentei relaxar. Demorou um pouco, mas consegui.

-O engraçado é que eu pensava a mesma coisa e por causa disso não rolava nada e... –Parei para poder respirar. John começou a rir baixinho para si mesmo negando com a cabeça, como se tentasse parar, como se estivesse tentando dizer algo.

-Halley seu pai chegou. – Avisou-me Luce baixinho atrás da porta.

-É melhor eu ir. – Ele sussurrou para mim me dando um selinho rapidamente depois.

-Tudo bem. – Eu respondi com certa tristeza, mas dessa vez não tentei disfarçar. Ele se aproximou e segurou meu queixo delicadamente evitando que eu desviasse de seu olhar.

-Eu vou,mas volto. – Ele sussurrou e só então notei seu hálito fresco sobre minha pele. –Me faça apenas um favor? – Ele pediu com uma cara de anjo.

-Qualquer coisa. – Eu disse enxugando as duas lágrimas que eu não consegui resistir. Ele ficou a uns cinco centímetros de mim e falou:

- Tente não ficar triste, por mim. Não vou conseguir ir sabendo que você vai ficar sofrendo. – É claro que eu não conseguiria resistir então assenti devagar. Ele pegou minha mão e pôs em meu peito.

- Jura? – Ele perguntou como se aquilo fosse um voto de compromisso.

-Juro- Respondi com o tom mais confiável do mundo.

Notas finais
Gostaram???
Xoxo'
Batima
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.