Minha única paixão
13 Dor na pele e coração
Notas iniciais
POV Lucy
Vou até o campo de futebol onde Erza estava treinando, afinal, eu não tinha nada para fazer.
Ela olha para mim e sorri, depois volta a arrasar no campo. Erza era boa no futebol, já eu no basquete. Nossa amizade foi a melhor que eu já tive e terei, mesmo acontecendo algumas brigas.
–Lucy! –me viro e era Jellal.
Aceno para ele e ele chega mais perto.
–O que você quer?
Ele se senta ao meu lado no gramado e cruza as pernas.
–Sei que pode parecer idiota de minha parte lhe pedir isso, mas... –ele fica encarando o chão. Já posso até imaginar o que ele quer. – Poderia me ajudar com a Erza?
Solto um suspiro.
–Posso, mas –ele se anima- desde que ela não faça a mínima ideia de que eu estou por trás de tudo, entendeu?
–Perfeitamente.
–Ok, agora vá embora antes que Erza sinta que você está aqui.
Ele assente e se levanta. Começa a olhar para Erza correndo do campo, mas então dou um chute nele para que ele se toque que tem que ir.
Sinto meu celular vibrar em meu bolso, deve ser uma mensagem. O puxo do bolso e o desbloqueio e olho a mensagem; era do Natsu.
“Lucy, me encontre ao lado da boate Spirit, estarei esperando por você”
Meu coração está dizendo para mim ir, mas meu cérebro está dizendo para ficar. Mas como estou sendo movida por sentimentos adolescentes, decido ir.
*
Estou quase chegando, só preciso atravessar a rua. Eu poderia ter vindo de táxi, mas detesto táxis. Atravesso a rua e sinto pingos caindo sobre mim, olho para o céu e ele está escuro e cada vez mais água vai caindo.
Corro até o lado da boate e vejo uma sombra masculina, mas só pela sombra se percebia que não era Natsu. Chego mais perto e era um cara com uns dois metros de altura e ele segurava um taco de baseball.
–Não pode ser... –me viro e começo a correr, mas outro cara de uns dois metros aparece e fico encurralada, sem ter para onde correr.
Dou pequenos passos para trás mas o cara com o taco coloca uma das mãos sobre meu ombro e começa a rir.
–Você é Lucy Heartfilia, não é? –ele me puxa pelo ombro e me faz ficar virada para ele.
A chuva começa a ficar mais forte e o céu mais escuro. Os dois homens começam a rir e eu queria chorar, mas não iria me mostrar fraca diante deles.
–Não, -cuspo na cara dele- sou a Britney Spears.
Ele passa a mão na cara para tirar minha saliva e ri.
–Temos uma piadista aqui.
O outro homem segura meus dois braços e começa a rir freneticamente, enquanto a chuva escorria pelo seu rosto.
–Quero ver se você ri disso. –ele coloca uma mão em cada ponto do taco de baseball e o coloca atrás de meu pescoço.
Não, qualquer coisa menos isso...
Ele puxa o taco e minha cabeça vai pra frente e nisso, ele da uma joelhada em meu abdômen. Fico sem ar e minhas pernas ficam bambas, mas não caio por causa do outro homem que estava segurando meus braços.
O som das gargalhadas deles se misturam com o som da chuva, e isso é a ultima coisa que escuto.
POV Natsu
Lisanna e eu estamos num restaurante e ela acabou de se levantar para ir ao banheiro.
–Já volto, amor. -quem ela pensa que é pra meu chamar de "Amor"?
Eu estava aqui com ela só para tentar esquecer Lucy, mas mesmo dentre nossos beijos e as vezes que aperto os seios dela, não consigo para de pensar em Lucy.
Pego meu celular para fazer qualquer coisa mais interessante do que esperar aquele projeto de prostituta. Abro as mensagens e tem uma com o nome “Lucy”.
–Não me lembro de ter mandado nada pra ela.
Abro a mensagem e a leio atentamente.
–Não... – percebo que Lisanna pode ter pego meu celular enquanto eu estava distraído- Eu mato aquela vadia! Ela foi muito burra de não ter apagado!
Me levanto da cadeira e saio correndo o mais rápido possível, eu tenho que chegar na Spirit urgentemente.
*
Desço do carro e vou até o lado da boate, ainda está chovendo e por causa das nuvens carregadas, o céu está escuro.
Avisto um corpo de cabelos dourados caído no chão sujo e molhado.
–Lucy!
Corro até ela e me ajoelho ao seu lado.
Ela estava com hematomas roxos por todo o corpo e saia sangue de sua boca.
Eu sei do que Lisanna é capaz para conseguir aquilo que quer, mas fazer isso foi um golpe muito baixo.
Pego Lucy com muito cuidado para não machuca-la ainda mais e a carrego até meu carro. Ela está toda molhada e suja de barro, e agora eu também, mas não me importo.
Dou um jeito de abrir a porta de trás do carro a coloco cuidadosamente sobre o acento.
–Aconteça o que acontecer, -ligo o carro- não vou deixar nada nunca mais machucar você.
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