Notas iniciais
Aí está mais um capítulo! o/ Vão ser dois, pois são bem curtinhos :3

Sua cabeça girava, a dor era pior de quando Cloud a acertara na cabeça, se sentia enjoada como se seu estômago se contorcesse e ela não duvidava nada de que estava mesmo. Aos poucos pode perceber que estava em uma sala arredondada, familiar... essa era a palavra que surgiu na sua mente, tentava se mexer, porém os nós das cordas estavam firmes como cimento.

– Finalmente nossa queridinha acordou- disse a voz familiar a ela.

– Quem... Quem é você? – seus olhos tentavam focar no homem que falava, a imagem formava-se aos poucos, o ruivo, era ele.

– Ora irmãzinha do Mark, você não me conhece? – sua voz era carregada de ironia – Onde está seu irmão agora querida Moonlight?

– Eu não sei – sua visão já tinha voltado ao normal e ela fitava ele.

– Mark sumiu e quando fomos procurar sua irmãzinha para dar a notícia, ela também havia sumido, que coincidência não? – ele rodeava Marry com as mãos cruzadas nas costas.

– Eu estava fora da cidade, voltei hoje – mentia ela, mas mentia tão bem que até ela acreditava na mentira.

– Fora da cidade? Onde?

– Gongaga – falou a primeira cidade que veio a sua mente.

– Gongaga? Mas para ir em Gongaga demora mais de 15 dias para ir e mais 15 para voltar!

– Pra isso existe carro sabia? – aquilo já estava deixando-a irritada, odiava que a interrogassem.

– E para isso existe mentira sabia? – caçoava ele – Marry é o seu nome não é lindinha? – o queixo dela foi levantado pelo dedo dele fazendo-a fitar ele.

– Meu nome não te interessa! – respondia ela com raiva.

– Ok então, vou te chamar pelo outro nome que usava aqui na Shinra, Mark coopere com a gente – seu sorriso era algo beirando a maldade e malícia.

– Não sei do que está falando – ele aproximava mais os rostos.

– Você se disfarçou de homem e entrou na Shinra, Mark era seu nome. Mas vejo que se deu mal, sua esplêndida performance fez você virar nada mais que uma marionete, um receptáculo.

– EU NÃO SOU UMA MARIONETE! NÃO SOU RECEPTÁCULO ALGUMA MEU MALDITO – ela gritava perdendo a calma afastando o homem.

– Ah não fique irritadinha, precisamos do seu corpo já que ele aceitou de bom grado.

– Chega Chess – o homem encapuzado entrou pela sala – Já sabemos que a senhorita Moonlight nos enganou e nos traiu já que estava junto com um membro da AVALANCHE.

– Não estava com—

– Cloud Strife, já está na lista dos procurados para ser morto – disse Chess.

– Não ... – ela abaixava a cabeça segurando as lágrimas, não queria chorar ali na frente deles.

– Leve-a daqui, o laboratório nível 7 a espera .

O homem se retirou logo após de Chess fazer sua reverência. Ela não se importava mais consigo e sim com Cloud. Era sua culpa, ela pensava, sua culpa por ele estar sendo caçado, talvez se nunca tivesse o conhecido seria diferente, jamais se perdoaria se ele morresse. Quando se deu por si estava pendurada no ombro do Soldier ruivo. Aquilo estava errado, muito errado, um Soldier não deveria fazer aquilo, ele deveria proteger as pessoas. O bipe do elevador chegando ao seu destino fez ela despertar do seu devaneio.

Conseguiu ver escrito na parede “Lab 7: Projeto Jenova”. Era aquilo que o Cloud havia lhe contado, o medo se apoderou do corpo dela, ela ia morrer para dar lugar ao tal do Sephiroth.

– Então esse é o receptáculo? – disse uma voz.

– Sim é ela.

– Pode por no tanque, vou precisar dar uma dose mais forte do gás para depois mexer nas memórias.