Notas iniciais
Heeey, povo! Aqui mais capítulo! Muito obrigada a todos que estão lendo e comentando! Vocês fazem muita diferença para nós! Pequenos ou grandes os comentários são muito animadores! ♡

A noite foi ótima, transei com uma garota gostosa, dormimos juntos, tomamos café da manhã juntos, foi uma boa manhã olhando pelo lado que pude ficar quieto sem que Melany me obrigasse a falar.

Tudo de bom acabou quando cheguei em casa e encontrei Victória na cozinha. Eu já tinha comido, mas o melão que ela estava comendo parecia tão bom, eu adoro melão, então, juntei o útil, comer melão, ao agradável, perturbar a brasileirinha, e roubei seu prato de melão. Subi as escadas correndo e rindo por ela ter ficado lá gritando algo como “Aaron devolve!”.

Sentei na cama e fiquei ali comendo, mexendo no celular, depois fui tomar um banho, quando já estava terminando ouvi meus pais chegarem, quando estava colocando a roupa minha mãe começou a esmurrar a porta. Qual o problema dessa mulher?

Abri a porta, e se não conhecesse minha mãe, diria que era um demônio bem na minha frente, mas o verdadeiro aparece logo em seguida com cara de anjo e uma voz quase angelical, só que não.

“Deixe-me conversar com ele, meu bem.” meu pai interrompeu minha mãe que estava quase se esguelando. Ele fechou a porta, mas falava alto e em bom tom, parecia que ele queria mesmo que todos ouvissem a bronca que tinha para me dar.

“Você é muito maior que isso tudo não é mesmo? Bebe até as quatro horas da manhã, enfrenta a sua mãe, larga uma menina que mal fala a sua língua sozinha…” era só o que faltava, quem tinha que ser responsável por ela eram eles e não eu.

“Essa ideia de trazer uma brasileira pra cá não foi minha!” controle nessas horas é uma coisa que não existe, eu gritei mesmo, ele já falava alto a diferença era que se controlava, mas eu não falaria baixo, isso me irritava muito.

“Realmente, Aaron. Você é muito maturo, me impressiona sua atitude. Até acredito que isso tudo seja medíocre demais para você. Por isso vou te dar um emprego.” não, eu devia estar dormindo ainda, não era possível.

“O quê?”

“ Posso ver que está com tempo de sobra para encher a cara nos fins de semana, então a partir da semana que vêm você trabalha em tempo integral nos sábados...”

“Você tem problema!” eu gritei, querendo muito puxar meus cabelos, porque isso realmente não existia.

“E nas férias também.”

“Você não liga pra nada disso não é? Pra mim, ou para o que eu acho, ou o que sinto, pra nada! Você simplesmente não está nem aí.” sabe aquela sensação de que lágrimas querem te explodir, mas mesmo assim você segura tudo? Eu podia ouvir a minha voz pesada, melancólica, era a segunda vez na vida que me sentia assim.

“Acredito que estamos entendidos então. Você começa semana que vem.”

“Tenho certeza que não se importava com Suzie também.” dessa vez falei mais baixo olhando bem nos olhos daquele homem que tinha por obrigação chamar de pai.

“Não se atreva a citar Suzie!” ele gritou, perdeu totalmente o controle, o vi até tremer de nervosismo. Pelo jeito eu fui o único a sair afetado da discussão, depois de tudo ele simplesmente saiu do quarto, indiferente. Respirei fundo e fui para o banheiro lavar o rosto, era incrível como quanto mais tentamos fugir de um assunto, não pensar nele, mais ele nos persegue. Suzie, um assunto completamente inacabado, quantas vezes eu teria que fugir dele por causa dos meus pais?

O almoço foi um saco, a chegada de Victória parecia ter feito bem aos meus pais, eles sorriam, faziam piadinhas sem graça, ela dava risada, tentavam puxar assunto comigo, eu não queria falar, se era para ser falso, melhor ser grosso. Eu não era obrigado a ser legal com uma garota que mal conhecia.

Durante a tarde, todos saíram para comprar algumas coisas que faltavam para Victória, como chip para o celular. Eu fiquei em casa, se tem uma coisa coisa que eu detesto é bater perna por aí, se ainda fosse para fazer algo legal... Mas não, definitivamente não. Dormi durante a tarde toda, acordei e olhei pela janela, já estava escuro lá fora, o relógio indicava seis horas da noite, não ouvia outro barulho se não o da televisão vindo lá de baixo, provavelmente da sala.

Me levantei e fui tomar outro banho, era domingo a noite e eu já queria a sexta-feira de volta, mas isso só me fez lembrar do meu emprego, que bosta. Saí do banho e coloquei apenas uma calça de moletom, desci as escadas e vi os três assistindo televisão. Me encostei na parede apenas observando. Eu tinha certeza que Victória só supria algo que meus pais não tinham, e que ela apenas estava sendo simpática, não é como se ela tivesse uma escolha, quer dizer, ou ela ficava e aturava tudo isso ou daria tchau e voltaria para o Brasil. E em meio a esses pensamentos a única coisa que realmente tinha certeza é não pertencia a isso tudo. Nunca vivenciamos algo assim, momentos em família. Só queria ver daqui dois, três meses se eles ainda estariam fazendo programinhas em família.

Rindo do futuro alheio me juntei a eles, sem nem mesmo prestar atenção neles, me sentei no chão encostado no sofá de dois lugares, me recusei completamente a sentar do lado de Victória.

“O que a gente vai jantar?” Perguntei depois de um bom tempo.

“Pede pizza.” Meu pai fala.

“Ok.” Falei levantando e peguei o telefone. “Do que vocês vão querer?”

“Mussarela e Peperoni para nós dois.” Fala minha mãe se referindo a ela e meu pai. “E você Vic?”

O coisa chata, por que ela olhava para gente como se fossemos ETs? Acho que ela esqueceu como se fala.

“Frango com catupiry?” falou em tom de pergunta, parece que nunca tem certeza de nada.

Pelo menos tinha bom gosto para pizza, e para frutas. Isso eu não podia reclamar. Também de resto, acho que não havia mais nada que salvasse nesse projeto de ser humano.

Quando a pizza finalmente chegou, quem recebeu foi Victória, eu estava sentado no chão, onde parece que seria meu lugar para sempre agora, de onde eu estava conseguia ver a porta, o entregador que nada discreto olhava sem pudor para as pernas de Victória, eu estava tentando encontrar algo ali para ser admirado, mas não tinha nada de extraordinário. Voltei a olhar para televisão, a brasileira trouxe as pizzas e as colocou na mesa centro, minha mãe trouxe os copos e o refrigerante. E quando assisti Victória agachar para apoiar as pizzas, descobri que ela era dona de uma bela bunda, não tinha percebido isso antes, acredito que por causa das roupas que usava, não eram nada agarradas.

A lista estava crescendo ela gosta de melão, pizza de frango com catupiry e tem uma bunda comivel. Ah não, eu não pensei nisso. Aaron, você pensou em comer a bunda da brasileira, que beleza. Logo após constatar isso, eu não consegui mais ver nada, peguei meu copo e um pedaço da pizza e fui em direção a escada.

“Aaron!”

“O que, mãe?” Respondi antes de subir.

“Amanhã Victória vai para escola com você, ela tem que chegar quinze minutos antes para pegar os horários! Por gentileza não se atrase!” ótimo, eu teria que acompanhar a rabuda até a escola, só o que faltava.

“Por que o pai não leva ela?”

“Porque você vai levar e ponto final. Ok, Aaron?” meu pai rosnou.

“Sim, chefe!” concordei na maior ironia.

Do restante da noite só lembrava de ter falando com Derek e com Melany, ter visto algumas coisas nas redes sociais, e algo que me chamou muito a atenção. Victória tinha acabado de chegar na Filadélfia, mas, Anna Lee havia começado amizade com uma Victória, na curiosidade entrei no perfil e pela foto era a bunduda, porém seu perfil estava bloqueado para desconhecidos... Como a Victória já tinha conhecido ela? A segunda coisa que se passou pela minha mente foi se ela já conhecia o Leonard, fechei os olhos e respirei fundo, só me faltava ter que conviver com aquele ser de novo. Entre pensamento acabei dormindo, naquela noite sonhei com Suzie, um sonho feliz, fazia tempo que não sonhava algo bom. Mas, como sempre algo precisa ser estragado na minha vida, começaram a esmurrar a porta, como se ela tivesse culpa de algo.

“O que? tô acordado! Já vou!”

“Anda, Aaron! Vocês já estão quase atrasados!” Minha mãe gritou já se afastando.

Como que alguém fica quase atrasado? Ou está atrasado ou não. Respirei fundo, coçei os olhos e me levantando, tirei a roupa e tomei um banho rápido, coloquei o uniforme ridículo, calça azul marinho, camisa branca com o brasão da escola do lado direto, e por cima ainda coloquei o bleiser da mesma cor que a calça e do brasão, peguei minha mochila e desci.

“Tô aqui!” Falei assim que cheguei na sala.

“Victória já vai descer.” Minha mãe avisou. “Venha comer algo.”

Fui até a cozinha e peguei um copo de café, tomei sem nem mesmo me sentar, me dirigindo para a sala em seguida.

“Eu tô saindo!” Gritei.

“Aaron! Espere sua irmã!”

“Que saco de garota lerda! Ela não é minha irmã!”

Abri a porta e saí de casa, fiquei encostado no muro. Eu bem que poderia ir embora, mas não queria arrumar mais problemas com o meu carrasco, vulgo pai. Não demorou muito e a bunduda saiu toda afobada, deixando a mochila cair enquanto tentava fechar a porta. Toda idiota, não consegui controlar, começei a rir da cara dela.

“Você tá aí?” Ela me olhou pasma.

“Não, não, sou a melhor alucinação da sua vida.” Falei revirando os olhos e começei a andar. Ousada, ainda bufou toda irritada, como se ela estivesse com a razão. O lado bom é que a escola era meio perto, 20 minutos de casa, eu ia sempre andando, não tinha paciência para pegar carona com meu pai logo de manhã e minha mãe saia mais tarde.

Andamos todo o caminho calados, Victória parecia que ia morrer, teve uma hora que ela começou a ficar ofegante, com medo da garota morrer e me culparem, pelo mal condicionamento físico dela, diminui o passo. Pouco tempo depois o portão da escola foi avistado. Quando nos aproximamos, pude ver que Anna Lee estava lá com mais dois garotos, Leonard e Jason.

“Olha aí, sua amiga já está ali te esperando, pede ajuda para ela.” Falei sorrindo de lado, a cara dela foi impagável.

“C-como, assim?”

“Não se faz de trouxa, eu tenho ela no Face, vi que já se conhecem. Só, olha bem, talvez certas pessoas não sejam tão legais assim.”

“É, olha para você.”assim que ela terminou de falar chegamos ao portão.

“Bom dia!” Anna cumprimenta sorrindo.

“Bom dia!” Victória retribui. Eu passaria reto se não fosse um imbecil entrar na minha frente.

“Não cumprimenta mais Aaron?”

“Vá à merda Leonard." passei chocando meu ombro com o dele.

Notas finais
Chegaram aqui o/ Espero muito que tenham gostado! Até o próximo capítulo narrado por Victória! Bjus! Até! ♡♥♡