Minders
1 Prólogo
Notas iniciais
Boa leitura!
Cidade de Nova York
E descia o ultimo gole de whiskey queimando a garganta de Jhonny de tal forma que parecia ter valido a pena gastar seus últimos centavos naquela dose. Bateu com força o copo sobre o balcão, e respirando ofegante ficou ali olhando para baixo e coçando sua barba mal feita até que seus “circuitos” voltassem ao normal. Colocou seus óculos escuros que tirara do bolso de sua jaqueta de couro barato, passou a mão sobre os cabelos que estavam sempre penteados para trás e saiu do bar acendendo um cigarro em sua boca.
Antes de ir parar naquele bar, Jhonny estava no tribunal, perdendo injustamente sua esposa, toda a guarda que tinha sobre a sua filha de 6 anos, e consequentemente a sua casa também, tudo isso depois de ter perdido seu emprego a um mês atrás. E agora, com 37 anos, é um completo fracassado que não tem nem onde cair morto.
Johnny andava sozinho pelas ruas de Nova York sob um tempo nublado, quando a poucos metros dele, surge do solo o que poderia ser chamado carinhosamente de “minhoca gigante”, ela tinha uns 7 metros, tirando a parte que estava debaixo da terra. O monstro saiu do chão no meio da rua, quebrando o asfalto e virando carros, e abrindo uma enorme boca onde eram possíveis ser vistas várias fileiras de dentes.
Não demorou muito para a minhoca gigante escolher qual seria o prato do dia, e dentre tantas pessoas que se dividiam entre as que corriam para salvar suas vidas e as que registravam aquele momento com celulares e câmeras, o monstro avançou para cima de Jhonny, que continuava andando normalmente como se nem tivesse percebido aquela coisa daquele tamanho que acabara de aparecer tão perto de si, afinal para ele, viver ou morrer já não fazia nenhuma diferença.
Nesse momento algo inesperado acontece, quando o monstro avança para abocanhar Jhonny, um sujeito jovem magrinho, usando um moletom cinza e um par de all stars velhos lhe empurra e é abocanhado em seu lugar, agora a minhoca o segura enquanto ele grita de desespero.
Jhonny vendo ali o jovem que acabara de lhe salvar estando na situação que ele mesmo deveria estar, se sentiu na obrigação de fazer alguma coisa por ele. Sem muito tempo para pensar e com a bebida ainda lhe tirando parte da sanidade, pegou então o primeiro objeto que encontrou, um guarda-chuva quebrado que jazia dentro de uma lixeira ali perto. Sem hesitar ele escalou a minhoca por suas escamas até chegar na cabeça do monstro, e ao chegar lá em cima preencheu o olho do bicho com golpes violentos, perfurando o mesmo com a ponta do guarda-chuva.
A minhoca então deu um grito alto e soltou o jovem no chão, em seguida urrou mais um grito alto e agudo, e chacoalhou seu corpo até que Jhonny fosse ao chão. Após se livrar do que estava lhe machucando, ela entrou novamente sob o solo e deixou ali apenas o som da mesma rastejando debaixo da terra, que foi sumindo aos poucos.
Após o susto, as pessoas que ali se encontravam voltaram ao que estavam fazendo normalmente, as forças armadas que cuidam de ataques de criaturas como aquela chegaram poucos minutos depois, mas tudo que encontraram foi um enorme buraco feito pela mesma.
Ataques de criaturas horrendas como aquela já eram normais em Nova York, aconteciam praticamente todos dias e em vários pontos diferentes da cidade, porem nunca se soube a origem deles, e exatamente por isso foi criada a organização que se responsabiliza por cuidar desses monstros, que são mais conhecidos por todos como demônios, e as vezes aliens, depende do ponto de vista.
Jhonny abre seus olhos, sua vista embaçada não lhe permite reconhecer com clareza o local onde estava, mas percebeu rápido que nunca havia estado ali antes, e que estava deitado em um sofá. Ouviu passos se aproximando e olhou para o lado para conferir, viu a figura do jovem que havia salvado na rua, o que o fez se lembrar de tudo que havia acontecido.
_Ah então você finalmente acordou! – disse o jovem, que todo empolgado começou a tagarelar – Cara você foi muito foda hoje, perfurou o olho daquela coisa com um guarda-chuva. COM A PORRA DE UM GUARDA-CHUVA CARA!
_Er... o que aconteceu comigo, e onde estão meus óculos? – disse Jhonny se sentando no sofá e passando a mão na cabeça, ainda meio desorientado.
_Ah sim... aqui estão, cara eu adorei seus óculos, se você não acordasse eu me livraria do seu corpo e ficaria com eles.
Jhonny os pegou de volta, colocou em seu rosto, e foi caminhando em direção à porta agradecendo ao jovem pela hospitalidade, mas parou no meio do caminho, e colocando a mão na testa, disse:
_Oh... acabei de me lembrar que não tenho pra onde ir.
E ficou ali parado pensando no que faria agora.
_Ei você pode ficar aqui na minha casa se quiser, nada mais justo do que eu lhe retribuir tudo que fez por mim hoje de manhã.
Jhonny sem muitas escolhas aceita a proposta do jovem. Volta para trás e se deita novamente no sofá soltando um gemido de preguiça.
_Meu nome é Jhonny – disse ele – e obrigado...
_Bem... eu sou Scott, pode ficar aqui o quanto quiser Jhonny, pelo menos enquanto eu estiver vivo hahaha!
_Eu não entendi essa...
_Bem... eu tenho algo em meu coração, e isso não tem cura ou tratamento, a não ser que eu consiga outro, mas até hoje nenhum outro foi compatível comigo, então o que me resta é esperar até meu último dia de vida, quando poderei finalmente descansar, depois de uma vida inteira não muito longa, tenho apenas 25 anos, tentando ser um artista reconhecido pelo menos por toda a cidade.
_Oh... – disse Jhonny.
E assim o silencio predominou ali, Jhonny deitado no sofá enquanto Scott, sentado no chão, desenhava algo parecido com a criatura que havia lhe atacado, e nessa mesma paz o dia se termina.
Notas finais
O motivo... eu não sei, só achei legal. :|
Enfim... um comentário é sempre bem vindo, então não tenham vergonha de faze-lo, mesmo que seja para expressar o quanto ficou ruim, mas se for fazer isso, faça de forma construtiva (ou apenas xinga minha mãe, o que você achar melhor).
Até o proximo capítulo, caso tenha gostado...
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