Notas iniciais
AWWWN, nem acredito que terminei! *-*. Obrigada à vocês que acompanharam. Obrigada por todos que deixaram reviews/recomendações, e que acreditaram nessa história. Obrigada por não terem desistido quando demorei para postar e, acima de tudo, obrigada por terem me apoiado!
Nem sei o que dizer, na boa... Apenas obrigada!
É isso. Leiam as notas finais (IMPORTANTE!), e curtam o Epílogo.
Boa leitura *-*

Epílogo



Quinn Fabray



Um ano depois.




–– É bom ter você de volta, Quinnie –– disse minha mãe, puxando-me para um abraço apertado.

Concordei com a cabeça, e o pequeno sorriso estampado em meu rosto pareceu ser o suficiente para convencê-la de que estava tudo bem. Não estava. Desde que desabei no chão do Hospital, há pouco mais de um ano, eu nunca mais fui a mesma. Eu sabia que alguma coisa se partira dentro de mim, e eu acabei por ver meu castelo de cartas sendo soprado para longe pelo vento, deixando-me em ruínas, as quais eu não tive forças o suficiente para reconstruir. No lugar disso, eu apenas criei uma barreira, e é ela quem vem me protegendo desde então. Por fora, eu estou bem. Por dentro, eu estou em pedaços. E desde que ninguém seja capaz de enxergar isso, então eu posso continuar fingindo que meu coração não está mais sangrando, e que não choro mais à noite ou acordo gritando pelo nome de Rachel.

Mas, às vezes, eu também grito o nome de minha irmã. Quando estava lutando pela minha vida, e quando tinha adrenalina correndo por minhas veias, eu não fui plenamente capaz de compreender o que tudo significava. Entretanto, um ano se passou desde que ela tirou sua própria vida, e em meus sonhos, eu ainda posso ouvir com nitidez o som do disparo de sua arma, e o sussurro rouco de suas últimas palavras. "Cuide-se, irmã". Mas me cuidar não era algo que eu achava ser capaz de fazer, pelo menos não por completo. Haveria sempre uma parte de mim que nunca conseguiria superar. Um peso morto que eu carregaria em meu peito, e que, nos momentos de mais felicidade, seria a âncora que me puxaria para o fundo do Oceano.

–– Quinn.

Meus olhos vagaram na direção de Russel, que estava parado ao lado de minha mãe. Eles voltaram há alguns meses, e parecem melhores e mais sólidos do que jamais foram. Talvez eles sejam o suporte um do outro, e talvez seja assim que os dois estejam conseguindo suportar a dor. Mas eu não preciso ler a mente de nenhum para perceber que a dor ainda está gravada em suas retinas e que, não importa quanto tempo se passe, aquele será sempre seu fantasma. Meu pai tocou meu ombro e o apertou delicadamente. No começo, eu senti uma raiva descomunal dele, e levei um tempo para perceber de que, sim, ele cometeu alguns erros, mas que nada do que Blair tinha feito foi sua culpa. Minha irmã perdeu completamente a cabeça, e ninguém foi capaz de perceber isso. Talvez, se estivesse sóbrio, Russel pudesse ter sido capaz de ajudá-la. Mas ele não foi.

–– Pai –– disse, acenando com a cabeça em sua direção.

–– Será que podemos conversar? –– perguntou Russel.

Franzi o cenho, mas concordei. Mamãe beijou minha bochecha e foi fazer o almoço, enquanto meu pai me guiou até seu antigo escritório, e assim que entramos, ele trancou a porta atrás de si. Russel soltou um suspiro cansado e sentou em um pequeno sofá, indicando-o com a cabeça e pedindo que eu fizesse o mesmo. Sentei-me ao seu lado, e ele apertou minha mão de leve antes de respirar fundo e começar a falar.

–– Há algo que você precisa saber, Quinn. Eu... Sua mãe sabe disso, e esse foi o motivo da nossa separação. Você e Blair eram muito novas, e eu não quis contar nada a vocês... Eu errei, Quinn. Eu errei mais do que gostaria, e mais do que eu deveria ter errado. Quando penso em todas as besteiras que fiz, a que mais me machuca foi ter deixado você e sua irmã de lado. Talvez eu pudesse ter evitado tudo isso... Mas não pude.

Meu coração começou a bater mais rápido no peito. Eu sempre me perguntei porque meus pais se separaram. Claro, eu perguntei a minha mãe, mas ela sempre foi evasiva no assunto. Judy costumava dizer que aquele assunto era entre ela e papai, e que os dois resolveriam as coisas sozinhos. Entretanto, mesmo depois de adolescente, eles nunca me revelaram a verdade. E agora eu já não tinha certeza se gostaria de saber. Russel suspirou.

–– Blair descobriu –– soltou ele. –– Acho que isso causou o ápice dela. Sua irmã... Eu nunca percebi, mas Blair era uma bomba-relógio. Só que eu estava ocupado demais me embriagando, lamentando por ter perdido sua mãe, lamentando pelos meus erros, que não percebi que também estava perdendo o resto de minha família. Eu não protestei quando Shelby conseguiu me tirar do Governo porque, Quinn, eu queria que ela fizesse isso. Blair nunca foi capaz de compreender, nem mesmo quando ela descobriu o motivo.

–– E que motivo é esse? –– perguntei, prendendo a respiração.

–– Shawn é meu filho.

Eu levei alguns segundos para entender o que ele dissera. Shawn era seu filho... Shawn Carter... Filho da Wonder. Meus olhos se arregalaram e eu senti minha boca cair. Não, aquilo não podia ser verdade! Senti as lágrimas inundarem meus olhos, e então, tudo fez o maior sentido. Papai deixara o Governo para proteger Shawn. Blair ficou furiosa quando descobriu, culpou Shelby, culpou Wonder por ter um filho com o nosso pai, culpou Rachel... E então, ela explodiu. Hesitante, meu pai colocou a mão em meu ombro, como se tentasse se desculpar silenciosamente. Fechei os olhos e respirei fundo algumas vezes. No meu peito, uma determinação quase selvagem nasceu, e eu tinha certeza de que eu cumpriria minha promessa à Wonder. Eu protegeria Shawn Carter. Eu protegeria meu irmão.

–– Filha?

–– Está tudo bem, papai –– disse, soltando o ar que havia prendido e segurando sua mão.

–– Eu sinto muito ter escondido isso todo esse tempo, eu só...

–– Tudo bem –– cortei-o com um aceno de mão. –– Eu entendo, de verdade. Mas isso é passado, e nós não podemos fazer nada para mudar as coisas. Então vamos apenas lidar com isso, certo?

–– Obrigado –– disse meu pai, olhando-me com gratidão. –– E filha?

–– Sim?

–– Eu te amo.

Meus olhos inundaram de lágrimas. Aquela era a primeira vez que eu escutava aquelas três palavras em muitos anos.

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–– E como você está? –– perguntei preocupada.

–– Tudo bem –– disse Brittany, dando de ombros. –– Quero dizer, meus pais ficaram paranóicos depois do que aconteceu, mas está tudo bem.

–– E você, Q.? –– perguntou Santana, mirando-me dos pés à cabeça. –– Não parece nada bem.

Abri um pequeno sorriso. Santana era muito mais perceptiva do que eu poderia imaginar. Balancei a cabeça em sinal afirmativo e soltei um suspiro. As duas eram minhas amigas, e não havia motivos para que eu mentisse. Brittany podia ler minha mente, de qualquer forma, e era estranho, mas eu realmente confiava em Santana. Nossa relação sempre teve altos e baixos, mas eu sabia que podia contar com ela para qualquer coisa.

–– Vai melhorar –– disse Britt. –– Eventualmente.

–– Você precisa ao menos tentar, Q.

–– Eu estou tentando, garotas –– resmunguei. –– Só não é fácil, principalmente estando de volta.

–– Você a viu? –– perguntou Brittany.

–– Não, mas vi Shelby, então sei que ela está aqui.

–– Vocês se falaram?

–– Brevemente. Ela só me disse que estava tudo bem, mas não entrou em detalhes, e eu não perguntei.

–– Ela voltou pra Rachel, você sabe –– comentou Santana. –– Ela se mudou definitivamente para Lima, e reconstruiu a relação com a baixinha.

–– Como foi? –– perguntei, sentindo um embrulho no estômago. –– Quando ela voltou pro McKinley?

–– Foi estranho –– admitiu Britt. –– Ainda mais depois de tudo. Ela e Puck se tornaram amigos.

–– Não brinca –– comentei admirada. –– Ele a detestava.

–– Pois é –– disse Santana. –– Você ficou sabendo, não é? Ele e Finn assumiram o namoro alguns meses depois. Fiquei sabendo que foram juntos para Los Angeles.

–– Mas quem mais apoiou a Rach foi o Sam –– disse Brittany. –– Ele ficou realmente mal com tudo.

Eu sabia. Sam me procurou no Hospital, e eu não lhe contei o que tinha acontecido, pelo menos não tudo. Eu implorei que ele esquecesse tudo o que sabia sobre mim, e pedi para que ele se mantivesse afastado de toda aquela história. E embora não concordasse comigo, ele me respeitou. Eu sabia o quanto ele estava machucado por dentro, porque ele ainda tinha sentimentos pela minha irmã. Ninguém, além do meu pai, Brittany, Shelby e eu sabíamos a real razão por trás de sua morte. E eu preferi que continuasse assim. Seria melhor se as pessoas achassem que minha irmã morreu em um terrível acidente, do que descobrirem que ela perdeu completamente a cabeça e tirou a própria vida. Não, eu não ia deixar que minha mãe também precisasse sofrer com isso.

–– Como ele está? –– perguntei receosa.

–– Não sei –– admitiu Brittany. –– Não tenho ouvido notícias dele.

–– Q. –– chamou-me Santana. –– Você pode contar com a gente para o que precisar, ok? Sempre.

–– Então você se importa comigo, huh? –– perguntei sarcasticamente.

Santana revirou os olhos e fez sua pose bitch.

–– Se eu me importo? –– perguntou ela em um tom de desprezo. –– Com você, Fabray? Faça-me o favor. Eu só digo isso porque não gosto de chutar meus inimigos quando eles já estão no chão, sacou?

Brittany, Santana e eu caímos na gargalhada. E foi naquele momento que eu soube que tinha as duas melhores amigas que alguém poderia querer. Eu sabia que o caminho que eu tinha que percorrer não seria fácil. A luta só havia começado, e eu ainda tropeçaria muitas pedras e cairia diversas vezes antes de conseguir me reencontrar. Entretanto, eu não estava sozinha. E isso já era um ótimo começo. Não o perfeito. Não o ideal. Mas depois de passar por tudo o que eu passei, eu aprendi que não importa quantas vezes você seja derrubado, apenas levante a cabeça e agradeça pela chance que você tem de se levantar.

Eu iria lutar. E, na hora certa, eu seria recompensada.



Fim.


Notas finais
A surpresa final IUAHDIUAHSDIUHASIUDHSUIDHAUI. Eu precisava fazer isso, né? Afinal, é Mind Readers IUHZSIDUHUIHA.
Então, eu preciso da opinião de vocês sobre a CONTINUAÇÃO. Como eu afirmei antes, eu preciso me focar na Faculdade. Entretanto, eu percebi que se eu deixar pra postar só quando tiver uma parte da história adiantada, então eu vou demorar muito, realmente. Então eu vou dar duas opções a vocês, e vocês escolhem a que acharem melhor.
1) Eu posso postar logo, mas sem pressão pelos capítulos. Eu vou escrevendo conforme tiver um tempo livre, e definitivamente posso demorar semanas pra postar.
2) Vocês esperam que eu tenha parte da história pronta para começar a postar (o que poderia acontecer apenas pro final do ano).
E então, o que dizem sobre isso?
Sem mais, obrigada mais uma vez por tudo, e espero que tenham gostado de ler tanto quanto eu gostei de escrever. Espero vê-los na continuação.
Lembrando que meu twitter é @_lovemyway, e vocês podem conversar comigo e tirar dúvidas por lá.
ATÉ MAIS, pessoal! E obrigada por terem lido Mind Readers :)
E então, reviews finais? *-*