Notas iniciais
Oi gente, como vocês estão?
Estou iniciando uma fic bem clichê, mas que eu particularmente amo. Toda essa estória entre aluna e professora haha
Espero mesmo que gostem pois estou fazendo com muito carinho para agradar todos vocês.
PS: relevem os erros.

MAINE, 23 de dezembro de 2016.

— Você está tão linda minha filha! – Falava Mary quase aos prantos – Me lembro como se fosse ontem, você acenando para mim da porta do ônibus indo para o seu primeiro dia de aula....

— Mãe!

— E agora já está essa moça crescida, restes a se formar e ingressar numa faculdade.

— Mãe, para que chorar assim? Até parece que estamos indo num velório e não na minha formatura. – Criticava uma Emma que aparentava estar calma, mas por dentro estava tão nervosa quando sua mãe. – Eu é quem deveria estar nervosa, não a Senhora.

— Oh Emma, você sabe o quanto eu prezo por você minha filha. Você está indo embora ano que vem para bem longe e irá largar sua pobre mãe aqui, sem ninguém – Mary adorava um drama, era uma de suas características mais comuns. Mas o que Emma não podia negar era a falta que sentiria de sua mãe e de David, seu padrasto.

— Até parece que o David não vai ocupar a Senhora com todas aquelas histórias – gesticulava a loira – nem lembra que estou aqui quando está com ele.

— Oras, larga de besteira filha. Sabes muito bem o quanto eu lhe dou atenção. – Olhou para a filha que tinha um olhar interrogatório – Tudo bem! Ás vezes eu peco, mas sabe que eu te amo, certo?

— Claro que sei minha querida mãe, e você também. – Abraçaram-se – sentirei muita falta de todos e de tudo aqui, mas é o meu futuro, que eu prezo muito também. – Falava olhando para a mãe, pelo reflexo do espelho. – E só você sabe o quanto que eu lutei para chegar onde estou.

— Isso é verdade Emma, e você merece isso e muito mais meu amor. Estarei do seu lado para o que precisar. – Era possível ver que ambas estavam muito emocionadas cm toda a situação. – Bom, mas não vamos nos enrolar porque a oradora da turma deve chegar primeiro que todo mundo, não é mesmo?

— Não é não mãe – Emma fala rolando os olhos.

— É SIM! Vamos minha princesa – sorri Mary para a filha.

— Bom, é isso. E lá vamos nós!

Ambas saem do quarto de Emma e descem as escadas sendo recebidas por David e Henry, irmão de Emma. Após muitos elogios e abraços carinhosos todos vão ao Salão Principal da cidade, onde seria realizada a formatura de Emma e o resto de seus colegas. Ela sabia o passo importante que estava dando, era seu futuro, seu horizonte e estava ali, tão perto a ponto de alcançar com as mãos. Sempre fora uma ótima aluna e ótima pessoa, ajudava sua mãe a cuidar da casa e do seu irmão, ajudava seu padrasto a cuidar da floricultura e ajudava quem quer que fosse, se estava precisando de algo, Emma estava sempre á disposta a fazer o que fosse preciso para ajudar. Ela acreditava que o mundo poderia ser melhor se espalhasse o amor, e era isso que ela fazia.

— Está pronta Emma? – A loira saiu de seus devaneios ao escutar a voz de sua amiga de infância, Bele.

— Estou, quer dizer, acho que sim. Deveria estar, não é? – Sorriu sem jeito. — Você está – Sorriu Bele – sempre esteve, não é agora que vai amarelar. Sentirei muito a sua falta minha amiga – Abraçaram-se aos prantos, sempre foram inseparáveis mas sabiam que chegaria um momento que precisariam seguir seus caminhos.

— Você sabe que sentirei a sua mais do que qualquer coisa, minha confidente. – Falava. – Irei te ligar sempre que puder, quero saber como você vai se virar sem mim no Brasil.

— Eu não sou nenhuma leiga Emma, muito menos uma criança – cutucou a amiga. – Vou me virar bem, espero que você também. E pode me ligar sempre que quiser.

— Pode ter certeza que eu irei – Deram mais um abraço e foram se posicionar para a entrada dos formandos. Era esse o momento, era agora e não tinha mais volta. Todos os seus planos se concretizariam e ela sabia o quanto merecia isso tudo. Estava pronta.

— Senhoras e senhores, vamos receber os formandos do 3º ano do Colégio Maine...

MAINE, 16 de janeiro de 2017

Já era a terceira, e falha, tentativa de fechar sua mala, ou melhor, uma de suas malas. Totalizando 4, sabia que era muita coisa e que ao chegaria a usar metade do que estava levando, mas seu lema principal era “é melhor prevenir do que remediar” e bem, se tinha uma coisa que ela estava, essa coisa era prevenida. – Ai que droga, Bele já teria dado um jeito nisso faz tempo. – Resmungava enquanto pulava em cima da mala.

— Vejo que precisa de ajuda, o que acha do Super Henry te dar uma força? – David entra no quarto da enteada com o irmão de Emma sobre os ombros, o menino vestia uma fantasia do Batman e sorria para a irmã mais velha.

— Olha eu acho uma ótima ideia. Mas você tem certeza que ele consegue fechar essa mala? – Perguntou a loira enquanto se levantava e ia em direção ao irmão e ao padrasto.

— Tenho certeza que sim, não é mesmo meninão? – Sorriu David tirando Henry de seus ombros e o colocando em cima da mala. Foi fácil, Henry tinha tanta energia pulando que as roupas acabaram amarrotando dentro da mala que rapidamente foi fechada.

— Era a última? – Perguntou David a Emma, que logo confirmou. – As caixas estão lacradas também e a maioria já foi para o caminhão da mudança. Sua mãe está lá em baixo com a mesa posta para o jantar. É melhor descermos.

Os três desceram as escadas e correram em direção a cozinha com a mesa já posta, sentaram-se e jantaram se olhando, era a última janta de Emma como moradora legitima da casa, estava feliz por seguir seu caminho e seu sonhos, mas triste ao mesmo tempo por ter de deixar tudo isso para trás.

— A mana vai embora? – Perguntou um henry cabisbaixo – vai deixar o Henry aqui sozinho?

— Oh meu amor, a mana vai ter que ir embora para estudar, mas isso não significa que irei te deixar ou te esquecer, nunca faria isso. Sempre que der vou te ligar por chamada de vídeo para ver como o meu Super herói favorito está crescendo – Falava enquanto afagava os cabelos do mais novo, que sorriu em resposta.

— Está tudo pronto, filha? – Perguntou uma Mary apreensiva.

— Está sim mãe. Amanhã bem cedo iremos ao aeroporto para nos encontrarmos por lá e não ficarmos na correria. – Respondeu a loira.

— O caminhão com a mudança vai chegar uns dias depois, mas o essencial á está lá Emma – Falou David, encarando uma Emma confusa.

— Como assim? – Perguntou a loira.

— Pedi para um amigo meu mobiliar o apartamento com tudo que fosse necessário, apesar de estar longe e sozinha, quero que fique num ambiente agradável e propício aos seus estudos e bem-estar. – Mary e David acompanharam a reação de Emma, que não poderia estar mais surpresa e feliz com a notícia.

— Meu Des, não era necessário terem tantos gastos assim comigo. Mas eu fiquei muito feliz em saber que chegarei e encontrarei tudo pronto por lá – A loira mostrava seus olhos lacrimejando por tamanha felicidade – vou tentar me virar sem vocês por perto, todos vocês. Mas mandarei notícias sempre que possível, e espero o mesmo vindo daqui.

— Pode ter certeza que iremos manter contato sempre minha filha – Disse Mary. – Agora, é melhor nos recolhermos. Está ficando tarde e amanhã todos temos que acordar cedo para aprontar tudo e levar Emma ao aeroporto.

A família arrumou a cozinha e foram se deitar, Emma dormiu bem apesar de ter demorado a cair no sono. Estava nervosa e ansiosa, como não estaria afinal? Estava indo embora, ficando a quilômetros de distância de toda a sua vida que era costumada a levar. Apesar de tudo, estava amando a oportunidade experiência, e, principalmente, estava disposta a tudo.

MAINE, 17 de janeiro de 2017 – 8h.

— Tem certeza de que não esqueceu nada filha?

— Tenho sim mãe, não se preocupe, está tudo aqui. – Respondia a mãe pela quarta vez, num intervalo de 10 minutos cada pergunta.

— Tudo bem então. – Estavam parados em frente ao portão de embarque, era isso, não tinha mais volta MESMO. – Se cuida minha filha, por favor, qualquer coisa não hesite em nos ligar.

— Pode deixar. Eu amo todos vocês – após um abraço coletivo que demorou consideravelmente pois Mary não parava de soluçar, Emma finalmente entrou no portão de embarque e foi rumo ao seu assento assim que entrou no avião. Olhando sua passagem pela milésima vez, não podia acreditar no que estava vendo: Nova York, The Foundation School of Engineering and Applied Sciences. (A Fundação Escola de Engenharia e Ciências Aplicadas), Universidade Columbia.

Notas finais
É isso pessoal, os primeiros capítulos serão de transição. Para Emma conhecer melhor seu novo lar e as pessoas ao seu redor haha
Estou aberta a todo tipo de sugestão e críticas.
Beijos no coração, mamãe ama vocês. ♥