Million Reasons
4 Capítulo 4
Notas iniciais
“Da onde eu conheço essa mulher?” Emma pensava enquanto olhava disfarçadamente para a professora que vinha na direção do grupo. “Pensa Emma, pensa!”. NADA! Ela não fazia ideia da onde, supostamente, conhecia a morena.
— Bom dia alunos! – Falou a mulher mais velha, sorrindo, em direção ao grupo, uma voz grave, mas aconchegante ao mesmo tempo.
— Bom dia professora – responderam quase sincronizados.
— Gostaria muito mesmo de saber o nome de cada um de vocês. Não prometo aprender de primeira, mas vou me esforçar. – Disse, mantendo seu olhar fixo por alguns segundos na loira que se encontrava a sua direita. – O meu, como devem saber pelo enorme megafone que a Juliana está segurando, é Regina, Regina Mills. – Esbanjando simpatia, a morena fez questão de abraçar cada aluno.
— Prazer Sra. Mills, me chamo Zelena! – A ruiva foi a primeira a se apresentar, puxando a fila para o resto do grupo.
— Meu nome é Killian, mas pode me chamar de o amor da sua vida – Falou o moreno de olhos claros, beijando a mão de Regina enquanto demonstrava um sorriso malicioso em direção a mesma.
— AH PELO AMOR DE DEUS KILLIAN – disse Zelena. – JÁ VAI ASSUSTAR ELA E ELA NEM CONHECEU TODO MUNDO AINDA. – Todos riram do comentário da ruiva.
— Nem se preocupe com isso Zelena – Disse a morena – tomara que ele tenha muito tempo vago, porque comigo o que ele mais vai perder é isso: tempo.
— TOMA – Gritou August, do fundo. Fazendo com que Killian saísse do caminho, provavelmente ajuntando o resto de dignidade que ainda lhe restava depois dessa resposta.
— A princípio, me chamo August – disse o outro rapaz.
— Bom, sem fugir da lógica, só sobrou a Senhorita ali atrás – Regina sorriu e foi em direção à Emma. – Senhorita essa que adora esbarrar nas outros enquanto anda desatenta pelos corredores arbóreos do campus.
— AHA, EU SABIA QUE JÁ TINHA TE VISTO DE ALGUM LUGAR. – A loira imediatamente colocou a mão sobre a boca percebendo o quão escandalosa deveria ter sido. – Me desculpe Sra. Mills. Por agora, e pelo esbarrão. Poderia inventar qualquer desculpa esfarrapada, mas eu realmente estava desatenta.
— Está tudo bem Senhorita...? – Esperou a loira falar seu nome.
— Swan, Emma Swan! – Respondeu a loira apertando a mão de Regina, recebendo um sorriso caloroso de volta.
— Pois bem meus pupilos. Estou animada para o dia de hoje – A morena gesticulava e sorria o tempo todo. – Vamos ao nosso destino e vou dizendo, sou bem competitiva, odeio perder. Não me façam odiar vocês antes mesmo das aulas começarem.
— Já estou sentindo e pressão – Comentou August.
— Nem me fale. – Disse Zelena, logo após.
— Estou brincando – comentou Regina – sobre a competitividade. – sorriu maldosa para os alunos. – Agora vamos, sem brincadeiras.
— Essa aí vai me dar trabalho – Comentou Killian que vinha logo atrás com Emma.
— Estou morrendo de pena de você Killian – brincou a loira.
— Duas bofetadas em menos de 10 minutos? Hoje não é o meu dia – brincou o amigo, enquanto abraçava Swan.
— Tudo bem, eu vou doar. Mas só porque eu amei as bochechinhas desse lindo rapazinho – uma Senhora de aproximadamente 70 anos saia do mercado quando foi parada por August, que não poupou charmes para cima da velinha. O resto do grupo começou a rir quando Amélia, a vovó, apertou as bochechas do August e pediu se ele tinha namorada. Vermelho, o rapaz disse que não e queria enfiar sua cabeça no buraco quando recebeu um papel em branco escrito Amélia e um coração, acompanhado de um número de telefone celular.
— Aí sim em Gust – Apontava Killian em direção ao migo – não da pra dizer que não está aproveitando a faculdade.
Todos riram – muito engraçado Kill, pelo menos estou conseguindo juntar algum mantimento.
Isso era verdade, Killian tentara de todos os jeitos, mas parece que ninguém estava gostando do jeito despojado e galanteador do moreno de olhos claros. Os meninos até que estavam se saindo bem, mas perdiam para as meninas que estavam na outra saída do supermercado. Zelena e Emma já tinha arrecadado o dobro do que os garotos tinham conseguido, e continuavam a mil. Regina era apenas a supervisora, por isso não podia ajudar os alunos a não ser dando apoio moral e vibrando a cada quilo de alimento que conseguiam a mais.
— Estou gostando de ver meninas, assim vamos ganhar fácil essa primeira etapa. – ambas sorriram para a morena.
Emma não comentou, mas era bem competitiva também. Por isso se esforçava ao máximo, a as palavras da morena sobre “Não me façam odiar vocês antes mesmo das aulas começarem”, tinha, acertado a loira lá no fundo. Pelo menos ela pensava que eram as supostas ameaças construtivas da futura professora. Conseguira não só alimentos, mas vários números, incluindo meninos e meninas, que acharam a loira maravilhosa. Zelena não ficara de fora, ambas esbanjavam beleza e eram bem persuasivas quando queriam. Até mesmo Regina ganhou alguns papéis com números escritos, mas os descartara assim que a pessoa virava as costas. Emma achava graça quando Zelena pedia os papéis da morena.
— Imagino eu, querida professora – Começou Zelena – que uma moça bem apessoada como vossa senhoria já desfruta de uma companhia no aconchego do seu lar! Por isso, irei fazer o imenso fazer de guardar esses papéis, para que o seu amante/namorado/marido não sinta ciúmes quando a ver chegar com toda essa papelada desnecessária.
Regina gargalhou alto depois do comentário da ruiva, não teve como não rir de todo esse teatro que a outra fizera. Emma não ficara para trás, riu igualmente se não mais. Era nítido que a ruiva seria uma ótima companhia, assim como Ruby. Estava louca para apresentar as duas. Quando parou de rir, percebeu que Regina a encarava com um pequeno sorriso de canto de boca, a observando de cima a baixo, fazendo com que a loira corasse nitidamente. A morena deve ter percebido, pois desviou o olhar quando chegou às bochechas cor de tomate de Emma. “Devo estar ficando louca!” pensou a loira.
A primeira etapa havia terminado então os alunos deveriam voltar para o campus e se encontrarem em frente ao anfiteatro para deixarem a caixa com os alimentos que conseguiram arrecadar. Era perceptível que o grupo amarelo se dera super bem, visto que a caixa deles estava transbordando de tanto alimento, enquanto que as outras caixas estavam, no máximo, meio cheias. Emma ficou feliz, assim como o resto do grupo. Foram liberados para o almoço enquanto que os professores e supervisores ficaram ali para fazerem a pesagem e contagem dos pontos. Emma foi se encontrar com Ruby, encontrou a morena de mechas se despedindo do seu grupo e combinando de se encontrarem ali em uma hora.
— Olá estranha – cumprimentaram-se. – Vejo que fez novos amigos, por favor, não vá me trocar. – comentou brincando a amiga.
— Fiz sim Ruby, vamos conhecê-los. Eles vão te adorar – puxou Ruby pelo braço – e eu nunca te trocaria estranha. – Oi gente, quero que conheçam minha amiga. Essa é Ruby.
— OI RUBY – cumprimentaram dessa vez em uníssono.
— Estes são Killian, August e Zelena – disse a loira apontando para cada integrante.
— É um prazer conhecer vocês. Disse olhando para todos, em especial para uma certa ruiva que esbanjava um sorriso.
— O prazer é nosso, gatinha – respondeu a ruiva – vai, sente-se aqui. Vamos aproveitar esse dia maravilhoso que Deus nos permitiu.
— Você está bem poética hoje – provou Killian – viu um periquito azul foi? – Riram, entendendo a pequena conotação que o moreno fizera a prima.
— Periquito eu não sei, mas um certo passarinha vermelho talvez – respondeu a ruiva piscando para Ruby, que corou instantaneamente.
— Mas você não perde tempo mesmo hem prima.
— Só estou deixando a moça mais a vontade Kill, não tem nada demais nisso.
— Oh, com certeza tem tudo “demais” nisso. – Ruby abaixou a cabeça e riu, olhando para Emma.
— Eu disse que ia gostar deles, e vice-e-versa – sussurrou a loira para a amiga.
— Você estava certa. – Obteve como resposta.
Depois que almoçaram, ficaram sentados em baixo de uma árvore qualquer esperando o tempo passar, entre risos e papos furados, Ruby avisou que precisaria voltar para o seu time, pois haviam combinado de se reunirem antes de iniciarem a outra tarefa. Levantou-se e ganhou um beijo no rosto de Zelena, que piscou para a outra.
— Você não tem jeito mesmo – comentou August, fazendo Emma rir.
— O que? – Perguntou Zelena – sou totalmente inocente.
— Ah, com certeza é – comentou a loira.
Levantaram-se e se dirigiram ao anfiteatro para escutarem sobre a segunda tarefa. Juliana, a menina do megafone, já estava posicionada em cima de um palanque improvisado com uma caixa de frutas, esperando o restante dos alunos chegarem.
— Muito bem pessoal – começou a monitora – já contabilizamos pontos da primeira tarefa. Mas você saberão que serão os campeões apenas no final do dia, quando terão concluído todas as tarefas e terão seus pontos somados. A equipe que fizer mais pontos, ganhará uma pequena surpresa dos nossos professores. – todos os alunos ficaram entusiasmados e com mais força de vontade para ganharem o suposto prêmio surpresa. – Pois bem, continuando. A segunda tarefa se resume em “compaixão”, isso mesmo, pequenos gafanhotos que acham que a faculdade vai ser um mar de rosas, POIS NÃO VAI. Cada equipe será levada para um lar de idoso, crianças ou jovens com problemas físicos. Vocês serão avaliados pelos próprios integrantes de cada lar beneficente, no final, os supervisores recolherão as fichas contendo as notas de vocês e as trarão para cá, somarão as mesmas e contabilizaremos com os pontos que vocês já possuem, devido a primeira tarefa. – cada equipe se formou em uma pequena roda para discutirem o que iriam fazer caso pegassem determinada casa. Estavam todos entusiasmados com a tarefa e era visível isso.
— Archie, nosso renomado professor de Filosofia, Ética e Sociologia – todos riram da tentativa de puxar o saco do professor da monitora -, está passando por vocês com uma pequena caixa contendo os nomes dos Lares participantes, um representante de capa equipe, por favor, pegue um papel e se gritem qual casa pegaram.
— Vai lá Swan, nos dê sorte – comentou Killian.
— LAR DE IDOSOS, ESPERANÇA – gritou a loira assim que viu o que estava escrito no papel.
O grupo amarelo ficou satisfeito com o lar que pegara, todos estavam animados e já estavam bolando ideias de como ajudariam os velhinhos a se divertirem. Regina vinha se aproximando do grupo, assim que chegou, pousou sua mão sobre as costas de Emma, que sentiu um pequeno arrepio que subiu sua espinha. – E então meus pupilos, animados?
— Estamos sim Sra. Mills – respondeu August. – Vamos nos dar bem, assim como na primeira tarefa.
— É assim que eu gosto, determinação.
— Mas cuidado Gust – comentou Emma – se uma velhinho no supermercado já se encantou por você, imagina no lar de idosos. – Fora impossível não segurar a gargalhada diante do comentário da loira.
— Você anda bem engraçadinha Swan – respondeu August com um sorriso de canto.
— Só estou animada para a nossa próxima tarefa.
Pararam de conversar quando escutaram Juliana chamando-os novamente. – É isso pessoal, fora do campus estão às vans que os levarão para seus devidos lugares. Ela retornará as 16h30 em ponto. Se divirtam, é isso que importa, e até mais tarde.
Ocuparam seus acentos dentro da van e partiram rumo ao Lar de Idosos, Esperança. Emma sentou entre Zelena e Regina, enquanto que August e Killian foram na frente com o motorista. A ruiva estava distraída com seu celular e seus fones, por isso nem prestara atenção nas outras duas ao seu lado.
— Então – começou Regina – gostando do campus?
— Oh, estou amando – respondeu Emma, animada – é muito melhor do que eu imaginei, e bem diferente do que nas fotos. É lindo, espaçoso e você pode se conectar com a natureza a qualquer momento. Eu adoro isso. – a cada palavra, seu sorriso aumentava.
— Posso ver o quanto está gostando Senhorita Swan – Respondeu a morena com um sorriso no rosto. – Cheguei faz pouco tempo, mas assim que pisei no campus me identifiquei com o lugar, é maravilhoso mesmo. E todos são super-receptivos.
— Não está aqui faz muito tempo?
— Oh não, cheguei faz uns dois anos. Archie me indicou, eu vim fazer o teste e acabei passando. E não me arrependeu, sabe! Deixei toda uma vida para trás, mas nada de compara a vida que eu tenho aqui hoje. – respondeu Regina.
— Isso é ótimo. Quer dizer, eu também deixei minha família e amigos para vir até aqui e seguir meu sonho.
— Você mora sozinha? Não tem medo? – perguntou Regina, preocupada com a loira.
— Bom, medo eu sempre tenho. Mas preciso aprender a me virar sozinha não é mesmo? Vai chegar um momento que eu vou precisar tomar decisões e todas essas coisas de adulto, então, melhor começar o quanto antes.
— Ótima resposta Swan, gosto de pessoas assim como você, determinadas. – Regina sorriso e passo o braço por cima do ombro da loira. – Acho que temos muito em comum.
— Pois é Sr. Mills – brinca novamente a loira.
— Por favor, Senhora está no céu. É Senhorita mesmo. – piscou para a loira.
— Como quiser, Senhorita Mills. – Emma era só sorriso, gostara da mulher e pelo jeito o sentimento era recíproco.
— Emma, caso precise de qualquer coisa, por favor, não hesite em me ligar – Regina alcançara a Emma um pequeno cartão com o nome e telefones para contato da morena.
— Senhorita Mills, não precisa se preocupar...
— Eu faço questão, não quero aluna minha correndo perigo enquanto eu estou aqui para ajudar.
— Tudo bem então, já que insiste. – Emma abriu a case do seu celular e guardou o cartão dentro dela. Recebendo um sorriso da morena como resposta.
Chegaram no lar de Idosos e não puderam ficar mais felizes. Saíram-se super bem, os velhinhos adoraram todos. Principalmente August, que, por sorte ou destino, reencontrará Amélia, que não poupou mais elogios ao mais novo, arrancando risinhos do restante do grupo. Regina soprou para eles apenas que haviam se saído muito bem e que tinham chances de ganhar o grande prêmio. Não deu outra, chegando ao campus e contabilizando os votos, o grupo amarelo fora o grande vencedor, sendo seguidos pelo grupo vermelho, da Ruby. O prêmio seria um dia de lazer em um parque no centro da cidade. Todos adoraram a surpresa.
Chega a hora de ir embora, Emma despediu-se de Ruby e do resto do seu grupo, combinando de se encontrarem amanhã antes do início das aulas. Não foi embora antes de perceber que Zelena fez questão de acompanhar Ruby até seu bloco de dormitórios, rindo internamente disso. Estava feliz pela amiga, por ambas e torcia para que tudo desse certo, mesmo sem saber direito o que estava acontecendo ali. Estava na esquina do campus quando escuta uma vez familiar chamando-a.
— Emma, espere, por favor! – A loira se vira para dar de cara com um par de olhos castanhos penetrantes.
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