Millenium - Fic Interativa
12 Elizabeth
Notas iniciais
Aqui está o segundo capítulo. Como prometemos, Annita, a Elizabeth vai aparecer mais, mas é como dissemos, cada personagem tem a sua função na história e o seu momento. Então, calma ^^
Invasão Mya: Olá u.u então, dêem uma passada em nossa outra fic ok?
Aqui: http://fanfiction.com.br/historia/415673/Whispers_Of_Time/
Há detalhes importantes para a história nesse cap, então...
Boa leitura~
Mordidinha
– Sebastian, meu amor, está me ouvindo? — Perguntou Elizabeth, ao perceber que seu marido estava distraído ultimamente. Na verdade, ele ficara distraído desde que George Kennedy pisara nos terrenos dos Van Hamberd. E pareceu ficar mais distante que o normal após a morte de Juliet.
– O que é agora, Elizabeth?! — Sebastian respondeu, rispidamente. Suspirou fundo, se acalmando — Me desculpe, Lize. Eu estou... estou...
– Você sequer sabe explicar, sabe quanto isso tem me incomodado? Você anda distante, você não parece mais meu marido — Disse Elizabeth, respirando fundo e olhando para seu marido, com um olhar um tanto magoado — Eu sou sua mulher, deveria confiar em mim — Murmurou a última parte e se sentou na cadeira do restaurante que escolhera.
– Eu confio plenamente em você. — Sebastian sorriu e acariciou a mão da esposa, tentando reconfortá-la — Eu amo tanto você... Se você soubesse o quanto... Entenda, eu conto a você tudo o que precisa saber. Não há razão para preocupá-la sem motivo.
– Se você diz... Bem, vamos aproveitar nosso jantar, certo? — Perguntou, com uma risada. Logo chamaram o garçom e fizeram seus pedidos.
Enquanto isso, os dois conversavam sobre a viagem, sobre os negócios... Mas Elizabeth se sentia incomodada com o fato de eles nunca falarem sobre o casamento, sobre o que se passava com Sebastian. Era sempre a mesma desculpa: "conto a você tudo o que precisa saber", mas no fundo ela sabia que ele escondia algo. "Se você soubesse... tudo o que eu faria por você". Sebastian continuava aéreo, distante, e isso a irritava profundamente.
– Sebastian, por favor. Pelo menos finja que está prestando atenção — Disse Elizabeth, quase chorando.
– Tiãozinho, oi! — Uma garota que aparentava ter menos de vinte anos, usando um vestido de couro preto justíssimo ao corpo, abraçou e beijou Sebastian, confuso e constrangido — Lembra de mim? Sou eu, Vilma! A Vilminha, lembra! De Las Vegas! — E então a garota olha para Elizabeth, e fica séria — Ah, oi.
– Oi... Sebastian, o que... Melhor, quem é essa mulher? — Perguntou Elizabeth, friamente.
– Vilma... Esta é Elizabeth, minha esposa. E Elizabeth esta é Vilma, minha... Minha ex-namorada. — Sebastian disse, constrangido, escondendo o rosto com a mão.
– Nossa, lindinho... Pelo visto você não anda nada exigente. — Respondeu a garota.
– Pelo visto ele era cego, antes de casar comigo — Murmurou Elizabeth. Sebastian segurou uma risada.
– Foi ótimo rever você, lindinho. Qualquer dia desses... — A garota entregou um cartão a ele, com o seu telefone, deu um beijo demorado na bochecha de Sebastian e depois olhou para Elizabeth — Me liga. — Assim que a garota foi embora, Elizabeth rasgou o cartão e olhou para Sebastian, furiosa.
– Você beijou outra mulher praticamente na frente de um restaurante, mesmo estando casado comigo?! — Perguntou, com a voz pingando em raiva.
– Elizabeth, você viu, ela me beijou! — Ele disse, tentando limpar a marca de batom barato da bochecha — Não precisa de tudo isso, Lize. Olha, eu sinto muito por tudo, tente... Tente esquecer aquela garota e aproveitar o nosso jantar, por favor.
– Ah claro, como se fosse fácil. As vezes me surpreende sua falta de tato — Disse Elizabeth, respirando fundo e voltando a olhar o marido com raiva.
– Já chega disso. — Sebastian se levanta da cadeira e olha para a esposa, irritado — Pelo visto, esse jantar já acabou antes mesmo de começar. Vamos para casa, é melhor discutirmos lá.
– Escuta, Sebastian. Eu realmente acho melhor irmos para casa, mas não irei discutir com você — Disse Elizabeth, já mais calma. "Estou cansada de brigar... cansada".
Não trocaram uma palavra dentro do carro, enquanto voltavam ao lar dos Van Hamberd. Quando lá chegaram, ela e o marido procuraram não fazer barulho para não acordar ninguém, já que naquela o toque de recolher é às nove. Sebastian a olhou, antes de subir para o seu quarto, como se quisesse dizer algo importante, mas desistiu antes que se permitisse confidenciar à Elizabeth qualquer coisa. "Duvido que seja um pedido de desculpas" ela pensou. De qualquer forma, a sensação era péssima.
Tirou o scarpin e o colocou ao lado da porta, sentindo seus pés pousarem sobre o frio chão, relaxando-a. Se Silena a visse descalça, provavelmente começaria mais um de seus exaustivos discursos sobre classe. Serviu um whiskey dos bons, sentou-se na poltrona confortável da sala de estar, e suspirou pensativa. Alguém a observava há algum tempo, ela sabia, só que não se importava.
– Saia das sombras, Sr. Kennedy. — ela disse, com seu olhar triste mirando o nada.
George saiu do canto escuro onde estava, e sentou-se numa poltrona ao lado de Elizabeth, com um olhar curioso.
– Que olhar mais atencioso, Sr. Kennedy. — ela sorriu, desfazendo o coque alto e deixando o cabelo ruivo ondulado cair sobre os ombros — Aceita um whisky? — George recusou — Pois bem, então porque estava me espionando?
– Bem, sendo você uma das suspeitas... Devo observá-la — Disse, com um sorriso frio. George se sentou em uma poltrona, ficando assim frente a frente com Elizabeth. Viu sua mão tremer um pouco, ele apostava que ela havia brigado com o marido — A briga com Sebastian foi tão séria, ou mais uma das idiotas?
– Justo. — Ela riu, encarando o investigador — Você é tão novo para essa profissão... Acho uma pena, você deveria sair com os amigos, se divertir... Mas não é o que te interessa agora, eu sei. Então vá em frente. Pergunte qualquer coisa, sobre qualquer pessoa dessa casa, eu vou dizer.
– Na realidade, gostaria que me dissesse sua história com Sebastian, porque ele parece ter tantos problemas com os integrantes dessa família? — Perguntou George, observando cada movimento de mulher.
– Minha história com Sebastian... É, você tem razão... É até difícil me lembrar de como era a minha vida sem ele, apesar das coisas entre nós estarem assim, agora. — Elizabeth disse, com um ar derrotado. George não sentia pena dela, era profissional demais para isso, porém, qualquer outra pessoa se derreteria. — Eu era uma garota comum, com objetivos comuns, até eu conhecê-lo... Lindo, inteligente e muito rico, primeiro, me senti atraída por ele, depois que eu o conheci melhor eu me apaixonei. Ele, desde sempre, foi o braço direito de Hector na empresa. Sinto às vezes, não, acho que desde aquela época, só que eu ignorava... É como se ele tentasse sempre superar o tio.
– Certo. Então ele teria um complexo de inferioridade perto dele... Terei que avaliar isso. Mas algo, haver em especial com a família que percebeu depois de morar tantos anos aqui? — Perguntou, não se mostrando muito curioso.
– Ah, a família. No início, eles não me consideravam... "Apta" para esta família, para Sebastian. Mas creio que era somente medo de mim, medo de que eu fizesse parte da vida e dos segredos deles, a sensação que eu tinha... E tenho... É de que estão me testando o tempo inteiro. Tive que me adptar, parar de ser a garotinha ingênua e idiota que eu era. Ah, Silena foi... A principal razão, de longe. E tudo isso antes dos irmãos morrerem, ou da louca da Juliet morrer.
– Silena? Interessante, pelo que consegui ver ela tem total controle sobre a família. Antes deles morrerem? Estranho... A impressão que vocês passam é que Silena foi sempre manipuladora — Disse George, tentando arrancar mais informações.
– É... Manipuladora, sim. Uma vez, Sr. Kennedy — Elizabeth fez uma pausa, para se servir de mais whisky — Eu encontrei uma foto dela quando criança. A garotinha mais linda que eu já vi, com um sorriso de orelha a orelha, brincando num balanço e segurando uma boneca de porcelana. Então acho que houve uma época em que ela era... Normal.
– Certo, muito obrigado Sra. Van Hamberd — Disse George, se levantando e deixando a sala após dizer "boa noite". Em seu rosto se via um grande sorriso, macabro, mas um sorriso.
Notas finais
:*
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