Milenium o decimo terceiro signo
2 Capitulo 1
Capitulo 1
Em rua deserta de noite com a única iluminação sendo a de alguns postes era possível avistar uma figura mascarada correndo, seu all star completamente molhado e seu blusão preto o protegendo da chuva
–-você tem certeza que é essa a direção? Estamos no meio da cidade—disse o mascarado olhando para o bolso do blusão
Uma pequena bolinha de luz sai do fundo do bolso
–-eu morava lá, e claro que eu sei como chegar, vire a direita na próxima que vamos sair dessa concentração de prédios e chegar em uma ruazinha pobre—disse uma voz de mulher em tom de ordem
–-prédios de pessoas ricas do lado de uma favelinha?—uma risadinha sarcastica
–-não era uma favelinha, bom chame do jeito que você quiser—a luz fica um pouco nervosa
–-eh... desculpa—elevando a sua mão a cabeça
Ao chegar na rua que a luz tinha lhe dito ele avista bem ao longe uma grade de metal alambrado
–-ali, pule aquela grade que você vai ver alguns trailers, procure por um que é amarelo com uma listra vermelha cortando ele pela metade
–-certo, trailer amarelo, listra vermelha, vai ser fácil—disse o mascarando apertando o passo
ao finalmente chegar na tal grade a pequena luz diz
–- droga, não lembrava que ela era tão alta, ela deve ter uns 3 metros, eu lembro de que tem uma abertura em algum lugar da grade, você so precisa se arrastar no ch—a luz e cortada enquanto o mascarado sobe na grade—ou você pode simplesmente me ignorar e fazer da sua forma
–-obrigado
O mascarado consegue saltar a grande. Quando aterrissa seu all star afunda na terra molhada
–-droga.... que nojo—disse enquanto balançava o seu pé—certo agora para onde?
–-hm...se voce continuar reto vai encontrar alguns trailers, tinham vários por aqui
–-aqui era um acampamento de trailers?
–-sim, eu sempre odiei esse lugar, mas o Albert nunca quis sair daqui, aquele bêbado desgraçado
–-sempre quis morar em um trailer
–-e eu em uma casa normal—disse a luz suspirando—bom vamos la
Depois de uns 2 minutos correndo eles avistam os primeiros trailers
–-ALI—diz o mascarado apontando para um trailer igual a descrição que a luz tinha lhe dado
–-não....tem algo diferente
–-diferente como?—diz o mascarado se abaixando para impedir ser visto enquanto se aproxima
–-procure um numero no para-brisa, o que tiver um 44 pintado é o do Albert
–-44?
–-sim, era o numero da sorte dele
–-ah
Ao contornar o trailer eles percebem que não continha o numero 44
–-ok vamos atrás de outro—ao se virar ele avista outro trailer idêntico, mas novamente sem nenhum numero
Com o passar do tempo mais e mais trailers eram vistos, todos iguais porem sem nenhum numero em seu para-brisa
–-certo....todos são iguais...bela descrição—um tom sarcástico
–-desculpa eu não tenho muitas lembranças
–-tudo bem... droga essa vai ser uma longa noite
Depois de alguns minutos andando abaixados a procura do numero 44 a luz avista um trailer que era um pouco diferente dos outros
–-olhe, aquele trailer ali—disse a luz moldando a sua forma para apontar um trailer
–-o que tem? Para min e igual aos outros
–-não, a escada que leva para o teto esta quebrada, veja aquele por favor—suplicou
–-certo—o mascarado contorna o trailer a procura do numero 44—ali, um 44 pintado em azul correto?
–-sim é esse mesmo, obrigado deus. Certo, agora como voce pretende entrar? Voce não pode simplesmente bater na porta, correto?
–-vou bater, mas de uma forma diferente—diz o mascarado enquanto se levanta e toma distancia do trailer
–-ei ei ei ei, voce não pretende arrombar a porta ne?
–-acertou em cheio—diz ele enquanto corre em direção a porta e a chuta com força—dorga, mas uma vez
O silencio da noite e quebrado com os chutes, a fechadura é quebrada
–-cara, qual o seu problema?—diz a luz indignada
–-desculpa, voce quer paz para eternidade e eu quero dormir, não queria perder tempo tentando abrir a porta e sem contar que alguém nos veria
–-ah e chutando ninguém vai perceber né?
–-as pessoas possivelmente pensariam que é alguma briga ou algo assim e não se meteriam –diz ele sussurrando
–-certo, cuidado, por favor ele não é um homem violento mas.....so tome cuidado
Ao entrar no trailer eles são de cara com uma cortina, ao atravessar ela tem mais duas cortinas, uma levando para a parte de tras do trailer e outra para a parte da frente, um barulho de televisão faz com que a atenção seja levada para a parte da frente.
–-voce não esta nervoso? –pergunta a luz
–-já me acostumei—diz o mascarado em um sussurro extremamente baixo
–-é...é ele....—gaguejou a luz
Assim que passam pela a cortina eles chegam na sala
–-esse lugar fede—diz a luz
Era um lugar muito simples, tinha apenas um tapete verde , duas cadeiras de praia, uma caixa de papelão do lado da cadeira um criado-mudo e uma televisão pequena. Em uma das cadeiras de praia estava sentado um homem, careca com um pouco de cabelo branco na nuca e em cima das orelhas, vestindo uma camiseta regata branca e um short. Ele segurava uma garrafa de cerveja, logo em seguida a taca na parece com força pois estava vazia
–-o que você quer?—diz o velho soluçando
–-vim falar sobre Maria, esse nome te lembra alguém?—diz o mascarado enquanto olha para os lados
Um silencio toma conta da sala
–- ela não esta aqui
–-onde ela esta?
–-eu não sei—engolindo saliva
O mascarado se aproxima, pega uma das cadeiras de praia e a puxa para o lado e se senta
–-Albert, o que voce fez com ela?—diz sem desgrudar os olhos dele
–-quem é voce?—diz o velho em um tom um pouco choroso
–-eu sou amigo dela
–-CALE A BOCA—grita o velho—AQUELA VADIA NÃO TINHA AMIGOS
–-desgraçado...—diz a luz
–-Albert, eu vim para conversar com você, eu sei o que aconteceu com ela, se voce pudesse dizer algo para ela, algo que voce quisesse q ela escutasse o que seria?
O velho vira seu rosto para o garoto revelando um nariz de batata e logo abaixo dele um bigode molhado de cerveja
–-quem é voce? Me mostre o seu rosto AGORA—diz Alber apontando para a mascara
–-não posso fazer isso, desculpe—diz o mascarado enquanto abaixa a cabeça.
–-voce é algo da minha cabeça né? EU NÃO ESTOU LOUCO—diz Albert enquanto e pega uma outra garrafa de cerveja que estava em uma caixa logo ao seu lado
–-Albert, eu não vim para machuca-lo ou prende-lo
–-ENTÃO O QUE VOCE QUER COMIGO?—grita com raiva albert
–-deixe-me apenas trazer paz a maria—diz o mascarado enquanto se levanta calmamente da cadeira
–- como assim? AQUELA VADIA NÃO MERECIA PAZ
Albert levanta lentamente e bate a garrafa no criado-mudo a quebrando e então parte para cima do mascarado
–-CORRA—grita a luz
O mascarado levanta e chuta a cadeira para longe mas sem correr, permanece parado apenas esperando, quando o velho tenta acertar a sua cabeça com um golpe vindo de cima ele desvia para a esquerda fazendo com que o ataque passe seco, enquanto o ataque passava o mascarado toca com sua mão direita Albert no braço
–-PARE COM ISSO—grita a luz
Albert fica parado por alguns segundos, logo em seguida solta a garrafa
–-M....Maria? QUE TRUQUE É ESSE SEU DESGRAÇADO?
–-ALBERT—grita a luz novamente
–-Maria? Onde ela esta?—diz albert enquanto olha para os lados a procura dela
A luz sai do bolso do mascarado sendo vista também pelo velho
–- ela esta aqui—diz o mascarado
Albert cai para tras e assim a luz some para seus olhos
–-ONDE ELA FOI?—gritou albert olhando para os lados
–-deixe-me toca-lo
O mascarado novamente toca com a sua mão direita o braço de Albert
–-onde ela esta?
–-ali—diz ele apontando para a televisão – bem do lado dela
O que era antes apenas uma bolinha pequena de luz se tornou uma sinueta de uma mulher
–-Albert, voce tem algo a dizer para ela?—diz o mascarado
Ele começa a chorar enquanto admira aquela luz
–-ma...MARIA VOLTE PARA MIM POR FAVOR MARIA, EU PRECISO DE VOCE—albert chora
–-voce não pensou nisso naquela hora correto?
–-ME DESCULPE POR FAVOR, EU ME ARREPENDO POR TE-LA MATADO
–-como o senhor matou ela?
–-eu....eu....bati com uma garrafa na cabeça dela—ele bota suas mão na cabeça se lembrando de toda a cena
–-e depois?
–-eu bati umas 3 ou 4 vezes, olhe em baixo desse tapete ainda esta a marca de sangue ali, eu não consegui limpar ela—diz Albert chorando e gaguejava enquanto olha para a sinueta de luz de maria—ME DESCULPE POR ISSO MARIA
–-e onde o corpo dela esta?
–-em baixo do trailer
A luz começa a enfraquecer
–-o...o que esta acontecendo?—gagueja Albert
–-você deu paz a ela—diz o mascarado
–-como assim? ELA VAI SUMIR?
–-essa era apenas a alma dela, ela não estava mas entre a gente mas antes de poder descansar ela queria que você se desculpasse apenas
A alma de Maria chega perto de Albert se abaixa e segura o seu rosto com as duas mãos
–-eu sempre sobe que voce era uma pessoa boa, eu te desculpo—mesmo sem olhos e nem boca era possível sentir que maria estava sorrindo
–-MARIA EU TE AMO, NÃO SE VÁ FIQUE COMI—antes que Albert pudesse terminar o seu pedido a alma de maria se desfaz
–-Adeus...—são as ultimas palavras de Maria
O mascarado se levanta
–-onde você vai?
–-dormir, são 3 horas e eu tenho que acordar cedo amanha
–-ESPERA VOCE VAI DIZER ISSO PARA ALGUEM?—diz Albert enquanto se rasteja em direção a perna do mascarado e a segura
Após uma bufada o mascarado chuta para frente fazendo com que Albert o solte
–-sabe, você sabe o que fez, você viu ela, você se desculpou para ela e ela te perdoou, agora cabe a você escolher o que vai fazer, meu trabalho esta terminado
–-eu...eu não sei o que fazer
–-uma dica: você cometeu um crime. E agora? Já sabe o que fazer não é mesmo?—disse com um tom sarcástico
Após dizer isso um silencio toma a sala e então o mascarado sai pela porta e a bate com força mas ela não fecha
–-droga acho que eu podia ter perdidos alguns minutos abrindo ela com um clipes, bom que seja. Opa, não posso esquecer de marcar o primeiro trabalho do ano—ele pega uma agenda que estava em um dos bolsos e um lápis—hm...2000...2000....aqui, 1 de janeiro de 2000, trabalho iniciado e trabalho completado, cliente: Maria Duarte, cano 212 livre—ele guarda o lápis e fecha a agenda—certo, próximo destino, cama
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