Milagre De Natal!
2 Visita inesperada.
Notas iniciais
Snape sentiu seus olhos pesarem, olhou no relógio quinze para a meia noite, logo seria manhã de natal. Que besteira lembrar disso logo agora, estava cansado era melhor ir dormir antes que começasse a ouvir vozes felizes de sua cabeça.
Um banho quente e relaxante e logo Severus Snape estava deitado em sua cama e antes de dormir sua mente logo visualizou um imagem de tez levemente pálida, cabelos caindo em cascata de leves cachos castanhos e um sorriso adorável na face da menina com lindos olhos cor de mel.
- Raios! – sentou-se na cama. – Essa fedelha vai me deixar louco. – respirou fundo – Ah Hermione, por que esse tormento? Por que tinha de fazer aquilo? Um homem como eu nunca teria um futuro com alguém como você, não posso agüentar essa tortura que é olhar para o seu rosto todos os dias.
E foram essas as palavras que foram colocadas na carta que enviaria à ela logo pela manhã.
Deitou-se novamente e como num passe de mágica se corpo e sua mente relaxaram e ele se deixou levar por uma estranha paz de espírito.
- Severus... Severus...! – uma voz lhe chamava longe, mas parecia apenas mais um dos seus sonhos.
Revirou-se na cama e tentou forçar a mente a voltar aos braços de Morpheu.
- Severus Prince Snape acorde! – uma voz estridente e fantasmagórica invadiu o quarto.
Snape se assustou e rapidamente se sentou na cama, os olhos ainda pesados de sono foram abrindo aos poucos, mas quando o fizeram quase fizeram seu dono desfalecer.
- Vo-você? – aquilo só podia ser um de seus piores pesadelos.
Em sua frente estava um velho Tobias Snape envolto por pesadas correntes e olhava para o homem à sua frente com um olhar divertido.
- Olá filho, quanto tempo faz? Dez, vinte anos? – perguntou confuso.
Snape por sua vez mantinha os olhos arregalados e a boca aberta.
- O que faz aqui? – perguntou assustado e com raiva. – Não, eu não estou perguntando isso, isso é só um pesadelo.
- Eu não me lembro de você ser burro Severus, se você está acordado e me vendo como eu posso ser um pesadelo? – arqueou as sobrancelhas.
- Você é um fantasma. – disse por fim, mas incerto de suas palavras.
- Ora, vejo que puxou a inteligência da sua mãe – sorriu – eu sabia que você ainda era tão inteligente quanto eu me lembrava.
-Certo, se eu vou ter que fazer isso até acordar me deixe perguntar, você não deveria estar queimando no inferno? – perguntou entre dentes, claramente irritado com a presença do pai.
- Filho eu sei que fiz muito mal a você e à sua mão enquanto eu era vivo, mas eu recebi uma chance de me redimir. — disse calmo.
- Redimir? Há! Não me faça rir! – disse secamente — Você foi um monstro em vida e só se redime quem ainda faz parte desse plano, então me diga papai como é que pretende fazer isso, é mais uma de suas trapaças? Eu não entendo muito do local onde você está, mas entendo o bastante para dizer que isso é impossível. – jogou para o pai com um toque de escárnio.
- Eu não vou me redimir dos meus erros, quero me redimir dos meus erros com você. Não quero que você seja alguém como eu fui filho...
- Eu não sou como você! E me poupe dessa de filho, você nunca foi pai de ninguém! – cuspiu as palavras
- E é isso que eu quero que você perdoe – suspirou – está vendo estas correntes Severus? Cada uma delas foi forjada por ódio, intrigas e rancor e eu estou fadado a viver com elas por toda a eternidade, sei que não fui um pai para você em vida, mas como um agora eu quero o melhor para você filho, não quero que o seu fim seja como o meu – levantou as correntes e soltou um suspiro – Não a faça sofrer como eu fiz com a sua mãe.
Severus se assustou com o último comentário, o pai saberia? Não, podia está se referindo a qualquer uma. Balançou a cabeça espantando esses pensamentos.
- E como pretende fazer isso gasparzinho? – riu desdenhosamente.
- Eu sabia que perguntaria! – Tobias rapidamente se animou com a pergunta como se não tivesse ouvido o comentário ácido do filho. – Preste atenção, Três espíritos de Natal apareceram para você está noite, não se assuste, eles só vão tentar ajudar você e consequentemente a mim. Boa sorte filho!
E com um “puf” Severus estava sozinho de novo, sem que percebesse tinha abraçado o travesseiro, ao ver a cena ridícula em que se encontrava lançou o objeto para longe e deitou-se novamente.
- É só um pesadelo! – dizia a si mesmo, embora seu subconsciente não tivesse muita certeza disso.
E relutante caiu novamente no sono, mal percebendo que o relógio havia parado.
Continua...
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