Mil Flores de Cerejeira
5 Capítulo 5 - Uma pequena Chance
*Pequeno comentário da autora : Gente, um trecho da história que ficaria do 5º capítulo, eu passei para o final no 4º, para entenderem este capítulo, voltei ao final do 4º ok? E eu ainda estou editando os outros e este aqui, aprimorando-os, ok? ;)*
Acabou a aula de Biologia e descemos para o intervalo, Mitsuki foi para o pátio e eu fui à enfermaria para ver o que houve com Patrick. Chegando lá, vi ele sentado na maca sem camisa — visão do paraíso- entrei e disse:
–O que aconteceu?
–Não sei, senti uma dor tão forte de repente. A enfermeira disse que eu vou ficar bem de novo amanhã, só preciso descansar.
–Entendi. Mas naquele dia que você me contou sobre isso, quando você se virou, vi uma lágrima no seu rosto.
–Eu fiquei com medo de você não querer me ajudar e não assumir a criança. -Disse ele, explicando-se.
–Espera, assumir...?
–Ah é eu não te expliquei não é? Então...Parabéns, você vai ser mãe...ou pai...sei lá — Disse ele juntando as mãos com um sorriso besta no rosto.
–Calma, me explica isso direito, como assim a criança é minha?
–Para que o Feitiço de Ativação funcione, tem que haver pelo menos resíduos de outra pessoa. E você foi a última pessoa que eu toquei antes de ser atacado por aquela fadinha desgraçada.
–Ma-mas como você... como você tem certeza de tudo isso? — Eu perguntei, muito abalada.
–Testes de DNA não mentem, Naomi.
Coloquei uma das mãos na cabeça, muito assustada com tudo aquilo. Não conseguia acreditar que eu era a mãe — ou pai...sei lá — daquela criança.
–Naomi, — Disse Patrick, pegando em minhas mãos e pondo-as em sua barriga — Nos proteja...?
Meu coração bateu tão forte naquele momento, meu rosto tão corado. Abracei Patrick tão forte, e disse:
–Eu te amo.
– Ah...o que?
– Nunca tive coragem de te dizer isso, mas você precisa saber que eu gosto de você.
–Amigavelmente falando?
–Sexualmente falando!
Depois que eu disse isso eu refleti mais um pouco e percebi que aquilo que eu disse soou muito tarado.
Ele fez uma cara tão surpresa e assustada — também né, depois do que eu falei.
–Nossa, e-eu não sabia que você..., quer dizer eu não fazia ideia, olha, desculpa mas eu... acho que eu não sinto o mesmo por você... me desculpa.
Patrick colocou a camiseta e rapidamente passou por mim, todo corado — por um momento vi um "volume" em sua calça quando ele levantou, não sei como consigo perceber essas coisas- saindo da enfermaria.
–Patrick, espera! — Eu gritei, mas ele estava correndo muito rápido pelo corredor e não consegui alcançá-lo — Você não pode correr seu maluco!
Argh! Que droga! E agora? Acabo de me declarar pro garoto que eu amo e termina assim? Tentarei falar com ele amanhã.
O sinal do término do intervalo tocou, e fomos liberados pois o professor de filosofia deve ter viajado, e a professora de matemática torceu o pé em casa e não veio dar aula.
Quando eu estava passando pelo corredor, indo para a saída, vi Patrick saindo pelo portão principal. Corri até ele mas antes que eu pudesse tocá-lo, ele se virou e disse sério :
–Venha na minha casa hoje, por favor.
–O-ok — Eu respondi um pouco assustada.
Cheguei em casa, almocei, troquei de roupa e fui mexer no computador. Fiquei jogando jogos onlines de RPG quase a manhã inteira, para me distrair daquilo tudo. Somente quando já eram 14h que me lembrei que havia prometido a Shinobu que iria na casa dele pra examiná-lo.
Coloquei meu jeans rasgado, blusa de alça vermelha, candigann branco e tênis preto cano médio, pus meus óculos de grau pretos e fui, tranquei a porta de casa, se Akihiko chegar em casa antes de mim, não há problema, ele tem uma cópia da chave de casa, ele se vira, entra pela janela, pelo telhado, sei lá.
Fui a casa de Shinobu, que fica a um quarteirão da minha. Quando cheguei lá, toquei a campainha e ele atendeu.
–Ah, você veio Naomi-chan! -Disse ele, sorrindo.
–Claro! -Eu respondi, devolvendo-lhe o sorriso.
–Vem, entre!
Tirei os sapatos e entrei. A casa era bem espaçosa, a cor das paredes era amarelo claro, o chão de madeira e os móveis eram bem modernos.
Eu o acompanhei até seu quarto, passamos pelos corredor e entramos e ele fechou a porta. Sinceramente não entendi porquê não poderíamos ter feito na sala, por que no quarto? Muito estranho. Mas eu indaguei:
–Por que fechou a porta — Perguntei, apontando para a porta.
–Naomi... -Disse ele tirando a camisa.
Dei um passo para trás, já desconfiada do óbvio. E disse:
–Shinobu, eu... — Antes que eu pudesse terminar de falar, ele me agarrou e beijou mu pescoço. -Shinobu, não, eu...
Não conseguia entender como o menino mais fofo e simpático da escola poderia ser tão...tarado.
–Naomi... — Ele disse, tentando tirar minha blusa, mas eu o impedia. Eu tentava hesitar, pois meu coração pertencia apenas a Patrick, mas não sei o que houve comigo. Mas quando ele estava perto de pôr suas mão sujas nos meus seios eu o empurrei e disse:
–Porque diabos você está fazendo isso?
–Porque... Porque eu gosto de você Naomi-chan!
Quando ouvi aquilo me deu vontade de fazer igual ao Homem de Ferro, furar o teto com um raio repulsor e fugir dali de tão envergonhada. Mas como não poderia porque...né. Eu tive que ficar lá, olhando chocada pra cara dele. O mais estranho é que ele mal fala comigo. Se bem que, às vezes pego ele me observando durante a aula com cara de idiota.
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