Mikken, o herói de HillowTown
3 Malditos insetos!
Notas iniciais
Relaxem, e vem com mais uma aventura de Mikken
Estava na sala lendo um pequeno conto sobre Morks das Montanhas, um livro pequeno, que não passava de um conto para crianças, mas Mikken acreditava na existência de Morks. O que é Morks? Bem, Morks são umas criaturas grandes e fortes com enormes chifres, parecidos com os de touros, só que maiores e mais afiados. Os Morks tem olhos vermelhos, a pele dessas criaturas variam diferente da espécie, os machos tem a pelagem azul escuro, quase negro, e costumam ser mais altos e robustos. As fêmeas são verdes claras, com os chifres um poucos menores. Esses são os Morks, altos na maioria e fortes, capazes de carregar grandes fardos de madeira ou até um casa grande dependendo do Mork.
Estava chovendo, Mikken podia ouvir os pingos batendo no telhado, mas uma vez o tédio consumiu o garoto. Naquela tarde ele pegou em um leve sono, sonhava que estava enfrentando Morks e que estava ganhando a batalha, mas o Mork segurou ele pelo o pescoço e devorou seu tronco. — AHHHH! — acordou ele gritando — O quê está acontecendo, meu filho? — disse o pai dele desesperado — Você está bem? — Estou bem, pai, foi só um sonho ou um pesadelo, mas estou bem — explicou Mikken — Ótimo, vou ajudar na construção da morada dos vizinhos, desabou esses dias, como um bom vizinho vou ajuda-los. Você está bem mesmo, correto? — Estou pai, pode ir — Tudo bem, tchau, se cuida — se despediu Miky — Ok. *** Estava ainda chovendo, e Mikken estava em seu quarto, solitário, desejava sair de casa, mas com aquela chuva ficaria impossível. A esse ponto a companhia de Sttonem seria boa. A chuva foi enfraquecendo e enfraquecendo, e Mikken pensou que agora poderia sair de casa. ''Posso ir na casa do vovô, naquele dia eu não pude ir.'' Pensou Mikken. Desceu para pedir permissão a sua mãe — Mãe, estou indo ver o vovô, mais tarde eu volto, tchau — disse ele todo apressado — Ué, mas... você não foi semana passada? — perguntou ela — Tchau! — disse ele correndo pela porta Lá fora estava ainda chovendo, mas estava chovendo fraco, e caia um pouco de neve da Montanha Gelada. A cada passo que Mikken dava voava gotas de água, sempre pulava pelas possas, era divertido. Mikken estava correndo na chuva, adorava aquilo, era como estar livre, mas ele era livre, pois bem. Correu até chegar a estrada de terra, estava cheia de barro e lama. Passou por ali correndo. Ficou todo sujo de lama, sua calça de pano ficou toda marrom. A sujeira era o de menos, quando chegasse ao seu avô iria se limpar. Passou pela casa de Sttonem, foi discretamente e sorrateiramente passando devagar, não queria a companhia do amigo agora, era certo que ele iria atrapalhar. Viu Sttonem pela janela, ficou com um certo medo, não queria mesmo que o amigo o acompanhasse, tinha certeza disso. Por via das dúvidas, Mikken entrou pela floresta ao lado da estrada de terra. Ouvia-se histórias que coisas nojentas e bichos estranhos habitavam aquela floresta, mas corria o risco, era melhor que Sttonem. Caminhava sobre os pequenos galhos no chão, e algumas minhocas também. Era segunda vez que Mikken atravessava a floresta, na primeira foi com seu pai colher algumas folhas para o adubo, e nada acontecera. Agora estava sozinho ali, esperava que nada lhe acontecesse. Andou alguns minutos sobre aquelas folhas molhadas, que davam coceira na sua canela. Estava ficando frio ali, e ficava mais escuro, e a floresta mais densa. Mikken ficou com um pouco de medo, pela forma sombria que ali ficava. Decidiu correr, para sair logo dali. Ah esse foi o seu pior erro, vocês vão ver. Mikken estava correndo, correndo rápido demais, quando então tropeçou em um cipó no chão. Caiu de cara na lama junto com as folhas. Tinha minhocas e outros pequenos insetos em sua cara, aquela lama tinha um cheiro muito ruim, um cheiro podre. Naquela região norte da Montanha Gelada tinha uma espécie diferente de inseto, uns pequenos ovinhos que parecem ser inofensivos Mikken tinha caído naquela região dos ovos e descavados os pequenos ovinhos. — Oh maravilha, ovos de Leprasminhocas — disse ele irritado. Leprasminhocas não passavam de minhocas, só que eram maiores e colocavam ovos tamanho médio na terra. Diziam os velhos historiadores que os ovos de Leprasminhocas contia um veneno com um odor muito ruim, um odor podre que atraia as mais diversas vidas da floresta, como por exemplo, abelhas, vespas, insetos nojentos e o pior de todos, aranhas. Mikken sem querer, quando caíra, quebrara um ovo, e odor saiu do ovo. Mikken sentiu o cheiro podre que vinha daquilo. Logo se levantou, quando fez a ação quebrou mais três ovos, e o odor saiu mais forte. Estava ficando tonto com aquele cheiro. Saiu correndo dali. Na frente dele, ele conseguia ver algumas abelhas, grandes e viscosas pro tamanho normal. — Abelhas? mas por aqui? — perguntou a si mesmo, estava vindo várias abelhas e Mikken tentava se desfiar delas, uma tentativa falha.
Uma abelha veio de frente com o seu rosto, picando com o seu ferrão grande. As abelhas do norte tinham uma substância em seu ferrão, uma substância que deixa a vitíma atordoada, aquela substância era para imobilizar as presas das abelhas, mas teve outra função em Mikken. O mesmo estava zonzo, e sem reação. Caiu no chão atordoado e tonto.*** Estava desmaiado, acordou quando ouviu barulho de patas, pinças e coisas arranhando-se, logo reparou que se tratava de uma aranha. Uma aranha que causava arrepios. Os braços de Mikken não se movia, um dos efeitos da ferroada da abelha era a imobilização. Ele se esforçava para sair dali, e mover seus braços — Droga, droga! maldita abelha, malditos insetos! — estava frustrado e com medo daquilo tudo. A aranha estava em cima dele, Mikken estava com medo de tomar uma mordida fatal, ficou quieto e calado. A aranha soltou teias em seus braços e com suas pinças foi rolando o corpo de Mikken como uma bala para comercio. A teia foi para sua boca, e impediu o de falar e gritar. Agora estava todo embalado, como um doce. A aranha foi embora em busca do odor dos ovos batendo as pinças viscosas. Mikken estava perdido, comeu um pouco de teia, para livrar a sua boca. Conseguiu tirar um pouco, não muita completamente — SOCORRO! ME AJUDEM, ME AJUDEM! — gritou ele em um tom abafado, ninguém ouvira aquilo. E ficou lá, se molhando na chuva, com lama em sua cara, e folhas sobre seu corpo e além de tudo: estava preso
Notas finais
Pronuncia:
- Morks - Mórquis
- Leprasminhocas - Lêprasminhocas
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