Mihael Keehl
1 Capítulo 1
A sala principal da Wammy’s House estava quase vazia, um garoto loiro com cabelo chanel e vestes escuros degustava uma barra de chocolate, enquanto observava pela janela outro menino, era franzino, possuía cabelos brancos um tanto ondulados e carregava brinquedos, acompanhado de Roger.
Os garotos eram respectivamente Mello e Near, este ultimo havia chegado ao orfanato hoje; Mello vira o rosto e lá está Matt, o ruivo jogava nostalgicamente em seu portátil, encostado na parede.
–Esse é o garoto que tanto você falava, Matt?
–Sim, L se sentiu admirado com as capacidades dele.
–Droga! Eu farei tudo para ser o número Um!
A porta começa a abrir-se, surge um olhar morto e uma voz calma:
–Este é o novo integrante do orfanato, seu nome é...
–Near, apenas Near. *Observa ao redor e foca o olhar frio em Mello*
–Roger, este é o pirralho que L achou interessante? Diga logo!
Outro garoto se aproxima, utiliza uma mascara bastante singular que faz alusão a matemática, possui cabelos azuis escuros, logo diz:
–Bem vindo Near, creio que nos daremos muito bem *Estende a mão e cumprimenta-o* Sou F
– *Sorri enquanto enrola o cabelo com um dos dedos* Obrigado F, e Mello, se você fosse menos arrogante e tivesse o mínimo de bom senso, teria a chance de ser um ótimo sucessor do L.
Mello mostra um sorriso falso e diz:
–Se é assim Near, vamos jogar, eu usarei todos os métodos possíveis para estar na sua frente, e não sou inferior a você. E quanto a F, não se intrometa na nossa conversa.
–Que tal um quebra cabeças Mello? Parece tão confiante em si, não é?
–Quanta estupidez, não pode demostrar sua inteligência a mim com um joguinho tão idiota.
–Quem não consegue ganhar um simples jogo, ou montar um quebra cabeças, não passa de um perdedor. Em nenhum momento eu falei que era inferior a mim Mello; Roger ,aquele quebra cabeças ali, está disponível?
–Claro Near, pode busca-lo.
–Um para mim também, quero te desafiar *Sorri enquanto toma mel, seu vicio*
Mello observa-os com escárnio e empurra a porta com força, chama por Matt
–O que foi Mello, algo errado?
–Está mais que na hora de mostrar meu potencial aquele moleque, vou provar que posso alcançar L, ou melhor, que posso ser tão bom quanto ele.
Enquanto isso, Roger liga um monitor e a letra L surge, reúne os membros do orfanato
–Jovens, por favor venham cá, pode falar L.
–Olá a todos aqui presentes, sou L , o que gostariam de saber sobre mim?
N pergunta:
–L gostaria de saber o que faria caso... *É interrompido por M *
–L! Não reconhece minhas capacidades? Near realmente é superior a mim? Já estou cansado desse lugar!
–Mello, creio que atualmente as habilidades dedutivas e analíticas de Near estão acima das suas, você não está longe de alcança-lo, é provavelmente o segundo mais talentoso de todo o orfanato.
–Provavelmente? Segundo mais talentoso? NÃO!! Você está enganado! Eu não posso estar abaixo dele! *Sentindo-se humilhado, planeja fugir para a biblioteca*
–Vai fugir do seu objetivo Mello? Sabe que pode alcança-lo.
Mello retira uma barra de chocolate do bolso, morde um pedaço e diz:
–De forma alguma
A madrugada havia chegado e Mello não conseguia dormir, levantara da cama para observar a janela, uma chuva vigorosa fazia-o arrupiar ao som dos trovões, logo desce as escadas e percebe que Near ainda estava acordado, empilhando dados por toda a sala.
–O que faz aqui Mello? *De costas para ele*
–Nada demais, apenas estou com um pouco de insônia e você?
–Estava refletindo sobre as palavras do L.
–Entendo...
Logo amanhece, Mello havia passado a noite naquela sala, é acordado por Roger
–Mello, acorde, por que dormiu aqui? Acorde, pois Matt te espera na Biblioteca
–Roger...os dias aqui são repetitivos e entediantes, e eu simplesmente não me entendo mais. Meus modos... sou apenas um arrogante e convencido, não é?
Matt surge trazendo uma barra de chocolates para ele, tinha escutado toda a conversa atrás da porta junto a Near e F, diz:
–Não fale mal de si Mello, por que não tenta sorrir? *Entregando o chocolate a ele*
– *Sorri * Eu vou me esforçar para te superar Near...Nosso jogo vai começar a partir de agora e não vou facilitar as coisas para você.
Near sorri atrás da porta e fala baixinho:
–Eu aceito seu desafio, Mello.
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